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Blackout, álbum de Britney Spears, completa 10 anos

Disco, lançado na época mais complicada da vida da cantora, é o mais elogiado

por Redação em 26/10/2017

Em fevereiro de 2007, Britney Spears entrou em um salão de cabeleireiro na Califórnia e raspou a própria cabeça, em frente as lentes de vários paparazzi. Depois do surto em público, que se tornou icônico, ela se internou em uma clínica de reabilitação. Em julho de 2007, ela finalizou o divórcio com o marido de três anos, Kevin Federline. Em setembro de 2007, ela se tornou notícia novamente ao fazer uma performance muito aquém do esperado no VMA com seu novo single “Gimme More”. Pouco tempo depois, perdeu temporariamente a custódia dos filhos, Sean e Jayden.

FÃS PEDEM QUE MONUMENTOS DE CONFEDERADOS SEJAM SUBSTITUÍDOS POR ESTÁTUAS DE BRITNEY SPEARS

Ainda assim, em 25 de outubro de 2007, ela lançou o melhor e mais influente disco de sua carreira, Blackout. O produto, fruto do complicado ano de 2007 na vida de Britney, foi escrito pelos melhores produtores no mercado, que foram ordenados a não escrever sobre os problemas pessoais da cantora. Curiosamente, nenhum álbum parece combinar mais com o estado da sua vida particular na época em que foi gravado. “Gimme More” parece se tratar de exibicionismo, mas o refrão parece retratar os pedidos insaciáveis do público por Britney. Durante o incidente no cabeleireiro, ela desabafou dizendo que estava cansada de todos ficarem tocando nela o tempo todo.

“Radar,” “Get Naked (I Got a Plan),” e “Freakshow” mostram Britney com o grande apetite sexual que foi projetado nela desde a adolescência. O álbum despe a persona de Britney mostrando duas prioridades principais, repetidas ao longo das faixas: rebolar a bunda e ter a certeza que seu homem está pronto para a ocasião.

KEVIN FEDERLINE FALA SOBRE SER PAI DOS FILHOS DE BRITNEY SPEARS

Em “Piece Of Me”, os produtores Bloodshy & Avant, com Klas Ahlund na composição, deram a Britney a chance de ter uma faixa-resposta, quebrando a regra de não mencionar sua vida pessoal (“I’m Miss American Dream since I was 17”). Britney e sua equipe entraram na onda.

Blackout nos deu uma visão da vida de Britney, um projeto de arte em grupo sobre o que outras pessoas pensavam que ela era. Como Spears tinha sido dizimada pela narrativa da mídia sobre ela, pareceu a expressão artística perfeita no momento. Ela deixou de ser uma pessoa para se tornar um conceito. Quem melhor poderia expressar essa mudança do que aqueles que observaram tudo acontecer?

blackoutbritney

Agora, ao completar 10 anos, Blackout é a obra prima de uma extraordinária carreira resiliente, um exemplar de arte pop do seu tempo, mas que se destacou por trazer elementos do EDM ao mainstream, algo que ainda é feito hoje em dia.

No tempo que foi lançado, Blackout parecia ter vindo do futuro – distópico e distorcido, mas ainda assim interessante. As rádios pop estavam repletas de músicas influenciadas pelo R&B, assim como as faixas de Britney tinham sido até então: as mais tocadas daquele ano foram “Irreplaceable”, de Beyoncé e “Umbrella”, de Rihanna. Blackout trazia batidas que pareciam ter saído de um computador quebrado, efeitos clássicos do dubstep, com a voz de Britney sendo distorcida propositalmente. Se ela sabia cantar bem, não importava; Seus produtores a transformaram em outro instrumento eletrônico nas músicas.

É A BRITNEY SPEARS NO INSTAGRAM (MAS PODERIA SER SUA TIA NO FACEBOOK)

Felizmente, Britney sobreviveu aos dias mais complicados de sua vida e nos deu de presente Blackout, continuando a se apresentar com algumas de suas faixas até hoje.

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Em fevereiro de 2007, Britney Spears entrou em um salão de cabeleireiro na Califórnia e raspou a própria cabeça, em frente as lentes de vários paparazzi. Depois do surto em público, que se tornou icônico, ela se internou em uma clínica de reabilitação. Em julho de 2007, ela finalizou o divórcio com o marido de três anos, Kevin Federline. Em setembro de 2007, ela se tornou notícia novamente ao fazer uma performance muito aquém do esperado no VMA com seu novo single “Gimme More”. Pouco tempo depois, perdeu temporariamente a custódia dos filhos, Sean e Jayden.

FÃS PEDEM QUE MONUMENTOS DE CONFEDERADOS SEJAM SUBSTITUÍDOS POR ESTÁTUAS DE BRITNEY SPEARS

Ainda assim, em 25 de outubro de 2007, ela lançou o melhor e mais influente disco de sua carreira, Blackout. O produto, fruto do complicado ano de 2007 na vida de Britney, foi escrito pelos melhores produtores no mercado, que foram ordenados a não escrever sobre os problemas pessoais da cantora. Curiosamente, nenhum álbum parece combinar mais com o estado da sua vida particular na época em que foi gravado. “Gimme More” parece se tratar de exibicionismo, mas o refrão parece retratar os pedidos insaciáveis do público por Britney. Durante o incidente no cabeleireiro, ela desabafou dizendo que estava cansada de todos ficarem tocando nela o tempo todo.

“Radar,” “Get Naked (I Got a Plan),” e “Freakshow” mostram Britney com o grande apetite sexual que foi projetado nela desde a adolescência. O álbum despe a persona de Britney mostrando duas prioridades principais, repetidas ao longo das faixas: rebolar a bunda e ter a certeza que seu homem está pronto para a ocasião.

KEVIN FEDERLINE FALA SOBRE SER PAI DOS FILHOS DE BRITNEY SPEARS

Em “Piece Of Me”, os produtores Bloodshy & Avant, com Klas Ahlund na composição, deram a Britney a chance de ter uma faixa-resposta, quebrando a regra de não mencionar sua vida pessoal (“I’m Miss American Dream since I was 17”). Britney e sua equipe entraram na onda.

Blackout nos deu uma visão da vida de Britney, um projeto de arte em grupo sobre o que outras pessoas pensavam que ela era. Como Spears tinha sido dizimada pela narrativa da mídia sobre ela, pareceu a expressão artística perfeita no momento. Ela deixou de ser uma pessoa para se tornar um conceito. Quem melhor poderia expressar essa mudança do que aqueles que observaram tudo acontecer?

blackoutbritney

Agora, ao completar 10 anos, Blackout é a obra prima de uma extraordinária carreira resiliente, um exemplar de arte pop do seu tempo, mas que se destacou por trazer elementos do EDM ao mainstream, algo que ainda é feito hoje em dia.

No tempo que foi lançado, Blackout parecia ter vindo do futuro – distópico e distorcido, mas ainda assim interessante. As rádios pop estavam repletas de músicas influenciadas pelo R&B, assim como as faixas de Britney tinham sido até então: as mais tocadas daquele ano foram “Irreplaceable”, de Beyoncé e “Umbrella”, de Rihanna. Blackout trazia batidas que pareciam ter saído de um computador quebrado, efeitos clássicos do dubstep, com a voz de Britney sendo distorcida propositalmente. Se ela sabia cantar bem, não importava; Seus produtores a transformaram em outro instrumento eletrônico nas músicas.

É A BRITNEY SPEARS NO INSTAGRAM (MAS PODERIA SER SUA TIA NO FACEBOOK)

Felizmente, Britney sobreviveu aos dias mais complicados de sua vida e nos deu de presente Blackout, continuando a se apresentar com algumas de suas faixas até hoje.

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