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Baixista de 12 anos é show à parte na apresentação do Korn em São Paulo

Grupo passou pela cidade com filho de Robert Trujillo na formação

Korn – 19/04 – Espaço das Américas/São Paulo

Lembro que quando começou a estourar a onda de nu metal eu ainda estava no colégio e até cheguei a ter uma camiseta do Korn, mesmo eu sendo do hardcore. Era época dos discos Life is a Peachy, Follow the Leader e Issues. Meados dos anos 2000.

Mas aos poucos essa onda foi diminuindo e quando entrei na faculdade, em 2003, eram poucos os colegas que ainda curtiam o estilo. Desde então, raramente ouvia falar das bandas de nu metal e cheguei a pensar que tinham acabado. Vez ou outra ouvia alguma banda xingar o Limp Bizkit, e só. A última notícia que tinha do Korn, era de um show deles em 2008, aqui no Brasil, abrindo pro Ozzy Osbourne no antigo Parque Antártica.

Passados 10 anos, fui surpreendido por um amigo dizendo que teria um show deles em São Paulo, na tour The Serenity of Suffering, que passaria pela América Latina. Resolvi ir para ver de perto se ainda eram a mesma banda dos anos 90.

O show, que rolou nesta quarta-feira (19/04), começou pontualmente às 21h30, no Espaço das Américas, na zona oeste da capital paulista. Jonathan Davis e companhia já começaram com uma pancada dupla de “Right Now” e “Here to Stay”, seguindo o setlist executado em Bogotá, na Colômbia, na mesma semana.

Korn em São Paulo.

Gabriel Quintão/Divulgação

Korn em São Paulo.

Gabriel Quintão/Divulgação

Korn em São Paulo.

Gabriel Quintão/Divulgação

Korn em São Paulo.

Gabriel Quintão/Divulgação

Korn em São Paulo.

Gabriel Quintão/Divulgação

Korn em São Paulo.

Gabriel Quintão/Divulgação

O show seguiu com poucas pausas e a galera acompanhando em coro praticamente todas as músicas. Aos poucos fui entrando no clima e me vi retornando à adolescência, mesmo estando rodeado por, em boa parte, pessoas acima dos 30 e muitas já além dos 40 anos.

O primeiro ponto alto do show veio com a música “Somebody Someone”, que fez o Espaço das Américas tremer pela primeira vez. Nesse momento, Davis, com certeza, pôde relembrar o quanto o público brasileiro é foda.

Embora boa parte das atenções estivesse voltada no vocal e em James "Munky" Shaffer e Brian "Head" Welch, que mostravam um entrosamento impecável entre as duas guitarras, o baixo fazia um show à parte. Com a ausência do baixista oficial da banda, Reginald "Fieldy", quem foi responsável por assumir o posto foi Tye Trujillo, de apenas 12 anos. Ele é filho de Robert Trujillo, do Metallica.

Em pequeno palco montado especialmente para ele, ao lado da bateria de Ray Luzier, o garoto não deixou absolutamente nada a desejar. Mostrando estar mais confortável do que em sua estreia em Bogotá, Tye desceu e subiu de seu palco. Foi até a ponta do palco inúmeras vezes, bateu cabelo junto com Head e provou que ali era o seu lugar.

E no intervalo entre a música “Shoots and Ladders”, que teve direito a um trecho de "One", do Metallica, e “Blind”, o pequeno Trujillo deixou o público boquiaberto com um solo de baixo de quase dois minutos. Ele foi seguido pelo baterista Luzier e em seguida toda a banda, colocando novamente o Espaço das Américas abaixo.

Daí para frente foram apenas momentos apoteóticos, com “Twist” e “Good God”, que finalizaram a primeira parte do show.

No bis, foram escolhidas as músicas “Falling Away From Me” e “Freak on a Leash”, que deixaram todos com uma sensação de nostalgia. O show terminou com pouco mais de 1h30 e a banda se despediu mostrando que estão vivos e ainda muito na ativa. Com direito a Munky voltando ao palco para dizer, em belo português: "Vocês são do caralho!".

Vocês também foram, Munky. Voltem sempre!

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Baixista de 12 anos é show à parte na apresentação do Korn em São Paulo

Grupo passou pela cidade com filho de Robert Trujillo na formação

por Márcio Apolinário em 20/04/2017

Korn – 19/04 – Espaço das Américas/São Paulo

Lembro que quando começou a estourar a onda de nu metal eu ainda estava no colégio e até cheguei a ter uma camiseta do Korn, mesmo eu sendo do hardcore. Era época dos discos Life is a Peachy, Follow the Leader e Issues. Meados dos anos 2000.

Mas aos poucos essa onda foi diminuindo e quando entrei na faculdade, em 2003, eram poucos os colegas que ainda curtiam o estilo. Desde então, raramente ouvia falar das bandas de nu metal e cheguei a pensar que tinham acabado. Vez ou outra ouvia alguma banda xingar o Limp Bizkit, e só. A última notícia que tinha do Korn, era de um show deles em 2008, aqui no Brasil, abrindo pro Ozzy Osbourne no antigo Parque Antártica.

Passados 10 anos, fui surpreendido por um amigo dizendo que teria um show deles em São Paulo, na tour The Serenity of Suffering, que passaria pela América Latina. Resolvi ir para ver de perto se ainda eram a mesma banda dos anos 90.

O show, que rolou nesta quarta-feira (19/04), começou pontualmente às 21h30, no Espaço das Américas, na zona oeste da capital paulista. Jonathan Davis e companhia já começaram com uma pancada dupla de “Right Now” e “Here to Stay”, seguindo o setlist executado em Bogotá, na Colômbia, na mesma semana.

Korn em São Paulo.

Gabriel Quintão/Divulgação

Korn em São Paulo.

Gabriel Quintão/Divulgação

Korn em São Paulo.

Gabriel Quintão/Divulgação

Korn em São Paulo.

Gabriel Quintão/Divulgação

Korn em São Paulo.

Gabriel Quintão/Divulgação

Korn em São Paulo.

Gabriel Quintão/Divulgação

O show seguiu com poucas pausas e a galera acompanhando em coro praticamente todas as músicas. Aos poucos fui entrando no clima e me vi retornando à adolescência, mesmo estando rodeado por, em boa parte, pessoas acima dos 30 e muitas já além dos 40 anos.

O primeiro ponto alto do show veio com a música “Somebody Someone”, que fez o Espaço das Américas tremer pela primeira vez. Nesse momento, Davis, com certeza, pôde relembrar o quanto o público brasileiro é foda.

Embora boa parte das atenções estivesse voltada no vocal e em James "Munky" Shaffer e Brian "Head" Welch, que mostravam um entrosamento impecável entre as duas guitarras, o baixo fazia um show à parte. Com a ausência do baixista oficial da banda, Reginald "Fieldy", quem foi responsável por assumir o posto foi Tye Trujillo, de apenas 12 anos. Ele é filho de Robert Trujillo, do Metallica.

Em pequeno palco montado especialmente para ele, ao lado da bateria de Ray Luzier, o garoto não deixou absolutamente nada a desejar. Mostrando estar mais confortável do que em sua estreia em Bogotá, Tye desceu e subiu de seu palco. Foi até a ponta do palco inúmeras vezes, bateu cabelo junto com Head e provou que ali era o seu lugar.

E no intervalo entre a música “Shoots and Ladders”, que teve direito a um trecho de "One", do Metallica, e “Blind”, o pequeno Trujillo deixou o público boquiaberto com um solo de baixo de quase dois minutos. Ele foi seguido pelo baterista Luzier e em seguida toda a banda, colocando novamente o Espaço das Américas abaixo.

Daí para frente foram apenas momentos apoteóticos, com “Twist” e “Good God”, que finalizaram a primeira parte do show.

No bis, foram escolhidas as músicas “Falling Away From Me” e “Freak on a Leash”, que deixaram todos com uma sensação de nostalgia. O show terminou com pouco mais de 1h30 e a banda se despediu mostrando que estão vivos e ainda muito na ativa. Com direito a Munky voltando ao palco para dizer, em belo português: "Vocês são do caralho!".

Vocês também foram, Munky. Voltem sempre!