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Banda Gentileza lança segundo disco com show em Curitiba

por em 14/07/2015

Por Bruna Gonçalves Serur

A Banda Gentileza fará, no próximo dia 25, em Curitiba, o show de lançamento do seu segundo álbum, Nem Vamos Tocar Nesse Assunto, produzido pela dupla Gustavo Lenza e Zé Nigro — que já trabalharam, juntos ou separados, com artistas como Céu, Apanhador Só e Curumin. Seis anos desde o seu disco de estreia, o quarteto – formado por Bruno Castilho (bateria, percussão e vozes), Diego Perin (baixo e vozes), Heitor Humberto (vozes, guitarra, violão e violino) e Jota Borgonhoni (guitarra, viola caipira, piano, teclado e vozes) – diz que é “complicado falar sobre o que é referência, então fizemos uma média aritmética do que mais andamos ouvindo nos últimos tempos”: Vampire Weekend, Hypnotic Brass, Ensemble, BNegão & Os Seletores de Frequência, Chet Faker, Andrew Bird, Metá Metá, Queens of the Stone Age e Curumin.

Segundo Heitor Humberto, a turnê ainda está sendo montada. “Já temos algumas datas marcadas em SC, PR, SP e RJ. Queremos fechar mais shows no decorrer dos próximos meses em mais regiões do país. Em breve, divulgamos tudo”, disse. “Ei, contratante, liga pra gente”, brincou o vocalista.

Vocês levaram seis anos para lançar esse segundo disco. Por quê? Há planos para um terceiro em breve ou levará mais tempo também?

Basicamente porque durante um bom tempo depois do primeiro disco eu não escrevi nada. Não tive ideias de músicas ou letras. Ou, quando tinha, não era algo que me animasse a mostrar para as pessoas. Fui enrolando mesmo. Quando a gente percebeu que não dava mais para adiar, foram ainda mais dois anos compondo e pré-produzindo [risos]. Ou seja, em um primeiro momento foi falta de material. Em um segundo momento, lerdeza no processo. Sobre o próximo disco, estou planejando começar um relacionamento malsucedido para levar um pé na bunda logo e ter inspiração para escrever um novo disco mais visceral. Se durar uns seis meses, acho que em 2017 sai!

Como foi a seleção do repertório de Nem Vamos Tocar Nesse Assunto?

Foi a tarefa mais fácil do mundo [risos]. Foi basicamente todo o material que tínhamos em mãos. Nesse tempo todo que ficamos entre um disco e outro até compusemos mais músicas, mas nada que a gente achasse que poderia estar em um novo disco nosso. Em dezembro de 2013, a gente parou com os shows e passamos apenas a nos dedicar ao repertório do álbum. Foi aí que a gente criou quase tudo. Tínhamos basicamente 11 faixas. Uma foi gravada na mesma sessão e será lançada no final do ano. Outra acabou sendo cortada no estúdio por não estar no ponto para ser gravada. Sobraram essas nove canções.

Como é o processo de composição de vocês?

A parte musical tem sido bem coletiva. Alguém chega com uma ideia inicial e a gente vai tocando e mudando durante algumas improvisações. Letras e melodias normalmente são tarefas minhas, que coloco em cima das bases criadas em ensaio. O processo é meio lento porque dificilmente a gente curte a música logo de cara. O mais comum é a gente ficar meses tocando, mudando, fazendo testes, se arrependendo, voltando atrás, até achar um ponto em que a faixa soe natural, verdadeira.

https://www.youtube.com/watch?v=DypeQQp__sw (Foto: Victor Gollnick)
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por em 14/07/2015

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A Banda Gentileza fará, no próximo dia 25, em Curitiba, o show de lançamento do seu segundo álbum, Nem Vamos Tocar Nesse Assunto, produzido pela dupla Gustavo Lenza e Zé Nigro — que já trabalharam, juntos ou separados, com artistas como Céu, Apanhador Só e Curumin. Seis anos desde o seu disco de estreia, o quarteto – formado por Bruno Castilho (bateria, percussão e vozes), Diego Perin (baixo e vozes), Heitor Humberto (vozes, guitarra, violão e violino) e Jota Borgonhoni (guitarra, viola caipira, piano, teclado e vozes) – diz que é “complicado falar sobre o que é referência, então fizemos uma média aritmética do que mais andamos ouvindo nos últimos tempos”: Vampire Weekend, Hypnotic Brass, Ensemble, BNegão & Os Seletores de Frequência, Chet Faker, Andrew Bird, Metá Metá, Queens of the Stone Age e Curumin.

Segundo Heitor Humberto, a turnê ainda está sendo montada. “Já temos algumas datas marcadas em SC, PR, SP e RJ. Queremos fechar mais shows no decorrer dos próximos meses em mais regiões do país. Em breve, divulgamos tudo”, disse. “Ei, contratante, liga pra gente”, brincou o vocalista.

Vocês levaram seis anos para lançar esse segundo disco. Por quê? Há planos para um terceiro em breve ou levará mais tempo também?

Basicamente porque durante um bom tempo depois do primeiro disco eu não escrevi nada. Não tive ideias de músicas ou letras. Ou, quando tinha, não era algo que me animasse a mostrar para as pessoas. Fui enrolando mesmo. Quando a gente percebeu que não dava mais para adiar, foram ainda mais dois anos compondo e pré-produzindo [risos]. Ou seja, em um primeiro momento foi falta de material. Em um segundo momento, lerdeza no processo. Sobre o próximo disco, estou planejando começar um relacionamento malsucedido para levar um pé na bunda logo e ter inspiração para escrever um novo disco mais visceral. Se durar uns seis meses, acho que em 2017 sai!

Como foi a seleção do repertório de Nem Vamos Tocar Nesse Assunto?

Foi a tarefa mais fácil do mundo [risos]. Foi basicamente todo o material que tínhamos em mãos. Nesse tempo todo que ficamos entre um disco e outro até compusemos mais músicas, mas nada que a gente achasse que poderia estar em um novo disco nosso. Em dezembro de 2013, a gente parou com os shows e passamos apenas a nos dedicar ao repertório do álbum. Foi aí que a gente criou quase tudo. Tínhamos basicamente 11 faixas. Uma foi gravada na mesma sessão e será lançada no final do ano. Outra acabou sendo cortada no estúdio por não estar no ponto para ser gravada. Sobraram essas nove canções.

Como é o processo de composição de vocês?

A parte musical tem sido bem coletiva. Alguém chega com uma ideia inicial e a gente vai tocando e mudando durante algumas improvisações. Letras e melodias normalmente são tarefas minhas, que coloco em cima das bases criadas em ensaio. O processo é meio lento porque dificilmente a gente curte a música logo de cara. O mais comum é a gente ficar meses tocando, mudando, fazendo testes, se arrependendo, voltando atrás, até achar um ponto em que a faixa soe natural, verdadeira.

https://www.youtube.com/watch?v=DypeQQp__sw (Foto: Victor Gollnick)