NOTÍCIAS

André Abujamra homenageia o pai em O Homem Bruxa, seu novo disco

por em 15/05/2015
O m
sico André Abujamra completou 50 anos em maio de 2015. Para comemorar, criou o projeto O Homem Bruxa. A palavra “projeto” aparece porque desde Mafaro, seu trabalho anterior, não dá para chamar apenas de disco. Abujamra tem trabalhado com o conceito de show-filme. Ou seja, quando você vai ao show você assiste ao disco diante dos seus olhos com projeções, efeitos e performances. Você até pode ouvir somente o disco e encerrar a sua experiência por aí. Mas ir ao show é ver o todo. Show, não. Show-filme. Com o disco quase finalizado e show-filme de lançamento marcado, o pai de André, Antonio Abujamra, aos 82 anos, faleceu. Alguns fãs, além de prestarem sua solidariedade, se preocuparam com um possível cancelamento do show. “Cara, meu pai ia ficar puto se eu cancelasse!”, afirma Abujamra. A Billboard Brasil conversou com Abujamra sobre O Homem Bruxa, Antônio Abujamra, Karnak e muito mais: Você pensou em algum momento cancelar ou suspender o show, prorrogar o disco, por conta da morte do seu pai? Não pensei não. Até porque ele ia ficar muito puto! Cara, eu tinha um show marcado no dia do enterro da minha mãe. Fiz e foi lindo. E tem muita coisa do meu pai em O Homem Bruxa. Na verdade, ele é o verdadeiro homem bruxa. Tem ele no disco, vai ter ele no show... esse show e esse disco são pra ele. No Mafaro você já usou esse conceito de show-filme. E como vai ser esse? É parecido. A diferença é que eu estarei sozinho no palco e tocando todos os instrumentos [com auxílio de projeções]. E tem umas loucuras também. Eu converso com instrumentos... é mais um espetáculo do que um show musical. No bis eu vou lá na frente e toco como homem-banda. Sabe aqueles instrumentos que uma pessoa só toca? Então, construí um e vou usar. E como surgiu a ideia pr’O Homem Bruxa? Eu sou amigo do Edgard Scandurra [guitarrista do Ira!] e ele fez um disco chamado Amigos Invisíveis [1989], em que ele toca todos os instrumentos. E sempre tive vontade de fazer algo parecido. Tem salsa, ópera, dubstep... de tudo. E como eu toquei de tudo, toquei coisas que eu nem sabia. Tem um trompete desafinado numa música, por exemplo, que acabou ficando legal. Não sou baterista e toquei bateria. Eu digo que O Homem Bruxa é um disco desajustado pra ajustar tudo. Eu sei que você nem tem muitos conceitos por trás do que faz. Mas tem algum conceito por trás desse lançamento? Isso eu aprendi com o [pintor Pablo] Picasso. Fui ao Museu Picasso, em Barcelona, e lá tem um quadro chamado “Cinco Mulheres de Veneza”. A primeira mulher é perfeita. A segunda, mais ou menos. Quando chega na quinta, ela já é toda torta. E ele disse uma vez que primeiro fazia, depois procurava o conceito. E eu faço igual. Acabo errando e o erro é ótimo. Alguns são propositais, inclusive. Meu pai me falou quando eu era mais novo: “A vida é sua. Estrague-a como quiser”. Você fundou o Karnak, que tem uma sonoridade pop mas nunca foi muito reconhecido pela mídia. O que você sente em relação a isso? Eu fiz 50 anos. Já sofri sim por causa disso. Hoje não... O Karnak tinha muita informação. Acha que a mídia não soube lidar, não soube encaixar o som da banda nas prateleiras? Acho que sim, tem isso sim. Mas eu não ligava muito pra rótulo. Quer colocar como world music? Põe! Onde você me coloca? Eu, sinceramente, achava o Karnak mais pop do que o Skank, eu ia ficar milionário. Era legal mas tinha muita informação sim. Sem contar que eu sou uma catástrofe no marketing. Agora que eu comecei a ajeitar as coisas e minha página no Facebook já pulou para 70 mil fãs. https://www.youtube.com/watch?v=SyjooHpoMlA Serviço: André Abujamra em O Homem Bruxa Dia: 17 de maio (domingo) Horário: 19h Auditório Ibirapuera – Oscar Niemeyer (Avenida Pedro Álvares Cabral, s/n, Portão 2 do Parque do Ibirapuera – São Paulo/SP Tel.:  11 3629-1075 www.auditorioibirapuera.com.br Ingressos: R$20 e R$10 (meia entrada para estudantes com apresentação na entrada da Carteira de Identidade Estudantil, professores da Rede Estadual, aposentados e idosos acima de 60 com apresentação de documento e comprovante, menores de 12 anos, acompanhados pelos pais, têm direito a 50% de desconto do valor da inteira)
  • HOT 100
    BRASIL
  • BILLBOARD
    200
  • HOT 100
    EUA
1
Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
2
Amor Da Sua Cama
Felipe Araújo
3
Saudade
Eduardo Costa
4
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
5
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
RANKING COMPLETO
NOTÍCIAS

André Abujamra homenageia o pai em O Homem Bruxa, seu novo disco

por em 15/05/2015
O m
sico André Abujamra completou 50 anos em maio de 2015. Para comemorar, criou o projeto O Homem Bruxa. A palavra “projeto” aparece porque desde Mafaro, seu trabalho anterior, não dá para chamar apenas de disco. Abujamra tem trabalhado com o conceito de show-filme. Ou seja, quando você vai ao show você assiste ao disco diante dos seus olhos com projeções, efeitos e performances. Você até pode ouvir somente o disco e encerrar a sua experiência por aí. Mas ir ao show é ver o todo. Show, não. Show-filme. Com o disco quase finalizado e show-filme de lançamento marcado, o pai de André, Antonio Abujamra, aos 82 anos, faleceu. Alguns fãs, além de prestarem sua solidariedade, se preocuparam com um possível cancelamento do show. “Cara, meu pai ia ficar puto se eu cancelasse!”, afirma Abujamra. A Billboard Brasil conversou com Abujamra sobre O Homem Bruxa, Antônio Abujamra, Karnak e muito mais: Você pensou em algum momento cancelar ou suspender o show, prorrogar o disco, por conta da morte do seu pai? Não pensei não. Até porque ele ia ficar muito puto! Cara, eu tinha um show marcado no dia do enterro da minha mãe. Fiz e foi lindo. E tem muita coisa do meu pai em O Homem Bruxa. Na verdade, ele é o verdadeiro homem bruxa. Tem ele no disco, vai ter ele no show... esse show e esse disco são pra ele. No Mafaro você já usou esse conceito de show-filme. E como vai ser esse? É parecido. A diferença é que eu estarei sozinho no palco e tocando todos os instrumentos [com auxílio de projeções]. E tem umas loucuras também. Eu converso com instrumentos... é mais um espetáculo do que um show musical. No bis eu vou lá na frente e toco como homem-banda. Sabe aqueles instrumentos que uma pessoa só toca? Então, construí um e vou usar. E como surgiu a ideia pr’O Homem Bruxa? Eu sou amigo do Edgard Scandurra [guitarrista do Ira!] e ele fez um disco chamado Amigos Invisíveis [1989], em que ele toca todos os instrumentos. E sempre tive vontade de fazer algo parecido. Tem salsa, ópera, dubstep... de tudo. E como eu toquei de tudo, toquei coisas que eu nem sabia. Tem um trompete desafinado numa música, por exemplo, que acabou ficando legal. Não sou baterista e toquei bateria. Eu digo que O Homem Bruxa é um disco desajustado pra ajustar tudo. Eu sei que você nem tem muitos conceitos por trás do que faz. Mas tem algum conceito por trás desse lançamento? Isso eu aprendi com o [pintor Pablo] Picasso. Fui ao Museu Picasso, em Barcelona, e lá tem um quadro chamado “Cinco Mulheres de Veneza”. A primeira mulher é perfeita. A segunda, mais ou menos. Quando chega na quinta, ela já é toda torta. E ele disse uma vez que primeiro fazia, depois procurava o conceito. E eu faço igual. Acabo errando e o erro é ótimo. Alguns são propositais, inclusive. Meu pai me falou quando eu era mais novo: “A vida é sua. Estrague-a como quiser”. Você fundou o Karnak, que tem uma sonoridade pop mas nunca foi muito reconhecido pela mídia. O que você sente em relação a isso? Eu fiz 50 anos. Já sofri sim por causa disso. Hoje não... O Karnak tinha muita informação. Acha que a mídia não soube lidar, não soube encaixar o som da banda nas prateleiras? Acho que sim, tem isso sim. Mas eu não ligava muito pra rótulo. Quer colocar como world music? Põe! Onde você me coloca? Eu, sinceramente, achava o Karnak mais pop do que o Skank, eu ia ficar milionário. Era legal mas tinha muita informação sim. Sem contar que eu sou uma catástrofe no marketing. Agora que eu comecei a ajeitar as coisas e minha página no Facebook já pulou para 70 mil fãs. https://www.youtube.com/watch?v=SyjooHpoMlA Serviço: André Abujamra em O Homem Bruxa Dia: 17 de maio (domingo) Horário: 19h Auditório Ibirapuera – Oscar Niemeyer (Avenida Pedro Álvares Cabral, s/n, Portão 2 do Parque do Ibirapuera – São Paulo/SP Tel.:  11 3629-1075 www.auditorioibirapuera.com.br Ingressos: R$20 e R$10 (meia entrada para estudantes com apresentação na entrada da Carteira de Identidade Estudantil, professores da Rede Estadual, aposentados e idosos acima de 60 com apresentação de documento e comprovante, menores de 12 anos, acompanhados pelos pais, têm direito a 50% de desconto do valor da inteira)