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15 mulheres que deveriam estar no Hall da Fama do Rock

Nina Simone, Björk, Carole King e Courtney Love estão entre os nomes que ainda não foram lembrados pela instituição

por Redação em 07/04/2017

Já faz 30 anos desde que Aretha Franklin se tornou a primeira mulher no Hall da Fama do Rock. Além dela, outros 25 artistas foram consagrados no museu em Cleveland, Estados Unidos. Nos últimos cinco anos, apenas outras cinco mulheres (ou grupos liderados por elas) foram homenageadas e desde 2013 que mais de uma artista feminina não é reconhecida na mesma cerimônia.

A falta de equidade de gêneros é tão marcante que, em 2016, Steve Miller foi um dos homenageados e criticou o comitê responsável pelas escolhas por disparidade, sugerindo uma expansão na visão e maior inclusão para as mulheres.

A cantora de folk Joan Baez será incluída no Hall da Fama esta sexta-feira (07/04), mas Janet Jackson e Chaka Khan – indicadas duas vezes – não foram escolhidas.

Reunimos na galeria a seguir 10 mulheres que já fizeram mais que o suficiente para serem homenageadas e outras cinco que podem ter uma chance nos próximos anos. Vale lembrar que para uma artista ser indicada, ela precisa ter lançado seu álbum de estreia há pelo menos 25 anos:

1. Carole King:  Parece impossível que uma das artistas mais influentes dos anos 1970 e a mulher por trás de Tapestry, um dos álbuns mais vendidos e bem recebidos pela crítica da década ainda não tenha sido incluída no Hall da Fama. A cantora e compositora foi lembrada por suas composições ao lado de seu parceiro Gerry Goffin nos anos 1990, mas nunca foi reconhecida como performer. 

Divulgação

2. Björk: "Mas Debut não foi lançado em 1993?” você pode perguntar. Sim, mas apesar do título deste álbum, a estreia de Björk foi em 1977, quando ela lançou um disco homônimo na Islândia aos 11 anos de idade – tornando possível sua inclusão no Hall por mais de uma década. Apesar de as conquistas artísticas da cantora nunca terem resultado em uma venda espetacular de discos e suas composições não poderem ser classificadas como rock, sua veia artística é única e ela serve como inspiração para uma geração atual de brilhantes músicos.

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3. Nina Simone: Outra artista sem comparação, Nina Simone parece ter existido somente em sua própria linha do tempo musical; talvez, por isso, não tenha sido reconhecida até hoje pelo Hall da Fama. Ela se mantém como forte referência no rock e no pop, seja por uma regravação do Muse, os samples de Kanye West, ou cantada por Lauryn Hill. Só dê uma olhada na imensa lista de artistas na seção “Legado e Influência” na página da cantora no Wikipédia e tente encontrar uma explicação lógica do porquê ela não foi homenageada até hoje. 

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4. Kate Bush:  Como Björk, Kate Bush é líder de inspiração para aqueles que o Hall da Fama não consegue deixar de fora das indicações. Sua presença nos Estados Unidos nunca chegou perto do seu sucesso na Europa, mas sua influência musical é gigantesca. Até mesmo 2Pac, um dos homenageados desse ano, era um ávido ouvinte. 

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5. Kim Gordon / Sonic Youth: Uma das mais importantes e brilhantes bandas de rock alternativo dos anos 1980 e 1990 – apesar de nunca ter tido uma presença regular nas rádios – a Sonic Youth parece destinada a ser reconhecida pelo Hall da Fama somente após grupos mais famosos que eles influenciaram terem conseguido suas vagas. Não há dúvidas de que a cabeça cultural da banda era a baixista Kim Gordon – que escreveu e cantou em várias das melhores músicas, se provou como ícone no mundo da arte e da moda.

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6. Whitney Houston: É uma boa discussão sobre o real motivo por trás do nome do museu. Mas como definições podem mudar, Whitney Houston deve receber uma homenagem póstuma como uma das maiores estrelas do pop e do R&B – e possivelmente a melhor cantora de sua geração. Se você tem dúvidas, pergunte a Aretha.

