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A despedida do rei - Lucho Gatica

por em 09/04/2013
A
os 85 anos, ícone do bolero, Lucho Gatica se junta a Michael Bublé, Nelly Furtado e Il Volo para seu primeiro álbum em décadas,  por  Leila Combo
Com aparência de ídolo de matinês e voz aveludada, o cantor chileno Lucho Gatica ganhou nos anos 50 o título de Rei do Bolero, o tradicional gênero de origem hispano-cubana que arrebatou toda a América Latina. Mesmo nos EUA, através de apresentações no The Ed Sullivan Show e no The Perry Como Show; ele construiu sólida reputação e ganhou estrela na calçada da fama em Hollywood. Agora, aos 85 anos, Lucho reafirma a realeza com seu primeiro álbum em três décadas, Historia De Un Amor, lançado pela UVA Music, com 11 clássicos de seu repertório registrados em duetos. “Eu decidi fazer isso com cantores que são meus fãs, e eles se comportaram verdadeiramente como amigos”, diz Lucho, falando por telefone de Los Angeles. “Este álbum é como uma despedida.” Há desde Laura Pausini, na faixa-título, até “Besame Mucho” com Nelly Furtado, “La Barca” com Il Volo, e “Quizas Quizas Quizas”, dueto bilíngue com Michael Bublé que serviu como demo oferecida às gravadoras em 2009. O projeto produzido por Humberto Gatica, sobrinho de Lucho e conhecido pelos trabalhos com David Foster, foi encampado por Sebastian Jacome e por Bob Cuillo, um homem de negócios e produtor da Broadway (cujo currículo inclui A Gaiola das Loucas e Os Produtores) que também tinha uma gravadora, a UVA Music, e decidiu financiar o projeto. “Eu queria muito fazer esse CD e colocar minha alma nisso”, diz Cuillo. O projeto foi rejeitado pelas três grandes gravadoras, e ficou de lado até a contratação de Diana Rodriguez, dona da empresa de marketing Criteria Entertainment. Ela levou a demo de Bublé para ao vice-presidente de música da Venvision, Jorge Pino, que se apaixonou pela ideia e assinou um contrato de licenciamento global. Humberto pediu a Jorge Calandrelli (Bublé, Bocelli, Tony Bennett) para cuidar dos arranjos, mas aposta na lenda do tio Lucho e na força das canções: “É um repertório multigeracional”.
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De Quem É A Culpa?
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A despedida do rei - Lucho Gatica

por em 09/04/2013
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os 85 anos, ícone do bolero, Lucho Gatica se junta a Michael Bublé, Nelly Furtado e Il Volo para seu primeiro álbum em décadas,  por  Leila Combo
Com aparência de ídolo de matinês e voz aveludada, o cantor chileno Lucho Gatica ganhou nos anos 50 o título de Rei do Bolero, o tradicional gênero de origem hispano-cubana que arrebatou toda a América Latina. Mesmo nos EUA, através de apresentações no The Ed Sullivan Show e no The Perry Como Show; ele construiu sólida reputação e ganhou estrela na calçada da fama em Hollywood. Agora, aos 85 anos, Lucho reafirma a realeza com seu primeiro álbum em três décadas, Historia De Un Amor, lançado pela UVA Music, com 11 clássicos de seu repertório registrados em duetos. “Eu decidi fazer isso com cantores que são meus fãs, e eles se comportaram verdadeiramente como amigos”, diz Lucho, falando por telefone de Los Angeles. “Este álbum é como uma despedida.” Há desde Laura Pausini, na faixa-título, até “Besame Mucho” com Nelly Furtado, “La Barca” com Il Volo, e “Quizas Quizas Quizas”, dueto bilíngue com Michael Bublé que serviu como demo oferecida às gravadoras em 2009. O projeto produzido por Humberto Gatica, sobrinho de Lucho e conhecido pelos trabalhos com David Foster, foi encampado por Sebastian Jacome e por Bob Cuillo, um homem de negócios e produtor da Broadway (cujo currículo inclui A Gaiola das Loucas e Os Produtores) que também tinha uma gravadora, a UVA Music, e decidiu financiar o projeto. “Eu queria muito fazer esse CD e colocar minha alma nisso”, diz Cuillo. O projeto foi rejeitado pelas três grandes gravadoras, e ficou de lado até a contratação de Diana Rodriguez, dona da empresa de marketing Criteria Entertainment. Ela levou a demo de Bublé para ao vice-presidente de música da Venvision, Jorge Pino, que se apaixonou pela ideia e assinou um contrato de licenciamento global. Humberto pediu a Jorge Calandrelli (Bublé, Bocelli, Tony Bennett) para cuidar dos arranjos, mas aposta na lenda do tio Lucho e na força das canções: “É um repertório multigeracional”.