NOTÍCIAS

Bryan Adams: quem disse que pop romântico não faz público rebolar?

Dez anos depois, cantor se apresenta no Brasil para desfilar seus hits de FM

por Edianez Parente em 01/05/2017

Bryan Adams – Citibank Hall/São Paulo – 28/4

Bryan Adams é o astro do pop rock romântico que você respeita! Na noite de estreia em São Paulo do primeiro dos três shows da Get up Tour! na cidade, ele fez a plateia com assentos marcados no Citibank Hall ficar toda de pé num show de quase duas horas com seus maiores sucessos. Era a noite da última sexta-feira, data em que foi marcada a greve geral. Se por um lado o dia teve divisão de humores e opiniões, na noite havia pelo menos uma unanimidade: todo mundo ali aderiu ao show e até com direito a uma reboladinha, sob o comando do cantor: “Shake your butt” (“rebolem a bunda”). Ele mesmo virou de costas para a plateia e deu o exemplo!

Aos 57 anos, o cantor, compositor e grande arranjador está em plena forma, que inclui voz, performance de palco e música. Tem uma banda toda alinhada e uma química incrível no palco com o seu guitarrista-solo de sempre, Keith Scott. De quebra, Adams demonstra uma simpatia ímpar com o público, fazendo fotos, brincadeiras com a plateia, sempre a bordo de sua guitarra-base ou do violão elétrico.

O concerto é um desfile dos hits, com um par de canções que ele apresenta como novas. O setlist já rolava a todo vapor quando Adams avisou que iria, sim, cantar muitas músicas, ou pelo menos as que ele pudesse se lembrar, porque afinal foram 13 álbuns gravados.

E daí veio uma disparada de hits direto dos anos 80 aos 2000, num espetáculo com um telão HD ao fundo que mesclava os melhores videoclipes de sua carreira a algumas projeções ao vivo captadas do palco e plateia. Grandes momentos se alternaram, como nas execuções de “Heaven” com um céu estrelado ao fundo, ou a quase épica “Summer of 69”, com seus versos “those were the best days of my life” (aqueles foram os melhores anos de minha vida).

O auge do show é quando vem a memorável “Have You Ever Really Loved A Woman”, celebrizada tanto por ter sido trilha de cinema (Don Juan de Marco, de 1994) como por  ter sido gravada com o dedilhar de ninguém menos que Paco de Lucia.

Teve ainda “Cuts Like A Knife” e a apoteótica “18 ‘Till I Die”.

Bryan Adams cinquentão mantém a pinta do rapaz que toda moça apresentaria para os pais: cabelo alinhadinho com gel e sem um fio fora do lugar, de blazer, camisa branca por baixo. Os demais quatro companheiros de palco seguiram o mesmo figurino. Quem tem menos de 30 anos provavelmente nunca encontrou uma turma assim junta em nenhuma festa. Mas era o figurino comum desde os anos 80 ao fim dos 90.  

Como não respeitar um cantor de pop rock romântico que traz canções cujos nomes são versos completos, como “The Only Thing That Looks Good On Me Is You” (“a única coisa que fica bem é mim é você”)? Foi com essa música que o show terminou, para vir  na sequência um bis de quatro hits dançantes, e todo mundo acabar de pé. E  gritando, como ele mesmo tirou onda ao microfone: “Vocês, brasileiros, me chamam de ‘Brai Adam’.  Hi ‘Brai Adam’”!

Público de fãs é eclético

Kesha e a mãe Pebe

Reprodução

Anitta e sua mãe Mirian

Reprodução

Beyoncé e a mãe Tina

Reprodução

Britney e mãe Lynne

Reprodução

Chris Brown e a mãe Joyce

Reprodução

Claudia Leitte e a mãe Ilna

Reprodução

Emicida e a mãe Dona Jacira

Reprodução

Fergie e a mãe Theresa

Reprodução

Jay Z e a mãe Gloria

Reprodução

Justin Bieber e a mãe Pattie

Reprodução

Justin Timberlake e a mãe Lynn

Reprodução

Katy Perry e a mãe Mary

Reprodução

Lady Gaga e a mãe Cynthia

Reprodução

Lucas Lucco e a mãe Karina

Reprodução

Ludmilla e a mãe Silvana

Reprodução

Mariah Carey e a mãe Patricia

Reprodução

Miley Cyrus e a mãe Tish

Reprodução

Rihanna e a mãe Monica

Reprodução

Sandy e a mãe Noely

Reprodução

Selena Gomez e a mãe Mandy

Reprodução

Steve Aoki e a mãe Chizuru

Reprodução

Taylor Swift e a mãe Andrea

Reprodução

No saguão do Credicard Hall, antes do início do espetáculo, as pessoas que chegavam demonstravam estar ali movidas mesmo pelo romantismo do cantor. Como a  bioquímica e citologista Flordenice Pinto, 62, que veio de Salvador/BA pra São Paulo apenas para ver seu ídolo de perto.

Foi também um programa para toda a família, como a da matriarca Rosângela Berchielli, 62, que foi  acompanhada dos filhos, Luiz Felipe, 35,  e Bruno, 25 e das noras Stephanie Volpert, 33 e Juliana Garuba, 23. Todos fãs de carteirinha, o grupo se revelou frequentador assíduo de shows, seja o de Adams até Rolling Stones. 

O economista Paulo Chan, 32, na impossibilidade de levar a mulher que se recuperava de uma cirurgia, chamou o amigo desde tempos de faculdade Thiago Ramos para fazer companhia. Os dois já tinham ido juntos ver outro pop romântico, Elton John. E Thiago só esperava conseguir ao final do show recolher a palheta do guitarrista Keith Scott para somar na sua coleção de 300 palhetas de shows – há de Ramones a BB King.

Amigas de muitos shows, a produtora Nathalie Delahousse, 33, e a agente de viagens Rosiris Jardim, 60, combinaram o programa juntas e estavam ansiosas para curtir a apresentação. Natahlie falou que não via a hora de rever o seu “sereio” – ela esteve no show do cantor no Brasil dez anos atrás.

  • HOT 100
    BRASIL
  • BILLBOARD
    200
  • HOT 100
    EUA
1
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
2
Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
3
Saudade
Eduardo Costa
4
Amor Da Sua Cama
Felipe Araújo
5
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
RANKING COMPLETO
NOTÍCIAS

Bryan Adams: quem disse que pop romântico não faz público rebolar?

Dez anos depois, cantor se apresenta no Brasil para desfilar seus hits de FM

por Edianez Parente em 01/05/2017

Bryan Adams – Citibank Hall/São Paulo – 28/4

Bryan Adams é o astro do pop rock romântico que você respeita! Na noite de estreia em São Paulo do primeiro dos três shows da Get up Tour! na cidade, ele fez a plateia com assentos marcados no Citibank Hall ficar toda de pé num show de quase duas horas com seus maiores sucessos. Era a noite da última sexta-feira, data em que foi marcada a greve geral. Se por um lado o dia teve divisão de humores e opiniões, na noite havia pelo menos uma unanimidade: todo mundo ali aderiu ao show e até com direito a uma reboladinha, sob o comando do cantor: “Shake your butt” (“rebolem a bunda”). Ele mesmo virou de costas para a plateia e deu o exemplo!

Aos 57 anos, o cantor, compositor e grande arranjador está em plena forma, que inclui voz, performance de palco e música. Tem uma banda toda alinhada e uma química incrível no palco com o seu guitarrista-solo de sempre, Keith Scott. De quebra, Adams demonstra uma simpatia ímpar com o público, fazendo fotos, brincadeiras com a plateia, sempre a bordo de sua guitarra-base ou do violão elétrico.

O concerto é um desfile dos hits, com um par de canções que ele apresenta como novas. O setlist já rolava a todo vapor quando Adams avisou que iria, sim, cantar muitas músicas, ou pelo menos as que ele pudesse se lembrar, porque afinal foram 13 álbuns gravados.

E daí veio uma disparada de hits direto dos anos 80 aos 2000, num espetáculo com um telão HD ao fundo que mesclava os melhores videoclipes de sua carreira a algumas projeções ao vivo captadas do palco e plateia. Grandes momentos se alternaram, como nas execuções de “Heaven” com um céu estrelado ao fundo, ou a quase épica “Summer of 69”, com seus versos “those were the best days of my life” (aqueles foram os melhores anos de minha vida).

O auge do show é quando vem a memorável “Have You Ever Really Loved A Woman”, celebrizada tanto por ter sido trilha de cinema (Don Juan de Marco, de 1994) como por  ter sido gravada com o dedilhar de ninguém menos que Paco de Lucia.

Teve ainda “Cuts Like A Knife” e a apoteótica “18 ‘Till I Die”.

Bryan Adams cinquentão mantém a pinta do rapaz que toda moça apresentaria para os pais: cabelo alinhadinho com gel e sem um fio fora do lugar, de blazer, camisa branca por baixo. Os demais quatro companheiros de palco seguiram o mesmo figurino. Quem tem menos de 30 anos provavelmente nunca encontrou uma turma assim junta em nenhuma festa. Mas era o figurino comum desde os anos 80 ao fim dos 90.  

Como não respeitar um cantor de pop rock romântico que traz canções cujos nomes são versos completos, como “The Only Thing That Looks Good On Me Is You” (“a única coisa que fica bem é mim é você”)? Foi com essa música que o show terminou, para vir  na sequência um bis de quatro hits dançantes, e todo mundo acabar de pé. E  gritando, como ele mesmo tirou onda ao microfone: “Vocês, brasileiros, me chamam de ‘Brai Adam’.  Hi ‘Brai Adam’”!

Público de fãs é eclético

Kesha e a mãe Pebe

Reprodução

Anitta e sua mãe Mirian

Reprodução

Beyoncé e a mãe Tina

Reprodução

Britney e mãe Lynne

Reprodução

Chris Brown e a mãe Joyce

Reprodução

Claudia Leitte e a mãe Ilna

Reprodução

Emicida e a mãe Dona Jacira

Reprodução

Fergie e a mãe Theresa

Reprodução

Jay Z e a mãe Gloria

Reprodução

Justin Bieber e a mãe Pattie

Reprodução

Justin Timberlake e a mãe Lynn

Reprodução

Katy Perry e a mãe Mary

Reprodução

Lady Gaga e a mãe Cynthia

Reprodução

Lucas Lucco e a mãe Karina

Reprodução

Ludmilla e a mãe Silvana

Reprodução

Mariah Carey e a mãe Patricia

Reprodução

Miley Cyrus e a mãe Tish

Reprodução

Rihanna e a mãe Monica

Reprodução

Sandy e a mãe Noely

Reprodução

Selena Gomez e a mãe Mandy

Reprodução

Steve Aoki e a mãe Chizuru

Reprodução

Taylor Swift e a mãe Andrea

Reprodução

No saguão do Credicard Hall, antes do início do espetáculo, as pessoas que chegavam demonstravam estar ali movidas mesmo pelo romantismo do cantor. Como a  bioquímica e citologista Flordenice Pinto, 62, que veio de Salvador/BA pra São Paulo apenas para ver seu ídolo de perto.

Foi também um programa para toda a família, como a da matriarca Rosângela Berchielli, 62, que foi  acompanhada dos filhos, Luiz Felipe, 35,  e Bruno, 25 e das noras Stephanie Volpert, 33 e Juliana Garuba, 23. Todos fãs de carteirinha, o grupo se revelou frequentador assíduo de shows, seja o de Adams até Rolling Stones. 

O economista Paulo Chan, 32, na impossibilidade de levar a mulher que se recuperava de uma cirurgia, chamou o amigo desde tempos de faculdade Thiago Ramos para fazer companhia. Os dois já tinham ido juntos ver outro pop romântico, Elton John. E Thiago só esperava conseguir ao final do show recolher a palheta do guitarrista Keith Scott para somar na sua coleção de 300 palhetas de shows – há de Ramones a BB King.

Amigas de muitos shows, a produtora Nathalie Delahousse, 33, e a agente de viagens Rosiris Jardim, 60, combinaram o programa juntas e estavam ansiosas para curtir a apresentação. Natahlie falou que não via a hora de rever o seu “sereio” – ela esteve no show do cantor no Brasil dez anos atrás.