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Artistas que avisaram sobre sua morte

Leonard Cohen escreveu uma carta de despedida para sua musa cerca de quatro meses antes da sua morte

por Marcos Lauro em 12/01/2016

David Bowie morreu em janeiro de 2016, aos 69 anos, de câncer. Antes disso, preparou um disco, o Blackstar, para ser o último da sua vida. Veja esse e outros exemplos de artistas que, de alguma forma, usaram sua música para avisar que estavam indo embora:

Marianne Ihlen, musa de Leonard Cohen e que inspirou músicas como “So Long, Marianne” e “Bird On The Wire”, morreu em 29 de julho de 2016. Poucos dias antes, o compositor escreveu uma carta de despedida para Marianne. Um trecho diz: “Acho que vou seguir pelo mesmo caminho muito em breve. Saiba que estou logo atrás de você e que, se esticar sua mão, poderá me encontrar”. Cohen e Marianne viveram um romance de sete anos após se conhecerem na ilha grega de Hidra nos anos 1960 e o músico morreu quatro meses depois dessa carta.

Divulgação

Blackstar é o último disco da vida de Bowie. E isso não é uma força de expressão. Ele pensou em tudo: desde o nome e a capa (a “estrela preta”, usada para informar a data de um nascimento, sempre ao lado da cruz preta, que indica a morte), os clipes, as letras, as citações (“Lazarus” se refere à Lázaro, ressuscitado por Jesus na Bíblia)...

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O disco Don’t Worry About Me, de Joey Ramone, é póstumo. A última faixa, homônima, traz o seguinte trecho: “Agora eu estou sentado aqui, triste/Penso sobre tudo que já vimos/Tenho que sair daqui”. Joey estava deprimido por conta do longo tempo de tratamento de um câncer.

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Nick Drake foi encontrado morto em casa, em 1974, depois de uma overdose de antidepressivo. Seu disco anterior, de 1972, é Pink Moon, que evidencia a sua depressão e traz letras tristes. Um trecho de “Parasite”: “Estou tirando a máscara de palhaço, me sentindo para baixo como ele”.

divulgação

O último disco da Legião Urbana com Renato Russo nos vocais foi A Tempestade Ou O Livro Dos Dias, de 1996. As letras tristes e as músicas mais introspectivas dominam. Mesmo a faixa “Dezesseis”, que tem mais pegada e um belo riff, fala sobre morte (João Roberto morre num acidente durante um racha).

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O cenário do acústico do Nirvana foi escolhido pelo próprio Kurt Cobain: um velório. Muito veludo e flores estavam em volta da banda na gravação, marcada para 18 de novembro de 1994. Kurt Cobain cometeria o suicídio apenas cinco meses depois.

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No último disco do Charlie Brown Jr., La Família 013, há diversos “recados” de Chorão. Abre com “Um Dia A Gente Se Encontra” (nomeada após a morte, mas que tem esse verso no refrão) e segue com “Meu Novo Mundo” (“A vontade de te ver já é maior que tudo/E não existem distâncias no meu novo mundo”).

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O álbum Burguesia foi gravado com um Cazuza já bastante debilitado. Em “Eu Agradeço”, ele é bem direto: “Se eu vejo a luz e vivo a escuridão/E não estou pronto pro grande momento (...) Agradeço mas não me lamento/Por negar também a tua presença/ (...) Eu, eu agradeço, Senhor”.

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Já em estágio avançado de tuberculose, doença incurável na época, Noel Rosa escreveu “Último Desejo” em 1937 em homenagem a Ceci, seu grande amor: “Nosso amor que eu não esqueço (...) Morre hoje sem foguete/Sem retrato e sem bilhete/Sem luar, sem violão”.

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Johnny Cash fez o improvável: pegou “Hurt”, do Nine Inch Nails, e regravou. Mas regravou de uma forma tão competente que o próprio compositor, Trent Reznor, já afirmou que “perdeu” a música. Ela passou a ser de Cash, que morreu meses depois do lançamento.

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“The Show Must Go On” (“O Show Tem Que Continuar”, em tradução livre) foi o último single do Queen. Freddie Mercury já não aguentava as longas sessões de estúdio, mas seguia firme com seu trabalho. Escrita por Brian May, a música é uma homenagem à obstinação do cantor.

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David Bowie morreu em janeiro de 2016, aos 69 anos, de câncer. Antes disso, preparou um disco, o Blackstar, para ser o último da sua vida. Veja esse e outros exemplos de artistas que, de alguma forma, usaram sua música para avisar que estavam indo embora:

Marianne Ihlen, musa de Leonard Cohen e que inspirou músicas como “So Long, Marianne” e “Bird On The Wire”, morreu em 29 de julho de 2016. Poucos dias antes, o compositor escreveu uma carta de despedida para Marianne. Um trecho diz: “Acho que vou seguir pelo mesmo caminho muito em breve. Saiba que estou logo atrás de você e que, se esticar sua mão, poderá me encontrar”. Cohen e Marianne viveram um romance de sete anos após se conhecerem na ilha grega de Hidra nos anos 1960 e o músico morreu quatro meses depois dessa carta.

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Blackstar é o último disco da vida de Bowie. E isso não é uma força de expressão. Ele pensou em tudo: desde o nome e a capa (a “estrela preta”, usada para informar a data de um nascimento, sempre ao lado da cruz preta, que indica a morte), os clipes, as letras, as citações (“Lazarus” se refere à Lázaro, ressuscitado por Jesus na Bíblia)...

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O disco Don’t Worry About Me, de Joey Ramone, é póstumo. A última faixa, homônima, traz o seguinte trecho: “Agora eu estou sentado aqui, triste/Penso sobre tudo que já vimos/Tenho que sair daqui”. Joey estava deprimido por conta do longo tempo de tratamento de um câncer.

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Nick Drake foi encontrado morto em casa, em 1974, depois de uma overdose de antidepressivo. Seu disco anterior, de 1972, é Pink Moon, que evidencia a sua depressão e traz letras tristes. Um trecho de “Parasite”: “Estou tirando a máscara de palhaço, me sentindo para baixo como ele”.

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O último disco da Legião Urbana com Renato Russo nos vocais foi A Tempestade Ou O Livro Dos Dias, de 1996. As letras tristes e as músicas mais introspectivas dominam. Mesmo a faixa “Dezesseis”, que tem mais pegada e um belo riff, fala sobre morte (João Roberto morre num acidente durante um racha).

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O cenário do acústico do Nirvana foi escolhido pelo próprio Kurt Cobain: um velório. Muito veludo e flores estavam em volta da banda na gravação, marcada para 18 de novembro de 1994. Kurt Cobain cometeria o suicídio apenas cinco meses depois.

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No último disco do Charlie Brown Jr., La Família 013, há diversos “recados” de Chorão. Abre com “Um Dia A Gente Se Encontra” (nomeada após a morte, mas que tem esse verso no refrão) e segue com “Meu Novo Mundo” (“A vontade de te ver já é maior que tudo/E não existem distâncias no meu novo mundo”).

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O álbum Burguesia foi gravado com um Cazuza já bastante debilitado. Em “Eu Agradeço”, ele é bem direto: “Se eu vejo a luz e vivo a escuridão/E não estou pronto pro grande momento (...) Agradeço mas não me lamento/Por negar também a tua presença/ (...) Eu, eu agradeço, Senhor”.

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Já em estágio avançado de tuberculose, doença incurável na época, Noel Rosa escreveu “Último Desejo” em 1937 em homenagem a Ceci, seu grande amor: “Nosso amor que eu não esqueço (...) Morre hoje sem foguete/Sem retrato e sem bilhete/Sem luar, sem violão”.

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Johnny Cash fez o improvável: pegou “Hurt”, do Nine Inch Nails, e regravou. Mas regravou de uma forma tão competente que o próprio compositor, Trent Reznor, já afirmou que “perdeu” a música. Ela passou a ser de Cash, que morreu meses depois do lançamento.

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“The Show Must Go On” (“O Show Tem Que Continuar”, em tradução livre) foi o último single do Queen. Freddie Mercury já não aguentava as longas sessões de estúdio, mas seguia firme com seu trabalho. Escrita por Brian May, a música é uma homenagem à obstinação do cantor.

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