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Ariana Grande capricha na estética, mas falta harmonia com o público

Cantora se apresentou na noite deste sábado (01/07) no Allianz Parque

por Rebecca Silva em 02/07/2017

A previsão do tempo prometia pancadas de chuva para a noite deste sábado (01/07) em São Paulo, mas a tímida garoa que caiu no Allianz Parque entre as apresentações de Sabrina Carpenter e Ariana Grande não firmou e só serviu para que os fãs gastassem R$ 15 em capas descartáveis. 

Pela segunda vez no Brasil, desta vez com a turnê Dangerous Woman, Ariana Grande subiu ao palco com 20 minutos de atraso e logo na primeira música, “Be Alright”, já impressiona pela grande produção. O jogo de luzes, as imagens no telão (incluindo uma contagem regressiva de 10 minutos antes do início do show, com a cantora interagindo com os fãs e deixando claro que adora fazer poses, caras e bocas, algo muito visto durante toda a apresentação) e o time de dançarinos encorpam e fazem um bom time com o grande destaque: Ariana e sua voz potente.

PHARRELL ESTÁ TRABALHANDO NOS NOVOS ÁLBUNS DE ARIANA GRANDE E JUSTIN TIMBERLAKE

O que fica é a impressão de que o show é todo milimetricamente ensaiado, sejam as coreografias ou as vezes em que Ariana senta na escada que fica no palco para cantar algum trecho. Nada foge muito do script. E isso não é negativo, é apenas uma forma de conceber e entregar uma apresentação, já visto anteriormente com outros artistas. Ela interage com os fãs mandando beijos e pedindo para cantarem ou gritarem. Arrisca um “obrigada” e acerta na pronúncia de São Paulo. Mas falta harmonia com o público. 

Em um show com tantos fãs adolescentes e jovens na casa dos 20 anos, o que costumamos ver é uma gritaria descompensada, que chega a incomodar quem está próximo. Os fãs também costumam saber todas as letras na ponta da língua. Isso não foi visto no show de Ariana Grande. É verdade que algumas faixas como “Side To Side”, “Bang Bang” e “Into You” animaram muito a plateia, mas é interessante citar que elas foram músicas de trabalho. Em outras, menos conhecidas do disco Dangerous Woman, foco da turnê, não se ouvia o público acompanhando Ariana. Da pista premium, o que se via quando Ariana se aproximava não eram acenos e gritos, mas celulares filmando e tirando fotos. 

CONHEÇA AS EXIGÊNCIAS DE ARIANA GRANDE PARA OS CAMARINS NO BRASIL

Criado para ser um show mais trabalhado em penumbras e mais intimista, com o jogo de luz envolvendo a plateia, visualmente a apresentação é colorida e impressiona, mas falha no principal: não é possível ver Ariana Grande com clareza. O palco também pareceu baixo demais e em alguns momentos, o telão não mostrava a cantora, o que pode ter prejudicado a visão de que não estava próximo - lembrando que o show foi realizado em um estádio.

O ponto alto da apresentação é a voz de Ariana. Para aqueles acostumados com o cenário pop, é comum que os artistas foquem muito mais na performance, nas coreografias, em figurinos e na diversão em palco e muito menos na voz. O playback é lei. Poucas se destacam pela voz, ainda mais com apenas 24 anos como Ariana. Marcante e limpa, a voz ecoou pelo Allianz. Destaque para as apresentações de “Moonlight” e da emocionante “Somewhere Over The Rainbow”, homenagem adicionada à setlist depois do atentado em Manchester, Inglaterra, que quase levou Ariana às lágrimas.

TIARA USADA POR ARIANA GRANDE VAI A LEILÃO

Após 1h30 e cinco trocas de figurino, Ariana fechou a apresentação com o single “Dangerous Woman” e deixou o palco com um tímido aceno. Nada de grandes despedidas ou bandeira do Brasil envolta no corpo, como é de praxe nas apresentações pelo país. Ariana entregou seu show com perfeição para um público que não necessariamente era composto apenas por fãs, mas para um público que se interessa pela sua música, se movimentou até o Allianz e pagou para assistí-la. Parece que ela está no caminho certo. 

