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Afilhada de Amy Winehouse, a adolescente Dionne Bromfield não quer fazer “pop da Disney”. Leia entrevista

por em 24/01/2012
Imagem: Divulgação

Amy Winehouse não deixou apenas a sua própria voz como legado na música pop. Dionne Bromfield, britânica descendente de jamaicanos, teve Amy como madrinha desde os 13 anos, quando fez sua estreia na TV britânica. Aos 15 anos e já dois discos lançados, Dionne vai fazer seus primeiros shows fora do seu país no Brasil, no Summer Soul Festival (hoje em São Paulo, dia 25 no Rio e 28 em Florianópolis, junto com Bruno Mars, Florence and The Machine e Rox). Em entrevista à Billboard Brasil, a simpática garota fala sobre seu curso na Sylvia Young Theater School (escola de artes onde Amy também estudou) e sobre ser uma cantora adolescente sem fazer teen pop ao estilo “baby, baby, baby, oh...”.

Você ainda está fazendo o curso na Sylvia Young School?

Eu tenho mais quatro meses de escola antes de me formar definitivamente. Mal posso esperar... Digo, todas as criançar têm que ir à escola [risos]. Mas é tão estressante conciliar música e escola, então quero sair logo. Mas sei que isso parece ruim, então: crianças, fiquem na escola!

Como você chegou até lá?

Para ser honesta, não era a minha intenção inicial, mas eu tive que ir porque a minha madrinha [Amy Winehouse] estudou lá. Ela ficava: “você tem que ir, tem que ir, eu fui”. E eu dizia que não queria, mas ela insistiu. Então eu fiz o teste, com 11 anos, e passei. Mas rejeitei a vaga, durante três anos seguidos. E então eles me deram um ultimato. E aí decidi ir, aos 13.

E muitas cantoras famosas estudaram lá...

Sim! A Emma Bunton, das Spice Girls! Ela foi aluna. Eu era uma grande fã das Spice Girls, claro, como todas as garotas.

E como é alternar essa vida de estudante e cantora?

Eu ainda tenho que fazer provas, é uma pressão grande. É difícil conciliar, mas também é divertido. Eu nunca tinha sonhado em vir para o Brasil. No Twitter eu leio fãs dizendo que o Brasil me ama. E eu nunca pensei que estaria aqui. Tinham fãs no aeroporto - como isso é legal! Não esperava por isso.

 Como você começou a cantar? Treinou desde muito cedo ou foi uma coisa natural?

Para ser honesta, achava que todo mundo podia cantar. Não achei que era um dom. Pensava: “se todo mundo pode falar, todo mundo pode cantar”. Quando eu tinha 10 anos minha mãe começou a me dar aulas de canto. E eu ficava: “Mas por que aula de canto? Eu não sou uma pessoa especial nem nada”. E então a minha madrinha ganhou cinco Grammys, criou o próprio selo e quis assinar comigo. E eu: “Ah tá, até parece...” E em seis meses eu estava assinando papéis com a Lioness Records. Foi muito natural, não foi planejado, aconteceu devagar, mas de um jeito bom. 

Você se lembra do seu primeiro show?

Sim, foi para a TV, e teve 9,6 milhões de espectadores. Foi ao vivo, para o programa Strictly Come Dancing. Eu ficava tremendo, literalmente. “Não vou conseguir, não vou conseguir.” A Amy estava fazendo backing vocals para mim. E ficava dizendo que ia dar tudo certo. E eu respondia: “Tudo bem pra você, que é profissional” [risos]. E eu continuava tremendo. E depois que rolou, fiquei com vontade de fazer de novo! É uma maneira grande demais de começar a carreira, mas é legal também. Foi bom ter a Amy lá, porque me senti mais confortável. Se ela não estivesse, eu não ia conseguir.

Vendo seus vídeos dá pra perceber a mudança de temas mais infantis e adolescentes para outros mais sérios. Como isso aconteceu?

Quando eu tinha 12 anos, a gravadora não sabia bem o que fazer comigo. No Reino Unido não há crianças fazendo o que eu faço. Nos EUA eles têm Miley Cyrus, Justin Bieber, o pop da Disney é poderoso. Eles sabem o que fazer com as crianças. Então eles não sabiam o que fazer e disseram: “vamos colocar crianças e fazer algo infantil.” Até que funcionou, mas no segundo disco eu quis que fosse diferente.

Por quê?

O Justin Bieber conseguiu tanta coisa, eu o congratulo. Mas nós somos duas coisas totalmente diferentes. Não há chance de me ouvir cantar “baby, baby...”. Não ia soar bem, não ia ser a minha cara. Eu gosto de música dos anos 60, soul, jazz, Marvin Gaye, todas aquelas coisas old school. Não sou muito educada em música moderna. Se você me perguntar sobre as coisas que estão nas paradas, não vou saber.

De onde vieram essas influências?  Você veio de uma família de músicos?

De jeito nenhum! Se minha mãe começasse a cantar agora, você ia sair correndo! Mas começou quando ela me mostrou Boyz II Men, com uns sete anos. Me lembro de ouvir “End Of The Road”, e fui correndo para o Youtube. E aí comecei a procurar coisas mais antigas, vi um filme sobre os Temptations, fiquei interessada e fui conhecendo Supremes, Smokey Robinson, uma coisa foi levando à outra.

E como está se sentindo em shows maiores, como esse aqui no Brasil?

Fico realmente nervosa. Esse vai ser o primeiro show da minha vida fora do Reino Unido. Então, poder tocar para milhares de pessoas no Brasil vai ser uma coisa importante. Mas tomara que dê tudo certo, as pessoas gostem e eu possa voltar.

