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Almanacão do metal

por em 10/09/2015
Jon
Wiederhorn e Katherine Turman Barulho Infernal – A História Definitiva do Heavy Metal Conrad Editora Por Marcos Lauro Contar a história de um gênero musical é uma missão difícil. Isso porque é raro conseguir apontar um único inventor de um movimento cultural. E mesmo quando há essa possibilidade (o funk, por exemplo, que surgiu no trabalho de James Brown), o inventor bebeu de tantas fontes que algumas podem ser consideradas os pais daquele movimento, e não quem as uniu. Mas o jornalista Jon Wiederhorn e a produtora Katherine Turman encararam a missão de passar o heavy metal a limpo. O resultado: Barulho Infernal – A História Definitiva do Heavy Metal, um divertido catatau de pouco mais de 700 páginas com falas, frases, opiniões e, principalmente, “causos” dos grandes nomes do gênero, do underground ao mainstream. E as polêmicas já começam nas primeiras páginas. Pelo menos três artistas dizem que leram o termo “heavy metal” pela primeira vez e ele se referia a seus trabalhos: Alice Cooper, Rob Halford (do Judas Priest) e Geezer Butler (baixista do Black Sabbath) – este último leu o termo como uma crítica: “Isso não é música. Soa como um monte de metais pesados explodindo no chão”, dizia o trecho lido pelo músico. E o mais interessante do livro é que ele não se preocupa em acabar com as contradições ou resolver mistérios do metal. Algumas páginas adiante, outra “polêmica” sobre o Black Sabbath: Sharon Osbourne diz que Tony Iommi batia em Ozzy, que estudava na mesma escola que o guitarrista, só que em uma série abaixo. Tony aparece na mesma página dizendo que não batia em Ozzy e que apenas “enchia o saco dele”. E está tudo certo! Não há a pretensão de solucionar esse mistério da história do metal. O livro segue não apenas cronologicamente, mas também dividido por subgêneros do metal. E aí caímos em dúvidas parecidas com a invenção do gênero: não há como apontar apenas um inventor para o thrash metal, por exemplo. Apesar do Metallica ser mundialmente conhecido como o pioneiro, o que seria do som deles sem a energia do Motörhead ou a precisão do Judas Priest? Se juntam ao Metallica outros nomes, como Slayer, Exodus e Anthrax. E por aí vai... São cerca de 450 entrevistados, entre músicos, produtores, empresários e jornalistas e as conversas foram extraídas de livros e importantes revistas que cobrem o metal. Barulho Infernal – A História Definitiva do Heavy Metal é uma espécie de almanaque from hell para os amantes do som pesado, daqueles livros para se deixar sempre ao alcance das mãos e ler de trechos em trechos. Ouça uma playlist com 20 artistas citados no livro: https://open.spotify.com/user/billboardbrasil/playlist/31r6xvsNZ2OKNC1XWLcpUR
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Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
2
Amor Da Sua Cama
Felipe Araújo
3
Saudade
Eduardo Costa
4
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
5
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
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Almanacão do metal

por em 10/09/2015
Jon
Wiederhorn e Katherine Turman Barulho Infernal – A História Definitiva do Heavy Metal Conrad Editora Por Marcos Lauro Contar a história de um gênero musical é uma missão difícil. Isso porque é raro conseguir apontar um único inventor de um movimento cultural. E mesmo quando há essa possibilidade (o funk, por exemplo, que surgiu no trabalho de James Brown), o inventor bebeu de tantas fontes que algumas podem ser consideradas os pais daquele movimento, e não quem as uniu. Mas o jornalista Jon Wiederhorn e a produtora Katherine Turman encararam a missão de passar o heavy metal a limpo. O resultado: Barulho Infernal – A História Definitiva do Heavy Metal, um divertido catatau de pouco mais de 700 páginas com falas, frases, opiniões e, principalmente, “causos” dos grandes nomes do gênero, do underground ao mainstream. E as polêmicas já começam nas primeiras páginas. Pelo menos três artistas dizem que leram o termo “heavy metal” pela primeira vez e ele se referia a seus trabalhos: Alice Cooper, Rob Halford (do Judas Priest) e Geezer Butler (baixista do Black Sabbath) – este último leu o termo como uma crítica: “Isso não é música. Soa como um monte de metais pesados explodindo no chão”, dizia o trecho lido pelo músico. E o mais interessante do livro é que ele não se preocupa em acabar com as contradições ou resolver mistérios do metal. Algumas páginas adiante, outra “polêmica” sobre o Black Sabbath: Sharon Osbourne diz que Tony Iommi batia em Ozzy, que estudava na mesma escola que o guitarrista, só que em uma série abaixo. Tony aparece na mesma página dizendo que não batia em Ozzy e que apenas “enchia o saco dele”. E está tudo certo! Não há a pretensão de solucionar esse mistério da história do metal. O livro segue não apenas cronologicamente, mas também dividido por subgêneros do metal. E aí caímos em dúvidas parecidas com a invenção do gênero: não há como apontar apenas um inventor para o thrash metal, por exemplo. Apesar do Metallica ser mundialmente conhecido como o pioneiro, o que seria do som deles sem a energia do Motörhead ou a precisão do Judas Priest? Se juntam ao Metallica outros nomes, como Slayer, Exodus e Anthrax. E por aí vai... São cerca de 450 entrevistados, entre músicos, produtores, empresários e jornalistas e as conversas foram extraídas de livros e importantes revistas que cobrem o metal. Barulho Infernal – A História Definitiva do Heavy Metal é uma espécie de almanaque from hell para os amantes do som pesado, daqueles livros para se deixar sempre ao alcance das mãos e ler de trechos em trechos. Ouça uma playlist com 20 artistas citados no livro: https://open.spotify.com/user/billboardbrasil/playlist/31r6xvsNZ2OKNC1XWLcpUR