NOTÍCIAS

Billboard diminui o peso do YouTube no Hot 100

Alteração será colocada em prática já em 2018; com isso, publicação vai valorizar serviços de streaming pagos e que se protejam contra robôs

por Redação em 25/10/2017

É objetivo da Billboard retratar com precisão e de forma imparcial a forma como a música se comporta e esse trabalho tornou-se muito mais complicado ao longo dos anos.

Durante décadas, havia apenas vendas físicas e rádio, enquanto hoje existem muitas maneiras de consumir e nem todas são criadas com os mesmo parâmetros – desde diferenças na forma de acesso (pago/grátis), controle de usuário (programação ao vivo/on-demand), receita (e repasse para gravadoras e artistas), proteção contra fraudes, assim por diante. Assim, a Billboard reavalia com frequência – e com a assessoria de nossos parceiros (artistas, gravadoras, distribuidores, editores, consumidores etc) – como medir e denunciar adequadamente estas atividades. É nossa obrigação levar em consideração todos os métodos de distribuição e consumo, da mesma forma que é nossa obrigação pesar as consequências de quaisquer mudanças.

COMO FUNCIONAM AS PRINCIPAIS PARADAS DA BILLBOARD NOS EUA E NO BRASIL

2017 foi um ano especialmente desafiador para essas deliberações, já que estamos vendo a adoção rápida de novos modelos de transmissão e distribuição que estão alterando a experiência e o comportamento do usuário em um ritmo sem precedentes.

Entre as mudanças que implementamos ou consideramos seriamente este ano:

1 – Como medir os meios pagos pelos usuários versus os pagos por anúncios;
2 – Como medir os meios com transmissão ao vivo e programação (ex. Pandora);
3 – Se o YouTube deve ser incluído no Billboard 200;
4 – Como abordar o aumento e a exclusividade das vendas de música através de ofertas diretas para o consumidor;
5 – Se devemos excluir serviços que não se protegem contra a ação de bots para aumento de plays/visualizações;
6 – Como abordar o aumento de atividades que incentivam o streaming.

Em reconhecimento a um mercado de música em evolução, a Billboard decidiu implementar mudanças em como incorpora dados nos rankings.

Atualmente, a Billboard leva em consideração dois tipos definidos de plays para o Hot 100 (e nossos outros gráficos híbridos): on-demand (como Amazon Music, Apple Music, Spotify e YouTube) e programado (como Pandora e Slacker Rádio), com um peso maior para o on-demand. Já o Billboard 200 (e nossos outros rankings de álbuns classificados pelo consumo) usa uma única camada: o on-demand (pago ou mantido por anúncios) dos serviços de assinatura. Os fluxos de vídeo não contribuem para os cálculos do Billboard 200, mas são incorporados no Hot 100.

A partir de 2018, os plays em serviços baseados em assinaturas pagas (como Amazon Music e Apple Music) ou híbridos (assinaturas pagas e anúncios, como SoundCloud e Spotify) receberão mais peso nos cálculos do que as reproduções em serviços puramente mantidos por anúncios (como o YouTube) ou nas plataformas não pagas.

Em 2018, a Billboard terá vários níveis ponderados de reproduções de streaming para o Hot 100, que leva em consideração os fluxos de assinatura pagos, os fluxos suportados por anúncios e os fluxos programados. O streaming, juntamente com os dados de execução em rádio e vendas digitais (download pago), resulta nas três métricas do Hot 100.

O Billboard 200 agora incluirá plays de áudio on-demand (os de assinaturas pagas e os mantidos por anúncios), mas seguirá sem contabilizar vídeo. Hoje, o Billboard 200 classifica os álbuns mais populares da semana com base no consumo de várias métricas, que incluem vendas de álbuns físicos, download pago e streaming.

A música está migrando de uma experiência puramente on-demand para uma seleção mais diversificada de preferências de audição (incluindo playlists e rádio) e as várias opções em que um consumidor pode acessar a música com base no compromisso de uma assinatura.

