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Afinal, o que é uma diva?

Um breve resumo do que as artistas precisam para receber o elogio

por Rebecca Silva em 15/11/2016

Se você tivesse que indicar uma grande diva da música agora, quem seria? Com certeza, alguém que te inspira e que admira, não é? O termo “diva”, tão comumente usado hoje em dia – é só dar uma olhada rápida nas redes sociais para vê-lo por todos os lados, servindo como definição para cantoras, modelos, atrizes e até desconhecidas -, vem do latim e significa “divindade feminina”, “deusa” e começou a ser usado na época das grandes óperas como forma de elogiar seus talentos, suas cantoras mais célebres. O termo equivalente ao prima donna do italiano. As divas eram aquelas que atraíam público para as apresentações, protagonizavam os espetáculos e eram admiradas.

1933-2016: AS DIVAS NA HISTÓRIA DO POP

É nessa época também que surgiu a forma mais negativa de se encarar a palavra: aquela pessoa difícil de se trabalhar, enjoada, cheia de si. Dos ataques de diva, de estrelismo, pela exigência e pelos paparicos e mimos que recebiam as grandes cantoras.

Ao longo das décadas, muitas mulheres se destacaram por seus talentos no palco, seja cantando ópera, jazz, soul, R&B ou disco. Era comum, inclusive, que essas artistas recebessem apelidos relacionados ao gênero que cantavam, que costumavam derivar entre “diva” e “rainha”. Eram as grandes intérpretes que normalmente começavam suas carreiras nos corais de igrejas e acabavam dominando o mundo, servindo como referência para as gerações até hoje.

O termo só foi trazido para o pop há cerca de 18 anos, com o especial produzido pelo canal americano VH1. No programa, grandes divas cantavam hits e apostas para as novas gerações também tinham a chance de se apresentar. Foi nesse momento que as “divas” passaram a significar muito além de uma voz, de uma performance tocante. Como tudo no pop, elas precisavam ser mais. A presença de palco, as apresentações teatrais, as coreografias elaboradas e os figurinos extravagantes passaram a ser algumas exigências para que a artista fosse considerada uma verdadeira diva. De lá para cá, muito tempo passou, é claro, mas será que a palavra sofreu alguma alteração no seu significado?

Enquanto antigamente o público lotava teatros para ver cantoras célebres interpretarem belas canções e ficavam impressionados com suas vozes, hoje lotamos arenas e estádios para podermos ouvir, ao vivo, aquelas músicas que tanto gostamos e já ouvimos diversas vezes nas plataformas de streaming. A música passou por muitas mudanças e, com o surgimento de novos ritmos e ícones, deixou de ser tão erudita, é claro. Nossas divas cantam o que toca nas rádios, o que está no topo dos rankings, são populares. Mas continuam sendo musas inspiradoras, seja por suas vozes potentes, pela presença de palco, pelo carisma, pelas performances de tirar o fôlego. E, principalmente, continuam a inspirar as novas gerações de cantoras.

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4
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Maiara & Maraisa
5
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
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Afinal, o que é uma diva?

Um breve resumo do que as artistas precisam para receber o elogio

por Rebecca Silva em 15/11/2016

Se você tivesse que indicar uma grande diva da música agora, quem seria? Com certeza, alguém que te inspira e que admira, não é? O termo “diva”, tão comumente usado hoje em dia – é só dar uma olhada rápida nas redes sociais para vê-lo por todos os lados, servindo como definição para cantoras, modelos, atrizes e até desconhecidas -, vem do latim e significa “divindade feminina”, “deusa” e começou a ser usado na época das grandes óperas como forma de elogiar seus talentos, suas cantoras mais célebres. O termo equivalente ao prima donna do italiano. As divas eram aquelas que atraíam público para as apresentações, protagonizavam os espetáculos e eram admiradas.

1933-2016: AS DIVAS NA HISTÓRIA DO POP

É nessa época também que surgiu a forma mais negativa de se encarar a palavra: aquela pessoa difícil de se trabalhar, enjoada, cheia de si. Dos ataques de diva, de estrelismo, pela exigência e pelos paparicos e mimos que recebiam as grandes cantoras.

Ao longo das décadas, muitas mulheres se destacaram por seus talentos no palco, seja cantando ópera, jazz, soul, R&B ou disco. Era comum, inclusive, que essas artistas recebessem apelidos relacionados ao gênero que cantavam, que costumavam derivar entre “diva” e “rainha”. Eram as grandes intérpretes que normalmente começavam suas carreiras nos corais de igrejas e acabavam dominando o mundo, servindo como referência para as gerações até hoje.

O termo só foi trazido para o pop há cerca de 18 anos, com o especial produzido pelo canal americano VH1. No programa, grandes divas cantavam hits e apostas para as novas gerações também tinham a chance de se apresentar. Foi nesse momento que as “divas” passaram a significar muito além de uma voz, de uma performance tocante. Como tudo no pop, elas precisavam ser mais. A presença de palco, as apresentações teatrais, as coreografias elaboradas e os figurinos extravagantes passaram a ser algumas exigências para que a artista fosse considerada uma verdadeira diva. De lá para cá, muito tempo passou, é claro, mas será que a palavra sofreu alguma alteração no seu significado?

Enquanto antigamente o público lotava teatros para ver cantoras célebres interpretarem belas canções e ficavam impressionados com suas vozes, hoje lotamos arenas e estádios para podermos ouvir, ao vivo, aquelas músicas que tanto gostamos e já ouvimos diversas vezes nas plataformas de streaming. A música passou por muitas mudanças e, com o surgimento de novos ritmos e ícones, deixou de ser tão erudita, é claro. Nossas divas cantam o que toca nas rádios, o que está no topo dos rankings, são populares. Mas continuam sendo musas inspiradoras, seja por suas vozes potentes, pela presença de palco, pelo carisma, pelas performances de tirar o fôlego. E, principalmente, continuam a inspirar as novas gerações de cantoras.