NOTÍCIAS

2017 em 26 discos

Kesha, Guilherme Arantes, Rincon Sapiência, RZO, Marcia Castro e Khalid, entre outros, estão na lista da Billboard Brasil

por Redação em 05/12/2017

O streaming chegou para mudar os hábitos de consumo dos ouvintes e, consequentemente, o modo de produção de muitos artistas. Hoje o álbum já não é mais tão valorizado como há alguns anos, mas bravos artistas mantém essa tradição de pé e entregam trabalhos bastante completos para quem aguenta mais de cinco ou seis faixas na sequência.

No mar de singles que chegaram até a redação da Billboard Brasil em 2017, 26 álbuns conseguiram se destacar. Veja na galeria abaixo:

Kehlani – SweetSexySavage

Cantora e compositora, foi indicada para o Grammy de Melhor Álbum Contemporâneo Urbano em 2016. Com esse lançamento, mostra que consegue, com facilidade, entregar um trabalho coeso, atual, mas cheio de referências e com aquele gostinho de nostalgia de mulheres empoderadas do hip hop dos anos 1990 e 2000, como Aaliyah e Destiny's Child – que podem até se apaixonar pelo cara errado, mas sabem que são melhores que isso e que podem ser quem bem entenderem.

Reprodução

Drake – More Life

Para suceder o estouro que foi o álbum VIEWS, Drake resolveu apresentar um projeto que chamou de playlist. Aqui, ele propõe mais um giro por várias sonoridades e gêneros, incluindo hip hop, R&B, dancehall, grime, trap e afrobeat, aprimorando o que já tinha sido iniciado no trabalho anterior. A pluralidade de vozes – o projeto conta com várias participações, incluindo Kanye West, Travis Scott e 2 Chainz – e de produtores enriqueceu o resultado final. Ainda que longo, com 22 faixas, o disco é coeso e firma Drake como um formador de tendências musicais.

Reprodução

Charli XCX – Number 1 Angel

A graça de Charli XCX é saber de seu talento para compor grandes hits pop arroz-com-feijão para os outros, mas ousar e experimentar em seus próprios trabalhos. As letras de Charli não fogem dos temas clássicos do gênero, como amor, sexo e festas, mas a diferença está na sonoridade. Cheio de sintetizadores e batidas distorcidas, o trabalho, curiosamente chamado de mixtape pela artista, traz versatilidade e ousadia em um momento em que a maioria dos cantores seguem fórmulas bem-sucedidas. Conta com as participações de MØ, Starrah, Raye, ABRA e Cupcakke – todas mulheres.

Reprodução

Aláfia – São Paulo Não É Sopa

O terceiro álbum do Aláfia é temático: sobre São Paulo. Centro e periferia aparecem em histórias e personagens – e o momento político da cidade não é deixado de lado. A música “Liga Nas De Cem” já causou polêmica ao ter versos censurados em apresentação na TV Cultura.

Reprodução

Marcelo Yuka – Canções Para Depois do Ódio

Yuka convidou o cantor e ator Bukassa Kabengele para assumiu os vocais do seu álbum, lançado no comecinho de 2017. O fundador e ex-integrante d’O Rappa tem outros convidados de peso no álbum, como Céu, Cibelle, Seu Jorge e Black Alien, para viajar no groove, no reggae e nos sons africanos.

Reprodução

Kendrick Lamar – DAMN.

Lamar brinca de mocinho e vilão no seu quarto álbum – as músicas se revezam entre humildade e maldade, com o rapper provando que é um ótimo contador de histórias. Rihanna e U2 estão no álbum, em ótimas participações.

Reprodução

Zara Larsson – So Good

A sueca explodiu com o single “Lush Life”, que apesar de ter sido lançado em 2015, faz parte deste álbum. So Good é um respiro no meio de tanta tentativa de trazer discussões mais sérias e um som mais alternativo para o pop, em tempos de urban conceitual. Aqui, ouvimos puro pop, envolvente, despretensioso. Até podemos lembrar Rihanna em algumas faixas pela influência R&B. Conta com as participações de Ty Dolla $ign, MNEK e WizKid.

Reprodução

Leandro Lehart – Violão É No Fundo De Quintal

Lançado nas plataformas digitais no finalzinho de 2016, ganhou divulgação e show de lançamento apenas em abril. O álbum é uma homenagem emocionada de Lehart, ex-líder do Art Popular, ao seu grande inspirador, o Grupo Fundo de Quintal. Lehart prova que só voz e violão bastam para fazer samba dos bons.

Reprodução

Tupimasala – Vênus

Ótima surpresa no pop nacional! Tons retrôs, sintetizadores, muita purpurina e boas letras dão o tom do segundo álbum do Tupimasala – com destaque para o single “Branca”, que teve o clipe lançado pela Billboard Brasil.

Reprodução

Criolo – Espiral de Ilusão

Sem muito alarde, Criolo juntou 10 sambas inéditos e lançou o álbum no finalzinho do mês de abril. A ideia é mostrar que o rapper também pode sambar, muito além de “Linha De Frente”, música que fecha Nó Na Orelha, de 2011, disco que apresentou Criolo ao grande público. E há algo em comum entre essa faixa e o novo álbum: Pagode da 27. O grande parceiro de Criolo no samba é Ricardo Rabelo, “maestro” da roda de samba do Pagode da 27, no Grajaú, extremo sul de São Paulo. Em Espiral de Ilusão, oito música são de Criolo, uma de Criolo, Rabelo e Jefferson Santiago e outra de Rabelo e Dito Silva).

Reprodução

Body Count – Bloodlust

Não sei se você já reparou, mas o Ice-T é um dos artistas mais multifacetados que você pode conhecer. Não contente em ser um dos pioneiros do gangsta rap, é ator (está há nada menos do que 17 anos no elenco de Law & Order: Special Victims Unit), personagem de reality show, marido de socialite (a excêntrica Nicole "Coco Marie" Austin) e vocalista de banda de metal, a Body Count. Em março, a banda soltou seu álbum cheio de referências a Slayer e outros nomes do som extremo. Detalhe para a pessimista “All Love Is Lost”, com Max Cavalera e “Civil War”, que abre o álbum, com Dave Mustaine do Megadeth.

Divulgação

Dua Lipa – Dua Lipa

Em seu disco de estreia, a cantora apresentou um trabalho com muitas músicas já conhecidas do público, lançadas anteriormente, mas que se encaixam perfeitamente com as faixas inéditas, cantando principalmente sobre o tema mais comum aos jovens da sua idade: relacionamentos amorosos. O destaque fica para a voz grave e poderosa de Dua Lipa, que se apresenta para o público com um álbum coeso e fortes singles, ainda que longo, com 17 faixas.

Divulgação

Paramore – After Laughter

Depois de muitas idas e vindas de integrantes e o espaço de tempo de quatro anos, a banda lançou After Laughter, o próximo passo do grupo em direção a uma sonoridade mais pop/eletrônica de forma madura e coesa, distanciando-se da origem mais próxima do finado rock emo. Hayley Williams não lembra em nada a garota do início da banda e é justamente sobre seu crescimento – e principalmente, sobre sua depressão – que o disco trata. Apesar da temática pesada e com letras que tratam do assunto, a banda consegue apresentar músicas com uma sonoridade solar, inspirando-se fortemente na onda oitentista que tem feito sucesso ultimamente, e traz um visual muito mais colorido que os usados anteriormente pelo grupo… dessa vez longe do cabelo de Hayley.

Divulgação

Plutão Já Foi Planeta – A Última Palavra Feche a Porta

Segundo algum do grupo de Natal, Rio Grande do Norte, A Última Palavra Feche a Porta chega depois da aparição do grupo para o grande público e assinatura com o selo SLAP, da Som Livre. O pop ensolarado do grupo é reforçado pela voz de Natália Noronha e pela produção de Gustavo Ruiz (irmão e produtor de Tulipa Ruiz). Destaque para as faixas “Me Leve”, “Insone” (com Liniker) e “Duas” (com Maria Gadú).

Divulgação

João Donato e Donatinho – Sintetizamor

Quem diria que aos 83 anos, o acriano João Donato fosse lançar um álbum de música eletrônica. Em dupla com seu filho, Donatinho, Donato explora as teclas como sempre, mas com o auxílio de sintetizadores e efeitos. Donatinho abusa dos efeitos de voz. O trabalho é tão completo que tem faixas, como “Interstellar”, que poderiam estar tranquilamente em um disco do Bruno Mars. Já “Surreal” poderia ser uma música do Daft Punk.

Divulgação

Lorde – Melodrama

Quase quatro anos após surgir no cenário musical e fazer barulho com Pure Heroine, Lorde voltou aos holofotes com Melodrama, que conta com a produção de Jack Antonoff. O disco retrata em suas letras as mudanças que aconteceram na vida da cantora após o sucesso, sobre sua transição para a vida adulta e sobre suas descobertas como uma jovem mulher. Seu pop, ainda que fácil de consumir, foge completamente do que costuma ser feito justamente pelo teor das letras, às vezes um tanto sombrias e com tiradas inesperadas, expondo nossas verdadeiras faces como pessoas. A sua voz continua a transmitir uma infinidade de sentimentos, agora com uma produção que trouxe uma sonoridade mais orgânica e menos eletrônica que seu antecessor.

Divulgação

SZA – Ctrl

Com trabalho apresentado anteriormente em mixtapes e EPs, além de cantar na faixa “Consideration” do último álbum de Rihanna, o primeiro álbum de estúdio, Ctrl, era esperado com ansiedade. Sem se esconder, ainda mais por se tratar de sua apresentação oficial ao mundo da música, a cantora já mergulha em seus problemas de relacionamento e os expõe, assim como suas inseguranças, vontades, fragilidades e sonhos.

Divulgação

Marcia Castro – Treta

Uma das grandes surpresas do ano. Muitos artistas da chamada “nova MPB” (ou como queira chamar os artistas que fazem música brasileira hoje) morrem de medo do pop. Qualquer timbre ou nota que se aproxime de sons mais acessíveis se transforma num pecado. Marcia Castro não ligou pra isso e lançou um álbum que está no mesmo nível do trabalho de Anitta, Valesca Popozuda, Ludmilla ou qualquer outra cantora que alcança a massa com sua arte. Com produção caprichada de Marcos Vaz, Marcia segue a linha do pop que domina as rádios e se configura como o único som a ser páreo à dominação sertaneja. E Marcia não olha apenas pra fora em seu disco, se volta também para suas raízes baianas. “Treta”, que dá nome ao disco, é um axézão eletrônico pra tocar nas pipocas por aí.

Reprodução

Childish Gambino – "Awaken, My Love!"

Esse é um artista que podemos chamar, tranquilamente, de inquieto. Tanto é que precisa de dois nomes para desaguar suas criações. Como Donald Glover é um respeitado ator, roteirista, diretor e comediante, premiado pelas séries 30 Rock, Community e Atlanta (essa última, criação de Glover). Como Childish Gambino, encarnou um cantor de soul e R&B que durou apenas três álbuns (“Ninguém precisa mais do que uma trilogia”, disse em uma entrevista). "Awaken, My Love!" foi lançado em dezembro de 2016, mas aconteceu mesmo em 2017 – tanto é que concorre a cinco Grammy, incluindo Álbum do Ano e Melhor Álbum Urbano Contemporâneo. Ouvir "Awaken, My Love!", hoje, é a experiência mais próxima que se pode chegar em relação a craques como Marvin Gaye, Isaac Hayes e Curtis Mayfield – com direito a alguns toque de Prince.

Reprodução

Khalid – American Teen

Nenhum diretor soube captar tão bem a juventude quanto John Hughes, que com suas comédias românticas marcou época nos anos 1980. Pois  American Teen, álbum de estreia de Khalid, consegue transmitir a mesma sensação. Envolvido por sintetizadores e batidas inspiradas justamente naquela década, ele canta o cotidiano de um adolescente americano com seus altos e baixos de forma poética, mas ao mesmo tempo, casual, simples e fácil de entender e compreender – todos já passamos pelos dilemas dessa fase da vida, ainda que vivendo em outro país.

Reprodução

Guilherme Arantes – Flores & Cores

Guilherme Arantes dedicou o ano de 2016 a revirar seu baú para comemorar 40 anos de uma discografia rica e cheia de hits. E esse disco é resultado dessa pesquisa, com composições que acabaram ficando guardadas durante boa parte desse tempo. Lançadas, trazem um ar de nostalgia, mas com um ar moderno. É o Guilherme Arantes de agora dialogando com o de antes, num saudosismo saudável.

Reprodução

Curumin – Boca

Em seu quarto álbum, o paulistano Curumin segue a toada já apresentada em Japan Pop Show, mas agora aperfeiçoada: os beats aparecem com destaque e algumas músicas formam diálogos que perdem sentido se ouvidas separadamente. Ao mesmo tempo em que Curumin é capaz de fazer melodias pop, suingadas e redondas como “Terrível”, também trabalha com quebradeiras como “Tramela”, que tem a ajuda de Rico Dalasam.

Reprodução

Kesha – Rainbow

Em seu retorno à música após anos afastada por conta da batalha judicial contra o produtor Dr. Luke, Kesha faz um mix de gêneros, com um pouco de pop, country, rock e se afasta, aos poucos, de todo o seu trabalho anterior, definido por festas, muito glitter e bebedeiras – obra de Dr. Luke. Kesha brilha e domina seus vocais como nunca. Com as participações de Eagles of Death Metal e Dolly Parton, boa parte do disco traz letras que remetem ao imbróglio com Luke, sem esquecer de toda a vibe de defensora dos esquisitos e excluídos apresentada em trabalhos anteriores. Uma boa surpresa.

Reprodução

Rincon Sapiência – Galanga Livre

O rapper já chama atenção pelo menos desde 2009, quando seu clipe “Elegância” virou figurinha fácil na programação da MTV. Mas foi com esse álbum, Galanga Livre, que Rincon Sapiência conseguiu mostrar sua arte de uma forma mais completa. Misturando ritmos dos guetos, como funk, rap e batuques em geral, Rincon mira nas origens africanas do seu som. E, além do discurso afiado, tem festa. Porque rap não é só protesto – e, mesmo no meio do protesto, dá sim pra colocar um beat mais pra cima.

Reprodução

Paulo Miklos – A Gente Mora no Agora

Entre 2012 e 2014, Paulo Miklos perdeu seus pais e sua então esposa. Dois anos depois, anunciou sua saída dos Titãs para se dedicar a um trabalho solo... e temos A Gente Mora No Agora, trabalho sensível e que chama a atenção para o efêmero da vida. Miklos cumpre sua função de artista, a de servir como uma antena e captar o que se passa a sua volta, de forma completa e emocionante. Sem tempo para lamentações, o que resta é o lado bonito da vida.

Reprodução

RZO – Quem Tá No Jogo

Um dos nomes mais tradicionais do rap nacional volta ao game com um álbum repleto de participações especiais e uma produção bem afinada. Negra Li não é mais uma integrante fixa do grupo, mas marca presença em faixas imponentes como “Destinos” (com Criolo) e “Paz Em Meio Ao Caos” (com os norte-americanos Bone Thugs-N-Harmony). Colaborador nas produções dos Racionais MCs, DJ Cia se prova com uma dos grandes beatmakers e produtores do rap no Brasil.

Reprodução

  • HOT 100
    BRASIL
  • BILLBOARD
    200
  • HOT 100
    EUA
1
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
2
Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
3
Saudade
Eduardo Costa
4
Amor Da Sua Cama
Felipe Araújo
5
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
RANKING COMPLETO
NOTÍCIAS

2017 em 26 discos

Kesha, Guilherme Arantes, Rincon Sapiência, RZO, Marcia Castro e Khalid, entre outros, estão na lista da Billboard Brasil

por Redação em 05/12/2017

O streaming chegou para mudar os hábitos de consumo dos ouvintes e, consequentemente, o modo de produção de muitos artistas. Hoje o álbum já não é mais tão valorizado como há alguns anos, mas bravos artistas mantém essa tradição de pé e entregam trabalhos bastante completos para quem aguenta mais de cinco ou seis faixas na sequência.

No mar de singles que chegaram até a redação da Billboard Brasil em 2017, 26 álbuns conseguiram se destacar. Veja na galeria abaixo:

Kehlani – SweetSexySavage

Cantora e compositora, foi indicada para o Grammy de Melhor Álbum Contemporâneo Urbano em 2016. Com esse lançamento, mostra que consegue, com facilidade, entregar um trabalho coeso, atual, mas cheio de referências e com aquele gostinho de nostalgia de mulheres empoderadas do hip hop dos anos 1990 e 2000, como Aaliyah e Destiny's Child – que podem até se apaixonar pelo cara errado, mas sabem que são melhores que isso e que podem ser quem bem entenderem.

Reprodução

Drake – More Life

Para suceder o estouro que foi o álbum VIEWS, Drake resolveu apresentar um projeto que chamou de playlist. Aqui, ele propõe mais um giro por várias sonoridades e gêneros, incluindo hip hop, R&B, dancehall, grime, trap e afrobeat, aprimorando o que já tinha sido iniciado no trabalho anterior. A pluralidade de vozes – o projeto conta com várias participações, incluindo Kanye West, Travis Scott e 2 Chainz – e de produtores enriqueceu o resultado final. Ainda que longo, com 22 faixas, o disco é coeso e firma Drake como um formador de tendências musicais.

Reprodução

Charli XCX – Number 1 Angel

A graça de Charli XCX é saber de seu talento para compor grandes hits pop arroz-com-feijão para os outros, mas ousar e experimentar em seus próprios trabalhos. As letras de Charli não fogem dos temas clássicos do gênero, como amor, sexo e festas, mas a diferença está na sonoridade. Cheio de sintetizadores e batidas distorcidas, o trabalho, curiosamente chamado de mixtape pela artista, traz versatilidade e ousadia em um momento em que a maioria dos cantores seguem fórmulas bem-sucedidas. Conta com as participações de MØ, Starrah, Raye, ABRA e Cupcakke – todas mulheres.

Reprodução

Aláfia – São Paulo Não É Sopa

O terceiro álbum do Aláfia é temático: sobre São Paulo. Centro e periferia aparecem em histórias e personagens – e o momento político da cidade não é deixado de lado. A música “Liga Nas De Cem” já causou polêmica ao ter versos censurados em apresentação na TV Cultura.

Reprodução

Marcelo Yuka – Canções Para Depois do Ódio

Yuka convidou o cantor e ator Bukassa Kabengele para assumiu os vocais do seu álbum, lançado no comecinho de 2017. O fundador e ex-integrante d’O Rappa tem outros convidados de peso no álbum, como Céu, Cibelle, Seu Jorge e Black Alien, para viajar no groove, no reggae e nos sons africanos.

Reprodução

Kendrick Lamar – DAMN.

Lamar brinca de mocinho e vilão no seu quarto álbum – as músicas se revezam entre humildade e maldade, com o rapper provando que é um ótimo contador de histórias. Rihanna e U2 estão no álbum, em ótimas participações.

Reprodução

Zara Larsson – So Good

A sueca explodiu com o single “Lush Life”, que apesar de ter sido lançado em 2015, faz parte deste álbum. So Good é um respiro no meio de tanta tentativa de trazer discussões mais sérias e um som mais alternativo para o pop, em tempos de urban conceitual. Aqui, ouvimos puro pop, envolvente, despretensioso. Até podemos lembrar Rihanna em algumas faixas pela influência R&B. Conta com as participações de Ty Dolla $ign, MNEK e WizKid.

Reprodução

Leandro Lehart – Violão É No Fundo De Quintal

Lançado nas plataformas digitais no finalzinho de 2016, ganhou divulgação e show de lançamento apenas em abril. O álbum é uma homenagem emocionada de Lehart, ex-líder do Art Popular, ao seu grande inspirador, o Grupo Fundo de Quintal. Lehart prova que só voz e violão bastam para fazer samba dos bons.

Reprodução

Tupimasala – Vênus

Ótima surpresa no pop nacional! Tons retrôs, sintetizadores, muita purpurina e boas letras dão o tom do segundo álbum do Tupimasala – com destaque para o single “Branca”, que teve o clipe lançado pela Billboard Brasil.

Reprodução

Criolo – Espiral de Ilusão

Sem muito alarde, Criolo juntou 10 sambas inéditos e lançou o álbum no finalzinho do mês de abril. A ideia é mostrar que o rapper também pode sambar, muito além de “Linha De Frente”, música que fecha Nó Na Orelha, de 2011, disco que apresentou Criolo ao grande público. E há algo em comum entre essa faixa e o novo álbum: Pagode da 27. O grande parceiro de Criolo no samba é Ricardo Rabelo, “maestro” da roda de samba do Pagode da 27, no Grajaú, extremo sul de São Paulo. Em Espiral de Ilusão, oito música são de Criolo, uma de Criolo, Rabelo e Jefferson Santiago e outra de Rabelo e Dito Silva).

Reprodução

Body Count – Bloodlust

Não sei se você já reparou, mas o Ice-T é um dos artistas mais multifacetados que você pode conhecer. Não contente em ser um dos pioneiros do gangsta rap, é ator (está há nada menos do que 17 anos no elenco de Law & Order: Special Victims Unit), personagem de reality show, marido de socialite (a excêntrica Nicole "Coco Marie" Austin) e vocalista de banda de metal, a Body Count. Em março, a banda soltou seu álbum cheio de referências a Slayer e outros nomes do som extremo. Detalhe para a pessimista “All Love Is Lost”, com Max Cavalera e “Civil War”, que abre o álbum, com Dave Mustaine do Megadeth.

Divulgação

Dua Lipa – Dua Lipa

Em seu disco de estreia, a cantora apresentou um trabalho com muitas músicas já conhecidas do público, lançadas anteriormente, mas que se encaixam perfeitamente com as faixas inéditas, cantando principalmente sobre o tema mais comum aos jovens da sua idade: relacionamentos amorosos. O destaque fica para a voz grave e poderosa de Dua Lipa, que se apresenta para o público com um álbum coeso e fortes singles, ainda que longo, com 17 faixas.

Divulgação

Paramore – After Laughter

Depois de muitas idas e vindas de integrantes e o espaço de tempo de quatro anos, a banda lançou After Laughter, o próximo passo do grupo em direção a uma sonoridade mais pop/eletrônica de forma madura e coesa, distanciando-se da origem mais próxima do finado rock emo. Hayley Williams não lembra em nada a garota do início da banda e é justamente sobre seu crescimento – e principalmente, sobre sua depressão – que o disco trata. Apesar da temática pesada e com letras que tratam do assunto, a banda consegue apresentar músicas com uma sonoridade solar, inspirando-se fortemente na onda oitentista que tem feito sucesso ultimamente, e traz um visual muito mais colorido que os usados anteriormente pelo grupo… dessa vez longe do cabelo de Hayley.

Divulgação

Plutão Já Foi Planeta – A Última Palavra Feche a Porta

Segundo algum do grupo de Natal, Rio Grande do Norte, A Última Palavra Feche a Porta chega depois da aparição do grupo para o grande público e assinatura com o selo SLAP, da Som Livre. O pop ensolarado do grupo é reforçado pela voz de Natália Noronha e pela produção de Gustavo Ruiz (irmão e produtor de Tulipa Ruiz). Destaque para as faixas “Me Leve”, “Insone” (com Liniker) e “Duas” (com Maria Gadú).

Divulgação

João Donato e Donatinho – Sintetizamor

Quem diria que aos 83 anos, o acriano João Donato fosse lançar um álbum de música eletrônica. Em dupla com seu filho, Donatinho, Donato explora as teclas como sempre, mas com o auxílio de sintetizadores e efeitos. Donatinho abusa dos efeitos de voz. O trabalho é tão completo que tem faixas, como “Interstellar”, que poderiam estar tranquilamente em um disco do Bruno Mars. Já “Surreal” poderia ser uma música do Daft Punk.

Divulgação

Lorde – Melodrama

Quase quatro anos após surgir no cenário musical e fazer barulho com Pure Heroine, Lorde voltou aos holofotes com Melodrama, que conta com a produção de Jack Antonoff. O disco retrata em suas letras as mudanças que aconteceram na vida da cantora após o sucesso, sobre sua transição para a vida adulta e sobre suas descobertas como uma jovem mulher. Seu pop, ainda que fácil de consumir, foge completamente do que costuma ser feito justamente pelo teor das letras, às vezes um tanto sombrias e com tiradas inesperadas, expondo nossas verdadeiras faces como pessoas. A sua voz continua a transmitir uma infinidade de sentimentos, agora com uma produção que trouxe uma sonoridade mais orgânica e menos eletrônica que seu antecessor.

Divulgação

SZA – Ctrl

Com trabalho apresentado anteriormente em mixtapes e EPs, além de cantar na faixa “Consideration” do último álbum de Rihanna, o primeiro álbum de estúdio, Ctrl, era esperado com ansiedade. Sem se esconder, ainda mais por se tratar de sua apresentação oficial ao mundo da música, a cantora já mergulha em seus problemas de relacionamento e os expõe, assim como suas inseguranças, vontades, fragilidades e sonhos.

Divulgação

Marcia Castro – Treta

Uma das grandes surpresas do ano. Muitos artistas da chamada “nova MPB” (ou como queira chamar os artistas que fazem música brasileira hoje) morrem de medo do pop. Qualquer timbre ou nota que se aproxime de sons mais acessíveis se transforma num pecado. Marcia Castro não ligou pra isso e lançou um álbum que está no mesmo nível do trabalho de Anitta, Valesca Popozuda, Ludmilla ou qualquer outra cantora que alcança a massa com sua arte. Com produção caprichada de Marcos Vaz, Marcia segue a linha do pop que domina as rádios e se configura como o único som a ser páreo à dominação sertaneja. E Marcia não olha apenas pra fora em seu disco, se volta também para suas raízes baianas. “Treta”, que dá nome ao disco, é um axézão eletrônico pra tocar nas pipocas por aí.

Reprodução

Childish Gambino – "Awaken, My Love!"

Esse é um artista que podemos chamar, tranquilamente, de inquieto. Tanto é que precisa de dois nomes para desaguar suas criações. Como Donald Glover é um respeitado ator, roteirista, diretor e comediante, premiado pelas séries 30 Rock, Community e Atlanta (essa última, criação de Glover). Como Childish Gambino, encarnou um cantor de soul e R&B que durou apenas três álbuns (“Ninguém precisa mais do que uma trilogia”, disse em uma entrevista). "Awaken, My Love!" foi lançado em dezembro de 2016, mas aconteceu mesmo em 2017 – tanto é que concorre a cinco Grammy, incluindo Álbum do Ano e Melhor Álbum Urbano Contemporâneo. Ouvir "Awaken, My Love!", hoje, é a experiência mais próxima que se pode chegar em relação a craques como Marvin Gaye, Isaac Hayes e Curtis Mayfield – com direito a alguns toque de Prince.

Reprodução

Khalid – American Teen

Nenhum diretor soube captar tão bem a juventude quanto John Hughes, que com suas comédias românticas marcou época nos anos 1980. Pois  American Teen, álbum de estreia de Khalid, consegue transmitir a mesma sensação. Envolvido por sintetizadores e batidas inspiradas justamente naquela década, ele canta o cotidiano de um adolescente americano com seus altos e baixos de forma poética, mas ao mesmo tempo, casual, simples e fácil de entender e compreender – todos já passamos pelos dilemas dessa fase da vida, ainda que vivendo em outro país.

Reprodução

Guilherme Arantes – Flores & Cores

Guilherme Arantes dedicou o ano de 2016 a revirar seu baú para comemorar 40 anos de uma discografia rica e cheia de hits. E esse disco é resultado dessa pesquisa, com composições que acabaram ficando guardadas durante boa parte desse tempo. Lançadas, trazem um ar de nostalgia, mas com um ar moderno. É o Guilherme Arantes de agora dialogando com o de antes, num saudosismo saudável.

Reprodução

Curumin – Boca

Em seu quarto álbum, o paulistano Curumin segue a toada já apresentada em Japan Pop Show, mas agora aperfeiçoada: os beats aparecem com destaque e algumas músicas formam diálogos que perdem sentido se ouvidas separadamente. Ao mesmo tempo em que Curumin é capaz de fazer melodias pop, suingadas e redondas como “Terrível”, também trabalha com quebradeiras como “Tramela”, que tem a ajuda de Rico Dalasam.

Reprodução

Kesha – Rainbow

Em seu retorno à música após anos afastada por conta da batalha judicial contra o produtor Dr. Luke, Kesha faz um mix de gêneros, com um pouco de pop, country, rock e se afasta, aos poucos, de todo o seu trabalho anterior, definido por festas, muito glitter e bebedeiras – obra de Dr. Luke. Kesha brilha e domina seus vocais como nunca. Com as participações de Eagles of Death Metal e Dolly Parton, boa parte do disco traz letras que remetem ao imbróglio com Luke, sem esquecer de toda a vibe de defensora dos esquisitos e excluídos apresentada em trabalhos anteriores. Uma boa surpresa.

Reprodução

Rincon Sapiência – Galanga Livre

O rapper já chama atenção pelo menos desde 2009, quando seu clipe “Elegância” virou figurinha fácil na programação da MTV. Mas foi com esse álbum, Galanga Livre, que Rincon Sapiência conseguiu mostrar sua arte de uma forma mais completa. Misturando ritmos dos guetos, como funk, rap e batuques em geral, Rincon mira nas origens africanas do seu som. E, além do discurso afiado, tem festa. Porque rap não é só protesto – e, mesmo no meio do protesto, dá sim pra colocar um beat mais pra cima.

Reprodução

Paulo Miklos – A Gente Mora no Agora

Entre 2012 e 2014, Paulo Miklos perdeu seus pais e sua então esposa. Dois anos depois, anunciou sua saída dos Titãs para se dedicar a um trabalho solo... e temos A Gente Mora No Agora, trabalho sensível e que chama a atenção para o efêmero da vida. Miklos cumpre sua função de artista, a de servir como uma antena e captar o que se passa a sua volta, de forma completa e emocionante. Sem tempo para lamentações, o que resta é o lado bonito da vida.

Reprodução

RZO – Quem Tá No Jogo

Um dos nomes mais tradicionais do rap nacional volta ao game com um álbum repleto de participações especiais e uma produção bem afinada. Negra Li não é mais uma integrante fixa do grupo, mas marca presença em faixas imponentes como “Destinos” (com Criolo) e “Paz Em Meio Ao Caos” (com os norte-americanos Bone Thugs-N-Harmony). Colaborador nas produções dos Racionais MCs, DJ Cia se prova com uma dos grandes beatmakers e produtores do rap no Brasil.

Reprodução