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Alok bate recorde com “Hear Me Now” no Spotify

Música alcançou 100 milhões de plays; DJ ganhou placa comemorativa em evento no sábado (18)

Lançado em outubro de 2016, o single “Hear Me Now” chegou a uma marca impressionante no Spotify: 100 milhões de plays.

A música, originalmente, foi composta para um trabalho pop/rock do vocalista, Zeeba, produzido por Bruno Martini. O DJ e produtor Alok conheceu a música ainda no comecinho do trabalho e sugeriu a mudança para o eletrônico. Como mostram os números, funcionou.

A Billboard Brasil conversou com Alok e Zeeba na noite do último sábado (18/02). O Spotify aproveitou um grande evento em São Paulo com Alok no line-up e entregou uma placa comemorativa.

Ouça a música e leia a conversa abaixo:

Qual a sensação de alcançar um número como esse com um single?
Alok:
Quando a gente terminou a “Hear Me Now”, a gente pensou que seria algo que eliminaria barreiras mesmo, sabe? É que materializar isso é outra coisa. E a gente não sabia o quanto ia abrir as portas pra gente no mundo. Esse número, de 100 milhões de plays, mudou a nossa vida. Muita gente usa as fórmulas e a gente fez algo que estava dentro da gente, sabe? É verdadeiro.

Mas dava pra prever esse sucesso?
Alok:
Depois de pronta, toda hora a música vinha na nossa cabeça. Quando tocou em rádio o pessoal disse que grudou também. Quando mostramos na gravadora, a mesma coisa. Foi uma sinergia muito legal.

E como surgiu essa música?
Alok:
“Hear Me Now” tava no álbum do Zeeba e o Bruno era o produtor. Tava ouvindo “Photographs”, a outra música dele, na rádio e não imaginei que era um cantor brasileiro por causa do sotaque.
Zeeba: Trabalhei muito tempo em Los Angeles e tava passando um tempo aqui no Brasil. Comecei esse lance mais pop/rock com o Bruno.
Alok: Conheci a música quando ainda estava crua, na produção, e disse pra eles: “Essa música tem que ser eletrônica!”. Aí ficou legal demais.

zeeba-alok-destaqueFoto: Alisson Demetrio

Foi você que criou o clipe também?
Alok:
A música é o pai dizendo pro filho pra escutar ele, sabe? Eu tinha perdido minha vó, queria ter dado mais um abraço nela e não podia. E pintou essa ideia do clipe, de mostrar pras pessoas não esperarem até amanhã pra dizer que amam alguém. No fim do clipe, ele pode abraçar o pai.

Há alguns dias você tocou no Atlântida, um festival que não é de música eletrônica. Qual a diferença de tocar fora do nicho eletrônico?
Alok:
É sempre um desafio enorme, porque eu era muito segmentado no eletrônico. Já fiz até festival de sertanejo! Eu sou dinâmico, tento trazer músicas mais populares pras pessoas se adaptarem. Mas vi também que a música não tem que ter barreira, não tem que ter paradigmas. Se a música é boa, porque não? E hoje o meu maior público não é o eletrônico, é o popular.

E você se sente bem acolhido nesses festivais?
Alok:
Hoje em dia eu sinto que recebem muito bem sim. Não melhor ou pior que festival eletrônico. É igual. As pessoas aceitam bem não por ser um DJ eletrônico, mas por ser algo que elas gostam.

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Alok bate recorde com “Hear Me Now” no Spotify

Música alcançou 100 milhões de plays; DJ ganhou placa comemorativa em evento no sábado (18)

por Ana Carolina Nunes em 20/02/2017

Lançado em outubro de 2016, o single “Hear Me Now” chegou a uma marca impressionante no Spotify: 100 milhões de plays.

A música, originalmente, foi composta para um trabalho pop/rock do vocalista, Zeeba, produzido por Bruno Martini. O DJ e produtor Alok conheceu a música ainda no comecinho do trabalho e sugeriu a mudança para o eletrônico. Como mostram os números, funcionou.

A Billboard Brasil conversou com Alok e Zeeba na noite do último sábado (18/02). O Spotify aproveitou um grande evento em São Paulo com Alok no line-up e entregou uma placa comemorativa.

Ouça a música e leia a conversa abaixo:

Qual a sensação de alcançar um número como esse com um single?
Alok:
Quando a gente terminou a “Hear Me Now”, a gente pensou que seria algo que eliminaria barreiras mesmo, sabe? É que materializar isso é outra coisa. E a gente não sabia o quanto ia abrir as portas pra gente no mundo. Esse número, de 100 milhões de plays, mudou a nossa vida. Muita gente usa as fórmulas e a gente fez algo que estava dentro da gente, sabe? É verdadeiro.

Mas dava pra prever esse sucesso?
Alok:
Depois de pronta, toda hora a música vinha na nossa cabeça. Quando tocou em rádio o pessoal disse que grudou também. Quando mostramos na gravadora, a mesma coisa. Foi uma sinergia muito legal.

E como surgiu essa música?
Alok:
“Hear Me Now” tava no álbum do Zeeba e o Bruno era o produtor. Tava ouvindo “Photographs”, a outra música dele, na rádio e não imaginei que era um cantor brasileiro por causa do sotaque.
Zeeba: Trabalhei muito tempo em Los Angeles e tava passando um tempo aqui no Brasil. Comecei esse lance mais pop/rock com o Bruno.
Alok: Conheci a música quando ainda estava crua, na produção, e disse pra eles: “Essa música tem que ser eletrônica!”. Aí ficou legal demais.

zeeba-alok-destaqueFoto: Alisson Demetrio

Foi você que criou o clipe também?
Alok:
A música é o pai dizendo pro filho pra escutar ele, sabe? Eu tinha perdido minha vó, queria ter dado mais um abraço nela e não podia. E pintou essa ideia do clipe, de mostrar pras pessoas não esperarem até amanhã pra dizer que amam alguém. No fim do clipe, ele pode abraçar o pai.

Há alguns dias você tocou no Atlântida, um festival que não é de música eletrônica. Qual a diferença de tocar fora do nicho eletrônico?
Alok:
É sempre um desafio enorme, porque eu era muito segmentado no eletrônico. Já fiz até festival de sertanejo! Eu sou dinâmico, tento trazer músicas mais populares pras pessoas se adaptarem. Mas vi também que a música não tem que ter barreira, não tem que ter paradigmas. Se a música é boa, porque não? E hoje o meu maior público não é o eletrônico, é o popular.

E você se sente bem acolhido nesses festivais?
Alok:
Hoje em dia eu sinto que recebem muito bem sim. Não melhor ou pior que festival eletrônico. É igual. As pessoas aceitam bem não por ser um DJ eletrônico, mas por ser algo que elas gostam.