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Björk relembra assédio sexual que sofreu de diretor dinamarquês

Artista atuou em poucos filmes, mas fez questão de contar a sua experiência traumática em um set

por Redação em 16/10/2017

Após diversas acusações de assédio e abuso sexual da parte de diferentes atrizes de Hollywood contra Harvey Weinstein, Björk decidiu contar a sua experiência com assédio na indústria cinematográfica.

“Inspirada pelas mulheres de todos os lugares contando suas histórias, falo sobre minha experiência com um diretor dinamarquês”, escreveu a artista em uma publicação em seu Facebook neste domingo (15/10).

“Ficou extremamente claro para mim quando passei a atuar que minha humilhação e papel como um ser que sofria assédio eram considerados normais pelo diretor e pela equipe de uma dúzia que permitiu e encorajou isso. Percebi que era algo universal e que um diretor pode tocar e assediar as atrizes com as quais trabalha e que a instituição do cinema permite isso”.

Ela continua: “quando recusei as investidas do diretor repetidas vezes, ele ficou mal-humorado, me puniu e criou essa história ilusória para a equipe de que eu era difícil de trabalhar”.

Apesar de nunca nomear o tal diretor, Björk apareceu em poucos filmes, sendo o mais notável deles Dançando No Escuro, do diretor dinamarquês Lars Von Trier, lançado em 2000. Ela teve problemas no set com o diretor, mas nunca se explicou os motivos por trás.

Leia a tradução da publicação na íntegra:

Inspirada pelas mulheres de todos os lugares contando suas histórias, falo sobre minha experiência com um diretor dinamarquês. Porque eu vim de um país que é um dos que mais apresenta igualdade entre os sexos no mundo e, ao mesmo tempo, venho de uma posição de força na música, com independência conquistada depois de muito trabalho. Ficou extremamente claro para mim, quando passei a atuar, que minha humilhação e papel como um ser que sofria assédio eram considerados normais pelo diretor e pela equipe de uma dúzia que permitiu e encorajou isso. Percebi que era algo universal e que um diretor pode tocar e assediar as atrizes com as quais trabalha e que a instituição do cinema permite isso. Quando recusei as investidas do diretor repetidas vezes, ele ficou mal-humorado, me puniu e criou essa história ilusória para a equipe de que eu era difícil de trabalhar. Por causa da minha força, minha equipe incrível e por não ter nada a perder já que não tinha ambições como atriz, me afastei disso e me recuperei depois de alguns anos. Estou preocupada que outras mulheres que trabalharam com o mesmo homem não tenham se recuperado. O diretor tinha plena consciência deste jogo e tenho certeza de que o filme que ele fez depois foi baseado nas experiências que teve comigo porque fui a primeira a encará-lo e a não deixar ele se safar com seu comportamento e, na minha opinião, ele teve relacionamentos mais justos e significativos com as atrizes depois que o confrontei então há esperança. Vamos torcer para que esta publicação ajude atrizes e atores de todos os lugares, vamos acabar com isso. Há uma onda de mudança no mundo, de bondade.

Björk

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Artista atuou em poucos filmes, mas fez questão de contar a sua experiência traumática em um set

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Após diversas acusações de assédio e abuso sexual da parte de diferentes atrizes de Hollywood contra Harvey Weinstein, Björk decidiu contar a sua experiência com assédio na indústria cinematográfica.

“Inspirada pelas mulheres de todos os lugares contando suas histórias, falo sobre minha experiência com um diretor dinamarquês”, escreveu a artista em uma publicação em seu Facebook neste domingo (15/10).

“Ficou extremamente claro para mim quando passei a atuar que minha humilhação e papel como um ser que sofria assédio eram considerados normais pelo diretor e pela equipe de uma dúzia que permitiu e encorajou isso. Percebi que era algo universal e que um diretor pode tocar e assediar as atrizes com as quais trabalha e que a instituição do cinema permite isso”.

Ela continua: “quando recusei as investidas do diretor repetidas vezes, ele ficou mal-humorado, me puniu e criou essa história ilusória para a equipe de que eu era difícil de trabalhar”.

Apesar de nunca nomear o tal diretor, Björk apareceu em poucos filmes, sendo o mais notável deles Dançando No Escuro, do diretor dinamarquês Lars Von Trier, lançado em 2000. Ela teve problemas no set com o diretor, mas nunca se explicou os motivos por trás.

Leia a tradução da publicação na íntegra:

Inspirada pelas mulheres de todos os lugares contando suas histórias, falo sobre minha experiência com um diretor dinamarquês. Porque eu vim de um país que é um dos que mais apresenta igualdade entre os sexos no mundo e, ao mesmo tempo, venho de uma posição de força na música, com independência conquistada depois de muito trabalho. Ficou extremamente claro para mim, quando passei a atuar, que minha humilhação e papel como um ser que sofria assédio eram considerados normais pelo diretor e pela equipe de uma dúzia que permitiu e encorajou isso. Percebi que era algo universal e que um diretor pode tocar e assediar as atrizes com as quais trabalha e que a instituição do cinema permite isso. Quando recusei as investidas do diretor repetidas vezes, ele ficou mal-humorado, me puniu e criou essa história ilusória para a equipe de que eu era difícil de trabalhar. Por causa da minha força, minha equipe incrível e por não ter nada a perder já que não tinha ambições como atriz, me afastei disso e me recuperei depois de alguns anos. Estou preocupada que outras mulheres que trabalharam com o mesmo homem não tenham se recuperado. O diretor tinha plena consciência deste jogo e tenho certeza de que o filme que ele fez depois foi baseado nas experiências que teve comigo porque fui a primeira a encará-lo e a não deixar ele se safar com seu comportamento e, na minha opinião, ele teve relacionamentos mais justos e significativos com as atrizes depois que o confrontei então há esperança. Vamos torcer para que esta publicação ajude atrizes e atores de todos os lugares, vamos acabar com isso. Há uma onda de mudança no mundo, de bondade.

Björk