NOTÍCIAS

Cidade Verde Sounds protesta em novo álbum

por em 12/11/2015
P
or Marcos Lauro
Desde 2005, a dupla Guilherme Adonai e Paulo Dub Mastor usam o Cidade Verde Sounds para transmitir suas ideias. Se a raiz do reggae é ser uma música de protesto, eles utilizam essa vertente muito bem – mas sem esquecer do lado “festa” do ritmo. O grupo lança agora o seu 3º álbum, O Jogo. O trabalho foi idealizado na Jamaica em 2014 e pelo menos três músicas foram produzidas no Tuff Gong, estúdio que pertenceu a Bob Marley: “Rebelde Na Esquina”, “Hoje” e “O Que A Vida Traz”. A Billboard Brasil conversou com a dupla: O reggae é, na sua raiz, uma música de protesto e vocês seguem essa linha no disco. Como vocês dividem essa coisa de protesto x diversão no trabalho da banda? Tentamos sempre levar alegria e bons sentimentos através da nossa música, mas sem deixar de lado a militância. O reggae surgiu como uma música de protesto e expressão dos guetos de Kingston, Jamaica, e veio para o Brasil inicialmente com essa mesma característica. Acho que existe espaço para falar de tudo dentro do reggae, mas essa essência crítica e contundente não pode ser perdida. A música tem poder de mudar pessoas, de influenciar comportamentos, e no fim todos querem um mundo melhor no futuro, certo? A gente percebe as festas de reggae cada vez mais lotadas, especialmente em São Paulo. Como vocês avaliam o gênero no Brasil hoje? O reggae é amado e respeitado em todos os cantos do mundo. No fim todo mundo gosta de reggae, de Bob Marley a Gilberto Gil. Desde os anos 1980/1990, bandas como Cidade Negra e Paralamas tocaram em novelas e se tornaram parte do mainstream, fazendo muito barulho. Steel Pulse foi atração principal do antigo Hollywood Rock e agora o Cidade Negra se apresentou no Palco Mundo do Rock in Rio. Isso é prova de que o reggae sempre esteve muito vivo. Fazemos parte de uma nova geração influenciada pelo rap e o dancehall, que tem chacoalhado a Europa e os EUA com artistas como Chronixx, Damian Marley e Soja, e essa onda tem chegado por aqui. Nosso trabalho tem crescido muito junto com o de outras bandas e artistas. Estamos num ótimo momento e muito animados com a cena atual. “É Proibido” tem sampler de Roberto Carlos. Qual a história dessa música? Seria uma “atualização”, de “É Proibido Fumar”, tocando mais diretamente no assunto? Ela foi feita originalmente como uma atualização "esfumaçada" da música do rei Roberto. Infelizmente a gravadora não autorizou o lançamento como estava e tivemos que alterar o sampler, o nome e alguns versos da letra para o lançamento oficial. A música é uma crítica à atual política de drogas do país, especificamente no que diz respeito a maconha, que é usada como remédio e sacramento em diversas situações religiosas e ainda é vista com tanto preconceito e desentendimento. Levantamos essa bandeira, pois queremos um país com mais liberdade, livre do tráfico e com menos violência urbana. Ouça O Jogo:
  • HOT 100
    BRASIL
  • BILLBOARD
    200
  • HOT 100
    EUA
1
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
2
Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
3
Saudade
Eduardo Costa
4
Amor Da Sua Cama
Felipe Araújo
5
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
RANKING COMPLETO
NOTÍCIAS

Cidade Verde Sounds protesta em novo álbum

por em 12/11/2015
P
or Marcos Lauro
Desde 2005, a dupla Guilherme Adonai e Paulo Dub Mastor usam o Cidade Verde Sounds para transmitir suas ideias. Se a raiz do reggae é ser uma música de protesto, eles utilizam essa vertente muito bem – mas sem esquecer do lado “festa” do ritmo. O grupo lança agora o seu 3º álbum, O Jogo. O trabalho foi idealizado na Jamaica em 2014 e pelo menos três músicas foram produzidas no Tuff Gong, estúdio que pertenceu a Bob Marley: “Rebelde Na Esquina”, “Hoje” e “O Que A Vida Traz”. A Billboard Brasil conversou com a dupla: O reggae é, na sua raiz, uma música de protesto e vocês seguem essa linha no disco. Como vocês dividem essa coisa de protesto x diversão no trabalho da banda? Tentamos sempre levar alegria e bons sentimentos através da nossa música, mas sem deixar de lado a militância. O reggae surgiu como uma música de protesto e expressão dos guetos de Kingston, Jamaica, e veio para o Brasil inicialmente com essa mesma característica. Acho que existe espaço para falar de tudo dentro do reggae, mas essa essência crítica e contundente não pode ser perdida. A música tem poder de mudar pessoas, de influenciar comportamentos, e no fim todos querem um mundo melhor no futuro, certo? A gente percebe as festas de reggae cada vez mais lotadas, especialmente em São Paulo. Como vocês avaliam o gênero no Brasil hoje? O reggae é amado e respeitado em todos os cantos do mundo. No fim todo mundo gosta de reggae, de Bob Marley a Gilberto Gil. Desde os anos 1980/1990, bandas como Cidade Negra e Paralamas tocaram em novelas e se tornaram parte do mainstream, fazendo muito barulho. Steel Pulse foi atração principal do antigo Hollywood Rock e agora o Cidade Negra se apresentou no Palco Mundo do Rock in Rio. Isso é prova de que o reggae sempre esteve muito vivo. Fazemos parte de uma nova geração influenciada pelo rap e o dancehall, que tem chacoalhado a Europa e os EUA com artistas como Chronixx, Damian Marley e Soja, e essa onda tem chegado por aqui. Nosso trabalho tem crescido muito junto com o de outras bandas e artistas. Estamos num ótimo momento e muito animados com a cena atual. “É Proibido” tem sampler de Roberto Carlos. Qual a história dessa música? Seria uma “atualização”, de “É Proibido Fumar”, tocando mais diretamente no assunto? Ela foi feita originalmente como uma atualização "esfumaçada" da música do rei Roberto. Infelizmente a gravadora não autorizou o lançamento como estava e tivemos que alterar o sampler, o nome e alguns versos da letra para o lançamento oficial. A música é uma crítica à atual política de drogas do país, especificamente no que diz respeito a maconha, que é usada como remédio e sacramento em diversas situações religiosas e ainda é vista com tanto preconceito e desentendimento. Levantamos essa bandeira, pois queremos um país com mais liberdade, livre do tráfico e com menos violência urbana. Ouça O Jogo: