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7 dicas de Elke Maravilha para qualquer artista pop

Veja as lições que a artista deu em sua carreira

por Marcos Lauro em 16/08/2016

Morreu na madrugada dessa terça-feira a atriz Elke Maravilha, aos 71 anos, no Rio de Janeiro.

OUÇA O DISCO LANÇADO POR ELKE EM 1983

Dinâmica, surpreendente e sempre atenta às novidades, Elke pode servir como referência para qualquer artista que queira fazer sucesso no pop. Separamos sete dicas:

 - Use o mistério sobre sua imagem a seu favor. Seu visual no mínimo exótico levantava muitas dúvidas. Em entrevista, Elke chegou a dizer que a “maioria [das pessoas] acha que sou travesti”. Sem negar nem confirmar, Elke sempre brincou com isso e fez questão de mais confundir do que explicar – como ensinou seu mestre, Chacrinha.

 - É diferente do comum? Assuma! “Ainda adolescente resolvi rasgar a roupa, desgrenhei o cabelo, exagerei na maquiagem e sai na rua... Levei até cuspida na cara”.

 - Seja multimídia. Elke surgiu no cenário como modelo, se tornou cantora e atriz (de TV, teatro e cinema). O pop pede artistas completos.

 - Seja o mais transparente possível. Elke sempre foi muito clara em entrevistas e não fugiu de assuntos como drogas, sexualidade ou até os abortos que realizou. Sem meias palavras.

 - Leia, se informe. Um artista não se faz apenas subindo num palco e cantando. É preciso estar preparado para não passar vergonha quando for dar uma opinião sobre um assunto mais complexo. O público não costuma perdoar os despreparados.

 - Tenha histórias para contar. Isso só se consegue convivendo com pessoas. Elke viveu ativamente os tempos de ditadura militar e era amiga muito próxima de Zuzu Angel, estilista que teve o filho assassinado pelos militares. Pela convivência, Elke foi consultora do filme Zuzu Angel (2006), que contou essa história.

 - Trabalhe, mas também deixe as coisas acontecerem naturalmente. “Não escolhi nada, fui escolhida. Não programei nada e até hoje ainda não sei o que quero ser quando crescer. Foi meu primeiro marido que disse que eu seria modelo”, disse Elke em entrevista para a revista Isto É em 2006.

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 - Use o mistério sobre sua imagem a seu favor. Seu visual no mínimo exótico levantava muitas dúvidas. Em entrevista, Elke chegou a dizer que a “maioria [das pessoas] acha que sou travesti”. Sem negar nem confirmar, Elke sempre brincou com isso e fez questão de mais confundir do que explicar – como ensinou seu mestre, Chacrinha.

 - É diferente do comum? Assuma! “Ainda adolescente resolvi rasgar a roupa, desgrenhei o cabelo, exagerei na maquiagem e sai na rua... Levei até cuspida na cara”.

 - Seja multimídia. Elke surgiu no cenário como modelo, se tornou cantora e atriz (de TV, teatro e cinema). O pop pede artistas completos.

 - Seja o mais transparente possível. Elke sempre foi muito clara em entrevistas e não fugiu de assuntos como drogas, sexualidade ou até os abortos que realizou. Sem meias palavras.

 - Leia, se informe. Um artista não se faz apenas subindo num palco e cantando. É preciso estar preparado para não passar vergonha quando for dar uma opinião sobre um assunto mais complexo. O público não costuma perdoar os despreparados.

 - Tenha histórias para contar. Isso só se consegue convivendo com pessoas. Elke viveu ativamente os tempos de ditadura militar e era amiga muito próxima de Zuzu Angel, estilista que teve o filho assassinado pelos militares. Pela convivência, Elke foi consultora do filme Zuzu Angel (2006), que contou essa história.

 - Trabalhe, mas também deixe as coisas acontecerem naturalmente. “Não escolhi nada, fui escolhida. Não programei nada e até hoje ainda não sei o que quero ser quando crescer. Foi meu primeiro marido que disse que eu seria modelo”, disse Elke em entrevista para a revista Isto É em 2006.