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7. Dolly Parton: Se vamos abrir as portas para Whitney, podemos receber Dolly também. A falta de atenção dada pelo Hall do Rock para Dolly é estendida a grandes mulheres do country – Patsy Cline, Loretta Lynn, Emmylou Harris – e a vários homens também. Mas com uma presença tão forte na música e na cultura popular pela metade de um século, soa errado que Dolly continue a ser excluída.

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8. Courtney Love / Hole: Isso nem deveria ser uma questão, já que a líder do Hole, Courtney Love, se encaixa nas melhores e nas piores partes do estereótipo de um rock star que o Hall da Fama parece amar. Mas décadas de injustiças artísticas e explícitas narrativas sexistas diminuíram o trabalho do Hole. A falta de vontade de Courtney de ser política na indústria faz com que o comitê não a veja com bons olhos.

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9. The Go-Go's: Vale inclusão somente pelo mérito histórico, já que o álbum de estreia Beauty And The Beat, de 1981, fez com que elas fossem o primeiro grupo totalmente feminino a chegar ao topo do Billboard 200, composto e cantado inteiramente pelas integrantes. Elas foram responsáveis por um grande número dos melhores hits pop/rock dos anos 1980 e também dos melhores clipes, que ajudaram a MTV a definir sua imagem nos anos de formação. 

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10. Janet Jackson: Ela já chegou perto de sua inclusão duas vezes, mas foi deixada de lado por artistas com uma fração de seu sucesso comercial e artístico, influência cultural e ressonância. 

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11. Sheryl Crow (elegível em 2018): Ela é ouvida universalmente, tem um catálogo impressionante de álbuns e singles e preenche os requisitos: escreve suas próprias músicas, toca vários instrumentos e continua parecendo uma estrela, independente de quantas cópias seus álbuns vendam. Como a quantidade de artistas que preenchem todos os requisitos estão diminuindo, parece uma aposta certa de que ela será homenageada cedo ou tarde.

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12. Lauryn Hill / The Fugees (elegível em 2019): The Fugees será um caso interessante para testar quanto o Hall do Rock quer abraçar o hip hop nos próximos anos – nenhum álbum de rap era ouvido pelos teimosos roqueiros na metade dos anos 1990 além de The Score, multi-platinado. Mas como o grupo não teve continuidade, pode ser difícil que sejam indicados juntos. Se esse for o caso, Lauryn Hill terá que esperar quatro anos até poder ser homenageada sozinha.

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13. Fiona Apple (elegível em 2021): Uma das artistas mais admirada pela crítica nas últimas duas décadas e apelo comercial suficiente para que seu nome seja reconhecido, graças ao álbum de estreia, Tidal, de 1996. Seu afastamento dos holofotes em anos recentes pode assustar alguns votantes mais idosos que não vão se encantar com suas excentricidades, mas uma geração de votantes que cresceu com seu brilho pode vir a homenageá-la. 

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14. Missy Elliott (elegível em 2022): Uma rock star com figurino típico do hip hop; Missy Elliot é um gênio musical que se tornou uma estrela, tão de outro mundo quanto Björk, mas que permaneceu relevante nas ondas do rádio norte-americano. Ela parece completamente fora de sentido para o Hall do Rock, mas amamos Missy porque ela sempre pareceu deslocada de qualquer lugar que não fosse seus próprios vídeos.

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15. Destiny's Child (elegível em 2023): Há 15 anos, a ideia de incluir o Destiny’s Child no Hall do Rock podia parecer absurdo – mas não sabíamos que Beyoncé se tornaria uma das artistas mais aclamadas pela crítica da sua geração. Ela quase foi homenageada e não seria surpresa que seu grupo também acabasse incluído: Destiny’s Child só compete com TLC pelo lugar de girl group mais amado e com a carreira de Beyoncé em uma crescente constante, o prestígio do grupo também aumenta. Já faz quase uma década que o último girl group, The Ronettes, foi incluído no Hall. Parece correto que o Destiny’s Child seja o primeiro grupo moderno a continuar a tradição.

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Já faz 30 anos desde que Aretha Franklin se tornou a primeira mulher no Hall da Fama do Rock. Além dela, outros 25 artistas foram consagrados no museu em Cleveland, Estados Unidos. Nos últimos cinco anos, apenas outras cinco mulheres (ou grupos liderados por elas) foram homenageadas e desde 2013 que mais de uma artista feminina não é reconhecida na mesma cerimônia.

A falta de equidade de gêneros é tão marcante que, em 2016, Steve Miller foi um dos homenageados e criticou o comitê responsável pelas escolhas por disparidade, sugerindo uma expansão na visão e maior inclusão para as mulheres.

A cantora de folk Joan Baez será incluída no Hall da Fama esta sexta-feira (07/04), mas Janet Jackson e Chaka Khan – indicadas duas vezes – não foram escolhidas.

Reunimos na galeria a seguir 10 mulheres que já fizeram mais que o suficiente para serem homenageadas e outras cinco que podem ter uma chance nos próximos anos. Vale lembrar que para uma artista ser indicada, ela precisa ter lançado seu álbum de estreia há pelo menos 25 anos:

1. Carole King:  Parece impossível que uma das artistas mais influentes dos anos 1970 e a mulher por trás de Tapestry, um dos álbuns mais vendidos e bem recebidos pela crítica da década ainda não tenha sido incluída no Hall da Fama. A cantora e compositora foi lembrada por suas composições ao lado de seu parceiro Gerry Goffin nos anos 1990, mas nunca foi reconhecida como performer. 

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2. Björk: "Mas Debut não foi lançado em 1993?” você pode perguntar. Sim, mas apesar do título deste álbum, a estreia de Björk foi em 1977, quando ela lançou um disco homônimo na Islândia aos 11 anos de idade – tornando possível sua inclusão no Hall por mais de uma década. Apesar de as conquistas artísticas da cantora nunca terem resultado em uma venda espetacular de discos e suas composições não poderem ser classificadas como rock, sua veia artística é única e ela serve como inspiração para uma geração atual de brilhantes músicos.

Divulgação

3. Nina Simone: Outra artista sem comparação, Nina Simone parece ter existido somente em sua própria linha do tempo musical; talvez, por isso, não tenha sido reconhecida até hoje pelo Hall da Fama. Ela se mantém como forte referência no rock e no pop, seja por uma regravação do Muse, os samples de Kanye West, ou cantada por Lauryn Hill. Só dê uma olhada na imensa lista de artistas na seção “Legado e Influência” na página da cantora no Wikipédia e tente encontrar uma explicação lógica do porquê ela não foi homenageada até hoje. 

Divulgação

4. Kate Bush:  Como Björk, Kate Bush é líder de inspiração para aqueles que o Hall da Fama não consegue deixar de fora das indicações. Sua presença nos Estados Unidos nunca chegou perto do seu sucesso na Europa, mas sua influência musical é gigantesca. Até mesmo 2Pac, um dos homenageados desse ano, era um ávido ouvinte. 

Divulgação

5. Kim Gordon / Sonic Youth: Uma das mais importantes e brilhantes bandas de rock alternativo dos anos 1980 e 1990 – apesar de nunca ter tido uma presença regular nas rádios – a Sonic Youth parece destinada a ser reconhecida pelo Hall da Fama somente após grupos mais famosos que eles influenciaram terem conseguido suas vagas. Não há dúvidas de que a cabeça cultural da banda era a baixista Kim Gordon – que escreveu e cantou em várias das melhores músicas, se provou como ícone no mundo da arte e da moda.

Divulgação

6. Whitney Houston: É uma boa discussão sobre o real motivo por trás do nome do museu. Mas como definições podem mudar, Whitney Houston deve receber uma homenagem póstuma como uma das maiores estrelas do pop e do R&B – e possivelmente a melhor cantora de sua geração. Se você tem dúvidas, pergunte a Aretha.

Divulgação

7. Dolly Parton: Se vamos abrir as portas para Whitney, podemos receber Dolly também. A falta de atenção dada pelo Hall do Rock para Dolly é estendida a grandes mulheres do country – Patsy Cline, Loretta Lynn, Emmylou Harris – e a vários homens também. Mas com uma presença tão forte na música e na cultura popular pela metade de um século, soa errado que Dolly continue a ser excluída.

Divulgação

8. Courtney Love / Hole: Isso nem deveria ser uma questão, já que a líder do Hole, Courtney Love, se encaixa nas melhores e nas piores partes do estereótipo de um rock star que o Hall da Fama parece amar. Mas décadas de injustiças artísticas e explícitas narrativas sexistas diminuíram o trabalho do Hole. A falta de vontade de Courtney de ser política na indústria faz com que o comitê não a veja com bons olhos.

Divulgação

9. The Go-Go's: Vale inclusão somente pelo mérito histórico, já que o álbum de estreia Beauty And The Beat, de 1981, fez com que elas fossem o primeiro grupo totalmente feminino a chegar ao topo do Billboard 200, composto e cantado inteiramente pelas integrantes. Elas foram responsáveis por um grande número dos melhores hits pop/rock dos anos 1980 e também dos melhores clipes, que ajudaram a MTV a definir sua imagem nos anos de formação. 

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10. Janet Jackson: Ela já chegou perto de sua inclusão duas vezes, mas foi deixada de lado por artistas com uma fração de seu sucesso comercial e artístico, influência cultural e ressonância. 

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11. Sheryl Crow (elegível em 2018): Ela é ouvida universalmente, tem um catálogo impressionante de álbuns e singles e preenche os requisitos: escreve suas próprias músicas, toca vários instrumentos e continua parecendo uma estrela, independente de quantas cópias seus álbuns vendam. Como a quantidade de artistas que preenchem todos os requisitos estão diminuindo, parece uma aposta certa de que ela será homenageada cedo ou tarde.

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12. Lauryn Hill / The Fugees (elegível em 2019): The Fugees será um caso interessante para testar quanto o Hall do Rock quer abraçar o hip hop nos próximos anos – nenhum álbum de rap era ouvido pelos teimosos roqueiros na metade dos anos 1990 além de The Score, multi-platinado. Mas como o grupo não teve continuidade, pode ser difícil que sejam indicados juntos. Se esse for o caso, Lauryn Hill terá que esperar quatro anos até poder ser homenageada sozinha.

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13. Fiona Apple (elegível em 2021): Uma das artistas mais admirada pela crítica nas últimas duas décadas e apelo comercial suficiente para que seu nome seja reconhecido, graças ao álbum de estreia, Tidal, de 1996. Seu afastamento dos holofotes em anos recentes pode assustar alguns votantes mais idosos que não vão se encantar com suas excentricidades, mas uma geração de votantes que cresceu com seu brilho pode vir a homenageá-la. 

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14. Missy Elliott (elegível em 2022): Uma rock star com figurino típico do hip hop; Missy Elliot é um gênio musical que se tornou uma estrela, tão de outro mundo quanto Björk, mas que permaneceu relevante nas ondas do rádio norte-americano. Ela parece completamente fora de sentido para o Hall do Rock, mas amamos Missy porque ela sempre pareceu deslocada de qualquer lugar que não fosse seus próprios vídeos.

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15. Destiny's Child (elegível em 2023): Há 15 anos, a ideia de incluir o Destiny’s Child no Hall do Rock podia parecer absurdo – mas não sabíamos que Beyoncé se tornaria uma das artistas mais aclamadas pela crítica da sua geração. Ela quase foi homenageada e não seria surpresa que seu grupo também acabasse incluído: Destiny’s Child só compete com TLC pelo lugar de girl group mais amado e com a carreira de Beyoncé em uma crescente constante, o prestígio do grupo também aumenta. Já faz quase uma década que o último girl group, The Ronettes, foi incluído no Hall. Parece correto que o Destiny’s Child seja o primeiro grupo moderno a continuar a tradição.

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