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Chris Cornell relembra ascensão do grunge

por em 23/11/2014
Em e
ntrevista à Billboard americana, Chris Cornell, líder do Soundgarden, relembrou a ascensão do grunge ao mainstream no início dos anos 90. De acordo com o músico, a ansiedade pela escalada de seu grupo ao topo foi como uma “fusão existencial”. “Começou quando uma pequena cena indie local se tornou internacional”, disse. “Nós dividíamos tempo na TV e espaços em revistas com coisas que considerávamos ‘o inimigo’ – além de bandas que foram apresentadas de uma maneira que nós éramos contra quando começamos. Nós líamos sobre o Soundgarden e, ao virar a página, víamos o Poison e pensávamos: ‘será que somos a mesma coisa?’” Cornell relembra que, no início, foi relutante com a ideia de que comerciais de TV e estações de rádio estavam utilizando as canções de sua banda. Segundo o músico, sua mentalidade mudou quando ouviu o Soundgarden na famosa rádio KROQ, de Los Angeles. “Se uma banda indie pode fazer isso, várias podem. Isso foi o início das mudanças.” Assim que o grunge chegou ao mainstream, outros grupos de Seattle criticaram o Soundgarden por ter assinado com uma grande gravadora. Mas foi só uma questão de tempo para os conterrâneos mudarem de opinião. “Eles nos chamaram de ‘vendidos’ e também assinaram no mesmo ano”, lembra Cornell. Com o sucesso gradual, o Soundgarden contornou suas crises “anticomerciais”. Na época da turnê com o Skid Row, em 1992, foi decidido que excluir parte da audiência por achar que ela não “entendia” a mensagem do grupo era elitista e errado, conta Cornell. “Se, quando eu ouvisse meus discos aos 17 anos, alguém tivesse me dito ‘não queremos que você goste de nós, porque não gostamos de você’, eu não seria o amante de música que sou hoje.” Assista ao vídeo (em inglês) da entrevista de Chris Cornell:
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1
Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
2
Saudade
Eduardo Costa
3
Amor Da Sua Cama
Felipe Araújo
4
Dona Maria (Part. Jorge)
Thiago Brava
5
Não Era Você
João Bosco & Vinicius
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Chris Cornell relembra ascensão do grunge

por em 23/11/2014
Em e
ntrevista à Billboard americana, Chris Cornell, líder do Soundgarden, relembrou a ascensão do grunge ao mainstream no início dos anos 90. De acordo com o músico, a ansiedade pela escalada de seu grupo ao topo foi como uma “fusão existencial”. “Começou quando uma pequena cena indie local se tornou internacional”, disse. “Nós dividíamos tempo na TV e espaços em revistas com coisas que considerávamos ‘o inimigo’ – além de bandas que foram apresentadas de uma maneira que nós éramos contra quando começamos. Nós líamos sobre o Soundgarden e, ao virar a página, víamos o Poison e pensávamos: ‘será que somos a mesma coisa?’” Cornell relembra que, no início, foi relutante com a ideia de que comerciais de TV e estações de rádio estavam utilizando as canções de sua banda. Segundo o músico, sua mentalidade mudou quando ouviu o Soundgarden na famosa rádio KROQ, de Los Angeles. “Se uma banda indie pode fazer isso, várias podem. Isso foi o início das mudanças.” Assim que o grunge chegou ao mainstream, outros grupos de Seattle criticaram o Soundgarden por ter assinado com uma grande gravadora. Mas foi só uma questão de tempo para os conterrâneos mudarem de opinião. “Eles nos chamaram de ‘vendidos’ e também assinaram no mesmo ano”, lembra Cornell. Com o sucesso gradual, o Soundgarden contornou suas crises “anticomerciais”. Na época da turnê com o Skid Row, em 1992, foi decidido que excluir parte da audiência por achar que ela não “entendia” a mensagem do grupo era elitista e errado, conta Cornell. “Se, quando eu ouvisse meus discos aos 17 anos, alguém tivesse me dito ‘não queremos que você goste de nós, porque não gostamos de você’, eu não seria o amante de música que sou hoje.” Assista ao vídeo (em inglês) da entrevista de Chris Cornell: