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Bruno Mars emula James Brown e Michael Jackson em show no Morumbi

Cantor voltou à cidade com a turnê 24K Magic após cinco anos de espera após sua primeira passagem pelo país

por Rebecca Silva em 23/11/2017

O telão anunciou, com letras coloridas, que Bruno Mars e sua banda esperaram muito tempo para estar ali. Após cinco anos, o cantor voltou à São Paulo na noite desta quarta-feira (22/11), com a sua turnê 24K Magic e incendiou o Morumbi em 1h30 de show, de um jeito que nem a fina e teimosa garoa da primavera paulistana foi capaz de apagar. O estádio virou uma grande pista de dança ao som dos sucessos de Mars.

De lá para cá, ele lançou dois álbuns – Unorthodox Jukebox (2012) e 24K Magic (2017), que dá nome à turnê – que garantiram as músicas mais cantadas na apresentação desta noite: "Locked Out Of Heaven", "Treasure" e "That's What I Like". Mars está na melhor fase de sua carreira, em uma crescente nos rankings e no número de prêmios acumulados nas prateleiras.

VEJA A LISTA COMPLETA DOS VENCEDORES DO AMERICAN MUSIC AWARDS 2017

Radiofônico e extremamente popular no Brasil, Mars foi acompanhado por uma plateia heterogênea, composta por pais e filhos, jovens descolados e casais, que cantou até mesmo as músicas mais lentas, como "When I Was Your Man" e "Versace On The Floor".

Se o público – que não lotou o Morumbi, apesar dos ingressos esgotados – caprichou na empolgação, isso está na conta do carisma de Mars e sua banda, os Hooligans. É interessante notar como ele não se perde na grandiosidade do palco, com um jogo de luzes diferente e envolvente – um show à parte – e os fogos de artifício sincronizados com algumas faixas. Mars se basta com seu sorriso, seus passos de dança e, é claro, sua voz.

Divertido, o show segue com algumas brincadeiras e provocações de Mars e seus amigos com o público, com direito a um "eu te quero, gatinha", dito pelo cantor. Ainda que ensaiado, a forma com que o roteiro se desenrola no palco é espontâneo e envolvente. Tanto o cantor quanto os integrantes da banda parecem genuinamente se divertirem durante a apresentação e, mesmo com uma marra de quem sabe que é bom no que faz, em nenhum momento se passa uma imagem de superioridade.

Mars está ali para se divertir com seu público e faz isso com maestria. Temos nele um revival dos grandes shownmen de antigamente, que subiam ao palco para cantar hits, dançar e entregar tudo de si em uma apresentação. Mars não tem medo de se soltar e sensualizar em cima do palco, algo tão comum no passado e que foi perdendo a força com o decorrer do tempo. Ver Mars é presenciar uma mistura de James Brown, Michael Jackson e coreografias dos Temptations.

bruno-mars-02Uma das dezenas de coreografias do show - Foto: Marcos Lauro

Considerando o sucesso que o cantor faz por aqui e a quantidade de hits de sua carreira, é uma pena que a passagem pelo país seja tão breve. O setlist foca nas faixas do novo disco, que está sendo divulgado nessa turnê. Mas para quem esperou tanto, ficou o gostinho de quero mais e a vontade de ouvir outros sucessos ao vivo. Aquele bis com “Uptown Funk” pareceu tão curto...

BRUNO MARS É O ARTISTA SOLO QUE MAIS FATURA EM TURNÊ: US$ 129 MILHÕES

Antes de Mars, o também divertido show do grupo DNCE. A grande diferença em relação à atração principal da noite é que o DNCE não faz questão alguma de se levar a sério. Joe Jonas e banda sabem que fazem música para as pessoas se divertirem sem maiores preocupações e se aproveitam disso ao máximo. Jonas se garante com seu carisma, o baixista Cole Whittle é uma maluco que não para no palco um minuto sequer e a guitarrista, a sul-coreana JinJoo, chama a atenção com seu sorriso e rebolado. Teve até um momento karaokê com hits dos anos 1990, como “Wannabe”, das Spice Girls, e “Oops!... I Did It Again”, da Britney.

Nessa quinta-feira (23/11), o estádio do Morumbi sedia mais uma noite dessa dobradinha pop.

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O telão anunciou, com letras coloridas, que Bruno Mars e sua banda esperaram muito tempo para estar ali. Após cinco anos, o cantor voltou à São Paulo na noite desta quarta-feira (22/11), com a sua turnê 24K Magic e incendiou o Morumbi em 1h30 de show, de um jeito que nem a fina e teimosa garoa da primavera paulistana foi capaz de apagar. O estádio virou uma grande pista de dança ao som dos sucessos de Mars.

De lá para cá, ele lançou dois álbuns – Unorthodox Jukebox (2012) e 24K Magic (2017), que dá nome à turnê – que garantiram as músicas mais cantadas na apresentação desta noite: "Locked Out Of Heaven", "Treasure" e "That's What I Like". Mars está na melhor fase de sua carreira, em uma crescente nos rankings e no número de prêmios acumulados nas prateleiras.

VEJA A LISTA COMPLETA DOS VENCEDORES DO AMERICAN MUSIC AWARDS 2017

Radiofônico e extremamente popular no Brasil, Mars foi acompanhado por uma plateia heterogênea, composta por pais e filhos, jovens descolados e casais, que cantou até mesmo as músicas mais lentas, como "When I Was Your Man" e "Versace On The Floor".

Se o público – que não lotou o Morumbi, apesar dos ingressos esgotados – caprichou na empolgação, isso está na conta do carisma de Mars e sua banda, os Hooligans. É interessante notar como ele não se perde na grandiosidade do palco, com um jogo de luzes diferente e envolvente – um show à parte – e os fogos de artifício sincronizados com algumas faixas. Mars se basta com seu sorriso, seus passos de dança e, é claro, sua voz.

Divertido, o show segue com algumas brincadeiras e provocações de Mars e seus amigos com o público, com direito a um "eu te quero, gatinha", dito pelo cantor. Ainda que ensaiado, a forma com que o roteiro se desenrola no palco é espontâneo e envolvente. Tanto o cantor quanto os integrantes da banda parecem genuinamente se divertirem durante a apresentação e, mesmo com uma marra de quem sabe que é bom no que faz, em nenhum momento se passa uma imagem de superioridade.

Mars está ali para se divertir com seu público e faz isso com maestria. Temos nele um revival dos grandes shownmen de antigamente, que subiam ao palco para cantar hits, dançar e entregar tudo de si em uma apresentação. Mars não tem medo de se soltar e sensualizar em cima do palco, algo tão comum no passado e que foi perdendo a força com o decorrer do tempo. Ver Mars é presenciar uma mistura de James Brown, Michael Jackson e coreografias dos Temptations.

bruno-mars-02Uma das dezenas de coreografias do show - Foto: Marcos Lauro

Considerando o sucesso que o cantor faz por aqui e a quantidade de hits de sua carreira, é uma pena que a passagem pelo país seja tão breve. O setlist foca nas faixas do novo disco, que está sendo divulgado nessa turnê. Mas para quem esperou tanto, ficou o gostinho de quero mais e a vontade de ouvir outros sucessos ao vivo. Aquele bis com “Uptown Funk” pareceu tão curto...

BRUNO MARS É O ARTISTA SOLO QUE MAIS FATURA EM TURNÊ: US$ 129 MILHÕES

Antes de Mars, o também divertido show do grupo DNCE. A grande diferença em relação à atração principal da noite é que o DNCE não faz questão alguma de se levar a sério. Joe Jonas e banda sabem que fazem música para as pessoas se divertirem sem maiores preocupações e se aproveitam disso ao máximo. Jonas se garante com seu carisma, o baixista Cole Whittle é uma maluco que não para no palco um minuto sequer e a guitarrista, a sul-coreana JinJoo, chama a atenção com seu sorriso e rebolado. Teve até um momento karaokê com hits dos anos 1990, como “Wannabe”, das Spice Girls, e “Oops!... I Did It Again”, da Britney.

Nessa quinta-feira (23/11), o estádio do Morumbi sedia mais uma noite dessa dobradinha pop.