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A previsão do tempo prometia pancadas de chuva para a noite deste sábado (01/07) em São Paulo, mas a tímida garoa que caiu no Allianz Parque entre as apresentações de Sabrina Carpenter e Ariana Grande não firmou e só serviu para que os fãs gastassem R$ 15 em capas descartáveis. 

Pela segunda vez no Brasil, desta vez com a turnê Dangerous Woman, Ariana Grande subiu ao palco com 20 minutos de atraso e logo na primeira música, “Be Alright”, já impressiona pela grande produção. O jogo de luzes, as imagens no telão (incluindo uma contagem regressiva de 10 minutos antes do início do show, com a cantora interagindo com os fãs e deixando claro que adora fazer poses, caras e bocas, algo muito visto durante toda a apresentação) e o time de dançarinos encorpam e fazem um bom time com o grande destaque: Ariana e sua voz potente.

PHARRELL ESTÁ TRABALHANDO NOS NOVOS ÁLBUNS DE ARIANA GRANDE E JUSTIN TIMBERLAKE

O que fica é a impressão de que o show é todo milimetricamente ensaiado, sejam as coreografias ou as vezes em que Ariana senta na escada que fica no palco para cantar algum trecho. Nada foge muito do script. E isso não é negativo, é apenas uma forma de conceber e entregar uma apresentação, já visto anteriormente com outros artistas. Ela interage com os fãs mandando beijos e pedindo para cantarem ou gritarem. Arrisca um “obrigada” e acerta na pronúncia de São Paulo. Mas falta harmonia com o público. 

Em um show com tantos fãs adolescentes e jovens na casa dos 20 anos, o que costumamos ver é uma gritaria descompensada, que chega a incomodar quem está próximo. Os fãs também costumam saber todas as letras na ponta da língua. Isso não foi visto no show de Ariana Grande. É verdade que algumas faixas como “Side To Side”, “Bang Bang” e “Into You” animaram muito a plateia, mas é interessante citar que elas foram músicas de trabalho. Em outras, menos conhecidas do disco Dangerous Woman, foco da turnê, não se ouvia o público acompanhando Ariana. Da pista premium, o que se via quando Ariana se aproximava não eram acenos e gritos, mas celulares filmando e tirando fotos. 

CONHEÇA AS EXIGÊNCIAS DE ARIANA GRANDE PARA OS CAMARINS NO BRASIL

Criado para ser um show mais trabalhado em penumbras e mais intimista, com o jogo de luz envolvendo a plateia, visualmente a apresentação é colorida e impressiona, mas falha no principal: não é possível ver Ariana Grande com clareza. O palco também pareceu baixo demais e em alguns momentos, o telão não mostrava a cantora, o que pode ter prejudicado a visão de que não estava próximo - lembrando que o show foi realizado em um estádio.

O ponto alto da apresentação é a voz de Ariana. Para aqueles acostumados com o cenário pop, é comum que os artistas foquem muito mais na performance, nas coreografias, em figurinos e na diversão em palco e muito menos na voz. O playback é lei. Poucas se destacam pela voz, ainda mais com apenas 24 anos como Ariana. Marcante e limpa, a voz ecoou pelo Allianz. Destaque para as apresentações de “Moonlight” e da emocionante “Somewhere Over The Rainbow”, homenagem adicionada à setlist depois do atentado em Manchester, Inglaterra, que quase levou Ariana às lágrimas.

TIARA USADA POR ARIANA GRANDE VAI A LEILÃO

Após 1h30 e cinco trocas de figurino, Ariana fechou a apresentação com o single “Dangerous Woman” e deixou o palco com um tímido aceno. Nada de grandes despedidas ou bandeira do Brasil envolta no corpo, como é de praxe nas apresentações pelo país. Ariana entregou seu show com perfeição para um público que não necessariamente era composto apenas por fãs, mas para um público que se interessa pela sua música, se movimentou até o Allianz e pagou para assistí-la. Parece que ela está no caminho certo.