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À prova de porrada: Chris Brown sai da prisão e fala com exclusividade à Billboard

por em 05/09/2014
EXCL
USIVO: Prestes a lançar novo disco e com o sucesso inabalado, Chris Brown fala sobre a vida na prisão e diz quando acha que vão parar falar dele e de Rihanna. CHRIS BROWN BILLBOARD Chris Brown deu à Billboard sua primeira entrevista formal desde que deixou a prisão, em junho. O cantor de 25 anos falou em 13 de agosto, para a reportagem de capa da revista americana, diante da mesa vintage dos estúdios Chalice, em Hollywood. Horas mais cedo, ele teve que dar as caras em uma corte para pegar um boletim (positivo) sobre sua liberdade condicional. Os cinco anos de liberdade condicional datam de sua prisão em 2009, por agredir a ex-namorada Rihanna, um ataque que permanece colado a sua figura pública. Mesmo com todas as desculpas pedidas, passagens por clínicas de rehab, tratamento para administração de raiva e agressividade, diagnósticos de bipolaridade e desordem pós-estresse.  Os 108 dias passados em uma prisão do condado de Los Angeles se devem a violação de liberdade condicional por agredir um estranho na frente de um hotel em Washington D.C, em outubro de 2013 - Brown deu um soco no homem depois que ele tentou fotografá-lo.  Também se viu envolvido em confusões com Drake e Frank Ocean. Em 24 de agosto, 11 dias após a entrevista à Billboard, o empresário do hip hop Suge Knight e dois acompanhantes foram assassinados na festa pré-MTV Video Awards que Chris Brown promoveu no clube 10AK, em Hollywood.  Algumas versões deram conta de que o cantor era o alvo principal dos tiros, e o site TMZ publicou que ele estava fazendo sinais de gangue antes do crime. Em 4 de setembro, ele deu à Billboard sua versão dos fatos daquela noite... “Percebo que o que faço profissionalmente abre minha vida para o escrutínio público e que tenho responsabilidade diante de todos por causa dessa exposição. Posso dizer que sou apenas um ser humano e que cometi erros. Posso dizer que tento viver minha vida da forma mais verdadeira e honesta. Não sou perfeito, ninguém é. Ninguém é mais severo comigo do que eu mesmo. Ninguém consegue agradar a todos também. Ninguém pode viver no passado e querer crescer. Eu tenho andado para a frente e espero não ser definido por apenas alguns momentos da minha vida.” Em meio a todo esse “caos e comoção”, como o próprio cantor classifica, seu apelo comercial entre as massas americanas segue intocado. O mais recente hit, “Loyal”, chegou ao 9º lugar no Hot 100 da Billboard e gerou 1,1 milhão dos 41,3 milhões de downloads do artista ao longo da carreira (segundo a Nielsen Soundscan). Ele já emplacou 13 hits no top 10 do Hot 100, sendo dois primeiros lugares; na parada Hot R&B/Hi-Hop, foram 30 top 10 e quatro primeiros lugares. Dois de seus álbuns chegaram ao topo da lista Billboard 200, sendo que o total de vendas no formato é de 6,1 milhões. Nas redes sociais, seus indicadores são impressionantes – “Team Breezy” teve 38 milhões de likes no Facebook, por exemplo. O público feminino compõe a maioria de sua base de fãs. O empresário de Chris Brown, Mike G, estima que 65% sejam mulheres (muitas delas, adolescentes: 21% dos visitantes de sua página no Facebook têm entre 13 e 17 anos). Durante esta entrevista, o controverso personagem se mostrou cativante e simpático, ocasionalmente circunspecto. Enquanto dava os toques finais na mixagem deX, álbum que a RCA lança em 16 de setembro, ele cantou, sacudiu a cabeça e distribuiu instruções aos engenheiros (“vamos baixar esse tom para que não fique tão dominante”).  No pingue-pongue abaixo, ele discute a vida atrás das grades, seu crescimento como indivíduo e se a sociedade está pronta para aceitá-lo.   Você escreveu durante o tempo em que estava na cadeia? Não. Sabe, a cadeia não é um lugar com muito espírito criativo. Minha criatividade ficou presa até que eu saísse. A cadeia é um regime, uma estrutura. E, para criar música, pintar, fazer arte, sou mais um espírito livre. Quando saí, fiquei muito excitado por voltar ao estúdio. Não tinha muitas ideias, elas geralmente vêm na hora em que entro e começo a trabalhar. Qual era sua rotina na prisão? Um guarda te acorda, você come. Fica na cela a maioria do tempo, quase 24 horas por dia. As segundas, às vezes, vai para o telhado e dá um telefonema. É isolamento. Você tem tempo para pensar no que é importante, no que fazer e no que não fazer. Que lições tirou da experiência? Meu nível de maturidade aumentou muito, ao perceber o que é realmente importante. Perceber que sou humano como todo mundo. No fim do dia, é uma experiência de humildade. Você fica mais agradecido por tudo do que quando está aqui fora. Um hambúrguer tem gosto mil vezes melhor [risos]. Sou muito mais grato agora por tudo com que fui abençoado e pelas coisas que faço: música, poder tomar conta da minha família, ver amigos... Fazer o que amo sem que ninguém pense: “Ih, ele decaiu”. Poder ser relevante ainda.   Do que você mais sentiu falta? Senti saudade da minha família. No fim do dia, música é a grande paixão. Mas em assuntos pessoais, a família vem em primeiro lugar. Eu senti falta da minha mãe, do meu pai, dos meus primos, de ver os rostos das pessoas, seus sorrisos.   Como você se manteve motivado? Tive que pensar que isso aconteceu por uma razão. Havia um propósito nisso. Talvez eu tenha estado muito fora de controle, ou precisasse de algo nesse nível para me fazer voltar a ser humilde. Não pensei em sair da situação, mas em aprender com ela. Como você acha que conseguiu manter a base de fãs? Primeiramente, eu diria: Deus. O motivo é esse. Minha base de fãs sabe mais do que eu. Quando lanço uma música nunca sei qual vai ser o hit, eles sempre sabem mais do que eu. Faço música para mim mesmo, mas também tento me comunicar com as pessoas, diverti-las, despertar o máximo de emoção possível. Se isso acontece é por causa de Deus e também do meu talento. Preservar depois de ser derrubado, voltar... Muitas vezes, você pode ficar confuso e paralisado com todo o caos e comoção acontecendo. Eu tento manter minha base, minha família. E o foco no meu propósito, fazer boa música. O resto é nonsense, bobagem para tabloides. Você foi em frente, Rihanna diz que também foi em frente. Você acha que um dia o relacionamento de vocês vai realmente ficar pra trás, deixar de ser mencionado? Quando nós não formos mais relevantes, isso pode acontecer. Enquanto estivermos fazendo coisas boas, as pessoas vão sempre pegar coisas do passado, coisas negativas. Mas se você mantiver a cabeça ereta, o que dizem não vai importar. Como é viver sob o olhar do público? Eu preciso perceber tudo que vem na era das mídias sociais. Pessoas da minha idade ou mais jovens ficam direto no celular, com internet. Tenho que me concentrar no que estou fazendo, não em se vou ser pego fazendo algo errado. Todo mundo fica de olho no Instagram, todos têm suas piadas e coisas assim. Eu posso participar, mas não ativamente, não no lado negativo. Nem todo mundo vai particularmente gostar de mim, tudo bem, pra mim. Enquanto tiver o meu amor próprio e a minha música, beleza. Eu não olho pra trás e penso em voltar o tempo. A vida é uma experiência de aprendizado, estou aprendendo. Não fico andando por aí zangado com as coisas, eu deixo estar. Você acha que foi positivo o saldo após a agressão que fez em Washington D.C.? Eu me sinto positivo em relação a minha vida em geral. O que quer que aconteça, acontecerá. Deus me tem. Vou manter a fé e focar na minha família, meus amigos e minha música. E, a partir disso, ser o melhor Chris Brown que pode existir.
  • HOT 100
    BRASIL
  • BILLBOARD
    200
  • HOT 100
    EUA
1
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
2
Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
3
Saudade
Eduardo Costa
4
Amor Da Sua Cama
Felipe Araújo
5
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
RANKING COMPLETO
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À prova de porrada: Chris Brown sai da prisão e fala com exclusividade à Billboard

por em 05/09/2014
EXCL
USIVO: Prestes a lançar novo disco e com o sucesso inabalado, Chris Brown fala sobre a vida na prisão e diz quando acha que vão parar falar dele e de Rihanna. CHRIS BROWN BILLBOARD Chris Brown deu à Billboard sua primeira entrevista formal desde que deixou a prisão, em junho. O cantor de 25 anos falou em 13 de agosto, para a reportagem de capa da revista americana, diante da mesa vintage dos estúdios Chalice, em Hollywood. Horas mais cedo, ele teve que dar as caras em uma corte para pegar um boletim (positivo) sobre sua liberdade condicional. Os cinco anos de liberdade condicional datam de sua prisão em 2009, por agredir a ex-namorada Rihanna, um ataque que permanece colado a sua figura pública. Mesmo com todas as desculpas pedidas, passagens por clínicas de rehab, tratamento para administração de raiva e agressividade, diagnósticos de bipolaridade e desordem pós-estresse.  Os 108 dias passados em uma prisão do condado de Los Angeles se devem a violação de liberdade condicional por agredir um estranho na frente de um hotel em Washington D.C, em outubro de 2013 - Brown deu um soco no homem depois que ele tentou fotografá-lo.  Também se viu envolvido em confusões com Drake e Frank Ocean. Em 24 de agosto, 11 dias após a entrevista à Billboard, o empresário do hip hop Suge Knight e dois acompanhantes foram assassinados na festa pré-MTV Video Awards que Chris Brown promoveu no clube 10AK, em Hollywood.  Algumas versões deram conta de que o cantor era o alvo principal dos tiros, e o site TMZ publicou que ele estava fazendo sinais de gangue antes do crime. Em 4 de setembro, ele deu à Billboard sua versão dos fatos daquela noite... “Percebo que o que faço profissionalmente abre minha vida para o escrutínio público e que tenho responsabilidade diante de todos por causa dessa exposição. Posso dizer que sou apenas um ser humano e que cometi erros. Posso dizer que tento viver minha vida da forma mais verdadeira e honesta. Não sou perfeito, ninguém é. Ninguém é mais severo comigo do que eu mesmo. Ninguém consegue agradar a todos também. Ninguém pode viver no passado e querer crescer. Eu tenho andado para a frente e espero não ser definido por apenas alguns momentos da minha vida.” Em meio a todo esse “caos e comoção”, como o próprio cantor classifica, seu apelo comercial entre as massas americanas segue intocado. O mais recente hit, “Loyal”, chegou ao 9º lugar no Hot 100 da Billboard e gerou 1,1 milhão dos 41,3 milhões de downloads do artista ao longo da carreira (segundo a Nielsen Soundscan). Ele já emplacou 13 hits no top 10 do Hot 100, sendo dois primeiros lugares; na parada Hot R&B/Hi-Hop, foram 30 top 10 e quatro primeiros lugares. Dois de seus álbuns chegaram ao topo da lista Billboard 200, sendo que o total de vendas no formato é de 6,1 milhões. Nas redes sociais, seus indicadores são impressionantes – “Team Breezy” teve 38 milhões de likes no Facebook, por exemplo. O público feminino compõe a maioria de sua base de fãs. O empresário de Chris Brown, Mike G, estima que 65% sejam mulheres (muitas delas, adolescentes: 21% dos visitantes de sua página no Facebook têm entre 13 e 17 anos). Durante esta entrevista, o controverso personagem se mostrou cativante e simpático, ocasionalmente circunspecto. Enquanto dava os toques finais na mixagem deX, álbum que a RCA lança em 16 de setembro, ele cantou, sacudiu a cabeça e distribuiu instruções aos engenheiros (“vamos baixar esse tom para que não fique tão dominante”).  