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Caio Castelo finaliza seu segundo disco via crowdfunding

por em 24/09/2015

Por Bruna Gonçalves Serur

Dois Olhos, o segundo álbum do cantor e compositor Caio Castelo está na plataforma Partio para captar recursos para sua finalização. Até o dia 5 de outubro, Caio espera, por meio do financiamento coletivo, arrecadar R$ 20 mil para então concluir as etapas da produção do CD, como a mixagem, masterização, arte e fabricação dos discos. As colaborações podem ser de R$ 30 a R$ 5 mil e os doadores ganham uma cópia do álbum novo, uma do anterior, camisetas e agradecimento no encarte, além de outros prêmios.

No álbum, produzido por Alê Siqueira – que já trabalhou com Arnaldo Antunes, Tom Zé, Mayra Andrade, Buena Vista Social Club e Tribalistas –, Caio (voz e guitarra) é acompanhado por Carlos Hardy (baixo), Ayrton Pessoa (teclados), Fernando Lélis (saxofone), Renan Ramos (trompete) e Igor Ribeiro (bateria).

O cearense, que tem uma proposta mais autoral, lançou, em 2013, o primeiro disco, Silêncio Em Movimento. Desde então, vem apresentando este trabalho em diversos lugares do Brasil e do exterior – como a turnê coletiva que fez em Cabo Verde, na África, em abril de 2014, junto com outros artistas de Fortaleza como Lorena Nunes, Vitoriano, Transacionais e Lídia Maria. “Fizemos cinco shows e foi muito interessante ver como conhecemos tão pouco da música de lá ao mesmo tempo em que eles conhecem tanto a música daqui, de tocar direto nas rádios e tudo mais. Então fomos muito bem recebidos! Além disso, tem se fortalecido uma ponte bem legal entre lá e Fortaleza, criando uma sintonia cada vez maior entre essas duas cenas tão distintas”. “E ainda vai render bastante...”, promete.

Silêncio Em Movimento é bastante eclético. Dois Olhos deve seguir essa proposta?

Os processos do Silêncio e do Dois Olhos são bem opostos, mesmo. O Silêncio em Movimento gravei praticamente sozinho, sem uma banda pra chamar de minha e chamando um ou outro músico para tocar os arranjos que minha falta de perícia me impedia de executar. Já Dois Olhos é uma banda tocando ali na sua frente, pra valer, como gravamos. Foi um processo mais coletivo, pois tive produtor e banda desde o início e fui construindo as composições e arranjos muito em cima dos feedbacks que ia recebendo deles nos ensaios. Acredito que esse novo disco será um trabalho com mais unidade e consistência. E também tem a realização de um sonho que sempre tive, que é gravar um disco em regime de imersão num lugar afastado e com estúdio disponível o dia inteiro. Sempre vi documentários como o Funky Monks, do Red Hot, ou o Stones in Exile, dos Stones, e ficava querendo vivenciar pelo menos um dia daqueles. Acabei vivenciando oito, bem intensos, lá na Gargolândia, em São Paulo.

Você tem alguma estratégia de arrecadação para os últimos dias?

A campanha tem pouco mais de uma semana pela frente e nessa reta final liberei a primeira música do disco para audição [“Transbordar”], que escrevi pro meu filho, de dois anos. Ouvindo-a já dá para espiar como ficou o som e a atmosfera desse trabalho. Também deve rolar mais uma “crowdfesta”, que é um show que comecei organizando pra arrecadar para a campanha, mas acabou agregando um monte de gente, tanto na plateia quanto no palco, e que tudo indica que já vai chegar à terceira edição em apenas um mês. No mais, conto muito com o apoio dos fãs e do universo.

Como foi trabalhar com um produtor tão experiente quanto Alê Siqueira? Como aconteceu esse encontro?

Comecei a trabalhar com o Alê por meio do Porto Iracema das Artes, onde o Dois Olhos começou a ser concebido. Anualmente, eles selecionam cinco projetos musicais para apoiar e uma das formas de apoio é conseguir um músico ou produtor de sua livre escolha para acompanhar e desenvolver o projeto. Alê foi minha primeira opção e fiquei muito feliz quando soube que ele topou. Desde os primeiros ensaios já tivemos uma afinidade muito bacana, tanto estética quanto na forma de trabalhar, especialmente com as partituras e a escuta. É um sujeito simples e generoso, que soube realmente tirar o melhor do nosso som. Sem contar que o cara é uma enciclopédia musical ambulante!

Ouça “Transbordar”: 

https://www.youtube.com/watch?v=sTwRJms_qUM
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Caio Castelo finaliza seu segundo disco via crowdfunding

por em 24/09/2015

Por Bruna Gonçalves Serur

Dois Olhos, o segundo álbum do cantor e compositor Caio Castelo está na plataforma Partio para captar recursos para sua finalização. Até o dia 5 de outubro, Caio espera, por meio do financiamento coletivo, arrecadar R$ 20 mil para então concluir as etapas da produção do CD, como a mixagem, masterização, arte e fabricação dos discos. As colaborações podem ser de R$ 30 a R$ 5 mil e os doadores ganham uma cópia do álbum novo, uma do anterior, camisetas e agradecimento no encarte, além de outros prêmios.

No álbum, produzido por Alê Siqueira – que já trabalhou com Arnaldo Antunes, Tom Zé, Mayra Andrade, Buena Vista Social Club e Tribalistas –, Caio (voz e guitarra) é acompanhado por Carlos Hardy (baixo), Ayrton Pessoa (teclados), Fernando Lélis (saxofone), Renan Ramos (trompete) e Igor Ribeiro (bateria).

O cearense, que tem uma proposta mais autoral, lançou, em 2013, o primeiro disco, Silêncio Em Movimento. Desde então, vem apresentando este trabalho em diversos lugares do Brasil e do exterior – como a turnê coletiva que fez em Cabo Verde, na África, em abril de 2014, junto com outros artistas de Fortaleza como Lorena Nunes, Vitoriano, Transacionais e Lídia Maria. “Fizemos cinco shows e foi muito interessante ver como conhecemos tão pouco da música de lá ao mesmo tempo em que eles conhecem tanto a música daqui, de tocar direto nas rádios e tudo mais. Então fomos muito bem recebidos! Além disso, tem se fortalecido uma ponte bem legal entre lá e Fortaleza, criando uma sintonia cada vez maior entre essas duas cenas tão distintas”. “E ainda vai render bastante...”, promete.

Silêncio Em Movimento é bastante eclético. Dois Olhos deve seguir essa proposta?

Os processos do Silêncio e do Dois Olhos são bem opostos, mesmo. O Silêncio em Movimento gravei praticamente sozinho, sem uma banda pra chamar de minha e chamando um ou outro músico para tocar os arranjos que minha falta de perícia me impedia de executar. Já Dois Olhos é uma banda tocando ali na sua frente, pra valer, como gravamos. Foi um processo mais coletivo, pois tive produtor e banda desde o início e fui construindo as composições e arranjos muito em cima dos feedbacks que ia recebendo deles nos ensaios. Acredito que esse novo disco será um trabalho com mais unidade e consistência. E também tem a realização de um sonho que sempre tive, que é gravar um disco em regime de imersão num lugar afastado e com estúdio disponível o dia inteiro. Sempre vi documentários como o Funky Monks, do Red Hot, ou o Stones in Exile, dos Stones, e ficava querendo vivenciar pelo menos um dia daqueles. Acabei vivenciando oito, bem intensos, lá na Gargolândia, em São Paulo.

Você tem alguma estratégia de arrecadação para os últimos dias?

A campanha tem pouco mais de uma semana pela frente e nessa reta final liberei a primeira música do disco para audição [“Transbordar”], que escrevi pro meu filho, de dois anos. Ouvindo-a já dá para espiar como ficou o som e a atmosfera desse trabalho. Também deve rolar mais uma “crowdfesta”, que é um show que comecei organizando pra arrecadar para a campanha, mas acabou agregando um monte de gente, tanto na plateia quanto no palco, e que tudo indica que já vai chegar à terceira edição em apenas um mês. No mais, conto muito com o apoio dos fãs e do universo.

Como foi trabalhar com um produtor tão experiente quanto Alê Siqueira? Como aconteceu esse encontro?

Comecei a trabalhar com o Alê por meio do Porto Iracema das Artes, onde o Dois Olhos começou a ser concebido. Anualmente, eles selecionam cinco projetos musicais para apoiar e uma das formas de apoio é conseguir um músico ou produtor de sua livre escolha para acompanhar e desenvolver o projeto. Alê foi minha primeira opção e fiquei muito feliz quando soube que ele topou. Desde os primeiros ensaios já tivemos uma afinidade muito bacana, tanto estética quanto na forma de trabalhar, especialmente com as partituras e a escuta. É um sujeito simples e generoso, que soube realmente tirar o melhor do nosso som. Sem contar que o cara é uma enciclopédia musical ambulante!

Ouça “Transbordar”: 

https://www.youtube.com/watch?v=sTwRJms_qUM