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Bigbang, os coreanos que arrecadam mais que o Maroon 5

O grupo faturou US$ 10 milhões a mais que a banda americana

por Da Redação em 07/07/2016

K-pop é a abreviação de “korean pop”, o gênero musical originário da Coreia do Sul que reúne roupas coloridas, muitos elementos visuais, clipes mega produzidos e investimentos milionários em boy e girl bands.

O gênero é um sucesso absoluto na porção oriental do mundo e alimenta uma indústria com escolas preparatórias especializadas em treinar os artistas em canto, dança e performance, numa espécie de fábrica de grupos musicais.

Um desses grupos, por exemplo, faturou, somente no ano passado, US$ 10 milhões a mais que o norte-americano Maroon 5. O conjunto Bigbang fechou o ano com uma fortuna de US$ 44 milhões e, segundo o produtor musical Joojong Joe, “são como os Backstreet Boys nos bons tempos”.

 

 

A força por trás do ídolo coreano é um ex-membro de uma banda e celebridade do país, Yang “YG” Hyun Suk, e sua companhia, avaliada em US$ 630 milhões. O selo musical é responsável por não somente criar o Bingbang como também por modernizar a onda K-pop, que levou o gênero para o outro lado do oceano.

O grupo de meninas 2NE1, por exemplo, já fez um comercial para a Adidas ao lado da rapper Nicki Minaj, enquanto o clipe mais assistido do YouTube permanece sendo o K-pop “Gangnam Style”, de Psy, com 2,6 bilhões de visualizações desde seu lançamento em 2012.

Isso, segundo Yang, se deu graças ao compartilhamento digital das músicas, que antes só estavam disponíveis na Ásia em lojas de discos ou por meio do download ilegal. “Hoje, as barreiras geográficas são insignificantes para a música”, disse o ex-astro em entrevista à Forbes.

O fenômeno recente começou nos anos 1950, quando a região recebeu forte influência americana depois da guerra. Com a permanência de soldados no país, o pop e rock ocidentais começaram a influenciar a música eletrônica asiática. Com a junção de gêneros tradicionais asiáticos, o K-pop nasceu como uma mistura de estilos do mundo inteiro. Um dos artistas mais proeminentes do gênero é Kwon Ji-yong, mais conhecido por seu nome artístico G-Dragon. Aos 12 anos, ele começou a receber treinamento musical junto com outro futuro integrante do grupo, Dong “Taeyang” Youngbae. Depois de passarem por uma competição ao estilo do X-Factor, Yang Suk fez o mesmo que Simon Cowell com o One Direction: colocou-os junto com outros meninos para formar uma boy band estrategicamente montada.

O grupo fez sua estreia em 2006 e lançou seis álbuns nos seis anos seguintes, dois em coreano, quatro em japonês e todos com pedaços das letras em inglês. Foi através do YouTube que o mundo inteiro os conheceu. “Não deu dinheiro, mas deu fama”, contou o produtor Joojong Joe.

A YG arrecada dinheiro não somente com as vendas de discos, mas também com uma combinação de prestação de serviço com administração de carreiras musicais. As vendas de músicas são apenas 25% da renda da produtora.

Mesmo com o recorde internacional de Psy e com a massiva arrecadação da Bigbang, o K-pop ainda é uma indústria majoritariamente regional. A Coreia do Sul representa 40% do mercado da YG, com Japão (36%) e China (20%) logo atrás. Ainda assim, em 2014, a holding francesa LVMH, dona da Louis Vuitton, comprou 12% da produtora por US$ 80 milhões.

Outro investidor é o próprio governo coreano, que pagará US$ 100 milhões para que o selo musical construa um projeto nos arredores de Seul que servirá de estúdio, shopping center e casa de shows para fãs de K-pop.

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O grupo faturou US$ 10 milhões a mais que a banda americana

por Da Redação em 07/07/2016

K-pop é a abreviação de “korean pop”, o gênero musical originário da Coreia do Sul que reúne roupas coloridas, muitos elementos visuais, clipes mega produzidos e investimentos milionários em boy e girl bands.

O gênero é um sucesso absoluto na porção oriental do mundo e alimenta uma indústria com escolas preparatórias especializadas em treinar os artistas em canto, dança e performance, numa espécie de fábrica de grupos musicais.

Um desses grupos, por exemplo, faturou, somente no ano passado, US$ 10 milhões a mais que o norte-americano Maroon 5. O conjunto Bigbang fechou o ano com uma fortuna de US$ 44 milhões e, segundo o produtor musical Joojong Joe, “são como os Backstreet Boys nos bons tempos”.

 

 

A força por trás do ídolo coreano é um ex-membro de uma banda e celebridade do país, Yang “YG” Hyun Suk, e sua companhia, avaliada em US$ 630 milhões. O selo musical é responsável por não somente criar o Bingbang como também por modernizar a onda K-pop, que levou o gênero para o outro lado do oceano.

O grupo de meninas 2NE1, por exemplo, já fez um comercial para a Adidas ao lado da rapper Nicki Minaj, enquanto o clipe mais assistido do YouTube permanece sendo o K-pop “Gangnam Style”, de Psy, com 2,6 bilhões de visualizações desde seu lançamento em 2012.

Isso, segundo Yang, se deu graças ao compartilhamento digital das músicas, que antes só estavam disponíveis na Ásia em lojas de discos ou por meio do download ilegal. “Hoje, as barreiras geográficas são insignificantes para a música”, disse o ex-astro em entrevista à Forbes.

O fenômeno recente começou nos anos 1950, quando a região recebeu forte influência americana depois da guerra. Com a permanência de soldados no país, o pop e rock ocidentais começaram a influenciar a música eletrônica asiática. Com a junção de gêneros tradicionais asiáticos, o K-pop nasceu como uma mistura de estilos do mundo inteiro. Um dos artistas mais proeminentes do gênero é Kwon Ji-yong, mais conhecido por seu nome artístico G-Dragon. Aos 12 anos, ele começou a receber treinamento musical junto com outro futuro integrante do grupo, Dong “Taeyang” Youngbae. Depois de passarem por uma competição ao estilo do X-Factor, Yang Suk fez o mesmo que Simon Cowell com o One Direction: colocou-os junto com outros meninos para formar uma boy band estrategicamente montada.

O grupo fez sua estreia em 2006 e lançou seis álbuns nos seis anos seguintes, dois em coreano, quatro em japonês e todos com pedaços das letras em inglês. Foi através do YouTube que o mundo inteiro os conheceu. “Não deu dinheiro, mas deu fama”, contou o produtor Joojong Joe.

A YG arrecada dinheiro não somente com as vendas de discos, mas também com uma combinação de prestação de serviço com administração de carreiras musicais. As vendas de músicas são apenas 25% da renda da produtora.

Mesmo com o recorde internacional de Psy e com a massiva arrecadação da Bigbang, o K-pop ainda é uma indústria majoritariamente regional. A Coreia do Sul representa 40% do mercado da YG, com Japão (36%) e China (20%) logo atrás. Ainda assim, em 2014, a holding francesa LVMH, dona da Louis Vuitton, comprou 12% da produtora por US$ 80 milhões.

Outro investidor é o próprio governo coreano, que pagará US$ 100 milhões para que o selo musical construa um projeto nos arredores de Seul que servirá de estúdio, shopping center e casa de shows para fãs de K-pop.