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A popstar invisível

por em 09/04/2013
S
ia achava que ia se aposentar dos palcos e ser apenas compositora. Mas seu talento pop a transformou em uma estrela maior do que nunca, POR PHIL GALLO
H á três anos, a australiana Sia Furler tentou sumir do mapa. Esgotada devido a uma carreira solo que começou em 1997, ela queria parar de gravar com seu próprio nome, e simplesmente compor para outros artistas. Os sucessos vieram rapidamente – alguns com ela nos vocais – e sua fama, em vez de encolher, cresceu. Durante esse período, Sia, hoje com 37 anos, se recusou a dar entrevistas, não queria ser atraída para a cultura de celebridade faminta por detalhes dos pop stars para os quais ela compunha (Shakira, Christina Aguilera, Katy Perry, Jennifer Lopez, Eminem...). Mas, ao concordar em falar à Billboard, ela não se esquiva de nenhum as- sunto: após quatro minutos de conversa, explica que foi viciada em analgésicos, que sofreu com alcoolismo e com diagnósticos médicos equi vocados. Fala também da cláusula do seu contrato com a RCA que estipula que ela não precisa fazer turnê nem dar entrevistas para promover o próximo disco. Sia está maravilhada com o modo como as coisas funcionaram. “Isso mostra o poder de dizer ‘não’”, diz ela. Novo empresário; composições em parceria com Rihanna, Katy Perry e David Guetta; vocalista convidada com Guetta e Flo Rida; e aparições nas trilhas sonoras de O Grande Gatsby e Jogos Vorazes: Em Chamas só acentuaram a presença de Sia, apesar dos protestos de que estava aposentada. “Eu fico sentada em casa com os cachorros no sofá, gravo num armário no escritório, mando-os embora e, com sorte, ganho US$ 1 milhão”, conta. Ela ri, se apertando alegremente em um dos dois sofás de sua sala de estar cobertos por colchas multicoloridas. Um sorriso enorme aparece quando explica como sua renda com direitos autorais “tornou as coisas mais fáceis”, abrindo caminho para comprar imóveis, financiar viagens e festas para amigos, e uma ou outra boa ação. A casa na região de colinas de Echo Park, em Los Angeles, também é seu espaço de trabalho, com um pequeno escritório para compor e um armário contíguo como cabine para gravação de vocais. É lá que Sia tem trabalha- do em seu novo álbum, com lançamento esperado para meados de 2014. Peter Edge, CEO da RCA, que é fã de Sia há mais de dez anos, diz que não precisou de nada além de “fé cega” para contratá-la. A equipe do selo a visitou em Los Angeles, no fim do ano passado, para ouvir o que tinha composto, enquanto os cães corriam em volta dela. “Tão logo entramos na casa, eu já percebi que não estávamos lidando com uma artista comum. Ao trabalhar com Jonathan Daniel [da Crush Management], nós criamos um contrato único para ela”, diz ele. A Billboard ouviu sete músicas, a maioria escrita em parceria com o produtor Greg Kurstin (P!nk, Kelly Clarkson). Faixas como “Fire Meet Gasoline” mostram a Sia que ultimamente tem alimentado Rihanna e Beyoncé com seu fluxo de canções. Outras, como “Cellophane” e “Eye Of The Needle”, demonstram sua disposição para unir senso melódico pop a turbilhões emocionais. “Eu ouço uma profundidade verdadeira em termos de letras nas coisas que ela escolhe para fazer sozinha”, diz Edge. “Ela tem uma habilidade incomum para se expressar musicalmente, ritmicamente e no modo como respira. Eu já ouvi muitos cantores dizendo que gostam [de uma música composta por Sia], mas não conseguem cantar como ela. No álbum, ela consegue entoar músicas de maneira que outros não conseguiriam.” “Eu canto onde quero que a nota vá, e meus parceiros tocam vários acordes até eu dizer: ‘É esse aí’”, diz. “As coisas pop, eu componho usando faixas já gravadas – devo receber umas dez por dia. Por