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7 revelações sobre a cinebiografia de Tupac Shakur

por em 14/02/2016

Após quase uma década, All Eyez on Me, a cinebiografia de Tupac Shakur, está finalmente tornando-se realidade, com o veterano diretor de videoclipe Benny Boom no comando. Boom, de 44 anos, é o terceiro diretor do filme, após as saídas de Carl Franklin e John Singleton. Ele entrou para a equipe em novembro do ano passado e não perdeu tempo: as filmagens começaram no mês seguinte, visando um lançamento para setembro, a fim de coincidir com o 20º aniversário do assassinato do rapper.

TUPAC É O ARTISTA MAIS CITADO POR FÃS DE RAP NO BRASIL

Em agosto de 2015, o filme Straight Outta Compton – que teve Marcc Rose interpretando Shakur – tornou-se a cinebiografia musical de maior bilheteria da história. "Straight Outta Compton arrombou a porta para nós", diz Boom. "Ele nos permitiu fazer o nosso filme da maneira como queremos". O diretor revelou sete detalhes sobre All Eyez On Me.

RAP É O GÊNERO MAIS OUVIDO DO MUNDO, SEGUNDO SPOTIFY

1. O filme vai do berço ao túmulo – e além

Tupac viveu 25 anos de tumulto e, ao invés de se concentrar em um período de sua vida, Boom planeja incluir o máximo possível. "Estamos começando a história antes de ele nascer", diz ele. "Seus pais foram Panteras Negras [Black Panthers, o grupo usado como referência para a polêmica apresentação de Beyoncé no Super Bowl]. Você vê as lutas que ele enfrentou na juventude, seu relacionamento com a mãe, figuras paternas que entravam e saíam da sua vida, e no homem que ele virou com isso. Isso o humaniza".

2. A história não será amenizada

Straight Outta Compton foi atacado por omitir alegadas agressões de Dr. Dre à jornalista Dee Barnes e outros, e Shakur teve seus próprios problemas com a violência contra as mulheres, tendo sido condenado por abuso sexual em 1995. Boom afirma que All Eyez on Me não fechará os olhos para isso. "Isso é uma grande parte de sua história, porque [essa pena] mudou completamente sua vida. Nós não adoçamos as coisas".

3. O filme retrata um "revolucionário"

Shakur é, sem dúvida, o rapper mais reverenciado de todos os tempos, e suas opiniões francas sobre a injustiça racial são grande parte dessa idolatria. "[O racismo] é um ciclo vicioso, e Tupac foi vítima disso, ele testemunhou a brutalidade policial", diz Boom. "Não é apenas um filme biográfico sobre um músico: trata-se de um revolucionário. É a história de um mártir, alguém que morreu pela sua causa".

4. Nem tudo é sobre tretas

Shakur e Notorious B.I.G. foram as figuras centrais das guerras rap da Costa Leste/Oeste americana na década de 1990, mas Boom diz que o filme não toma partido. "Nosso filme é sobre a verdade – não é sobre o lado de ninguém da história. Eles eram rapazes agindo irracionalmente, mas que não haviam caminhado pela maturidade o suficiente para entender como lidar com situações. Eles tinham exércitos ao redor para instigá-los".

5. Não dê crédito aos críticos

Após Singleton deixar a direção do filme em abril de 2015, ele criticou os produtores por não terem respeito com o legado de Shakur. Boom refuta essa afirmação. "É a América – você pode dizer o que quiser, mas isso não significa que seja verdade", diz, citando membros da família e amigos de Shakur que deram ao longa-metragem a sua bênção.

6. O ator principal, Demetrius Shipp Jr. tem uma profunda ligação com 'Pac

Demetrius Shipp Jr., escalado para interpretar Tupac no filme, pode ser um ator desconhecido para grande parte do público, mas a sua conexão com o rapper existe desde a infância. Seu pai, Demetrius Shipp, era um produtor e trabalhou na faixa “Toss It Up”, de Tupac. “O momento era tão certo”, disse Boom sobre Shipp Jr. "É quase como quando Jamie Foxx interpretou Ray; agora você realmente não consegue pensar em outra pessoa que poderia ter interpretado Ray Charles".

7. Espere o envolvimento de vários rappers – não somente na telona

Boom quer que “colegas e sucessores de Pac sintam-se livre para contribuir, mas outros o envolvimento de outros rappers” será em grande parte limitado à trilha sonora. "Rick Ross veio ao set ontem e disse: 'Eu preciso ir fazer uma música agora?'” Boom lembra. "As pessoas só querem ser uma parte do filme".