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Maiara & Maraisa
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5
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Afilhada de Amy Winehouse, a adolescente Dionne Bromfield não quer fazer “pop da Disney”. Leia entrevista

por em 24/01/2012
Imagem: Divulgação

Amy Winehouse não deixou apenas a sua própria voz como legado na música pop. Dionne Bromfield, britânica descendente de jamaicanos, teve Amy como madrinha desde os 13 anos, quando fez sua estreia na TV britânica. Aos 15 anos e já dois discos lançados, Dionne vai fazer seus primeiros shows fora do seu país no Brasil, no Summer Soul Festival (hoje em São Paulo, dia 25 no Rio e 28 em Florianópolis, junto com Bruno Mars, Florence and The Machine e Rox). Em entrevista à Billboard Brasil, a simpática garota fala sobre seu curso na Sylvia Young Theater School (escola de artes onde Amy também estudou) e sobre ser uma cantora adolescente sem fazer teen pop ao estilo “baby, baby, baby, oh...”.

Você ainda está fazendo o curso na Sylvia Young School?

Eu tenho mais quatro meses de escola antes de me formar definitivamente. Mal posso esperar... Digo, todas as criançar têm que ir à escola [risos]. Mas é tão estressante conciliar música e escola, então quero sair logo. Mas sei que isso parece ruim, então: crianças, fiquem na escola!

Como você chegou até lá?

Para ser honesta, não era a minha intenção inicial, mas eu tive que ir porque a minha madrinha [Amy Winehouse] estudou lá. Ela ficava: “você tem que ir, tem que ir, eu fui”. E eu dizia que não queria, mas ela insistiu. Então eu fiz o teste, com 11 anos, e passei. Mas rejeitei a vaga, durante três anos seguidos. E então eles me deram um ultimato. E aí decidi ir, aos 13.

E muitas cantoras famosas estudaram lá...

Sim! A Emma Bunton, das Spice Girls! Ela foi aluna. Eu era uma grande fã das Spice Girls, claro, como todas as garotas.

E como é alternar essa vida de estudante e cantora?

Eu ainda tenho que fazer provas, é uma pressão grande. É difícil conciliar, mas também é divertido. Eu nunca tinha sonhado em vir para o Brasil. No Twitter eu leio fãs dizendo que o Brasil me ama. E eu nunca pensei que estaria aqui. Tinham fãs no aeroporto - como isso é legal! Não esperava por isso.

 Como você começou a cantar? Treinou desde muito cedo ou foi uma coisa natural?

Para ser honesta, achava que todo mundo podia cantar. Não achei que era um dom. Pensava: “se todo mundo pode falar, todo mundo pode cantar”. Quando eu tinha 10 anos minha mãe começou a me dar aulas de canto. E eu ficava: “Mas por que aula de canto? Eu não sou uma pessoa especial nem nada”. E então a minha madrinha ganhou cinco Grammys, criou o próprio selo e quis assinar comigo. E eu: “Ah tá, até parece...” E em seis meses eu estava assinando papéis com a Lioness Records. Foi muito natural, não foi planejado, aconteceu devagar, mas de um jeito bom. 

Você se lembra do seu primeiro show?

Sim, foi para a TV, e teve 9,6 milhões de espectadores. Foi ao vivo, para o programa Strictly Come Dancing. Eu ficava tremendo, literalmente. “Não vou conseguir, não vou conseguir.” A Amy estava fazendo backing vocals para mim. E ficava dizendo que ia dar tudo certo. E eu respondia: “Tudo bem pra você, que é profissional” [risos]. E eu continuava tremendo. E depois que rolou, fiquei com vontade de fazer de novo! É uma maneira grande demais de começar a carreira, mas é legal também. Foi bom ter a Amy lá, porque me senti mais confortável. Se ela não estivesse, eu não ia conseguir.

Vendo seus vídeos dá pra perceber a mudança de temas mais infantis e adolescentes para outros mais sérios. Como isso aconteceu?

Quando eu tinha 12 anos, a gravadora não sabia bem o que fazer comigo. No Reino Unido não há crianças fazendo o que eu faço. Nos EUA eles têm Miley Cyrus, Justin Bieber, o pop da Disney é poderoso. Eles sabem o que fazer com as crianças. Então eles não sabiam o que fazer e disseram: “vamos colocar crianças e fazer algo infantil.” Até que funcionou, mas no segundo disco eu quis que fosse diferente.

Por quê?

O Justin Bieber conseguiu tanta coisa, eu o congratulo. Mas nós somos duas coisas totalmente diferentes. Não há chance de me ouvir cantar “baby, baby...”. Não ia soar bem, não ia ser a minha cara. Eu gosto de música dos anos 60, soul, jazz, Marvin Gaye, todas aquelas coisas old school. Não sou muito educada em música moderna. Se você me perguntar sobre as coisas que estão nas paradas, não vou saber.

De onde vieram essas influências?  Você veio de uma família de músicos?

De jeito nenhum! Se minha mãe começasse a cantar agora, você ia sair correndo! Mas começou quando ela me mostrou Boyz II Men, com uns sete anos. Me lembro de ouvir “End Of The Road”, e fui correndo para o Youtube. E aí comecei a procurar coisas mais antigas, vi um filme sobre os Temptations, fiquei interessada e fui conhecendo Supremes, Smokey Robinson, uma coisa foi levando à outra.

E como está se sentindo em shows maiores, como esse aqui no Brasil?

Fico realmente nervosa. Esse vai ser o primeiro show da minha vida fora do Reino Unido. Então, poder tocar para milhares de pessoas no Brasil vai ser uma coisa importante. Mas tomara que dê tudo certo, as pessoas gostem e eu possa voltar.