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Arnaldo Baptista ganha caixa com sua carreira solo

por em 09/12/2015
P
or Marcos Lauro
Arnaldo Baptista fez parte d’Os Mutantes, grupo seminal do rock brasileiro e que é citado por diversos astros da música internacional como referência. Kurt Cobain, do Nirvana, conheceu Os Mutantes e virou fã. Depois de participar ativamente do Tropicalismo nos anos 1960, o grupo lançou cinco álbuns com Arnaldo Bapstista, Sergio Dias e Rita Lee até 1972. Nesse momento, Rita Lee saiu e iniciou sua carreira solo. Mas o sexto disco, de 1974, também teria outra perda: Arnaldo Baptista deixaria seu irmão, Sergio Dias, tocar o grupo, já que não concordava com os rumos psicodélicos e progressivos que Os Mutantes tomavam. Arnaldo começava então sua carreira solo. Agora, chega às lojas, pela primeira vez, uma caixa com todos os discos solo de Arnaldo Baptista. Em volume, são poucos: cinco. Mas são cinco discos que, se não se igualam à discografia d’Os Mutantes em termos de importância e inovação, chegam muito perto. Loki? (1974);  Singin’ Alone (1982); Elo Perdido+ (gravado com a Patrulha do Espaço em 1977 e lançado em 1988); Faremos Uma Noitada Excelente (ao Vivo, gravado em 1978 com a Patrulha e lançado em 1988) e Let It Bed (2004) estão na caixa e revelam algumas pérolas. Grace Lagoa/divulgação “Eu adoro Elton John, né? Mas eu não tenho tudo dele. Então [essa caixa] é ótima porque a pessoa vai pegar um apanhado da minha vida, no total. Pra apreciar”, contou Arnaldo Baptista à Billboard Brasil. Apesar de apoiar o lançamento, o músico não acompanhou o processo de remasterização das faixas. “Meu primeiro contato com o Arnaldo Baptista foi durante a remasterização do álbum Technicolor d’Os Mutantes, em 2000. Já nesse projeto [da caixa], eu trabalhei sozinho. Levei em conta o gosto do Arnaldo, que é manter o áudio o mais fiel possível do original. Utilizamos equipamentos analógicos e valvulados exatamente como foi feito no Technicolor e do jeito que o Arnaldo gosta”, contou Carlos Freitas, responsável pela remasterização de parte da caixa – o álbum Let It Bed, mais recente, não precisou de tratamento de áudio. Arnaldo é um músico bastante preocupado com a qualidade do som de suas produções e é fissurado por equipamentos antigos, especialmente os que funcionam a válvulas. “A principal dificuldade nesse projeto, independentemente da presença ou não do Arnaldo, foi o estado das fitas e do registro bem precário das gravações ao vivo. Foi desafiador chegar no resultado que chegamos”, completou Freitas. Na mesma semana em que o box chega às lojas, outra novidade alcançou a internet: um vídeo, até então inédito, de Arnaldo Baptista com a Patrulha do Espaço na TV Bandeirantes, em 1978. Vale a pena ver antes de começar a ouvir a caixinha. Pra entrar no clima: baptista-youtube
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Arnaldo Baptista ganha caixa com sua carreira solo

por em 09/12/2015
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or Marcos Lauro
Arnaldo Baptista fez parte d’Os Mutantes, grupo seminal do rock brasileiro e que é citado por diversos astros da música internacional como referência. Kurt Cobain, do Nirvana, conheceu Os Mutantes e virou fã. Depois de participar ativamente do Tropicalismo nos anos 1960, o grupo lançou cinco álbuns com Arnaldo Bapstista, Sergio Dias e Rita Lee até 1972. Nesse momento, Rita Lee saiu e iniciou sua carreira solo. Mas o sexto disco, de 1974, também teria outra perda: Arnaldo Baptista deixaria seu irmão, Sergio Dias, tocar o grupo, já que não concordava com os rumos psicodélicos e progressivos que Os Mutantes tomavam. Arnaldo começava então sua carreira solo. Agora, chega às lojas, pela primeira vez, uma caixa com todos os discos solo de Arnaldo Baptista. Em volume, são poucos: cinco. Mas são cinco discos que, se não se igualam à discografia d’Os Mutantes em termos de importância e inovação, chegam muito perto. Loki? (1974);  Singin’ Alone (1982); Elo Perdido+ (gravado com a Patrulha do Espaço em 1977 e lançado em 1988); Faremos Uma Noitada Excelente (ao Vivo, gravado em 1978 com a Patrulha e lançado em 1988) e Let It Bed (2004) estão na caixa e revelam algumas pérolas. Grace Lagoa/divulgação “Eu adoro Elton John, né? Mas eu não tenho tudo dele. Então [essa caixa] é ótima porque a pessoa vai pegar um apanhado da minha vida, no total. Pra apreciar”, contou Arnaldo Baptista à Billboard Brasil. Apesar de apoiar o lançamento, o músico não acompanhou o processo de remasterização das faixas. “Meu primeiro contato com o Arnaldo Baptista foi durante a remasterização do álbum Technicolor d’Os Mutantes, em 2000. Já nesse projeto [da caixa], eu trabalhei sozinho. Levei em conta o gosto do Arnaldo, que é manter o áudio o mais fiel possível do original. Utilizamos equipamentos analógicos e valvulados exatamente como foi feito no Technicolor e do jeito que o Arnaldo gosta”, contou Carlos Freitas, responsável pela remasterização de parte da caixa – o álbum Let It Bed, mais recente, não precisou de tratamento de áudio. Arnaldo é um músico bastante preocupado com a qualidade do som de suas produções e é fissurado por equipamentos antigos, especialmente os que funcionam a válvulas. “A principal dificuldade nesse projeto, independentemente da presença ou não do Arnaldo, foi o estado das fitas e do registro bem precário das gravações ao vivo. Foi desafiador chegar no resultado que chegamos”, completou Freitas. Na mesma semana em que o box chega às lojas, outra novidade alcançou a internet: um vídeo, até então inédito, de Arnaldo Baptista com a Patrulha do Espaço na TV Bandeirantes, em 1978. Vale a pena ver antes de começar a ouvir a caixinha. Pra entrar no clima: baptista-youtube