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9 provas de que banca de jornal já foi um ótimo lugar para comprar música

Diversas publicações lançaram CDs entre os anos 1990 e 2000

por Marcos Lauro em 22/11/2017

Da caminhada até a loja mais próxima até o clique, o acesso à música mudou significativamente dentro desses últimos 20 anos – e a velocidade dessas transformações é incrível, se pensarmos que o vinil dominou da criação dessa indústria até os anos 1990. E, nessa história toda, houve um meio termo entre a loja e o clique: a banca de jornal.

Até hoje é possível comprar coleções de CDs que saem encartados em jornais diários. Mas houve um período em especial, entre os anos 1990 e 2000, que diversas publicações resolveram vender música. Para que o imposto não incidisse sobre o lançamento, esses CDs vinham com adesivos “grátis” – mesmo que a revista custasse, normalmente, R$ 9,90 e passasse a custar R$ 15,90 com o CD. Era o famoso jeitinho brasileiro por uma boa causa: mexer com o negócio da música e levar novidades para seus leitores. 

Na galeria abaixo, 10 provas de como era legal comprar esses discos em bancas de jornal:

Revista da 89: Em 1997, a rádio 89 FM se lançou também como uma revista e trouxe diversos CD encartados. No auge da era do CD-ROM (para os mais novinhos: era um CD que podia ser ouvido no som ou no computador, com material audiovisual), a revista lançava coletâneas com os hits da rádio e uma delas tinha um jogo de pinballl da banda Sugar Ray, além de protetores de tela para o computador. Em outra coletânea, a rádio resolveu colocar vinhetas da programação entre as músicas, o que causou certa polêmica entre os fãs que queriam ouvir apenas os sons.

Marcos Lauro

Isto É Show: Até a revista Isto É entrou na onda dos CDs encartados numa coleção chamada Isto É Show. Voltada apenas para música brasileira, pop/rock, dos anos 1970 até os 1990.

Marcos Lauro

Jam 80: A Bizz foi uma grande referência para quem queria se informar sobre música e teve algumas fases. Em uma delas, passou a se chamar ShowBizz e trouxe alguns CDs. Em 1997, resultado de uma parceria com o selo RockIt!, de Dado Villa-Lobos, a revista distribuiu o álbum Jam 80, uma série de regravações despretensiosas de clássicos dos anos 1980. Nessa toada, tem o “chefe” Dado cantando “Toda Forme da Poder”, dos Engenheiros do Hawaii, Herbert Viana fazendo “Geração Coca-Cola”, da Legião Urbana e Dinho Ouro Preto interpretando “Fui Eu”, dos Paralamas do Sucesso. Esse disco é mais fácil de ouvir hoje em dia, já que está no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=b0njwU6T4jc.

Marcos Lauro

Rock ‘n’ Roll Forever: Em 1991, surgiu a revista Audio News, um grande catálogo de lançamentos e notícias do mercado da música. Tratava de assuntos para o ouvinte médio, mas também tinha pautas bastante específicas sobre instrumentos, equipamentos e outras sobre gêneros menos populares, como jazz. Seus CDs traziam coletâneas, como essa de rock dos anos 1950 e 1960.

Marcos Lauro

A Música do Século: Em 2000, a revista Caras lançou uma enorme coleção com 50 CDs com a intenção de reunir o que foi produzido de relevante na música durante o século 20, que estava para terminar. Meio sem critério, os CDs reuniam jazz, rock, reggae, MPB e o que mais coubesse em 50 CDs.

Marcos Lauro

Power Tracks: A música eletrônica também foi bem representada nas bandas com a revista DJ World e seus CDs com hits. Também da época dos CD-ROMs, algumas edições traziam, além de músicas, conteúdo multimídia.

Marcos Lauro

Marcelo D2: A revista Trip lançou uma série de CDs encartados nas edições. Com uma ótima curadoria, as coletâneas traziam o que estava sendo feito de melhor na música independente brasileira e os CDs eram temáticos: Undergroud carioca, músicas românticas, bandas do Sul etc. E devido a sua relevância no mercado, a revista conseguia também fazer alguns lançamentos com exclusividade. “Eu Tiro É Onda”, primeiro single solo do Marcelo D2, saiu na revista. “Choke”, primeiro single do Sepultura com Derrick Green, também.

Marcos Lauro

OutraCoisa: O músico Lobão capitaneou um projeto audacioso. uma revista, a OutraCoisa, que lançava, a cada edição, um álbum inédito de uma banda brasileira. Cachorro Grande, BNegão & Os Seletores de Frequência e Arnaldo Baptista foram alguns dos artistas que tiveram álbuns lançados pela revista.

Marcos Lauro

O Charada Brasileiro: Em 2001, o SBT resolveu aprontar mais uma das suas e encheu uma casa de celebridades para um reality show – o programa foi um xeque-mate pra cima da Globo, que havia acabado de anunciar a primeira edição do Big Brother Brasil para o começo do ano seguinte. A atriz Bárbara Paz ganhou o programa, que tinha também Alexandre Frota, Matheus Carrieri, Patricia Coelho e Leandro Lehart (que desistiu na segunda semana), entre outros. O segundo colocado (e par romântico da vencedora), foi o cantor Supla. Assim que acabou o reality, ele aproveitou ao máximo a exposição e lançou um novo álbum, acompanhado de uma revista, nas bancas. Foi o disco mais bem vendido de sua carreira, com 700 mil cópias.

