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Claudio Costa fala sobre temporada em Nova York e novo EP

por em 25/08/2015

Por Bruna Gonçalves Serur

O músico carioca Cláudio Costa lançou, no final de julho, o clipe de "Moderninha", o primeiro do EP Saia De Mim. As imagens, gravadas em 2013 durante uma turnê em Nova York, são registros de Cláudio acompanhando shows de artistas como Denlacey e The Paper Box.

A Billboard Brasil conversou com Cláudio Costa, que fará um show de lançamento do EP no dia 10 de setembro, no Rio de Janeiro, sobre o tempo que ele passou viajando com Gabriel, O Pensador, Malhação – quando fazia parte da banda Primadonna, “Tudo é Passageiro” fez parte da trilha sonora do seriado, em 2008 – e o futuro.

“Tenho mil projetos em mente, mas, por hora, estou concentrado no lançamento físico do Saia de Mim. Quero levá-lo para todos os cantos do Brasil e participar dos festivais, quero trocar com outros artistas”, contou Claudio Costa. “Tem muitos festivais bacanas rolando aqui no Rio... Por exemplo, o Imperator Novo Rock, que abre um super espaço para as bandas independentes, o DoSol, em Natal, o Bananada... Enfim, tem muita coisa legal que eu quero fazer”.

Como foram essas experiências fora do país, os shows pela Europa com Gabriel, O Pensador, e em Nova York? Os shows com o Gabriel foram incríveis. Tive a oportunidade de tocar em festivais muito bacanas como o Sumol Summer Festival em Portugal. A gente também fez um show no meio de uma arena de tourada desativada para o MEO Like Music em stream ao vivo... A transmissão chegou a ter mais de um milhão de pessoas assistindo ao mesmo tempo. Esse tipo de interatividade e os festivais são as coisas que mais chamam a minha atenção no mundo. Nova York foi uma outra pegada! Tudo começou quando uma americana, na época namorada de um amigo, assistiu a um show meu no Rio e achou que eu tinha que levar esse show para lá. Conversamos, fiquei com um pouco de medo, mas em pouco tempo ela já tinha conseguido marcar nove shows em 20 e poucos dias – ela meio que assumiu o papel de manager internacional. Não tinha como não ir. Foi uma correria. Só consegui um apartamento para mim e para a banda um dia antes de todo mundo chegar e fomos morar no Harlem. Não tínhamos nenhuma estrutura fantástica, mas tanto eu quanto a banda estávamos muito empolgados! Os shows foram do caralho, eu mal falava inglês. As letras eram quase todas em português, mas tinha uma troca com o público que era animal! É claro que tivemos "derrotas", como não ter nenhuma pessoa na plateia ou chegar no lugar e não ter bateria e ter que inventar um acústico. Mas a experiência de 20 dias foi o suficiente para eu querer ficar. A banda voltou para o Brasil e eu fiquei lá por mais cinco meses, mudando de casa, de bairro, de colegas de quarto, morei em outro três lugares: Chelsea, Brooklyn e Ridgewood.

E o processo de criação e produção desse novo EP? As minhas composições refletem muito as coisas que eu sinto, mas não estou sempre falando de mim, sei lá, uma das músicas do EP eu fiz por causa do fim do relacionamento de um casal de amigos... E eu não entrevistei os dois, sabe [risos]?! É a minha sensação a respeito daquele romance. Eu já tinha alguns esboços, mas foi nesse tempo em Nova York que as músicas do meu primeiro EP amadureceram e eu pude compor muita coisa.  Por isso, meu primeiro clipe (da música "Moderninha") não podia ser diferente: é só com imagens dessa temporada em NY. Assim que voltei para o Brasil, entrei em contato com o Ricardo Rodrigues, um amigo de longa data, e disse que tinha umas músicas e queria gravar. Ele se amarrou nas músicas e pilhou de produzir.  Alguns meses depois gravamos no Estúdio Yahoo, no RJ, e o Ricardo mixou no R2 Studio. Para a nossa sorte, conseguimos masterizar no Abbey Road com o Chris Wright, um cara que tanto eu, quanto o Ricardo, somos fãs – além disso, ele já trabalhou com nomes como, por exemplo, Muse e Paul McCartney.

Você sentiu alguma mudança na sua carreira após a trilha de Malhação? Na época, eu senti... Tinha 20 anos, era guitarrista, estava morando sozinho pela primeira vez. Minha banda [Primadonna] nessa época foi indicada ao Prêmio Multishow [2009], na categoria Revelação, mas perdemos para a Banda Cine. Foi uma época interessante... Sim, eu tenho vontade de ter mais músicas em novelas assim como, também, no cinema e no teatro. A trilha sonora é algo que me fascina, escrever sobre um tema ou personagem é bastante interessante.

Veja ”Moderninha”: 

https://www.youtube.com/watch?v=BPXYwXO9H74
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por em 25/08/2015

Por Bruna Gonçalves Serur

O músico carioca Cláudio Costa lançou, no final de julho, o clipe de "Moderninha", o primeiro do EP Saia De Mim. As imagens, gravadas em 2013 durante uma turnê em Nova York, são registros de Cláudio acompanhando shows de artistas como Denlacey e The Paper Box.

A Billboard Brasil conversou com Cláudio Costa, que fará um show de lançamento do EP no dia 10 de setembro, no Rio de Janeiro, sobre o tempo que ele passou viajando com Gabriel, O Pensador, Malhação – quando fazia parte da banda Primadonna, “Tudo é Passageiro” fez parte da trilha sonora do seriado, em 2008 – e o futuro.

“Tenho mil projetos em mente, mas, por hora, estou concentrado no lançamento físico do Saia de Mim. Quero levá-lo para todos os cantos do Brasil e participar dos festivais, quero trocar com outros artistas”, contou Claudio Costa. “Tem muitos festivais bacanas rolando aqui no Rio... Por exemplo, o Imperator Novo Rock, que abre um super espaço para as bandas independentes, o DoSol, em Natal, o Bananada... Enfim, tem muita coisa legal que eu quero fazer”.

Como foram essas experiências fora do país, os shows pela Europa com Gabriel, O Pensador, e em Nova York? Os shows com o Gabriel foram incríveis. Tive a oportunidade de tocar em festivais muito bacanas como o Sumol Summer Festival em Portugal. A gente também fez um show no meio de uma arena de tourada desativada para o MEO Like Music em stream ao vivo... A transmissão chegou a ter mais de um milhão de pessoas assistindo ao mesmo tempo. Esse tipo de interatividade e os festivais são as coisas que mais chamam a minha atenção no mundo. Nova York foi uma outra pegada! Tudo começou quando uma americana, na época namorada de um amigo, assistiu a um show meu no Rio e achou que eu tinha que levar esse show para lá. Conversamos, fiquei com um pouco de medo, mas em pouco tempo ela já tinha conseguido marcar nove shows em 20 e poucos dias – ela meio que assumiu o papel de manager internacional. Não tinha como não ir. Foi uma correria. Só consegui um apartamento para mim e para a banda um dia antes de todo mundo chegar e fomos morar no Harlem. Não tínhamos nenhuma estrutura fantástica, mas tanto eu quanto a banda estávamos muito empolgados! Os shows foram do caralho, eu mal falava inglês. As letras eram quase todas em português, mas tinha uma troca com o público que era animal! É claro que tivemos "derrotas", como não ter nenhuma pessoa na plateia ou chegar no lugar e não ter bateria e ter que inventar um acústico. Mas a experiência de 20 dias foi o suficiente para eu querer ficar. A banda voltou para o Brasil e eu fiquei lá por mais cinco meses, mudando de casa, de bairro, de colegas de quarto, morei em outro três lugares: Chelsea, Brooklyn e Ridgewood.

E o processo de criação e produção desse novo EP? As minhas composições refletem muito as coisas que eu sinto, mas não estou sempre falando de mim, sei lá, uma das músicas do EP eu fiz por causa do fim do relacionamento de um casal de amigos... E eu não entrevistei os dois, sabe [risos]?! É a minha sensação a respeito daquele romance. Eu já tinha alguns esboços, mas foi nesse tempo em Nova York que as músicas do meu primeiro EP amadureceram e eu pude compor muita coisa.  Por isso, meu primeiro clipe (da música "Moderninha") não podia ser diferente: é só com imagens dessa temporada em NY. Assim que voltei para o Brasil, entrei em contato com o Ricardo Rodrigues, um amigo de longa data, e disse que tinha umas músicas e queria gravar. Ele se amarrou nas músicas e pilhou de produzir.  Alguns meses depois gravamos no Estúdio Yahoo, no RJ, e o Ricardo mixou no R2 Studio. Para a nossa sorte, conseguimos masterizar no Abbey Road com o Chris Wright, um cara que tanto eu, quanto o Ricardo, somos fãs – além disso, ele já trabalhou com nomes como, por exemplo, Muse e Paul McCartney.

Você sentiu alguma mudança na sua carreira após a trilha de Malhação? Na época, eu senti... Tinha 20 anos, era guitarrista, estava morando sozinho pela primeira vez. Minha banda [Primadonna] nessa época foi indicada ao Prêmio Multishow [2009], na categoria Revelação, mas perdemos para a Banda Cine. Foi uma época interessante... Sim, eu tenho vontade de ter mais músicas em novelas assim como, também, no cinema e no teatro. A trilha sonora é algo que me fascina, escrever sobre um tema ou personagem é bastante interessante.

Veja ”Moderninha”: 

https://www.youtube.com/watch?v=BPXYwXO9H74