isso tenho que escolher entre milhares. Acho que recebo tantos singles porque sou boa em escolher as faixas, mais do que pelo fato de eu possuir alguma habilidade especial.” Ela tem, porém, uma série de diretrizes para sua composição pop. “As músicas que funcionam melhor são abrangentes em termos de letra e têm um conceito forte na metáfora.” “Você precisa cantar [a metáfora] muitas vezes de diferentes maneiras.” “As pessoas gostam de vitórias, de vítimas da vitória  – e gostam de festas.” “Músicas que têm um refrão negativo e melodias tristes, sem um refrão que as levante, são mais difíceis de encaixar.” MEU MANIFESTO ANTIFAMA, por Sia Furler Se alguém que não é famoso soubesse como é ser famoso, nunca iria querer ser famoso. Imagine o personagem estereotipa- do da sogra sem noção e cheia de opinião, e aplique-o a todo adolescente com um computador no mundo todo. Depois, acrescente todas as pessoas entediadas, e todas as pessoas cujo trabalho é fazer relatórios sobre celebridades. Depois, imagine essa criatura, essa força, criticando você durante uma hora seguida, uma vez por dia, todo dia, dia a dia. É assim que são as coisas, mesmo os menores detalhes. É claro, isso se você ao menos permite a si mesma ?car em contato com o mundo usando mídia pública. Se eu fosse famosa, eu não faria isso. Se eu fosse famosa, poderia querer ver o que passa nos canais de noticiais ou na CNN. com. Mas não poderia, porque eu saberia que poderia encontrar essa sogra lá, de língua a?ada e mentirosa, e esperando para derrubar minha autoestima. E ela não está só mandando farpas sobre morrer antes que eu dê netos a ela. Ela está me perguntando se eu sou estéril. Ela está me perguntando se sou “tão pouco atraente debaixo dessas roupas, a ponto de seu ?lho/?lha não querer mais transar comigo”, ou se sou “tão burra que não sei o que é um pau nem como usá-lo”. Ela questiona tudo o que existe para ser questionado. Até mesmo coisas que eu nunca pensei em questionar. Coisas sobre as quais eu nunca sonhei que me sentiria insegura antes de conhecê-la. Nunca fui muito famosa, mas eu trabalhei com muita gente famosa, e já vi muitas sogras. E posso lhe dizer, pelo que vi, que não quero ter uma. Já trabalhei com muitos artistas que têm sogras, e de vez em quando eu herdei a família deles, mesmo que eu não estivesse interessada nisso. Eu tenho uma família, que eu amo. Minha tendência é dizer “Que ótimo trabalho!”, “Você trabalha duro de verdade! Que bom para você!”, “Você parece bem hoje!”, “Não seja ridícula, peça as batatas fritas!” ou “Você é hilária!”. Essa é toda a família de que preciso. Por isso, a fama e eu nunca nos casaremos “Tenho que manter as coisas muito mais simples”, diz ela, comparando o trabalho pop com as músicas que ela considera que são para si mesma. Simplicidade, porém, não significa menos reveladora. Há dez anos, as histórias por trás das letras eram “todas minhas, mas eu não admitiria isso na época”, diz ela. “Eu tinha muito medo, seria julgada por alguém ou me tornaria de algum modo impossível de ser amada se soubessem quem eu realmente era. Depois de 14 anos de composição, me sinto menos vulnerável para revelar o que é realmente meu.” A verdade mudou com o tempo. Há três anos, quando se recolheu, evitando os holofotes, Sia precisou se reorganizar. “Tudo que eu queria era compor para pop stars. Por um motivo ou por outro, isso nunca aconteceu para mim. Depois fi quei fortemente viciada em Vicodin e Oxycodone, e eu sempre bebi, mas não sabia que era alcoólatra. Eu estava muito infeliz sendo artista, e estava fi cando cada vez mais doente.” As coisas melhoraram depois que o diagnós- tico foi corrigido e Sia foi tratada para hiperti- reoidismo. Sua medicação foi mudada, e ela descansou. Parou de tomar pílulas e álcool, e começou a fazer exatamente o que queria. O primeiro projeto trazido por Daniel, da Crush, foram dez faixas de David Guetta. Ela escolheu “Titanium”, escrevendo a letra em 40 minutos. Lançada em dezembro de 2011, a faixa subiu para a sétima posição do Hot 100, e vendeu 3,6 milhões de cópias, de acordo com o Nielsen SoundScan. Na sequência, ela compôs “Wild Ones” para Flo Rida – em 15 minutos. A faixa chegou ao 5º lugar do Hot 100, e vendeu 3,8 milhões de cópias. Em ambos os casos, Sia gravou os vocais que entraram nos singles. O que Daniel havia apresentado a ela como “uma boa maneira de entrar no universo da composição pop”, diz Sia, saiu pela culatra, e manteve seu nome vivo como artista. “Eles me pediram várias vezes para gravar [“Wild Ones”] durante seis meses. Eu acabei concordando, mas pedi para não colocar meu nome nela. Eu fi quei bra- va, porque já havíamos tido essa discussão. Jonathan disse para mim: ‘Eu não acho que tenha realmente acreditado em você quando disse que não queria receber o crédito ou ser reconhecida como merece’.” Obviamente não houve nenhuma surpresa quando as faixas foram enviadas para avaliação para filmes como O Grande Gatsby e Jogos Vorazes: Em Chamas. Depois que ficou sabendo que seria a artista que gravaria “Elastic Heart” para a trilha sonora deste último, Sia diz que sentiu que havia a possibilidade de seu álbum da RCA mudar de rumo. Ela não está planejando mirar nas paradas pop – criou um projeto de animação, Greta Gorgeous, com banda, Surprise Party, tendo isso em mente. Seu objetivo é algo que seja, tanto em termos de letra como de estilo, destemido. “Eu não me importo com o sucesso comercial. Faço o que amo e me comunico do jeito que quero.”
  • HOT 100
    BRASIL
  • BILLBOARD
    200
  • HOT 100
    EUA
1
Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
2
Amor Da Sua Cama
Felipe Araújo
3
Saudade
Eduardo Costa
4
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
5
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
RANKING COMPLETO
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A popstar invisível

por em 09/04/2013
S
ia achava que ia se aposentar dos palcos e ser apenas compositora. Mas seu talento pop a transformou em uma estrela maior do que nunca, POR PHIL GALLO
H á três anos, a australiana Sia Furler tentou sumir do mapa. Esgotada devido a uma carreira solo que começou em 1997, ela queria parar de gravar com seu próprio nome, e simplesmente compor para outros artistas. Os sucessos vieram rapidamente – alguns com ela nos vocais – e sua fama, em vez de encolher, cresceu. Durante esse período, Sia, hoje com 37 anos, se recusou a dar entrevistas, não queria ser atraída para a cultura de celebridade faminta por detalhes dos pop stars para os quais ela compunha (Shakira, Christina Aguilera, Katy Perry, Jennifer Lopez, Eminem...). Mas, ao concordar em falar à Billboard, ela não se esquiva de nenhum as- sunto: após quatro minutos de conversa, explica que foi viciada em analgésicos, que sofreu com alcoolismo e com diagnósticos médicos equi vocados. Fala também da cláusula do seu contrato com a RCA que estipula que ela não precisa fazer turnê nem dar entrevistas para promover o próximo disco. Sia está maravilhada com o modo como as coisas funcionaram. “Isso mostra o poder de dizer ‘não’”, diz ela. Novo empresário; composições em parceria com Rihanna, Katy Perry e David Guetta; vocalista convidada com Guetta e Flo Rida; e aparições nas trilhas sonoras de O Grande Gatsby e Jogos Vorazes: Em Chamas só acentuaram a presença de Sia, apesar dos protestos de que estava aposentada. “Eu fico sentada em casa com os cachorros no sofá, gravo num armário no escritório, mando-os embora e, com sorte, ganho US$ 1 milhão”, conta. Ela ri, se apertando alegremente em um dos dois sofás de sua sala de estar cobertos por colchas multicoloridas. Um sorriso enorme aparece quando explica como sua renda com direitos autorais “tornou as coisas mais fáceis”, abrindo caminho para comprar imóveis, financiar viagens e festas para amigos, e uma ou outra boa ação. A casa na região de colinas de Echo Park, em Los Angeles, também é seu espaço de trabalho, com um pequeno escritório para compor e um armário contíguo como cabine para gravação de vocais. É lá que Sia tem trabalha- do em seu novo álbum, com lançamento esperado para meados de 2014. Peter Edge, CEO da RCA, que é fã de Sia há mais de dez anos, diz que não precisou de nada além de “fé cega” para contratá-la. A equipe do selo a visitou em Los Angeles, no fim do ano passado, para ouvir o que tinha composto, enquanto os cães corriam em volta dela. “Tão logo entramos na casa, eu já percebi que não estávamos lidando com uma artista comum. Ao trabalhar com Jonathan Daniel [da Crush Management], nós criamos um contrato único para ela”, diz ele. A Billboard ouviu sete músicas, a maioria escrita em parceria com o produtor Greg Kurstin (P!nk, Kelly Clarkson). Faixas como “Fire Meet Gasoline” mostram a Sia que ultimamente tem alimentado Rihanna e Beyoncé com seu fluxo de canções. Outras, como “Cellophane” e “Eye Of The Needle”, demonstram sua disposição para unir senso melódico pop a turbilhões emocionais. “Eu ouço uma profundidade verdadeira em termos de letras nas coisas que ela escolhe para fazer sozinha”, diz Edge. “Ela tem uma habilidade incomum para se expressar musicalmente, ritmicamente e no modo como respira. Eu já ouvi muitos cantores dizendo que gostam [de uma música composta por Sia], mas não conseguem cantar como ela. No álbum, ela consegue entoar músicas de maneira que outros não conseguiriam.” “Eu canto onde quero que a nota vá, e meus parceiros tocam vários acordes até eu dizer: ‘É esse aí’”, diz. “As coisas pop, eu componho usando faixas já gravadas – devo receber umas dez por dia. Por isso tenho que escolher entre milhares. Acho que recebo tantos singles porque sou boa em escolher as faixas, mais do que pelo fato de eu possuir alguma habilidade especial.” Ela tem, porém, uma série de diretrizes para sua composição pop. “As músicas que funcionam melhor são abrangentes em termos de letra e têm um conceito forte na metáfora.” “Você precisa cantar [a metáfora] muitas vezes de diferentes maneiras.” “As pessoas gostam de vitórias, de vítimas da vitória  – e gostam de festas.” “Músicas que têm um refrão negativo e melodias tristes, sem um refrão que as levante, são mais difíceis de encaixar.” MEU MANIFESTO ANTIFAMA, por Sia Furler Se alguém que não é famoso soubesse como é ser famoso, nunca iria querer ser famoso. Imagine o personagem estereotipa- do da sogra sem noção e cheia de opinião, e aplique-o a todo adolescente com um computador no mundo todo. Depois, acrescente todas as pessoas entediadas, e todas as pessoas cujo trabalho é fazer relatórios sobre celebridades. Depois, imagine essa criatura, essa força, criticando você durante uma hora seguida, uma vez por dia, todo dia, dia a dia. É assim que são as coisas, mesmo os menores detalhes. É claro, isso se você ao menos permite a si mesma ?car em contato com o mundo usando mídia pública. Se eu fosse famosa, eu não faria isso. Se eu fosse famosa, poderia querer ver o que passa nos canais de noticiais ou na CNN. com. Mas não poderia, porque eu saberia que poderia encontrar essa sogra lá, de língua a?ada e mentirosa, e esperando para derrubar minha autoestima. E ela não está só mandando farpas sobre morrer antes que eu dê netos a ela. Ela está me perguntando se eu sou estéril. Ela está me perguntando se sou “tão pouco atraente debaixo dessas roupas, a ponto de seu ?lho/?lha não querer mais transar comigo”, ou se sou “tão burra que não sei o que é um pau nem como usá-lo”. Ela questiona tudo o que existe para ser questionado. Até mesmo coisas que eu nunca pensei em questionar. Coisas sobre as quais eu nunca sonhei que me sentiria insegura antes de conhecê-la. Nunca fui muito famosa, mas eu trabalhei com muita gente famosa, e já vi muitas sogras. E posso lhe dizer, pelo que vi, que não quero ter uma. Já trabalhei com muitos artistas que têm sogras, e de vez em quando eu herdei a família deles, mesmo que eu não estivesse interessada nisso. Eu tenho uma família, que eu amo. Minha tendência é dizer “Que ótimo trabalho!”, “Você trabalha duro de verdade! Que bom para você!”, “Você parece bem hoje!”, “Não seja ridícula, peça as batatas fritas!” ou “Você é hilária!”. Essa é toda a família de que preciso. Por isso, a fama e eu nunca nos casaremos “Tenho que manter as coisas muito mais simples”, diz ela, comparando o trabalho pop com as músicas que ela considera que são para si mesma. Simplicidade, porém, não significa menos reveladora. Há dez anos, as histórias por trás das letras eram “todas minhas, mas eu não admitiria isso na época”, diz ela. “Eu tinha muito medo, seria julgada por alguém ou me tornaria de algum modo impossível de ser amada se soubessem quem eu realmente era. Depois de 14 anos de composição, me sinto menos vulnerável para revelar o que é realmente meu.” A verdade mudou com o tempo. Há três anos, quando se recolheu, evitando os holofotes, Sia precisou se reorganizar. “Tudo que eu queria era compor para pop stars. Por um motivo ou por outro, isso nunca aconteceu para mim. Depois fi quei fortemente viciada em Vicodin e Oxycodone, e eu sempre bebi, mas não sabia que era alcoólatra. Eu estava muito infeliz sendo artista, e estava fi cando cada vez mais doente.” As coisas melhoraram depois que o diagnós- tico foi corrigido e Sia foi tratada para hiperti- reoidismo. Sua medicação foi mudada, e ela descansou. Parou de tomar pílulas e álcool, e começou a fazer exatamente o que queria. O primeiro projeto trazido por Daniel, da Crush, foram dez faixas de David Guetta. Ela escolheu “Titanium”, escrevendo a letra em 40 minutos. Lançada em dezembro de 2011, a faixa subiu para a sétima posição do Hot 100, e vendeu 3,6 milhões de cópias, de acordo com o Nielsen SoundScan. Na sequência, ela compôs “Wild Ones” para Flo Rida – em 15 minutos. A faixa chegou ao 5º lugar do Hot 100, e vendeu 3,8 milhões de cópias. Em ambos os casos, Sia gravou os vocais que entraram nos singles. O que Daniel havia apresentado a ela como “uma boa maneira de entrar no universo da composição pop”, diz Sia, saiu pela culatra, e manteve seu nome vivo como artista. “Eles me pediram várias vezes para gravar [“Wild Ones”] durante seis meses. Eu acabei concordando, mas pedi para não colocar meu nome nela. Eu fi quei bra- va, porque já havíamos tido essa discussão. Jonathan disse para mim: ‘Eu não acho que tenha realmente acreditado em você quando disse que não queria receber o crédito ou ser reconhecida como merece’.” Obviamente não houve nenhuma surpresa quando as faixas foram enviadas para avaliação para filmes como O Grande Gatsby e Jogos Vorazes: Em Chamas. Depois que ficou sabendo que seria a artista que gravaria “Elastic Heart” para a trilha sonora deste último, Sia diz que sentiu que havia a possibilidade de seu álbum da RCA mudar de rumo. Ela não está planejando mirar nas paradas pop – criou um projeto de animação, Greta Gorgeous, com banda, Surprise Party, tendo isso em mente. Seu objetivo é algo que seja, tanto em termos de letra como de estilo, destemido. “Eu não me importo com o sucesso comercial. Faço o que amo e me comunico do jeito que quero.”