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Black Sabbath faz show econômico e sem surpresas na turnê de despedida em SP

Resenha: Alinhado com público, grupo fez apresentação curta e cheia de clássicos

Black Sabbath - 4 de novembro - Estádio do Morumbi, São Paulo (SP)

Todos já sabiam o que esperar da vinda do Black Sabbath ao Brasil neste ano. O trio da formação original está rodando o mundo na sua suposta turnê de despedida, The End, em que toca alguns de seus clássicos.

Ozzy Osbourne, Tony Iommi e Geezer Butler já tinham vindo ao Brasil em 2013, na turnê do último disco, 13, mas isso não impediu que o público começasse a fazer filas em torno do estádio às 9h, empolgado, em grande parte, por ter a chance de ver o grupo pela última vez.

O show deste domingo (04/12) não foi muito diferente do anterior, apenas um pouco menor. A banda entrou ao som da messiânica “Black Sabbath”, do álbum de estreia. Tudo segue como manda a cartilha: todos de preto, Iommi sério e imponente na guitarra e Ozzy ao centro, encolhido e carismático ao microfone. A resposta do público, hipnotizado, é declamar a letra da música com ele (empolgação especial nos “Oh, no!”).

Econômico, a coisa mais extravagante do show é o telão em HD com animações surreais. A banda nunca foi conhecida por explosões com fogos e papéis picados. Foram 13 músicas dos discos mais aclamados, como Black Sabbath, Master Of Reality e Paranoid, com cinco de suas oito faixas.

Choveu durante a 1h40 que a banda esteve no palco, o que pareceu divertir Ozzy. Sem muita firula, o vocalista mantém sua conversa em “Vocês estão se divertindo?” e “Obrigado, eu amo vocês. Deus os abençoe!”. Com experiência de quase 50 anos de estrada, os pais do heavy metal fazem a apresentação quase no piloto automático, o que não quer dizer que seja algo propriamente ruim.

Na suposta turnê de encerramento, é exatamente isso que se espera do Black Sabbath: palminhas antes de “War Pigs”, gritos distorcidos durante “Iron Man” e um encerramento grandioso com “Children Of The Grave” e “Paranoid”. É o trato que a banda resolveu assumir com seus fãs desde que voltou com a formação quase original, em 2012. Não há segredo – e é por isso que estão todos ali.

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Black Sabbath faz show econômico e sem surpresas na turnê de despedida em SP

Resenha: Alinhado com público, grupo fez apresentação curta e cheia de clássicos

por Lucas Borges Teixeira em 05/12/2016

Black Sabbath - 4 de novembro - Estádio do Morumbi, São Paulo (SP)

Todos já sabiam o que esperar da vinda do Black Sabbath ao Brasil neste ano. O trio da formação original está rodando o mundo na sua suposta turnê de despedida, The End, em que toca alguns de seus clássicos.

Ozzy Osbourne, Tony Iommi e Geezer Butler já tinham vindo ao Brasil em 2013, na turnê do último disco, 13, mas isso não impediu que o público começasse a fazer filas em torno do estádio às 9h, empolgado, em grande parte, por ter a chance de ver o grupo pela última vez.

O show deste domingo (04/12) não foi muito diferente do anterior, apenas um pouco menor. A banda entrou ao som da messiânica “Black Sabbath”, do álbum de estreia. Tudo segue como manda a cartilha: todos de preto, Iommi sério e imponente na guitarra e Ozzy ao centro, encolhido e carismático ao microfone. A resposta do público, hipnotizado, é declamar a letra da música com ele (empolgação especial nos “Oh, no!”).

Econômico, a coisa mais extravagante do show é o telão em HD com animações surreais. A banda nunca foi conhecida por explosões com fogos e papéis picados. Foram 13 músicas dos discos mais aclamados, como Black Sabbath, Master Of Reality e Paranoid, com cinco de suas oito faixas.

Choveu durante a 1h40 que a banda esteve no palco, o que pareceu divertir Ozzy. Sem muita firula, o vocalista mantém sua conversa em “Vocês estão se divertindo?” e “Obrigado, eu amo vocês. Deus os abençoe!”. Com experiência de quase 50 anos de estrada, os pais do heavy metal fazem a apresentação quase no piloto automático, o que não quer dizer que seja algo propriamente ruim.

Na suposta turnê de encerramento, é exatamente isso que se espera do Black Sabbath: palminhas antes de “War Pigs”, gritos distorcidos durante “Iron Man” e um encerramento grandioso com “Children Of The Grave” e “Paranoid”. É o trato que a banda resolveu assumir com seus fãs desde que voltou com a formação quase original, em 2012. Não há segredo – e é por isso que estão todos ali.