É a opinião da Billboard que atribuir valores e pesos diferentes aos níveis de engajamento e acesso do consumidor – juntamente com a compensação derivada dessas opções – reflete melhor medição dos resultados desses serviços.

A Billboard continua empenhada em ser referência quando se trata de acompanhar a atividade do fã. Nós sempre permaneceremos receptivos ao mercado para que nossos rankings continuem a ser a medida mais crível e relevante da popularidade da música.

Abaixo está a lista de serviços de streaming atuais que contribuem para o Hot 100 e Billboard 200, bem como as correspondentes músicas de gênero e álbuns.

Hot 100 (+ paradas híbridas)

Serviço

Audio/Video

Data Type

Amazon Music Unlimited

Audio

Pago

Amazon Prime

Audio

Pago

Apple Music

Audio

Pago

Apple Music

Video

Pago

Google Play

Audio

Pago

Groove Music Pass (Xbox)

Audio

Pago

Medianet

Audio

Pago

Napster

Audio

Pago

SoundCloud

Audio

Pago/Anúncios

Slacker

Audio

Pago

Spotify

Audio

Pago/Anúncios

Tidal

Audio

Pago

Tidal

Video

Pago

Vevo on YouTube

Video

Anúncios

YouTube

Video

Anúncios

AOL Radio (Powered by Slacker)

Audio

Programado

Google Radio

Audio

Programado

Napster

Audio

Programado

Pandora

Audio

Programado

Slacker

Audio

Programado

Billboard 200 (+ paradas de álbuns)

Serviço

Audio/Video

Data Type

Amazon Music Unlimited

Audio

Pago

Amazon Prime

Audio

Pago

Apple Music

Audio

Pago

Google Play

Audio

Pago

Groove Music Pass (Xbox)

Audio

Pago

Medianet

Audio

Pago

Napster

Audio

Pago

Slacker

Audio

Pago

SoundCloud

Audio

Pago/Anúncios

Spotify

Audio

Pago/Anúncios

Tidal

Audio

Pago

 

  • HOT 100
    BRASIL
  • BILLBOARD
    200
  • HOT 100
    EUA
1
Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
2
Amor Da Sua Cama
Felipe Araújo
3
Saudade
Eduardo Costa
4
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
5
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
RANKING COMPLETO
NOTÍCIAS

Billboard diminui o peso do YouTube no Hot 100

Alteração será colocada em prática já em 2018; com isso, publicação vai valorizar serviços de streaming pagos e que se protejam contra robôs

por Redação em 25/10/2017

É objetivo da Billboard retratar com precisão e de forma imparcial a forma como a música se comporta e esse trabalho tornou-se muito mais complicado ao longo dos anos.

Durante décadas, havia apenas vendas físicas e rádio, enquanto hoje existem muitas maneiras de consumir e nem todas são criadas com os mesmo parâmetros – desde diferenças na forma de acesso (pago/grátis), controle de usuário (programação ao vivo/on-demand), receita (e repasse para gravadoras e artistas), proteção contra fraudes, assim por diante. Assim, a Billboard reavalia com frequência – e com a assessoria de nossos parceiros (artistas, gravadoras, distribuidores, editores, consumidores etc) – como medir e denunciar adequadamente estas atividades. É nossa obrigação levar em consideração todos os métodos de distribuição e consumo, da mesma forma que é nossa obrigação pesar as consequências de quaisquer mudanças.

COMO FUNCIONAM AS PRINCIPAIS PARADAS DA BILLBOARD NOS EUA E NO BRASIL

2017 foi um ano especialmente desafiador para essas deliberações, já que estamos vendo a adoção rápida de novos modelos de transmissão e distribuição que estão alterando a experiência e o comportamento do usuário em um ritmo sem precedentes.

Entre as mudanças que implementamos ou consideramos seriamente este ano:

1 – Como medir os meios pagos pelos usuários versus os pagos por anúncios;
2 – Como medir os meios com transmissão ao vivo e programação (ex. Pandora);
3 – Se o YouTube deve ser incluído no Billboard 200;
4 – Como abordar o aumento e a exclusividade das vendas de música através de ofertas diretas para o consumidor;
5 – Se devemos excluir serviços que não se protegem contra a ação de bots para aumento de plays/visualizações;
6 – Como abordar o aumento de atividades que incentivam o streaming.

Em reconhecimento a um mercado de música em evolução, a Billboard decidiu implementar mudanças em como incorpora dados nos rankings.

Atualmente, a Billboard leva em consideração dois tipos definidos de plays para o Hot 100 (e nossos outros gráficos híbridos): on-demand (como Amazon Music, Apple Music, Spotify e YouTube) e programado (como Pandora e Slacker Rádio), com um peso maior para o on-demand. Já o Billboard 200 (e nossos outros rankings de álbuns classificados pelo consumo) usa uma única camada: o on-demand (pago ou mantido por anúncios) dos serviços de assinatura. Os fluxos de vídeo não contribuem para os cálculos do Billboard 200, mas são incorporados no Hot 100.

A partir de 2018, os plays em serviços baseados em assinaturas pagas (como Amazon Music e Apple Music) ou híbridos (assinaturas pagas e anúncios, como SoundCloud e Spotify) receberão mais peso nos cálculos do que as reproduções em serviços puramente mantidos por anúncios (como o YouTube) ou nas plataformas não pagas.

Em 2018, a Billboard terá vários níveis ponderados de reproduções de streaming para o Hot 100, que leva em consideração os fluxos de assinatura pagos, os fluxos suportados por anúncios e os fluxos programados. O streaming, juntamente com os dados de execução em rádio e vendas digitais (download pago), resulta nas três métricas do Hot 100.

O Billboard 200 agora incluirá plays de áudio on-demand (os de assinaturas pagas e os mantidos por anúncios), mas seguirá sem contabilizar vídeo. Hoje, o Billboard 200 classifica os álbuns mais populares da semana com base no consumo de várias métricas, que incluem vendas de álbuns físicos, download pago e streaming.

A música está migrando de uma experiência puramente on-demand para uma seleção mais diversificada de preferências de audição (incluindo playlists e rádio) e as várias opções em que um consumidor pode acessar a música com base no compromisso de uma assinatura.

É a opinião da Billboard que atribuir valores e pesos diferentes aos níveis de engajamento e acesso do consumidor – juntamente com a compensação derivada dessas opções – reflete melhor medição dos resultados desses serviços.

A Billboard continua empenhada em ser referência quando se trata de acompanhar a atividade do fã. Nós sempre permaneceremos receptivos ao mercado para que nossos rankings continuem a ser a medida mais crível e relevante da popularidade da música.

Abaixo está a lista de serviços de streaming atuais que contribuem para o Hot 100 e Billboard 200, bem como as correspondentes músicas de gênero e álbuns.

Hot 100 (+ paradas híbridas)

Serviço

Audio/Video

Data Type

Amazon Music Unlimited

Audio

Pago

Amazon Prime

Audio

Pago

Apple Music

Audio

Pago

Apple Music

Video

Pago

Google Play

Audio

Pago

Groove Music Pass (Xbox)

Audio

Pago

Medianet

Audio

Pago

Napster

Audio

Pago

SoundCloud

Audio

Pago/Anúncios

Slacker

Audio

Pago

Spotify

Audio

Pago/Anúncios

Tidal

Audio

Pago

Tidal

Video

Pago

Vevo on YouTube

Video

Anúncios

YouTube

Video

Anúncios

AOL Radio (Powered by Slacker)

Audio

Programado

Google Radio

Audio

Programado

Napster

Audio

Programado

Pandora

Audio

Programado

Slacker

Audio

Programado

Billboard 200 (+ paradas de álbuns)

Serviço

Audio/Video

Data Type

Amazon Music Unlimited

Audio

Pago

Amazon Prime

Audio

Pago

Apple Music

Audio

Pago

Google Play

Audio

Pago

Groove Music Pass (Xbox)

Audio

Pago

Medianet

Audio

Pago

Napster

Audio

Pago

Slacker

Audio

Pago

SoundCloud

Audio

Pago/Anúncios

Spotify

Audio

Pago/Anúncios

Tidal

Audio

Pago