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Clipe de “Wildest Dreams” é acusado de reviver colonialismo branco

por em 02/09/2015

Taylor Swift lançou o clipe do single "Wildest Dreams", com a participação do ator Scott Eastwood, no domingo (30/08), durante o VMAs, e está recebendo duras críticas pela produção.

O vídeo, gravado em uma locação não divulgada na África e dirigido por Joseph Kahn – responsável também pelos sucessos “Blank Space” e “Bad Blood” –, conta a história de dois atores na década de 1950 que têm um relacionamento enquanto gravam um filme na África. A jornalista Madeleine Davies, do site Jezebel, descreveu a sinopse como o encontro do Hollywood clássico com a África. "É tudo paixão e desejo enquanto eles estão no set (não é engraçado como as coisas ficam selvagens na África?), mas quando voltam para Hollywood e gravam em um cenário, nossos pobres colonizadores não conseguem ficar juntos".

Muitos veículos observaram que o clipe mostra apenas pessoas brancas. Madeleine escreveu: "bizarramente, nenhuma pessoa negra é vista. Taylor Swift foi para a África para filmar um clipe e só há pessoas brancas nele", lê-se o título de um artigo publicado no Fader. Tanto o The Huffington Post quanto o Mic e o The Daily Dot criticaram Taylor pela produção.

A repórter Lauren Duca, do Huffington Post, disse que o vídeo encarna o colonialismo branco: "Ao invés da apropriação cultural, que é quase o status quo da música pop hoje, Swift optou pela ousadia, incorporando apenas a exploração política de uma região e seu povo", escreveu.

Nico Lang, do The Daily Dot, afirmou que o vídeo tem um grande problema racial: "O clipe quer ter o seu próprio romance de filmes clássicos de Hollywood, mas termina caindo também no racismo dos clássicos de Hollywood", escreveu Lang, acrescentando, "Só porque você representa algo no passado ou faz um tributo a ele, não significa que você precise para recriar seus piores aspectos”.

Zak Cheney-Rice, do Mic, falou sobre a história do colonialismo branco na África. "A narrativa do vídeo, de pessoas brancas encontrando romance em uma terra devastada pela violência colonial, não é apenas algo que não está na história, mas também mostra símbolos que as pessoas da África têm tentado dissipar por anos", escreveu Cheney-Rice.

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Clipe de “Wildest Dreams” é acusado de reviver colonialismo branco

por em 02/09/2015

Taylor Swift lançou o clipe do single "Wildest Dreams", com a participação do ator Scott Eastwood, no domingo (30/08), durante o VMAs, e está recebendo duras críticas pela produção.

O vídeo, gravado em uma locação não divulgada na África e dirigido por Joseph Kahn – responsável também pelos sucessos “Blank Space” e “Bad Blood” –, conta a história de dois atores na década de 1950 que têm um relacionamento enquanto gravam um filme na África. A jornalista Madeleine Davies, do site Jezebel, descreveu a sinopse como o encontro do Hollywood clássico com a África. "É tudo paixão e desejo enquanto eles estão no set (não é engraçado como as coisas ficam selvagens na África?), mas quando voltam para Hollywood e gravam em um cenário, nossos pobres colonizadores não conseguem ficar juntos".

Muitos veículos observaram que o clipe mostra apenas pessoas brancas. Madeleine escreveu: "bizarramente, nenhuma pessoa negra é vista. Taylor Swift foi para a África para filmar um clipe e só há pessoas brancas nele", lê-se o título de um artigo publicado no Fader. Tanto o The Huffington Post quanto o Mic e o The Daily Dot criticaram Taylor pela produção.

A repórter Lauren Duca, do Huffington Post, disse que o vídeo encarna o colonialismo branco: "Ao invés da apropriação cultural, que é quase o status quo da música pop hoje, Swift optou pela ousadia, incorporando apenas a exploração política de uma região e seu povo", escreveu.

Nico Lang, do The Daily Dot, afirmou que o vídeo tem um grande problema racial: "O clipe quer ter o seu próprio romance de filmes clássicos de Hollywood, mas termina caindo também no racismo dos clássicos de Hollywood", escreveu Lang, acrescentando, "Só porque você representa algo no passado ou faz um tributo a ele, não significa que você precise para recriar seus piores aspectos”.

Zak Cheney-Rice, do Mic, falou sobre a história do colonialismo branco na África. "A narrativa do vídeo, de pessoas brancas encontrando romance em uma terra devastada pela violência colonial, não é apenas algo que não está na história, mas também mostra símbolos que as pessoas da África têm tentado dissipar por anos", escreveu Cheney-Rice.