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Charles Bradley enche São Paulo de amor e soul music

por em 25/05/2015
Char
les Bradley – 23 de maio – SESC Pompeia/São Paulo Por Rodrigo Amaral da Rocha Três anos após cantar e emocionar o público na Praça da República, durante a Virada Cultural de 2012, o palco de Charles Bradley no Brasil foi o do Sesc Pompeia desta vez, também em São Paulo. Sem lágrimas, mas não menos emocionante, o soul man fez uma apresentação grandiosa. A impressão é estar de frente com uma verdadeira lenda do soul. Não seria exagero a alcunha, mas Bradley, apesar dos 66 anos, tem uma carreira curta: são dois álbuns lançados, sendo o primeiro de 2011. A referência do cantor, sim, é de uma lenda do soul. Difícil não vir a mente a figura de James Brown. A extravagante roupa vermelha cheia de brilhos, a intensa performance e, claro, o baita vozeirão. Tudo remete ao cantor que Bradley imitava durante seu início de carreira no Brooklyn, em Nova Iorque. Por trás da rouquidão de Bradley, quem o acompanha é a excelente e jovem The Menahan Street Band. O hepteto segura a onda em alguns momentos do show, como quando Bradley sai de cena para trocar o figurino vermelho por um preto “mais discreto”. A tônica do show de Bradley é sobre amor. O romantismo está nas suas letras, no discurso e até nos coraçõezinhos – simpáticos e sem jeito - feitos o tempo todo com a mão para a plateia. Os funkões, como “Ain’t It A Sin”, empolgavam, mas o ponto alto está mesmo nas baladas “Why Is It So Hard” e “Strictly Reserve For You”. É aí que Bradley coloca toda a sua alma e a plateia percebe e vai junto. Charles Bradley abusa das suas referências e pouco inova no gênero, mas e daí? Sua música é de verdade e, enquanto existirem 'Bradleys' por aí, a música agradece. Foto:  Ricardo Azarite/reprodução Facebook SESC Pompeia
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Charles Bradley enche São Paulo de amor e soul music

por em 25/05/2015
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les Bradley – 23 de maio – SESC Pompeia/São Paulo Por Rodrigo Amaral da Rocha Três anos após cantar e emocionar o público na Praça da República, durante a Virada Cultural de 2012, o palco de Charles Bradley no Brasil foi o do Sesc Pompeia desta vez, também em São Paulo. Sem lágrimas, mas não menos emocionante, o soul man fez uma apresentação grandiosa. A impressão é estar de frente com uma verdadeira lenda do soul. Não seria exagero a alcunha, mas Bradley, apesar dos 66 anos, tem uma carreira curta: são dois álbuns lançados, sendo o primeiro de 2011. A referência do cantor, sim, é de uma lenda do soul. Difícil não vir a mente a figura de James Brown. A extravagante roupa vermelha cheia de brilhos, a intensa performance e, claro, o baita vozeirão. Tudo remete ao cantor que Bradley imitava durante seu início de carreira no Brooklyn, em Nova Iorque. Por trás da rouquidão de Bradley, quem o acompanha é a excelente e jovem The Menahan Street Band. O hepteto segura a onda em alguns momentos do show, como quando Bradley sai de cena para trocar o figurino vermelho por um preto “mais discreto”. A tônica do show de Bradley é sobre amor. O romantismo está nas suas letras, no discurso e até nos coraçõezinhos – simpáticos e sem jeito - feitos o tempo todo com a mão para a plateia. Os funkões, como “Ain’t It A Sin”, empolgavam, mas o ponto alto está mesmo nas baladas “Why Is It So Hard” e “Strictly Reserve For You”. É aí que Bradley coloca toda a sua alma e a plateia percebe e vai junto. Charles Bradley abusa das suas referências e pouco inova no gênero, mas e daí? Sua música é de verdade e, enquanto existirem 'Bradleys' por aí, a música agradece. Foto:  Ricardo Azarite/reprodução Facebook SESC Pompeia