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1933-2016: As divas na história do pop

De Billie Holiday a Lady Gaga, veja as artistas que mais lacraram e ganharam o disputado título

por Rebecca Silva em 14/11/2016

Ser uma diva não é para qualquer artista. Na sexta-feira (18/11), Grace Jones, considerada a mãe das divas modernas, se apresenta em São Paulo. E para aproveitar a data, faremos um especial durante toda a semana sobre essas artistas que encantam os nossos sentidos: as divas.

Nesse primeiro dia de especial, montamos uma linha do tempo com as maiores divas da música. Nosso marco inicial é 1933, quando Billie Holiday começa a sua carreira – como vamos explicar mais adiante, o termo nasceu na ópera foi para o jazz e depois para o pop.

Depois de Holiday temos nomes como Aretha Franklin, Cher, Madonna e encerramos a lista com Lady Gaga.

Veja a galeria:

Billie Holiday – 1933-1959

Ela fez sua estreia nos palcos dos clubes obscuros do Harlem, em Nova York. Apesar de nunca ter tido treinamento e nunca ter aprendido a ler música, ela se tornou uma participante ativa na cena vibrante do jazz. Aos 18 anos, foi vista por John Hammond e conseguiu seu primeiro contrato de gravação de disco. Em 1935, gravou seus hits “What A Little Moonlight Can Do” e “Miss Brown To You”. Apesar da falta de técnica, sua dicção, jeito de falar as palavras e a intensidade dramática de suas interpretações a consagraram. Sua voz única e cheia de alma e sua capacidade de tornar cada música que interpretava especial a tornaram uma superestrela. Sua voz aguda é considerada uma das melhores do jazz de todos os tempos.

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Ella Fitzgerald – 1936-1991 

Conhecida como “Primeira Dama Da Canção”, foi a cantora de jazz mais popular dos Estados Unidos. Em seus anos de atuação, ganhou 13 prêmios Grammy e vendeu mais de 40 milhões de álbuns. Sua marca registrada é a voz flexível e de grande alcance.

Aos 15 anos, se viu sozinha, após a morte dos pais e sem dinheiro, durante a Grande Depressão Americana. Em 1934, foi sorteada para se apresentar na Noite dos Amadores no famoso teatro Apollo, em Nova York. Bem recebida pelo público, passou a se inscrever em concursos. Aos 21 anos, gravou um álbum que acabou vendendo um milhão de cópias, chegou ao 1º lugar dos rankings e, de repente, ficou famosa. Em suas apresentações, aproveitava para usar as memórias dos tempos difíceis que viveu para reunir emoções.

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Sarah Vaughan – 1942-1989 

Filha de uma família extremamente religiosa e ativa na Igreja Batista, começou a tocar piano aos sete anos e cantava no coro da igreja. Adolescente, começou a frequentar o teatro Apollo com seus amigos. Aos 18 anos, participou do concurso da Noite de Amadores do teatro Zeus e ganhou a competição. Como prêmio, recebeu 10 dólares e a promessa de se apresentar no Apollo. No ano seguinte, já foi convidada para ser cantora fixa do teatro. Apesar de parte da crítica não gostar do seu estilo de cantar, julgado como muito “estilizado”, ela ganhou o prêmio Grammy e o NEA, prêmio mais importante do jazz, em 1989. Com voz grave e versátil, ela foi uma das primeiras artistas a incorporar tendências do bebop.

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Maria Callas – 1947-1965

Cantora erudita, foi considerada a maior celebridade da ópera do século XX. Suas interpretações dramáticas e sua técnica vocal eram muito elogiadas pela crítica, por quem era chamada de La Divina (Te lembra alguma coisa?). Se apresentou nas mais importantes casas de espetáculo de ópera no mundo. Como era uma figura muito pública, ajudou a reviver o interesse pela gênero. Abandonou a carreira por causa do seu desequilíbrio emocional, causado por seu marido, Aristóteles Onassis. Sua falta de comprometimento com o trabalho e a frequência em festas prejudicaram sua voz e ocasionaram o fim da sua trajetória, que ajudou a levar a música erudita para o pop.

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Aretha Franklin – 1956-Atualmente

A rainha da soul music criou um legado que atravessou seis décadas, desde sua primeira gravação, ainda adolescente, até o seu último álbum lançado. Ganhou o prêmio Grammy 18 vezes, além de ter sido homenageada duas vezes pela premiação. Sua voz poderosa, com uma pitada gospel, influenciou cantoras de diferentes gerações, tornando-a a primeira mulher a fazer parte do Rock & Roll Hall of Fame. Seu álbum mais recente é uma homenagem a todos os nomes que estão na galeria: Aretha Franklin Sings the Great Diva Classics.

 

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Tina Turner – 1958-Atualmente

Tina começou a cantar ainda nova, no coral da igreja, mas o grande passo de sua carreira artista se deu quando conheceu Ike Turner e a banda King of Rhythm em um clube. Impressionada, Tina sentiu vontade de fazer parte daquilo e, no intervalo da apresentação, fez um teste com Ike. Ela recebeu dicas de canto e presença de palco daquele que, um dia, se tornaria seu marido. A sorte de Tina foi quando o vocalista da banda de Ike faltou no dia da gravação da faixa “Fool In Love”, em 1960, e ela o substituiu. Infelizmente, a parceria dos dois acabou manchada com as agressões que Tina sofreu e pelo abuso de drogas. Ela iniciou sua carreira solo após se separar e conquistou o mundo com suas performances eletrizantes, seus poderosos vocais e sua presença de palco.

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Nina Simone – 1959-1993

Uma verdadeira contadora de histórias, usou seu talento para criar um legado de liberação, empoderamento, paixão e amor. Os sinais de seu dom apareceram cedo: Nina começou a tocar piano, de ouvido, aos três anos de idade. Logo passou a tocar na igreja da mãe e se apaixonou pelos clássicos. Em 1954, tentando encontrar uma forma de se sustentar, ela cantou em um bar. Rapidamente, ela virou uma sensação na cidade. Muito além de sua voz rica e profunda, Nina usava sua música como plataforma para comentários sociais e mudanças em um período conturbado.

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Diana Ross – 1959-Atualmente

A cantora chamou a atenção de um gerente artístico e logo passou a fazer parte do grupo vocal The Primettes. Em um teste para a famosa gravadora Motown, conheceu o CEO da empresa, Berry Gordy. Apesar de não terem sido escolhidas, Ross passou a fazer todos os tipos de trabalho que lhe fossem oferecidos dentro da gravadora – chegando a bater palmas e fazer backing vocal em faixas de artistas como Marvin Gaye. Alguns anos depois, o grupo finalmente conseguiu assinar com a gravadora com um novo nome, The Supremes. Diana atuava como figurinista, costureira, cabeleireira e maquiadora do grupo, além de cantora, claro. Por causa das brigas entre as integrantes, Diana se separou do grupo e lançou sua carreira solo e decolou. Foi madrinha de muitos outros nomes da música – entre eles, Michael Jackson.

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Elton John – 1963-Atualmente

No italiano existe o termo “divo”. Mas Elton John aparece nessa lista como diva mesmo. Assim como outros nomes masculinos, como David Bowie, Elton sempre se preocupou com sua performance e incluía figurinos e cenários entre as suas prioridades. Isso acabou influenciando muitos artistas que vieram depois dele – e muitas divas dessa lista. E a gente tem certeza de que Elton John iria AMAR estar nessa galeria de divas.

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Cher – 1965-Atualmente

A Deusa do Pop que conhecemos hoje começou sua carreira de forma bem diferente: como parte da dupla de folk Sonny & Cher, que formou com o marido, competindo com os Beatles e a invasão britânica e o Motown. Desde então, já cantava sobre temas que não eram muito discutidos na música americana e era apontada como nome importante para a expansão da presença feminina no rock. Após seu divórcio, passou a experimentar estilos diferentes, como a disco music e a new wave e a ditar moda com seu estilo excêntrico. Também marcou presença no cinema, chegando a ganhar o Oscar de Melhor Atriz em 1988 por Feitiço da Lua. Ela é a única artista a ter alcançado o primeiro lugar nas paradas da Billboard em cada uma das últimas seis décadas, se adaptando às tendências de cada época.

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Donna Summer – 1971-2008

A Rainha da Disco chegou na cena antes dela explodir e continuou nela após o seu declínio. Donna começou na música como a grande maioria: na igreja. Chegou a participar de musicais na Alemanha, onde se casou. Seu primeiro grande sucesso foi o hit “I Feel Love”, de 1977, primeira música feita exclusivamente com o acompanhamento de sintetizador. As inovações de seus hits eram ideias de Giorgio Moroder, contribuidor e amigo de longa data de Donna.

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Grace Jones – 1977-Atualmente

Antes de estourar com hits dance e disco, era modelo de sucesso em Nova York e Paris. Era musa de Andy Warhol, tendo sido fotografada pelo artista diversas vezes. No começo dos anos 1980, resolveu inovar e mudar seu estilo musical e seu visual, adotando um look andrógino ao som da new wave. Até hoje, é conhecida pelo seu look icônico, suas capas de disco memoráveis e sua música, apresentadas em performances cheias de personagens e figurinos diferentes e artísticos. É tida por muitos críticos e entendidos em moda como a mãe das divas modernas ao se preocupar igualmente com a performance e com a voz.

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Gloria Estefan – 1977-Atualmente

Cubana, Gloria começou a carreira ao lado do marido, Emilio Estefan, que conheceu na universidade, no grupo Miami Sound Machine. A banda mesclava pop, rock e sons latinos, cantando em inglês e espanhol e fazendo relativo sucesso na América Latina. Em 1991, após anos excursionando com o grupo, Gloria se lançou na carreira solo e foi muito bem recebida, sendo reconhecida até hoje por sua contribuição para a difusão da música latina nos Estados Unidos.

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Céline Dion – 1981-Atualmente

Desde muito nova, Céline acompanhava os pais e os irmãos em pequenos shows que faziam onde moravam, para a comunidade. Seu talento logo foi percebido pela mãe, que decidiu investir na filha. Ela enviou uma fita cassete com gravações de Céline para o empresário René Angélil. Era o início de uma parceria de toda a vida. Ainda adolescente, ela se apresentou em grandes palcos e para milhares de pessoas.

Sua entrada no mercado americano se deu apenas em 1990, ao lançar o álbum Unison. Sua voz forte e marcante logo conquistou o mercado de trilhas sonoras, levando-a, inclusive, a ganhar um Oscar pela faixa “My Heart Will Go On”, do filme Titanic.

No começo de 2016, Céline perdeu o empresário (que se tornou marido e parceiro) René e o irmão em questão de dias. Mesmo abalada, ela continuou trabalhando em sua residência fixa em Las Vegas, além de lançar um álbum em inglês e outro em francês.

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Madonna – 1982-Atualmente 

Antes de se tornar o polêmico furacão que é, Madonna fez parte de algumas bandas, atuou como backing vocal e trabalhava como dançarina. É famosa a história de que largou tudo atrás do sonho de ser artista e foi para Nova York com alguns tostões no bolso. Foi quando conseguiu um encontro com o fundador da gravadora Sire Records e assinou um contrato. Seus singles fizeram sucesso nas pistas e logo Madonna estava ditando moda com seu estilo, suas roupas e seus clipes. Ela virou tendência. Seu reconhecimento mundial chegou com o segundo álbum, Like A Virgin. Conhecida pela renovação frequente da carreira e da imagem pela ousadia na temática, nos figurinos, nas performances e nas declarações, constantemente é citada como referência por nomes que vieram depois dela.

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Whitney Houston – 1983-2012

Houston não poderia ter nascido em um lar mais musical: sua mãe, Cissy Houston, suas primas Dionne Warwick e Dee Dee Warwick e sua madrinha, Aretha Franklin, eram grandes cantoras. Por causa do seu talento, cantava em casas noturnas de Nova York ao lado da mãe e acabou sendo descoberta por Clive Davis, da gravadora Arista. Ela chegou a fazer backing vocal para outros nomes até que seu primeiro álbum fosse finalizado. Suas músicas românticas fizeram muito sucesso, assim como seu papel de protagonista no filme O Guarda-Costas. Em 2012, foi encontrada morta no hotel Beverly Hilton, por afogamento.

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Mariah Carey1988-Atualmente

Filha de cantora de ópera e treinadora vocal, Mariah nunca se sentiu pressionada a seguir a mesma carreira da mãe, mas demonstrou desde nova ter talento e muito domínio da técnica. Enquanto ainda cursava o ensino médio, começou a escrever e compor músicas. Logo surgiu a esperança de gravar uma fita e enviá-la para algumas gravadoras. Graças a algumas amizades, Carey conseguiu entregar a demo para Tommy Mottola, na época, diretor executivo da Sony e da Columbia. Encantado, ele procurou por ela durante semanas, quando foi contratada – e, logo depois, casada. Sua primeira fase é mais soul, ainda que focada para um público mainstream. Alguns anos depois, já divorciada de Mottola, ela decidiu procurar novos produtores e fazer um novo tipo de som, que ficou marcado pelo lançamento do álbum Butterfly. Uma imagem mais sexy da cantora também começou a ser trabalhada nessa época. Seu estilo único de cantar impactou a música, influenciando gerações de cantores. Ela também é responsável por trazer toques do hip hop para a cultura pop, com as participações dos rappers nas canções.

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Shakira – 1990-Atualmente

Seu primeiro álbum foi gravado quando ela tinha apenas 13 anos, com músicas escritas por ela quando tinha oito. Seu som misturava pop/rock, disco e letras românticas. Depois de alguns fracassos, recebeu pouquíssimo dinheiro da gravadora para trabalhar em seu terceiro álbum. Foi aí que ela começou a produzir suas próprias músicas, tendo mais controle criativo sobre seu trabalho. O disco, Pies Descalzos, foi fortemente influenciado pela música americana, com letras melancólicas, mas inteligentes, misturando o acústico com o eletrônico, algo novo no pop latino. Após o sucesso do disco, Shakira começou a investir na carreira internacional e em um trabalho em inglês, principalmente após o sucesso de Ricky Martin. O primeiro lançamento em inglês foi Laundry Service, de 2001. O álbum estreou em 3º lugar no Billboard 200. Ela foi criticada por alguns especialistas mais resistentes às mudanças e por alguns de seus fãs que acreditavam que ela estava perdendo as raízes e se vendendo ao pop americano. A verdade é que Shakira é um case de sucesso e serve de inspiração para muitos outros artistas latinos que aspiram uma carreira internacional.

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Beyoncé – 1995-Atualmente

Interessada pelas artes desde pequena, fez aula de dança e participou de seu primeiro show de talentos aos sete anos, cantando “Imagine”, de John Lennon. Um pouco depois, conheceu LaTavia, com quem viria a formar o grupo Girl's Tyme, com outras cinco integrantes. Seu pai deixou o emprego para poder gerenciar o grupo. Em 1996, o Girl's Tyme vira Destiny's Child e chega a assinar contrato com uma gravadora. O sucesso de verdade começou em 1997, com o lançamento de músicas pela Columbia e os shows de abertura para o TLC. O grupo mudou muito de integrantes, mas foi ao lado de Kelly Rowland e Michelle Williams que Beyoncé ficou realmente famosa. Depois do fim do trio, ela lançou seu álbum de estreia Dangerously In Love, vendendo mais de 300 mil cópias na semana de lançamento. De lá para cá, Beyoncé foi a integrante que mais se destacou, se tornando um dos grandes nomes do pop mundial.

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Britney Spears 1998-Atualmente

Mais uma criança talentosa, Britney fez aulas de dança e canto e participava das peças teatrais da escola. Em 1992, já adolescente, passou a integrar o elenco do programa Clube do Mickey, ao lado de nomes que também viriam a fazer sucesso como Christina Aguilera, Justin Timberlake e do ator Ryan Gosling. Após o fim do programa, ela passou a ir atrás de sua carreira como cantora e chegou a ser recusada por algumas gravadoras. Inicialmente, seu som era pra ter seguido o estilo de Sheryl Crowe, mas ela acabou cedendo aos pedidos da gravadora. Seu álbum de estreia, ...Baby One More Time estreou no 1º lugar do ranking Billboard 200. Ficou conhecida por suas coreografias e performances de tirar o fôlego, além da sensualidade (e do playback).

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Jennifer Lopez 1999-Atualmente

Ela começou sua carreira como atriz, mas também fazia algumas pontas como dançarina em alguns clipes e programas de TV. Apesar de fazer filmes sem muita expressão, Jennifer já tinha um certo nome do meio quando gravou Selena. Foi quando se sentiu conectada com suas raízes latinas e resolveu gravar uma demo em espanhol. Tommy Mottola (ele mesmo, o da Mariah), gostou do trabalho, mas sugeriu que ela cantasse em inglês. Seu sucesso musical surpreendeu os críticos, que não achavam que ela pudesse ter tantos talentos. Aos poucos, ela foi ganhando o público e a crítica e se transformou em uma verdadeira diva pop.

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Christina Aguilera – 1999-Atualmente

A artista encontrou na música uma forma de fugir dos problemas em casa, da relação difícil entre seus pais. Ainda criança, já era conhecida localmente por sua voz poderosa. Integrou o elenco do Clube do Mickey ao lado de Britney, que a apelidou de “diva”, por causa de seu talento vocal. Em 1998, ela enviou uma demo cantando “Run To You”, de Whitney Houston, para um teste da trilha sonora do filme Mulan, da Disney. A gravação chamou a atenção do executivo Ron Fair que a levou para assinar um contrato com a gravadora RCA na mesma semana. Ela lançou, então, seu primeiro álbum, homônimo, e ganhou um Grammy como Artista Revelação.

Além da voz potente, Christina também é conhecida pela constante renovação em sua carreira, assumindo diferentes estilos a cada disco lançado.

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Amy Winehouse – 1999-2011

Desde os primeiros anos de Winehouse, a música fez parte do seu cotidiano, especialmente o jazz, já que seus tios eram músicos e seu pai, Mitch, gostava de cantar sucessos de Frank Sinatra e Ella Fitzgerald para ela. Sempre cantarolando pelos cantos, Amy ganhou uma bolsa para uma escola de artes e conheceu Tyler James, amigo que a ajudou a conseguir seu primeiro contrato com uma gravadora. Aos 15, compôs suas primeiras músicas e começou a se apresentar em clubes de jazz em Londres. Amy chamava a atenção pelo seu visual, sua personalidade irreverente e pelo seu timbre vocal. Era uma alma velha em um corpo jovem. Por causa do uso constante de drogas e álcool, sua carreira meteórica chegou ao fim tão rápido quanto começou. Ela foi encontrada morta em casa, em 2011.

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Katy Perry – 2001-Atualmente

Katy Perry é a primeira diva que surgiu nos anos 2000. Criada em uma família ultra religiosa, filha de pastores, Katy cresceu ouvindo apenas música gospel. Desde nova mostrou sua vontade e talento para cantar e foi incentivada pelos pais a fazer aulas. Aos 15, se mudou para Nashville para investir na carreira como cantora country, usando o nome Katy Hudson, onde aprendeu a tocar guitarra e a compor. Em 2001, a cantora lançou seu primeiro álbum de estúdio, gospel. O trabalho foi sucesso com a crítica, mas vendeu apenas 252 exemplares. Frustrada, ela se mudou para Los Angeles, onde começou a trabalhar em gravadoras como crítica e conheceu o ex-presidente da Capitol, Jason Flom. Foi aí que sua carreira deu uma virada e o pop entrou em sua vida. Seu estilo teatral, com figurinos excêntricos, coloridos e cenários produzidos são destaque, assim como suas composições.

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Rihanna – 2005-Atualmente

De Barbados, pequeno país da América Central, começou a cantar aos nove anos no ensino primário da escola, onde formou seu primeiro grupo com algumas colegas. Aos 15 anos, foi apresentada ao produtor musical Evan Rogers, responsável por produzir nomes como Christina Aguilera, Laura Pausini e Kelly Clarkson. Depois de uma audição, ela foi chamada para gravar uma demo, que foi enviada a Jay Z. Ele imediatamente quis assinar contrato com a cantora. Seu primeiro grande sucesso mundial veio alguns anos depois com o hit “Umbrella”. Desde então, Rihanna se tornou referência não apenas por sua irreverência e seu talento, mas também por sua influência na moda.

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Adele2006-Atualmente

Ela começou a cantar aos quatro anos de idade, ouvindo Ella Fitzgerald e Etta James. Ao mesmo tempo que tinha contato com as grandes divas, sua mãe também a mostrou nomes como Mary J. Blige, Lauryn Hill e Destiny's Child. Talentosa, Adele se formou na BRIT School, por onde também passaram Kate Nash, Amy Winehouse e Jessie J. Logo após a formatura, ela disponibilizou sua demo no Myspace e conseguiu um contrato com uma gravadora. Seu álbum de estreia, 19, foi aclamado pela crítica e sucesso de vendas. O estouro mundial veio no disco seguinte, 21, com as faixas “Rolling In The Deep” e “Someone Like You”. Ela define seu estilo musical como "A alma do coração partido". Adele nos lembra, portanto, do estilo das primeiras divas.

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Lady Gaga2007-Atualmente

Ela aprendeu a tocar piano aos quatro anos de idade e escreveu a sua primeira canção  aos 13. Logo começou a se apresentar em casas noturnas. Deixou os estudos para focar em sua carreira, com o apoio do pai por um ano. Ela assinou seu primeiro contrato com uma gravadora aos 19 anos. Não deu certo, mas ela logo foi apresentada ao produtor RedOne. Gaga então se mudou para Los Angeles para trabalhar em seu primeiro álbum, The Fame. Muito inspirada por nomes que lançaram moda, como David Bowie, Madonna e Michael Jackson, Gaga dá uma atenção toda especial aos seus figurinos.

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1
Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
2
Amor Da Sua Cama
Felipe Araújo
3
Saudade
Eduardo Costa
4
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
5
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
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1933-2016: As divas na história do pop

De Billie Holiday a Lady Gaga, veja as artistas que mais lacraram e ganharam o disputado título

por Rebecca Silva em 14/11/2016

Ser uma diva não é para qualquer artista. Na sexta-feira (18/11), Grace Jones, considerada a mãe das divas modernas, se apresenta em São Paulo. E para aproveitar a data, faremos um especial durante toda a semana sobre essas artistas que encantam os nossos sentidos: as divas.

Nesse primeiro dia de especial, montamos uma linha do tempo com as maiores divas da música. Nosso marco inicial é 1933, quando Billie Holiday começa a sua carreira – como vamos explicar mais adiante, o termo nasceu na ópera foi para o jazz e depois para o pop.

Depois de Holiday temos nomes como Aretha Franklin, Cher, Madonna e encerramos a lista com Lady Gaga.

Veja a galeria:

Billie Holiday – 1933-1959

Ela fez sua estreia nos palcos dos clubes obscuros do Harlem, em Nova York. Apesar de nunca ter tido treinamento e nunca ter aprendido a ler música, ela se tornou uma participante ativa na cena vibrante do jazz. Aos 18 anos, foi vista por John Hammond e conseguiu seu primeiro contrato de gravação de disco. Em 1935, gravou seus hits “What A Little Moonlight Can Do” e “Miss Brown To You”. Apesar da falta de técnica, sua dicção, jeito de falar as palavras e a intensidade dramática de suas interpretações a consagraram. Sua voz única e cheia de alma e sua capacidade de tornar cada música que interpretava especial a tornaram uma superestrela. Sua voz aguda é considerada uma das melhores do jazz de todos os tempos.

Reprodução

Ella Fitzgerald – 1936-1991 

Conhecida como “Primeira Dama Da Canção”, foi a cantora de jazz mais popular dos Estados Unidos. Em seus anos de atuação, ganhou 13 prêmios Grammy e vendeu mais de 40 milhões de álbuns. Sua marca registrada é a voz flexível e de grande alcance.

Aos 15 anos, se viu sozinha, após a morte dos pais e sem dinheiro, durante a Grande Depressão Americana. Em 1934, foi sorteada para se apresentar na Noite dos Amadores no famoso teatro Apollo, em Nova York. Bem recebida pelo público, passou a se inscrever em concursos. Aos 21 anos, gravou um álbum que acabou vendendo um milhão de cópias, chegou ao 1º lugar dos rankings e, de repente, ficou famosa. Em suas apresentações, aproveitava para usar as memórias dos tempos difíceis que viveu para reunir emoções.

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Sarah Vaughan – 1942-1989 

Filha de uma família extremamente religiosa e ativa na Igreja Batista, começou a tocar piano aos sete anos e cantava no coro da igreja. Adolescente, começou a frequentar o teatro Apollo com seus amigos. Aos 18 anos, participou do concurso da Noite de Amadores do teatro Zeus e ganhou a competição. Como prêmio, recebeu 10 dólares e a promessa de se apresentar no Apollo. No ano seguinte, já foi convidada para ser cantora fixa do teatro. Apesar de parte da crítica não gostar do seu estilo de cantar, julgado como muito “estilizado”, ela ganhou o prêmio Grammy e o NEA, prêmio mais importante do jazz, em 1989. Com voz grave e versátil, ela foi uma das primeiras artistas a incorporar tendências do bebop.

Reprodução

Maria Callas – 1947-1965

Cantora erudita, foi considerada a maior celebridade da ópera do século XX. Suas interpretações dramáticas e sua técnica vocal eram muito elogiadas pela crítica, por quem era chamada de La Divina (Te lembra alguma coisa?). Se apresentou nas mais importantes casas de espetáculo de ópera no mundo. Como era uma figura muito pública, ajudou a reviver o interesse pela gênero. Abandonou a carreira por causa do seu desequilíbrio emocional, causado por seu marido, Aristóteles Onassis. Sua falta de comprometimento com o trabalho e a frequência em festas prejudicaram sua voz e ocasionaram o fim da sua trajetória, que ajudou a levar a música erudita para o pop.

Reprodução

Aretha Franklin – 1956-Atualmente

A rainha da soul music criou um legado que atravessou seis décadas, desde sua primeira gravação, ainda adolescente, até o seu último álbum lançado. Ganhou o prêmio Grammy 18 vezes, além de ter sido homenageada duas vezes pela premiação. Sua voz poderosa, com uma pitada gospel, influenciou cantoras de diferentes gerações, tornando-a a primeira mulher a fazer parte do Rock & Roll Hall of Fame. Seu álbum mais recente é uma homenagem a todos os nomes que estão na galeria: Aretha Franklin Sings the Great Diva Classics.

 

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Tina Turner – 1958-Atualmente

Tina começou a cantar ainda nova, no coral da igreja, mas o grande passo de sua carreira artista se deu quando conheceu Ike Turner e a banda King of Rhythm em um clube. Impressionada, Tina sentiu vontade de fazer parte daquilo e, no intervalo da apresentação, fez um teste com Ike. Ela recebeu dicas de canto e presença de palco daquele que, um dia, se tornaria seu marido. A sorte de Tina foi quando o vocalista da banda de Ike faltou no dia da gravação da faixa “Fool In Love”, em 1960, e ela o substituiu. Infelizmente, a parceria dos dois acabou manchada com as agressões que Tina sofreu e pelo abuso de drogas. Ela iniciou sua carreira solo após se separar e conquistou o mundo com suas performances eletrizantes, seus poderosos vocais e sua presença de palco.

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Nina Simone – 1959-1993

Uma verdadeira contadora de histórias, usou seu talento para criar um legado de liberação, empoderamento, paixão e amor. Os sinais de seu dom apareceram cedo: Nina começou a tocar piano, de ouvido, aos três anos de idade. Logo passou a tocar na igreja da mãe e se apaixonou pelos clássicos. Em 1954, tentando encontrar uma forma de se sustentar, ela cantou em um bar. Rapidamente, ela virou uma sensação na cidade. Muito além de sua voz rica e profunda, Nina usava sua música como plataforma para comentários sociais e mudanças em um período conturbado.

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Diana Ross – 1959-Atualmente

A cantora chamou a atenção de um gerente artístico e logo passou a fazer parte do grupo vocal The Primettes. Em um teste para a famosa gravadora Motown, conheceu o CEO da empresa, Berry Gordy. Apesar de não terem sido escolhidas, Ross passou a fazer todos os tipos de trabalho que lhe fossem oferecidos dentro da gravadora – chegando a bater palmas e fazer backing vocal em faixas de artistas como Marvin Gaye. Alguns anos depois, o grupo finalmente conseguiu assinar com a gravadora com um novo nome, The Supremes. Diana atuava como figurinista, costureira, cabeleireira e maquiadora do grupo, além de cantora, claro. Por causa das brigas entre as integrantes, Diana se separou do grupo e lançou sua carreira solo e decolou. Foi madrinha de muitos outros nomes da música – entre eles, Michael Jackson.

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Elton John – 1963-Atualmente

No italiano existe o termo “divo”. Mas Elton John aparece nessa lista como diva mesmo. Assim como outros nomes masculinos, como David Bowie, Elton sempre se preocupou com sua performance e incluía figurinos e cenários entre as suas prioridades. Isso acabou influenciando muitos artistas que vieram depois dele – e muitas divas dessa lista. E a gente tem certeza de que Elton John iria AMAR estar nessa galeria de divas.

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Cher – 1965-Atualmente

A Deusa do Pop que conhecemos hoje começou sua carreira de forma bem diferente: como parte da dupla de folk Sonny & Cher, que formou com o marido, competindo com os Beatles e a invasão britânica e o Motown. Desde então, já cantava sobre temas que não eram muito discutidos na música americana e era apontada como nome importante para a expansão da presença feminina no rock. Após seu divórcio, passou a experimentar estilos diferentes, como a disco music e a new wave e a ditar moda com seu estilo excêntrico. Também marcou presença no cinema, chegando a ganhar o Oscar de Melhor Atriz em 1988 por Feitiço da Lua. Ela é a única artista a ter alcançado o primeiro lugar nas paradas da Billboard em cada uma das últimas seis décadas, se adaptando às tendências de cada época.

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Donna Summer – 1971-2008

A Rainha da Disco chegou na cena antes dela explodir e continuou nela após o seu declínio. Donna começou na música como a grande maioria: na igreja. Chegou a participar de musicais na Alemanha, onde se casou. Seu primeiro grande sucesso foi o hit “I Feel Love”, de 1977, primeira música feita exclusivamente com o acompanhamento de sintetizador. As inovações de seus hits eram ideias de Giorgio Moroder, contribuidor e amigo de longa data de Donna.

Reprodução

Grace Jones – 1977-Atualmente

Antes de estourar com hits dance e disco, era modelo de sucesso em Nova York e Paris. Era musa de Andy Warhol, tendo sido fotografada pelo artista diversas vezes. No começo dos anos 1980, resolveu inovar e mudar seu estilo musical e seu visual, adotando um look andrógino ao som da new wave. Até hoje, é conhecida pelo seu look icônico, suas capas de disco memoráveis e sua música, apresentadas em performances cheias de personagens e figurinos diferentes e artísticos. É tida por muitos críticos e entendidos em moda como a mãe das divas modernas ao se preocupar igualmente com a performance e com a voz.

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Gloria Estefan – 1977-Atualmente

Cubana, Gloria começou a carreira ao lado do marido, Emilio Estefan, que conheceu na universidade, no grupo Miami Sound Machine. A banda mesclava pop, rock e sons latinos, cantando em inglês e espanhol e fazendo relativo sucesso na América Latina. Em 1991, após anos excursionando com o grupo, Gloria se lançou na carreira solo e foi muito bem recebida, sendo reconhecida até hoje por sua contribuição para a difusão da música latina nos Estados Unidos.

Reprodução

Céline Dion – 1981-Atualmente

Desde muito nova, Céline acompanhava os pais e os irmãos em pequenos shows que faziam onde moravam, para a comunidade. Seu talento logo foi percebido pela mãe, que decidiu investir na filha. Ela enviou uma fita cassete com gravações de Céline para o empresário René Angélil. Era o início de uma parceria de toda a vida. Ainda adolescente, ela se apresentou em grandes palcos e para milhares de pessoas.

Sua entrada no mercado americano se deu apenas em 1990, ao lançar o álbum Unison. Sua voz forte e marcante logo conquistou o mercado de trilhas sonoras, levando-a, inclusive, a ganhar um Oscar pela faixa “My Heart Will Go On”, do filme Titanic.

No começo de 2016, Céline perdeu o empresário (que se tornou marido e parceiro) René e o irmão em questão de dias. Mesmo abalada, ela continuou trabalhando em sua residência fixa em Las Vegas, além de lançar um álbum em inglês e outro em francês.

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Madonna – 1982-Atualmente 

Antes de se tornar o polêmico furacão que é, Madonna fez parte de algumas bandas, atuou como backing vocal e trabalhava como dançarina. É famosa a história de que largou tudo atrás do sonho de ser artista e foi para Nova York com alguns tostões no bolso. Foi quando conseguiu um encontro com o fundador da gravadora Sire Records e assinou um contrato. Seus singles fizeram sucesso nas pistas e logo Madonna estava ditando moda com seu estilo, suas roupas e seus clipes. Ela virou tendência. Seu reconhecimento mundial chegou com o segundo álbum, Like A Virgin. Conhecida pela renovação frequente da carreira e da imagem pela ousadia na temática, nos figurinos, nas performances e nas declarações, constantemente é citada como referência por nomes que vieram depois dela.

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Whitney Houston – 1983-2012

Houston não poderia ter nascido em um lar mais musical: sua mãe, Cissy Houston, suas primas Dionne Warwick e Dee Dee Warwick e sua madrinha, Aretha Franklin, eram grandes cantoras. Por causa do seu talento, cantava em casas noturnas de Nova York ao lado da mãe e acabou sendo descoberta por Clive Davis, da gravadora Arista. Ela chegou a fazer backing vocal para outros nomes até que seu primeiro álbum fosse finalizado. Suas músicas românticas fizeram muito sucesso, assim como seu papel de protagonista no filme O Guarda-Costas. Em 2012, foi encontrada morta no hotel Beverly Hilton, por afogamento.

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Mariah Carey1988-Atualmente

Filha de cantora de ópera e treinadora vocal, Mariah nunca se sentiu pressionada a seguir a mesma carreira da mãe, mas demonstrou desde nova ter talento e muito domínio da técnica. Enquanto ainda cursava o ensino médio, começou a escrever e compor músicas. Logo surgiu a esperança de gravar uma fita e enviá-la para algumas gravadoras. Graças a algumas amizades, Carey conseguiu entregar a demo para Tommy Mottola, na época, diretor executivo da Sony e da Columbia. Encantado, ele procurou por ela durante semanas, quando foi contratada – e, logo depois, casada. Sua primeira fase é mais soul, ainda que focada para um público mainstream. Alguns anos depois, já divorciada de Mottola, ela decidiu procurar novos produtores e fazer um novo tipo de som, que ficou marcado pelo lançamento do álbum Butterfly. Uma imagem mais sexy da cantora também começou a ser trabalhada nessa época. Seu estilo único de cantar impactou a música, influenciando gerações de cantores. Ela também é responsável por trazer toques do hip hop para a cultura pop, com as participações dos rappers nas canções.

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Shakira – 1990-Atualmente

Seu primeiro álbum foi gravado quando ela tinha apenas 13 anos, com músicas escritas por ela quando tinha oito. Seu som misturava pop/rock, disco e letras românticas. Depois de alguns fracassos, recebeu pouquíssimo dinheiro da gravadora para trabalhar em seu terceiro álbum. Foi aí que ela começou a produzir suas próprias músicas, tendo mais controle criativo sobre seu trabalho. O disco, Pies Descalzos, foi fortemente influenciado pela música americana, com letras melancólicas, mas inteligentes, misturando o acústico com o eletrônico, algo novo no pop latino. Após o sucesso do disco, Shakira começou a investir na carreira internacional e em um trabalho em inglês, principalmente após o sucesso de Ricky Martin. O primeiro lançamento em inglês foi Laundry Service, de 2001. O álbum estreou em 3º lugar no Billboard 200. Ela foi criticada por alguns especialistas mais resistentes às mudanças e por alguns de seus fãs que acreditavam que ela estava perdendo as raízes e se vendendo ao pop americano. A verdade é que Shakira é um case de sucesso e serve de inspiração para muitos outros artistas latinos que aspiram uma carreira internacional.

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Beyoncé – 1995-Atualmente

Interessada pelas artes desde pequena, fez aula de dança e participou de seu primeiro show de talentos aos sete anos, cantando “Imagine”, de John Lennon. Um pouco depois, conheceu LaTavia, com quem viria a formar o grupo Girl's Tyme, com outras cinco integrantes. Seu pai deixou o emprego para poder gerenciar o grupo. Em 1996, o Girl's Tyme vira Destiny's Child e chega a assinar contrato com uma gravadora. O sucesso de verdade começou em 1997, com o lançamento de músicas pela Columbia e os shows de abertura para o TLC. O grupo mudou muito de integrantes, mas foi ao lado de Kelly Rowland e Michelle Williams que Beyoncé ficou realmente famosa. Depois do fim do trio, ela lançou seu álbum de estreia Dangerously In Love, vendendo mais de 300 mil cópias na semana de lançamento. De lá para cá, Beyoncé foi a integrante que mais se destacou, se tornando um dos grandes nomes do pop mundial.

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Britney Spears 1998-Atualmente

Mais uma criança talentosa, Britney fez aulas de dança e canto e participava das peças teatrais da escola. Em 1992, já adolescente, passou a integrar o elenco do programa Clube do Mickey, ao lado de nomes que também viriam a fazer sucesso como Christina Aguilera, Justin Timberlake e do ator Ryan Gosling. Após o fim do programa, ela passou a ir atrás de sua carreira como cantora e chegou a ser recusada por algumas gravadoras. Inicialmente, seu som era pra ter seguido o estilo de Sheryl Crowe, mas ela acabou cedendo aos pedidos da gravadora. Seu álbum de estreia, ...Baby One More Time estreou no 1º lugar do ranking Billboard 200. Ficou conhecida por suas coreografias e performances de tirar o fôlego, além da sensualidade (e do playback).

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Jennifer Lopez 1999-Atualmente

Ela começou sua carreira como atriz, mas também fazia algumas pontas como dançarina em alguns clipes e programas de TV. Apesar de fazer filmes sem muita expressão, Jennifer já tinha um certo nome do meio quando gravou Selena. Foi quando se sentiu conectada com suas raízes latinas e resolveu gravar uma demo em espanhol. Tommy Mottola (ele mesmo, o da Mariah), gostou do trabalho, mas sugeriu que ela cantasse em inglês. Seu sucesso musical surpreendeu os críticos, que não achavam que ela pudesse ter tantos talentos. Aos poucos, ela foi ganhando o público e a crítica e se transformou em uma verdadeira diva pop.

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Christina Aguilera – 1999-Atualmente

A artista encontrou na música uma forma de fugir dos problemas em casa, da relação difícil entre seus pais. Ainda criança, já era conhecida localmente por sua voz poderosa. Integrou o elenco do Clube do Mickey ao lado de Britney, que a apelidou de “diva”, por causa de seu talento vocal. Em 1998, ela enviou uma demo cantando “Run To You”, de Whitney Houston, para um teste da trilha sonora do filme Mulan, da Disney. A gravação chamou a atenção do executivo Ron Fair que a levou para assinar um contrato com a gravadora RCA na mesma semana. Ela lançou, então, seu primeiro álbum, homônimo, e ganhou um Grammy como Artista Revelação.

Além da voz potente, Christina também é conhecida pela constante renovação em sua carreira, assumindo diferentes estilos a cada disco lançado.

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Amy Winehouse – 1999-2011

Desde os primeiros anos de Winehouse, a música fez parte do seu cotidiano, especialmente o jazz, já que seus tios eram músicos e seu pai, Mitch, gostava de cantar sucessos de Frank Sinatra e Ella Fitzgerald para ela. Sempre cantarolando pelos cantos, Amy ganhou uma bolsa para uma escola de artes e conheceu Tyler James, amigo que a ajudou a conseguir seu primeiro contrato com uma gravadora. Aos 15, compôs suas primeiras músicas e começou a se apresentar em clubes de jazz em Londres. Amy chamava a atenção pelo seu visual, sua personalidade irreverente e pelo seu timbre vocal. Era uma alma velha em um corpo jovem. Por causa do uso constante de drogas e álcool, sua carreira meteórica chegou ao fim tão rápido quanto começou. Ela foi encontrada morta em casa, em 2011.

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Katy Perry – 2001-Atualmente

Katy Perry é a primeira diva que surgiu nos anos 2000. Criada em uma família ultra religiosa, filha de pastores, Katy cresceu ouvindo apenas música gospel. Desde nova mostrou sua vontade e talento para cantar e foi incentivada pelos pais a fazer aulas. Aos 15, se mudou para Nashville para investir na carreira como cantora country, usando o nome Katy Hudson, onde aprendeu a tocar guitarra e a compor. Em 2001, a cantora lançou seu primeiro álbum de estúdio, gospel. O trabalho foi sucesso com a crítica, mas vendeu apenas 252 exemplares. Frustrada, ela se mudou para Los Angeles, onde começou a trabalhar em gravadoras como crítica e conheceu o ex-presidente da Capitol, Jason Flom. Foi aí que sua carreira deu uma virada e o pop entrou em sua vida. Seu estilo teatral, com figurinos excêntricos, coloridos e cenários produzidos são destaque, assim como suas composições.

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Rihanna – 2005-Atualmente

De Barbados, pequeno país da América Central, começou a cantar aos nove anos no ensino primário da escola, onde formou seu primeiro grupo com algumas colegas. Aos 15 anos, foi apresentada ao produtor musical Evan Rogers, responsável por produzir nomes como Christina Aguilera, Laura Pausini e Kelly Clarkson. Depois de uma audição, ela foi chamada para gravar uma demo, que foi enviada a Jay Z. Ele imediatamente quis assinar contrato com a cantora. Seu primeiro grande sucesso mundial veio alguns anos depois com o hit “Umbrella”. Desde então, Rihanna se tornou referência não apenas por sua irreverência e seu talento, mas também por sua influência na moda.

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Adele2006-Atualmente

Ela começou a cantar aos quatro anos de idade, ouvindo Ella Fitzgerald e Etta James. Ao mesmo tempo que tinha contato com as grandes divas, sua mãe também a mostrou nomes como Mary J. Blige, Lauryn Hill e Destiny's Child. Talentosa, Adele se formou na BRIT School, por onde também passaram Kate Nash, Amy Winehouse e Jessie J. Logo após a formatura, ela disponibilizou sua demo no Myspace e conseguiu um contrato com uma gravadora. Seu álbum de estreia, 19, foi aclamado pela crítica e sucesso de vendas. O estouro mundial veio no disco seguinte, 21, com as faixas “Rolling In The Deep” e “Someone Like You”. Ela define seu estilo musical como "A alma do coração partido". Adele nos lembra, portanto, do estilo das primeiras divas.

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Lady Gaga2007-Atualmente

Ela aprendeu a tocar piano aos quatro anos de idade e escreveu a sua primeira canção  aos 13. Logo começou a se apresentar em casas noturnas. Deixou os estudos para focar em sua carreira, com o apoio do pai por um ano. Ela assinou seu primeiro contrato com uma gravadora aos 19 anos. Não deu certo, mas ela logo foi apresentada ao produtor RedOne. Gaga então se mudou para Los Angeles para trabalhar em seu primeiro álbum, The Fame. Muito inspirada por nomes que lançaram moda, como David Bowie, Madonna e Michael Jackson, Gaga dá uma atenção toda especial aos seus figurinos.

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