No pingue-pongue abaixo, ele discute a vida atrás das grades, seu crescimento como indivíduo e se a sociedade está pronta para aceitá-lo.   Você escreveu durante o tempo em que estava na cadeia? Não. Sabe, a cadeia não é um lugar com muito espírito criativo. Minha criatividade ficou presa até que eu saísse. A cadeia é um regime, uma estrutura. E, para criar música, pintar, fazer arte, sou mais um espírito livre. Quando saí, fiquei muito excitado por voltar ao estúdio. Não tinha muitas ideias, elas geralmente vêm na hora em que entro e começo a trabalhar. Qual era sua rotina na prisão? Um guarda te acorda, você come. Fica na cela a maioria do tempo, quase 24 horas por dia. As segundas, às vezes, vai para o telhado e dá um telefonema. É isolamento. Você tem tempo para pensar no que é importante, no que fazer e no que não fazer. Que lições tirou da experiência? Meu nível de maturidade aumentou muito, ao perceber o que é realmente importante. Perceber que sou humano como todo mundo. No fim do dia, é uma experiência de humildade. Você fica mais agradecido por tudo do que quando está aqui fora. Um hambúrguer tem gosto mil vezes melhor [risos]. Sou muito mais grato agora por tudo com que fui abençoado e pelas coisas que faço: música, poder tomar conta da minha família, ver amigos... Fazer o que amo sem que ninguém pense: “Ih, ele decaiu”. Poder ser relevante ainda.   Do que você mais sentiu falta? Senti saudade da minha família. No fim do dia, música é a grande paixão. Mas em assuntos pessoais, a família vem em primeiro lugar. Eu senti falta da minha mãe, do meu pai, dos meus primos, de ver os rostos das pessoas, seus sorrisos.   Como você se manteve motivado? Tive que pensar que isso aconteceu por uma razão. Havia um propósito nisso. Talvez eu tenha estado muito fora de controle, ou precisasse de algo nesse nível para me fazer voltar a ser humilde. Não pensei em sair da situação, mas em aprender com ela. Como você acha que conseguiu manter a base de fãs? Primeiramente, eu diria: Deus. O motivo é esse. Minha base de fãs sabe mais do que eu. Quando lanço uma música nunca sei qual vai ser o hit, eles sempre sabem mais do que eu. Faço música para mim mesmo, mas também tento me comunicar com as pessoas, diverti-las, despertar o máximo de emoção possível. Se isso acontece é por causa de Deus e também do meu talento. Preservar depois de ser derrubado, voltar... Muitas vezes, você pode ficar confuso e paralisado com todo o caos e comoção acontecendo. Eu tento manter minha base, minha família. E o foco no meu propósito, fazer boa música. O resto é nonsense, bobagem para tabloides. Você foi em frente, Rihanna diz que também foi em frente. Você acha que um dia o relacionamento de vocês vai realmente ficar pra trás, deixar de ser mencionado? Quando nós não formos mais relevantes, isso pode acontecer. Enquanto estivermos fazendo coisas boas, as pessoas vão sempre pegar coisas do passado, coisas negativas. Mas se você mantiver a cabeça ereta, o que dizem não vai importar. Como é viver sob o olhar do público? Eu preciso perceber tudo que vem na era das mídias sociais. Pessoas da minha idade ou mais jovens ficam direto no celular, com internet. Tenho que me concentrar no que estou fazendo, não em se vou ser pego fazendo algo errado. Todo mundo fica de olho no Instagram, todos têm suas piadas e coisas assim. Eu posso participar, mas não ativamente, não no lado negativo. Nem todo mundo vai particularmente gostar de mim, tudo bem, pra mim. Enquanto tiver o meu amor próprio e a minha música, beleza. Eu não olho pra trás e penso em voltar o tempo. A vida é uma experiência de aprendizado, estou aprendendo. Não fico andando por aí zangado com as coisas, eu deixo estar. Você acha que foi positivo o saldo após a agressão que fez em Washington D.C.? Eu me sinto positivo em relação a minha vida em geral. O que quer que aconteça, acontecerá. Deus me tem. Vou manter a fé e focar na minha família, meus amigos e minha música. E, a partir disso, ser o melhor Chris Brown que pode existir.