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7 revelações sobre a cinebiografia de Tupac Shakur

por em 14/02/2016

Após quase uma década, All Eyez on Me, a cinebiografia de Tupac Shakur, está finalmente tornando-se realidade, com o veterano diretor de videoclipe Benny Boom no comando. Boom, de 44 anos, é o terceiro diretor do filme, após as saídas de Carl Franklin e John Singleton. Ele entrou para a equipe em novembro do ano passado e não perdeu tempo: as filmagens começaram no mês seguinte, visando um lançamento para setembro, a fim de coincidir com o 20º aniversário do assassinato do rapper.

TUPAC É O ARTISTA MAIS CITADO POR FÃS DE RAP NO BRASIL

Em agosto de 2015, o filme Straight Outta Compton – que teve Marcc Rose interpretando Shakur – tornou-se a cinebiografia musical de maior bilheteria da história. "Straight Outta Compton arrombou a porta para nós", diz Boom. "Ele nos permitiu fazer o nosso filme da maneira como queremos". O diretor revelou sete detalhes sobre All Eyez On Me.

RAP É O GÊNERO MAIS OUVIDO DO MUNDO, SEGUNDO SPOTIFY

1. O filme vai do berço ao túmulo – e além

Tupac viveu 25 anos de tumulto e, ao invés de se concentrar em um período de sua vida, Boom planeja incluir o máximo possível. "Estamos começando a história antes de ele nascer", diz ele. "Seus pais foram Panteras Negras [Black Panthers, o grupo usado como referência para a polêmica apresentação de Beyoncé no Super Bowl]. Você vê as lutas que ele enfrentou na juventude, seu relacionamento com a mãe, figuras paternas que entravam e saíam da sua vida, e no homem que ele virou com isso. Isso o humaniza".

2. A história não será amenizada

Straight Outta Compton foi atacado por omitir alegadas agressões de Dr. Dre à jornalista Dee Barnes e outros, e Shakur teve seus próprios problemas com a violência contra as mulheres, tendo sido condenado por abuso sexual em 1995. Boom afirma que All Eyez on Me não fechará os olhos para isso. "Isso é uma grande parte de sua história, porque [essa pena] mudou completamente sua vida. Nós não adoçamos as coisas".

3. O filme retrata um "revolucionário"

Shakur é, sem dúvida, o rapper mais reverenciado de todos os tempos, e suas opiniões francas sobre a injustiça racial são grande parte dessa idolatria. "[O racismo] é um ciclo vicioso, e Tupac foi vítima disso, ele testemunhou a brutalidade policial", diz Boom. "Não é apenas um filme biográfico sobre um músico: trata-se de um revolucionário. É a história de um mártir, alguém que morreu pela sua causa".

4. Nem tudo é sobre tretas

Shakur e Notorious B.I.G. foram as figuras centrais das guerras rap da Costa Leste/Oeste americana na década de 1990, mas Boom diz que o filme não toma partido. "Nosso filme é sobre a verdade – não é sobre o lado de ninguém da história. Eles eram rapazes agindo irracionalmente, mas que não haviam caminhado pela maturidade o suficiente para entender como lidar com situações. Eles tinham exércitos ao redor para instigá-los".

5. Não dê crédito aos críticos

Após Singleton deixar a direção do filme em abril de 2015, ele criticou os produtores por não terem respeito com o legado de Shakur. Boom refuta essa afirmação. "É a América – você pode dizer o que quiser, mas isso não significa que seja verdade", diz, citando membros da família e amigos de Shakur que deram ao longa-metragem a sua bênção.

6. O ator principal, Demetrius Shipp Jr. tem uma profunda ligação com 'Pac

Demetrius Shipp Jr., escalado para interpretar Tupac no filme, pode ser um ator desconhecido para grande parte do público, mas a sua conexão com o rapper existe desde a infância. Seu pai, Demetrius Shipp, era um produtor e trabalhou na faixa “Toss It Up”, de Tupac. “O momento era tão certo”, disse Boom sobre Shipp Jr. "É quase como quando Jamie Foxx interpretou Ray; agora você realmente não consegue pensar em outra pessoa que poderia ter interpretado Ray Charles".

7. Espere o envolvimento de vários rappers – não somente na telona

Boom quer que “colegas e sucessores de Pac sintam-se livre para contribuir, mas outros o envolvimento de outros rappers” será em grande parte limitado à trilha sonora. "Rick Ross veio ao set ontem e disse: 'Eu preciso ir fazer uma música agora?'” Boom lembra. "As pessoas só querem ser uma parte do filme".