Marcos Lauro

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Maiara & Maraisa
2
Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
3
Saudade
Eduardo Costa
4
Amor Da Sua Cama
Felipe Araújo
5
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
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Diversas publicações lançaram CDs entre os anos 1990 e 2000

por Marcos Lauro em 22/11/2017

Da caminhada até a loja mais próxima até o clique, o acesso à música mudou significativamente dentro desses últimos 20 anos – e a velocidade dessas transformações é incrível, se pensarmos que o vinil dominou da criação dessa indústria até os anos 1990. E, nessa história toda, houve um meio termo entre a loja e o clique: a banca de jornal.

Até hoje é possível comprar coleções de CDs que saem encartados em jornais diários. Mas houve um período em especial, entre os anos 1990 e 2000, que diversas publicações resolveram vender música. Para que o imposto não incidisse sobre o lançamento, esses CDs vinham com adesivos “grátis” – mesmo que a revista custasse, normalmente, R$ 9,90 e passasse a custar R$ 15,90 com o CD. Era o famoso jeitinho brasileiro por uma boa causa: mexer com o negócio da música e levar novidades para seus leitores. 

Na galeria abaixo, 10 provas de como era legal comprar esses discos em bancas de jornal:

Revista da 89: Em 1997, a rádio 89 FM se lançou também como uma revista e trouxe diversos CD encartados. No auge da era do CD-ROM (para os mais novinhos: era um CD que podia ser ouvido no som ou no computador, com material audiovisual), a revista lançava coletâneas com os hits da rádio e uma delas tinha um jogo de pinballl da banda Sugar Ray, além de protetores de tela para o computador. Em outra coletânea, a rádio resolveu colocar vinhetas da programação entre as músicas, o que causou certa polêmica entre os fãs que queriam ouvir apenas os sons.

Marcos Lauro

Isto É Show: Até a revista Isto É entrou na onda dos CDs encartados numa coleção chamada Isto É Show. Voltada apenas para música brasileira, pop/rock, dos anos 1970 até os 1990.

Marcos Lauro

Jam 80: A Bizz foi uma grande referência para quem queria se informar sobre música e teve algumas fases. Em uma delas, passou a se chamar ShowBizz e trouxe alguns CDs. Em 1997, resultado de uma parceria com o selo RockIt!, de Dado Villa-Lobos, a revista distribuiu o álbum Jam 80, uma série de regravações despretensiosas de clássicos dos anos 1980. Nessa toada, tem o “chefe” Dado cantando “Toda Forme da Poder”, dos Engenheiros do Hawaii, Herbert Viana fazendo “Geração Coca-Cola”, da Legião Urbana e Dinho Ouro Preto interpretando “Fui Eu”, dos Paralamas do Sucesso. Esse disco é mais fácil de ouvir hoje em dia, já que está no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=b0njwU6T4jc.

Marcos Lauro

Rock ‘n’ Roll Forever: Em 1991, surgiu a revista Audio News, um grande catálogo de lançamentos e notícias do mercado da música. Tratava de assuntos para o ouvinte médio, mas também tinha pautas bastante específicas sobre instrumentos, equipamentos e outras sobre gêneros menos populares, como jazz. Seus CDs traziam coletâneas, como essa de rock dos anos 1950 e 1960.

Marcos Lauro

A Música do Século: Em 2000, a revista Caras lançou uma enorme coleção com 50 CDs com a intenção de reunir o que foi produzido de relevante na música durante o século 20, que estava para terminar. Meio sem critério, os CDs reuniam jazz, rock, reggae, MPB e o que mais coubesse em 50 CDs.

Marcos Lauro

Power Tracks: A música eletrônica também foi bem representada nas bandas com a revista DJ World e seus CDs com hits. Também da época dos CD-ROMs, algumas edições traziam, além de músicas, conteúdo multimídia.

Marcos Lauro

Marcelo D2: A revista Trip lançou uma série de CDs encartados nas edições. Com uma ótima curadoria, as coletâneas traziam o que estava sendo feito de melhor na música independente brasileira e os CDs eram temáticos: Undergroud carioca, músicas românticas, bandas do Sul etc. E devido a sua relevância no mercado, a revista conseguia também fazer alguns lançamentos com exclusividade. “Eu Tiro É Onda”, primeiro single solo do Marcelo D2, saiu na revista. “Choke”, primeiro single do Sepultura com Derrick Green, também.

Marcos Lauro

OutraCoisa: O músico Lobão capitaneou um projeto audacioso. uma revista, a OutraCoisa, que lançava, a cada edição, um álbum inédito de uma banda brasileira. Cachorro Grande, BNegão & Os Seletores de Frequência e Arnaldo Baptista foram alguns dos artistas que tiveram álbuns lançados pela revista.

Marcos Lauro

O Charada Brasileiro: Em 2001, o SBT resolveu aprontar mais uma das suas e encheu uma casa de celebridades para um reality show – o programa foi um xeque-mate pra cima da Globo, que havia acabado de anunciar a primeira edição do Big Brother Brasil para o começo do ano seguinte. A atriz Bárbara Paz ganhou o programa, que tinha também Alexandre Frota, Matheus Carrieri, Patricia Coelho e Leandro Lehart (que desistiu na segunda semana), entre outros. O segundo colocado (e par romântico da vencedora), foi o cantor Supla. Assim que acabou o reality, ele aproveitou ao máximo a exposição e lançou um novo álbum, acompanhado de uma revista, nas bancas. Foi o disco mais bem vendido de sua carreira, com 700 mil cópias.

Marcos Lauro