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“Agora temos liberdade de brincar mais com a sensualidade”, diz Li Martins sobre retorno do Rouge

Grupo se apresentou com formação original neste fim de semana em São Paulo após hiato de 11 anos

por Rebecca Silva em 27/11/2017

O grupo Rouge fez o seu retorno aos palcos paulistanos na madrugada deste domingo (26/11), no Expo Barra Funda. O que começou como uma breve reunião para algumas apresentações em festas, com ingressos esgotados em horas, acabou se tornando um projeto mais amplo, com prometida turnê pelo país e lançamento de material inédito.

O grupo, formado em 2002 pelo programa Popstars, do SBT, e apadrinhado por Rick Bonadio, fez sucesso entre o público infanto-juvenil e marcou história na música do Brasil por terem funcionado após a participação em um reality. Não havia quem não soubesse cantar ou dançar a “Ragatanga”.

rouge4Divulgação/Carol Caminha

Com uma integrante a menos – Luciana deixou o grupo em 2004 –, o Rouge chegou ao fim dois anos depois e, após diversos boatos de reunião e muitos (muitos mesmo!) pedidos dos fãs, a formação original se reuniu neste ano, deixando mágoas e ressentimentos para trás, tentando se encontrar em um cenário do pop brasileiro completamente diferente do que o que deixaram há 11 anos.

“Agora ficamos mais à vontade de poder falar como mulheres. Naquela época, nossa linguagem era bem infantil. Agora temos a liberdade de brincar um pouco mais com a sensualidade”, disse Li Martins no camarim do show, minutos antes de entrar ao palco. Na época do programa, ela mudou o nome para Patrícia – jeito pelo qual foi chamada pelas integrantes durante toda a apresentação.

rouge5
Divulgação/Carol Caminha

Para Fantine, o tempo fez com que, além de mais velhas, elas ficassem mais experientes e conscientes de quem são e do que querem fazer. Durante os 11 anos de hiato, três das integrantes se tornaram mães. O público infantil também envelheceu, mas somente na carteira de identidade. O que mais era visto na pista do show eram fãs emocionados e eufóricos com o retorno, dos mais jovens aos mais velhos, com lágrimas nos olhos e muita energia para cantar e dançar do início ao fim.

A maior referência para as novas faixas segue a mesma: música latina. Desde seu primeiro single, “Ragatanga”, o Rouge já se inspirava e fazia versões de músicas de sucesso em espanhol, chegando inclusive a cantar versos na língua espanhola. O momento não poderia ser mais propício. “A música latina ganhou força no mundo agora, está sendo valorizada”, afirmou Fantine. “Estamos podendo manter essa nossa raiz, sempre brincamos com os ritmos latinos”, adicionou Li.

O Rouge se apresenta novamente em São Paulo neste sábado (02/12). O mesmo show será levado para Brasília, Recife, Belo Horizonte e Salvador, mas as datas ainda não foram divulgadas. Em 2018, uma turnê comemorando 15 anos do grupo será realizada.

 

 

 

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Grupo se apresentou com formação original neste fim de semana em São Paulo após hiato de 11 anos

por Rebecca Silva em 27/11/2017

O grupo Rouge fez o seu retorno aos palcos paulistanos na madrugada deste domingo (26/11), no Expo Barra Funda. O que começou como uma breve reunião para algumas apresentações em festas, com ingressos esgotados em horas, acabou se tornando um projeto mais amplo, com prometida turnê pelo país e lançamento de material inédito.

O grupo, formado em 2002 pelo programa Popstars, do SBT, e apadrinhado por Rick Bonadio, fez sucesso entre o público infanto-juvenil e marcou história na música do Brasil por terem funcionado após a participação em um reality. Não havia quem não soubesse cantar ou dançar a “Ragatanga”.

rouge4Divulgação/Carol Caminha

Com uma integrante a menos – Luciana deixou o grupo em 2004 –, o Rouge chegou ao fim dois anos depois e, após diversos boatos de reunião e muitos (muitos mesmo!) pedidos dos fãs, a formação original se reuniu neste ano, deixando mágoas e ressentimentos para trás, tentando se encontrar em um cenário do pop brasileiro completamente diferente do que o que deixaram há 11 anos.

“Agora ficamos mais à vontade de poder falar como mulheres. Naquela época, nossa linguagem era bem infantil. Agora temos a liberdade de brincar um pouco mais com a sensualidade”, disse Li Martins no camarim do show, minutos antes de entrar ao palco. Na época do programa, ela mudou o nome para Patrícia – jeito pelo qual foi chamada pelas integrantes durante toda a apresentação.

rouge5
Divulgação/Carol Caminha

Para Fantine, o tempo fez com que, além de mais velhas, elas ficassem mais experientes e conscientes de quem são e do que querem fazer. Durante os 11 anos de hiato, três das integrantes se tornaram mães. O público infantil também envelheceu, mas somente na carteira de identidade. O que mais era visto na pista do show eram fãs emocionados e eufóricos com o retorno, dos mais jovens aos mais velhos, com lágrimas nos olhos e muita energia para cantar e dançar do início ao fim.

A maior referência para as novas faixas segue a mesma: música latina. Desde seu primeiro single, “Ragatanga”, o Rouge já se inspirava e fazia versões de músicas de sucesso em espanhol, chegando inclusive a cantar versos na língua espanhola. O momento não poderia ser mais propício. “A música latina ganhou força no mundo agora, está sendo valorizada”, afirmou Fantine. “Estamos podendo manter essa nossa raiz, sempre brincamos com os ritmos latinos”, adicionou Li.

O Rouge se apresenta novamente em São Paulo neste sábado (02/12). O mesmo show será levado para Brasília, Recife, Belo Horizonte e Salvador, mas as datas ainda não foram divulgadas. Em 2018, uma turnê comemorando 15 anos do grupo será realizada.