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Austin Brown pegou dicas de dança com seu tio Michael

por em 08/04/2013
A
ustin Brown pegou dicas de dança com seu tio Michael –  mas não pegou o sobrenome
Quando se soma Michael, Janet e o Jackson 5, a família revela seu imenso peso. Mas isso não impediu Austin Brown, filho da irmã Jackson mais velha, Rebbie, de brilhar. Desde que lançou seu álbum de estreia, Highway 85, pela gravadora indie South 5 Records, no início deste ano, o cantor, compositor e produtor de 27 anos tem atraído elogios da crítica, multidões, e comparações inevitáveis. Em um recente show no Webster Hall, em Nova York, havia traços inconfundíveis do tio no falsete agudo de Brown, passos de dança bem ensaiados, e boa aparência jovial. Mas ele não mencionou o nome de família para o público entusiasmado, e a maior parte das matérias online sobre ele e sua promoção também não mencionaram nada. “É uma benção e uma maldição, não posso evitar a aparência que tenho, não posso evitar o modo como danço. Eu apenas crio naturalmente.” Assim como a geração Jackson antes dele, algumas das primeiras lembranças de Brown são do palco. “Eu devia ter uns três anos – minha mãe estava no Japão ou em uma temporada em anfiteatro ou casa noturna”, relembra. “Ela me trouxe na primeira noite para dançar com ela, e eu saí correndo, chorando. Eu fiquei apavorado. Mas, depois disso, eu passei a fazer todos os shows com ela, e dançava apenas alguns minutos. Foi aí que percebi pela primeira vez que eu gostava do palco.” Brown diz que o tio também observou seus passos de dança uma vez. “Ele me ensinou novas formas de dançar – essa é uma das principais recordações que tenho dele.” Nos destaques de Highway 85, incluindo “Menage A Trois” e “Volcano”, há elementos de disco pop que lembram Off The Wall, de Michael, e as har- monias vocais doo-wop que remetem ao Jackson 5 clássico. Mas Brown, que compôs a parceria e é coprodutor de todas as faixas, graciosamente mistura elementos de EDM, rock, hip hop e funk com a banda ao vivo. No Webster Hall, ele fez cover de “I Wish”, do rapper dos anos 90 Skeelo, e de “Stand!”, de Sly & the Family Stone (o baixista original da banda, Larry Graham, é um dos mentores de Brown). Ele também trabalhou com Q-Tip e com Pharrell no passado. Brown diz que manteve sua estreia independente em parte por causa da pressão da indústria para explorar mais suas ligações familiares. “As pessoas queriam que eu fosse algo que eu não era”, diz ele. “Todo mundo com quem eu fazia parceria tinha essa fantasia de que trabalharia com  Michael. Mas não estou tentando ser isso. Ele é o maior que já fez o que fez, e ninguém jamais chegará aos pés disso.” Brown voltará a falar sobre uma gravadora para seu próximo trabalho, que ele está prestes a gravar em Nova York, no início do ano, para focar em música e escapar da atenção que a mídia dedica a sua família. “L.A. é um lugar onde astros vão para ser astros – eles se alimentam de seu próprio hype”, diz. “Eu não quero ter essa vida. Eu só quero fazer ótima música.” *Matéria publicada na edição 46 da Billboard Brasil, em Novembro de 2013.
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Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
2
Amor Da Sua Cama
Felipe Araújo
3
Saudade
Eduardo Costa
4
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
5
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
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Austin Brown pegou dicas de dança com seu tio Michael

por em 08/04/2013
A
ustin Brown pegou dicas de dança com seu tio Michael –  mas não pegou o sobrenome
Quando se soma Michael, Janet e o Jackson 5, a família revela seu imenso peso. Mas isso não impediu Austin Brown, filho da irmã Jackson mais velha, Rebbie, de brilhar. Desde que lançou seu álbum de estreia, Highway 85, pela gravadora indie South 5 Records, no início deste ano, o cantor, compositor e produtor de 27 anos tem atraído elogios da crítica, multidões, e comparações inevitáveis. Em um recente show no Webster Hall, em Nova York, havia traços inconfundíveis do tio no falsete agudo de Brown, passos de dança bem ensaiados, e boa aparência jovial. Mas ele não mencionou o nome de família para o público entusiasmado, e a maior parte das matérias online sobre ele e sua promoção também não mencionaram nada. “É uma benção e uma maldição, não posso evitar a aparência que tenho, não posso evitar o modo como danço. Eu apenas crio naturalmente.” Assim como a geração Jackson antes dele, algumas das primeiras lembranças de Brown são do palco. “Eu devia ter uns três anos – minha mãe estava no Japão ou em uma temporada em anfiteatro ou casa noturna”, relembra. “Ela me trouxe na primeira noite para dançar com ela, e eu saí correndo, chorando. Eu fiquei apavorado. Mas, depois disso, eu passei a fazer todos os shows com ela, e dançava apenas alguns minutos. Foi aí que percebi pela primeira vez que eu gostava do palco.” Brown diz que o tio também observou seus passos de dança uma vez. “Ele me ensinou novas formas de dançar – essa é uma das principais recordações que tenho dele.” Nos destaques de Highway 85, incluindo “Menage A Trois” e “Volcano”, há elementos de disco pop que lembram Off The Wall, de Michael, e as har- monias vocais doo-wop que remetem ao Jackson 5 clássico. Mas Brown, que compôs a parceria e é coprodutor de todas as faixas, graciosamente mistura elementos de EDM, rock, hip hop e funk com a banda ao vivo. No Webster Hall, ele fez cover de “I Wish”, do rapper dos anos 90 Skeelo, e de “Stand!”, de Sly & the Family Stone (o baixista original da banda, Larry Graham, é um dos mentores de Brown). Ele também trabalhou com Q-Tip e com Pharrell no passado. Brown diz que manteve sua estreia independente em parte por causa da pressão da indústria para explorar mais suas ligações familiares. “As pessoas queriam que eu fosse algo que eu não era”, diz ele. “Todo mundo com quem eu fazia parceria tinha essa fantasia de que trabalharia com  Michael. Mas não estou tentando ser isso. Ele é o maior que já fez o que fez, e ninguém jamais chegará aos pés disso.” Brown voltará a falar sobre uma gravadora para seu próximo trabalho, que ele está prestes a gravar em Nova York, no início do ano, para focar em música e escapar da atenção que a mídia dedica a sua família. “L.A. é um lugar onde astros vão para ser astros – eles se alimentam de seu próprio hype”, diz. “Eu não quero ter essa vida. Eu só quero fazer ótima música.” *Matéria publicada na edição 46 da Billboard Brasil, em Novembro de 2013.