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Claudia Leitte promove “aliança feminina” em nova música

“Lacradora”, parceria com Maiara & Maraisa, chega às plataformas de streaming nesta sexta-feira (08/12), mas já causou polêmica nas redes sociais

por Rebecca Silva em 07/12/2017

A cantora Claudia Leitte recebeu há uma semana, em um hotel de São Paulo, cerca de dez jornalistas para a audição, em primeira mão, de seu novo single “Lacradora”, parceria com Maiara & Maraisa que chega às plataformas digitais nesta sexta-feira (08/12). No texto de divulgação, a música é descrita como feita para “falar de sororidade e aliança feminina”.

Mas não foi essa a minha primeira impressão ao ouvir a música e nem de muitas pessoas nas redes sociais quando a letra do single foi divulgada, no início dessa semana. O refrão “Copo na mão/E as inimigas no chão”, a menção a “recalcadas” e “As inimigas tomam pisão” não combinam com a mensagem de sororidade, se aproximando muito mais do senso comum de que mulheres competem entre si e criam intriga umas com as outras. Gerou polêmica nas redes, mas isso é algo que a própria Claudia fez questão de frisar durante o papo com os jornalistas. “Falei com o Tierry [compositor da faixa, em parceria com Topera] sobre isso. Eu não queria que tivesse uma mensagem oposta à sororidade. Mulheres não são inimigas. Quando gravei, as inimigas eram os sentimentos femininos: inveja, mentira, falsidade, arrogância. As inimigas da mulher. Não uma mulher contra a outra”. Segundo a cantora, isso ficará ainda mais claro no clipe, que será gravado este mês e terá a direção de Mess Santos (“Baldin de Gelo”, “Taquitá”).

Claudia Leitte 3 por Yuri Sardenberg e Aninha Monteiro
Divulgação/Yuri Sardenberg e Aninha Monteiro

É interessante notar, em meio a polêmica, que Claudia não é a primeira e não será a última mulher a cantar sobre recalque na música brasileira, termo que ficou em alta nos últimos anos. Porém, também foi ela que, em 2004, já estava cantando em uma posição de mulher empoderada contra o machismo em “Safado, Cachorro, Sem Vergonha” e “Cai Fora”. Recentemente, mostrou em cima do palco a tão falada sororidade ao “duelar” com Anitta e Karol Conká na festa Combatchy e dar show de parceria e amizade. Aliás, com Anitta, promete colaboração em breve. “Nos encontramos no avião, viajamos 12 horas juntas. Foi muito massa, produtivo. É bom pra ela e pra mim, renova para os dois lados. Tenho tempo de carreira e um público considerável, mas ela tem um público mais jovem que está na internet, que vota, que divulga e fazemos essa troca. É um escambo muito bom. A gente se combinou nas ideias. Entendo o que ela sente porque já vivi coisas parecidas”, contou.

CLAUDIA LEITTE LIDERA RANKING DE LIVES MAIS ASSISTIDOS NO FACEBOOK

“Lacradora”, que seria lançada antes, ficou no banco de reserva por alguns meses porque “Baldin De Gelo” apareceu e conquistou a cantora. A ideia de convidar Maiara & Maraisa surgiu após um encontro nos bastidores de um programa de TV. “Foi tudo muito espontâneo. Senti que elas tinham a atitude e força da faixa. Elas adoraram, gravaram no dia seguinte. É muito bom cantar com quem tem atitude”, contou Claudia.

Sobre as críticas que recebe na internet, a cantora afirma que aprendeu a lidar com a situação e que seus próprios fãs criaram uma barreira para defendê-la, mas que apanhou muito até chegar na fase mais zen que está hoje. “No início, eles respondiam e eu também. Com o tempo, fomos ficando mais lacradores. Se depender de mim para crescer, não vai, não. Estão só esperando eu responder [para repercutir]. No impulso, sentimento, eu respondia na lata. Aprendi. Tem gente que não acha que artista, celebridade, é gente. É um ser humano comum que erra. Mas as pessoas não aceitam. A televisão e o palco têm disso”, explicou.

Para o próximo ano, ela reserva “Carnaval”, faixa gravada em parceria com Pitbull e que ganhará duas versões: inglês/português e inglês/espanhol. Os clipes, inclusive, já foram gravados. Nessa temporada que passou trabalhando nos Estados Unidos, gravou mais de 35 faixas e garante: não quer deixar nenhuma de fora do calendário de lançamentos. “Para dar certo lá fora, não basta cantar em espanhol, em inglês, fazer parcerias ou ter contrato com a Roc Nation. Foi preciso me destruir. Não é tão fácil assim, não vou furar fila só porque já fiz sucesso aqui”.

Em 2018, Claudia completa 10 anos de carreira solo, mas as comemorações já começaram: ela lançou em agosto, em Salvador, a turnê Claudia 10, em que conta toda a sua trajetória na música e o formato Prainha da Claudinha, lançado em outubro, no Rio, com duração de quatro horas e palcos diferentes.

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1
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
2
Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
3
Saudade
Eduardo Costa
4
Amor Da Sua Cama
Felipe Araújo
5
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
RANKING COMPLETO
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Claudia Leitte promove “aliança feminina” em nova música

“Lacradora”, parceria com Maiara & Maraisa, chega às plataformas de streaming nesta sexta-feira (08/12), mas já causou polêmica nas redes sociais

por Rebecca Silva em 07/12/2017

A cantora Claudia Leitte recebeu há uma semana, em um hotel de São Paulo, cerca de dez jornalistas para a audição, em primeira mão, de seu novo single “Lacradora”, parceria com Maiara & Maraisa que chega às plataformas digitais nesta sexta-feira (08/12). No texto de divulgação, a música é descrita como feita para “falar de sororidade e aliança feminina”.

Mas não foi essa a minha primeira impressão ao ouvir a música e nem de muitas pessoas nas redes sociais quando a letra do single foi divulgada, no início dessa semana. O refrão “Copo na mão/E as inimigas no chão”, a menção a “recalcadas” e “As inimigas tomam pisão” não combinam com a mensagem de sororidade, se aproximando muito mais do senso comum de que mulheres competem entre si e criam intriga umas com as outras. Gerou polêmica nas redes, mas isso é algo que a própria Claudia fez questão de frisar durante o papo com os jornalistas. “Falei com o Tierry [compositor da faixa, em parceria com Topera] sobre isso. Eu não queria que tivesse uma mensagem oposta à sororidade. Mulheres não são inimigas. Quando gravei, as inimigas eram os sentimentos femininos: inveja, mentira, falsidade, arrogância. As inimigas da mulher. Não uma mulher contra a outra”. Segundo a cantora, isso ficará ainda mais claro no clipe, que será gravado este mês e terá a direção de Mess Santos (“Baldin de Gelo”, “Taquitá”).

Claudia Leitte 3 por Yuri Sardenberg e Aninha Monteiro
Divulgação/Yuri Sardenberg e Aninha Monteiro

É interessante notar, em meio a polêmica, que Claudia não é a primeira e não será a última mulher a cantar sobre recalque na música brasileira, termo que ficou em alta nos últimos anos. Porém, também foi ela que, em 2004, já estava cantando em uma posição de mulher empoderada contra o machismo em “Safado, Cachorro, Sem Vergonha” e “Cai Fora”. Recentemente, mostrou em cima do palco a tão falada sororidade ao “duelar” com Anitta e Karol Conká na festa Combatchy e dar show de parceria e amizade. Aliás, com Anitta, promete colaboração em breve. “Nos encontramos no avião, viajamos 12 horas juntas. Foi muito massa, produtivo. É bom pra ela e pra mim, renova para os dois lados. Tenho tempo de carreira e um público considerável, mas ela tem um público mais jovem que está na internet, que vota, que divulga e fazemos essa troca. É um escambo muito bom. A gente se combinou nas ideias. Entendo o que ela sente porque já vivi coisas parecidas”, contou.

CLAUDIA LEITTE LIDERA RANKING DE LIVES MAIS ASSISTIDOS NO FACEBOOK

“Lacradora”, que seria lançada antes, ficou no banco de reserva por alguns meses porque “Baldin De Gelo” apareceu e conquistou a cantora. A ideia de convidar Maiara & Maraisa surgiu após um encontro nos bastidores de um programa de TV. “Foi tudo muito espontâneo. Senti que elas tinham a atitude e força da faixa. Elas adoraram, gravaram no dia seguinte. É muito bom cantar com quem tem atitude”, contou Claudia.

Sobre as críticas que recebe na internet, a cantora afirma que aprendeu a lidar com a situação e que seus próprios fãs criaram uma barreira para defendê-la, mas que apanhou muito até chegar na fase mais zen que está hoje. “No início, eles respondiam e eu também. Com o tempo, fomos ficando mais lacradores. Se depender de mim para crescer, não vai, não. Estão só esperando eu responder [para repercutir]. No impulso, sentimento, eu respondia na lata. Aprendi. Tem gente que não acha que artista, celebridade, é gente. É um ser humano comum que erra. Mas as pessoas não aceitam. A televisão e o palco têm disso”, explicou.

Para o próximo ano, ela reserva “Carnaval”, faixa gravada em parceria com Pitbull e que ganhará duas versões: inglês/português e inglês/espanhol. Os clipes, inclusive, já foram gravados. Nessa temporada que passou trabalhando nos Estados Unidos, gravou mais de 35 faixas e garante: não quer deixar nenhuma de fora do calendário de lançamentos. “Para dar certo lá fora, não basta cantar em espanhol, em inglês, fazer parcerias ou ter contrato com a Roc Nation. Foi preciso me destruir. Não é tão fácil assim, não vou furar fila só porque já fiz sucesso aqui”.

Em 2018, Claudia completa 10 anos de carreira solo, mas as comemorações já começaram: ela lançou em agosto, em Salvador, a turnê Claudia 10, em que conta toda a sua trajetória na música e o formato Prainha da Claudinha, lançado em outubro, no Rio, com duração de quatro horas e palcos diferentes.