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44 anos depois, Garfunkel questiona Paul Simon por terminar dupla

por em 25/05/2015

Art Garfunkel ainda está chateado com a maneira que a dupla Simon & Garfunkel acabou, em 1971, e chamou o seu ex-parceiro Paul Simon de “idiota” e “babaca” por terminar com o grupo e lamentou que Simon tenha se tornado um "monstro".

Em uma longa e reveladora entrevista ao Telegraph, Garfunkel disse que achou "estranho" como cada um seguiu um caminho pouco tempo depois de lançarem o seu maior hit até hoje, o álbum Bridge Over Troubled Water.

"Foi muito estranho. Nada que eu faria. Eu quero falar abertamente sobre isso. Eu não quero dizer coisas anti-Paul Simon, mas parece muito perverso não curtir a glória e fugir dela. Loucura. O que eu teria feito é tirar um tempo de Paul, porque ele estava me dando nos nervos. As piadas haviam se esgotado", disse Garfunkel.

Na entrevista ao Telegraph, Garfunkel fez algumas perguntas ao ex-parceiro: “Como você pode dar as costas a esse lugar de sorte, no topo do mundo, Paul? O que está acontecendo com você, seu idiota? Como você pôde abrir mão disso, babaca?”.

Depois desse desabafo, Garfunkel concordou com o entrevistador, que sugeriu que talvez Simon sofresse do complexo de Napoleão, por ser baixo, e que isso tenha se tornado um problema. Garfunkel afirmou que ele se tornou amigo de Simon na escola porque sentia pena dele por causa da altura. Disse ainda que "esse gesto de compensação criou um monstro".

Após a separação, Simon seguiu carreira solo, teve mais sucesso e Garfunkel também lançou seu próprio material solo, atuou e ensinou matemática por um curto período. “Eu havia acabado de me casar e me mudar para Connecticut. Havia uma escola preparatória por perto, então ensinei matemática lá. Foi um período estranho da minha vida, deixar Simon & Garfunkel no auge do nosso sucesso e me tornar um professor de matemática. Eu perguntava a eles se tinham alguma pergunta sobre um problema de matemática e eles diziam: ‘Como eram os Beatles?’”

Sobre o quarteto britânico, Garfunkel revelou que George Harrison simpatizou com ele sobre o término com Simon. “George me abordou em uma festa, uma vez, e disse: ‘meu Paul é, para mim, o que o seu Paul é para você’. Ele quis dizer que, psicologicamente, os dois tiveram o mesmo efeito na gente. Os ‘Pauls’ nos escantearam. Eu acho que George ficou surpreso com Paul e que ele viu isso em mim com o meu Paul. Aqui está a verdade: McCartney era o músico dos diabos que dava energia à banda, mas ele também fugiu com grande parte da glória”.

Desde o término da dupla, em 1971, Simon & Garfunkel se apresentaram juntos algumas vezes – a última foi em 2010 – e Garfunkel ainda está aberto a fazer uma turnê com Simon. “Se eu vou fazer mais uma turnê com Paul? Bem, isso é bem ‘realizável’. Quando nos encontramos, ele com o seu violão, é um deleite para os nossos ouvidos. Uma pequena bolha se forma ao redor da gente e parece fácil. Nós nos misturamos. Então, como uma metade, eu diria, 'Por que não, enquanto estamos vivos?'

"Mas eu estou nessa mesma posição há décadas. É onde eu estava em 1971”, disse Garfunkel.

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por em 25/05/2015

Art Garfunkel ainda está chateado com a maneira que a dupla Simon & Garfunkel acabou, em 1971, e chamou o seu ex-parceiro Paul Simon de “idiota” e “babaca” por terminar com o grupo e lamentou que Simon tenha se tornado um "monstro".

Em uma longa e reveladora entrevista ao Telegraph, Garfunkel disse que achou "estranho" como cada um seguiu um caminho pouco tempo depois de lançarem o seu maior hit até hoje, o álbum Bridge Over Troubled Water.

"Foi muito estranho. Nada que eu faria. Eu quero falar abertamente sobre isso. Eu não quero dizer coisas anti-Paul Simon, mas parece muito perverso não curtir a glória e fugir dela. Loucura. O que eu teria feito é tirar um tempo de Paul, porque ele estava me dando nos nervos. As piadas haviam se esgotado", disse Garfunkel.

Na entrevista ao Telegraph, Garfunkel fez algumas perguntas ao ex-parceiro: “Como você pode dar as costas a esse lugar de sorte, no topo do mundo, Paul? O que está acontecendo com você, seu idiota? Como você pôde abrir mão disso, babaca?”.

Depois desse desabafo, Garfunkel concordou com o entrevistador, que sugeriu que talvez Simon sofresse do complexo de Napoleão, por ser baixo, e que isso tenha se tornado um problema. Garfunkel afirmou que ele se tornou amigo de Simon na escola porque sentia pena dele por causa da altura. Disse ainda que "esse gesto de compensação criou um monstro".

Após a separação, Simon seguiu carreira solo, teve mais sucesso e Garfunkel também lançou seu próprio material solo, atuou e ensinou matemática por um curto período. “Eu havia acabado de me casar e me mudar para Connecticut. Havia uma escola preparatória por perto, então ensinei matemática lá. Foi um período estranho da minha vida, deixar Simon & Garfunkel no auge do nosso sucesso e me tornar um professor de matemática. Eu perguntava a eles se tinham alguma pergunta sobre um problema de matemática e eles diziam: ‘Como eram os Beatles?’”

Sobre o quarteto britânico, Garfunkel revelou que George Harrison simpatizou com ele sobre o término com Simon. “George me abordou em uma festa, uma vez, e disse: ‘meu Paul é, para mim, o que o seu Paul é para você’. Ele quis dizer que, psicologicamente, os dois tiveram o mesmo efeito na gente. Os ‘Pauls’ nos escantearam. Eu acho que George ficou surpreso com Paul e que ele viu isso em mim com o meu Paul. Aqui está a verdade: McCartney era o músico dos diabos que dava energia à banda, mas ele também fugiu com grande parte da glória”.

Desde o término da dupla, em 1971, Simon & Garfunkel se apresentaram juntos algumas vezes – a última foi em 2010 – e Garfunkel ainda está aberto a fazer uma turnê com Simon. “Se eu vou fazer mais uma turnê com Paul? Bem, isso é bem ‘realizável’. Quando nos encontramos, ele com o seu violão, é um deleite para os nossos ouvidos. Uma pequena bolha se forma ao redor da gente e parece fácil. Nós nos misturamos. Então, como uma metade, eu diria, 'Por que não, enquanto estamos vivos?'

"Mas eu estou nessa mesma posição há décadas. É onde eu estava em 1971”, disse Garfunkel.