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All Time Low amadurece sem perder a essência em novo disco

Conversamos com o guitarrista da banda, Jack Barakat, sobre o lançamento de Last Young Renegade

por Rebecca Silva em 19/06/2017

Há catorze anos, os integrantes do All Time Low começaram a tocar juntos, contando suas experiências na cidade de Baltimore. Mais de uma década depois, com uma bagagem incrível de histórias e turnês em todo o mundo, eles voltaram seus olhos para o caminho que percorreram até aqui em seu novo disco, Last Young Renegade.

A Billboard Brasil conversou com o guitarrista Jack Barakat sobre o processo criativo por trás do sétimo álbum de estúdio e cobrou um retorno da banda ao Brasil com a nova turnê.

Ouvindo o disco, é possível notar que vocês mantiveram a essência da banda, apresentando melodias mais trabalhadas e inusitadas. Fale um pouco sobre o processo criativo do disco.

Esse é o álbum mais pessoal que já lançamos. O Alex [vocalista e guitarrista da banda] ficou uma semana em uma cabana nas montanhas de Big Bear Valley e outra semana no deserto, em Palm Springs. Recluso, rodeado de amigos que cresceram juntos. Precisávamos ir para longe de Los Angeles para nos livrarmos dos nossos demônios e dos nossos lados mais obscuros.

O disco tem uma vibe de despedida, com letras sobre dizer adeus e sobre sentir saudades do passado. Sobre o que são as letras? Na internet, tem gente preocupada com um possível fim da banda.

Por bem ou por mal, não estamos indo a lugar nenhum [risos]. Queríamos mergulhar em áreas que nunca exploramos antes. Foi proposital mudar a vibe, esse já é o nosso sétimo álbum. Também é importante apresentar uma experiência diferente ao vivo para os fãs.

Sentiram medo dessa mudança?

Sim, mudar dá medo. Fazer algo diferente é apavorante, desafiador. Mas estávamos confiantes sobre as músicas. Tínhamos 100% de certeza de que era o nosso álbum favorito até agora. Depois do lançamento, acho que os fãs também amam o resultado, então foi um peso tirado de nossos ombros.

Quanto tempo durou o processo de criação do álbum?

Começamos há uns dois anos. Escrevemos “Good Times” e “Last Young Renegade” durante a turnê de Future Love. Em maio do ano passado, focamos na composição, escrevemos mais. Começamos a gravar em outubro.

Vocês estão tocando juntos há mais de uma década e, é claro, cresceram e mudaram bastante. Como é processar essas mudanças e transformar em música? Os fãs também evoluíram com vocês, né?

Quando assinamos o contrato com a primeira gravadora, tínhamos 18 anos. Crescemos sob os olhares dos nossos fãs, na estrada. Aconteceram coisas normais, que acontecem na vida de todo mundo: alguns casaram, outros se mudaram de cidade, amigos ficaram para trás, novas amizades surgiram. O álbum reflete muito sobre o que nos fez quem somos hoje.

A banda assinou com a gravadora Fueled By Ramen. Como isso aconteceu e qual foi a diferença para as gravadoras anteriores? Vocês já tiveram uma experiência com a Interscope também, certo?

Com a Interscope entramos em um período de transição, muito volátil, em que muitas pessoas estavam sendo demitidas da empresa. Ficamos perdidos no meio de tudo isso e não deu certo. Dessa vez, tivemos reuniões com diferentes gravadoras e deixamos claro que não iríamos mudar nosso estilo, não iríamos escrever sobre o que eles quisessem, mas que queríamos fazer esse disco para os fãs. Deu muito certo com a Fueled By Ramen, era nosso sonho trabalhar com eles desde que tínhamos 16 anos.

O álbum é curto, com apenas 10 faixas. Tiveram que cortar músicas da versão final?

Era importante que a história fizesse sentido. Cortamos todas as faixas que não pareciam se encaixar no roteiro. Gravamos umas 16 músicas e ficaram só 10 no final porque, mesmo curto, queríamos que o álbum contasse a história desse personagem perfeitamente.

A turnê desse álbum está prestes a começar. Vocês já vieram para o Brasil algumas vezes... quando pretendem voltar? Os fãs estão pedindo!

Amamos tocar no Brasil, vocês são muito apaixonados, diferente de qualquer outro lugar. Infelizmente, na última vez, o promoter cancelou nossos shows uma semana antes das datas, foi uma pena. Ficamos decepcionados. Agora, estamos esperando o convite certo para voltar. Não está nas nossas mãos e não queremos deixar os fãs desapontados novamente.

Quais são suas memórias do Brasil?

No Rio, o hotel tinha um terraço incrível, de onde podíamos ver a praia. Fizemos uma festa lá, tirei fotos ótimas. Lembro de deixar o show em São Paulo e os fãs balançarem a nossa van. Vocês amam nossa música.

Sabe alguma coisa em português?

“Obrigado” e “caipirinha” [risos]. É o suficiente para me virar, né?

Ouça Last Young Renegade:

  • HOT 100
    BRASIL
  • BILLBOARD
    200
  • HOT 100
    EUA
1
Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
2
Amor Da Sua Cama
Felipe Araújo
3
Saudade
Eduardo Costa
4
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
5
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
RANKING COMPLETO
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All Time Low amadurece sem perder a essência em novo disco

Conversamos com o guitarrista da banda, Jack Barakat, sobre o lançamento de Last Young Renegade

por Rebecca Silva em 19/06/2017

Há catorze anos, os integrantes do All Time Low começaram a tocar juntos, contando suas experiências na cidade de Baltimore. Mais de uma década depois, com uma bagagem incrível de histórias e turnês em todo o mundo, eles voltaram seus olhos para o caminho que percorreram até aqui em seu novo disco, Last Young Renegade.

A Billboard Brasil conversou com o guitarrista Jack Barakat sobre o processo criativo por trás do sétimo álbum de estúdio e cobrou um retorno da banda ao Brasil com a nova turnê.

Ouvindo o disco, é possível notar que vocês mantiveram a essência da banda, apresentando melodias mais trabalhadas e inusitadas. Fale um pouco sobre o processo criativo do disco.

Esse é o álbum mais pessoal que já lançamos. O Alex [vocalista e guitarrista da banda] ficou uma semana em uma cabana nas montanhas de Big Bear Valley e outra semana no deserto, em Palm Springs. Recluso, rodeado de amigos que cresceram juntos. Precisávamos ir para longe de Los Angeles para nos livrarmos dos nossos demônios e dos nossos lados mais obscuros.

O disco tem uma vibe de despedida, com letras sobre dizer adeus e sobre sentir saudades do passado. Sobre o que são as letras? Na internet, tem gente preocupada com um possível fim da banda.

Por bem ou por mal, não estamos indo a lugar nenhum [risos]. Queríamos mergulhar em áreas que nunca exploramos antes. Foi proposital mudar a vibe, esse já é o nosso sétimo álbum. Também é importante apresentar uma experiência diferente ao vivo para os fãs.

Sentiram medo dessa mudança?

Sim, mudar dá medo. Fazer algo diferente é apavorante, desafiador. Mas estávamos confiantes sobre as músicas. Tínhamos 100% de certeza de que era o nosso álbum favorito até agora. Depois do lançamento, acho que os fãs também amam o resultado, então foi um peso tirado de nossos ombros.

Quanto tempo durou o processo de criação do álbum?

Começamos há uns dois anos. Escrevemos “Good Times” e “Last Young Renegade” durante a turnê de Future Love. Em maio do ano passado, focamos na composição, escrevemos mais. Começamos a gravar em outubro.

Vocês estão tocando juntos há mais de uma década e, é claro, cresceram e mudaram bastante. Como é processar essas mudanças e transformar em música? Os fãs também evoluíram com vocês, né?

Quando assinamos o contrato com a primeira gravadora, tínhamos 18 anos. Crescemos sob os olhares dos nossos fãs, na estrada. Aconteceram coisas normais, que acontecem na vida de todo mundo: alguns casaram, outros se mudaram de cidade, amigos ficaram para trás, novas amizades surgiram. O álbum reflete muito sobre o que nos fez quem somos hoje.

A banda assinou com a gravadora Fueled By Ramen. Como isso aconteceu e qual foi a diferença para as gravadoras anteriores? Vocês já tiveram uma experiência com a Interscope também, certo?

Com a Interscope entramos em um período de transição, muito volátil, em que muitas pessoas estavam sendo demitidas da empresa. Ficamos perdidos no meio de tudo isso e não deu certo. Dessa vez, tivemos reuniões com diferentes gravadoras e deixamos claro que não iríamos mudar nosso estilo, não iríamos escrever sobre o que eles quisessem, mas que queríamos fazer esse disco para os fãs. Deu muito certo com a Fueled By Ramen, era nosso sonho trabalhar com eles desde que tínhamos 16 anos.

O álbum é curto, com apenas 10 faixas. Tiveram que cortar músicas da versão final?

Era importante que a história fizesse sentido. Cortamos todas as faixas que não pareciam se encaixar no roteiro. Gravamos umas 16 músicas e ficaram só 10 no final porque, mesmo curto, queríamos que o álbum contasse a história desse personagem perfeitamente.

A turnê desse álbum está prestes a começar. Vocês já vieram para o Brasil algumas vezes... quando pretendem voltar? Os fãs estão pedindo!

Amamos tocar no Brasil, vocês são muito apaixonados, diferente de qualquer outro lugar. Infelizmente, na última vez, o promoter cancelou nossos shows uma semana antes das datas, foi uma pena. Ficamos decepcionados. Agora, estamos esperando o convite certo para voltar. Não está nas nossas mãos e não queremos deixar os fãs desapontados novamente.

Quais são suas memórias do Brasil?

No Rio, o hotel tinha um terraço incrível, de onde podíamos ver a praia. Fizemos uma festa lá, tirei fotos ótimas. Lembro de deixar o show em São Paulo e os fãs balançarem a nossa van. Vocês amam nossa música.

Sabe alguma coisa em português?

“Obrigado” e “caipirinha” [risos]. É o suficiente para me virar, né?

Ouça Last Young Renegade: