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Com mistureba competente, Fitz & The Tantrums empolga no palco Onix

por em 28/03/2015
ong>Por Maurício Amendola Quando o Fitz & The Tantrums subiu ao palco Onix, às 14h50 em ponto, o público ainda se dirigia ao local para conferir a mistura que vai do soul ao indie em poucos acordes. Mesmo com alguns buracos esparsos pela plateia, o líder da trupe, Michael Fitzpatrick demonstrou empolgação pela primeira vinda da banda ao Brasil, já logo na abertura. “Estamos com seis anos de carreira e queríamos nos apresentar aqui desde quando nos juntamos”, disse o vocalista após a primeira canção, a animada “Get Away”. A mecha grisalha – no melhor estilo Vampira, do X-Men – no topete do enérgico frontman é quase um aviso sobre para qual faixa etária é direcionada um show do Fitz & The Tantrums: todas as idades. E o encontro de diversos gêneros musicais promovido pelo grupo californiano é um sintoma da sonoridade democrática. Há quem os chame de representantes do neo soul e outros os colocam no balaio do indie pop. A verdade é que com a presença de palco hipnótica da bela Noelle Scaggs – que, além do vocal, também dá conta da meia lua –, a cozinha de respeito de baixo, bateria e teclado, e o saxofone venenoso de James King, pouco importa qual caixinha está reservada para o Fitz & The Tantrums. Em canções como “Break The Walls” e “Spark”, era possível ver pessoas de todas as idades dançando e jogando as mãos para cima ao som dos sussurros (grudentos como chiclete) dos dois vocalistas. A festa, às vezes,  soava como pista dos anos 1980 e, em alguns momentos, tinha ares de celebração hipster. Àquela altura, já havia uma multidão assistindo ao show e até quem não parecia grande fã e mal balbuciava as letras ficou curioso para conferir. O ponto alto viria a seguir. Com mais uma demonstração de seu talento, King mandou as primeiras notas de “Sweet Dreams”, do Eurythimics, no sax e o público se incendiou. A cover, mais acelerada e dançante do que a original, foi conduzida principalmente pela carismática Noelle, que a todo instante interagia com a plateia. A moça é performer das mais competentes e até os já cafonas coraçõezinhos com as mãos contaram com a reciprocidade dos presentes. “Out Of My League” e “6 AM” deram início ao combo final, no qual a atmosfera dançante foi mais poderosa ainda. Em “L.O.V”, a penúltima do show, houve mais um momento que credencia a banda como, ao mesmo tempo, revivavilista e “pra frentex”. Num longo solo de sax, James King fez citações que foram de “Tico-Tico No Fubá”, verdadeiro patrimônio cultural tupiniquim, a “Talk Dirty”, hit recente de Jason Derulo. O final da performance impecável do músico – já com a banda na mesma toada – foi uma rápida homenagem a “Groove Is In The Heart”, do Deee-Lite. Com seu principal hit, “The Walker”, o Fitz & The Tantrums se despediu de um público que parecia tão satisfeito com o show quanto a banda.     Foto: Divulgação
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Com mistureba competente, Fitz & The Tantrums empolga no palco Onix

por em 28/03/2015
ong>Por Maurício Amendola Quando o Fitz & The Tantrums subiu ao palco Onix, às 14h50 em ponto, o público ainda se dirigia ao local para conferir a mistura que vai do soul ao indie em poucos acordes. Mesmo com alguns buracos esparsos pela plateia, o líder da trupe, Michael Fitzpatrick demonstrou empolgação pela primeira vinda da banda ao Brasil, já logo na abertura. “Estamos com seis anos de carreira e queríamos nos apresentar aqui desde quando nos juntamos”, disse o vocalista após a primeira canção, a animada “Get Away”. A mecha grisalha – no melhor estilo Vampira, do X-Men – no topete do enérgico frontman é quase um aviso sobre para qual faixa etária é direcionada um show do Fitz & The Tantrums: todas as idades. E o encontro de diversos gêneros musicais promovido pelo grupo californiano é um sintoma da sonoridade democrática. Há quem os chame de representantes do neo soul e outros os colocam no balaio do indie pop. A verdade é que com a presença de palco hipnótica da bela Noelle Scaggs – que, além do vocal, também dá conta da meia lua –, a cozinha de respeito de baixo, bateria e teclado, e o saxofone venenoso de James King, pouco importa qual caixinha está reservada para o Fitz & The Tantrums. Em canções como “Break The Walls” e “Spark”, era possível ver pessoas de todas as idades dançando e jogando as mãos para cima ao som dos sussurros (grudentos como chiclete) dos dois vocalistas. A festa, às vezes,  soava como pista dos anos 1980 e, em alguns momentos, tinha ares de celebração hipster. Àquela altura, já havia uma multidão assistindo ao show e até quem não parecia grande fã e mal balbuciava as letras ficou curioso para conferir. O ponto alto viria a seguir. Com mais uma demonstração de seu talento, King mandou as primeiras notas de “Sweet Dreams”, do Eurythimics, no sax e o público se incendiou. A cover, mais acelerada e dançante do que a original, foi conduzida principalmente pela carismática Noelle, que a todo instante interagia com a plateia. A moça é performer das mais competentes e até os já cafonas coraçõezinhos com as mãos contaram com a reciprocidade dos presentes. “Out Of My League” e “6 AM” deram início ao combo final, no qual a atmosfera dançante foi mais poderosa ainda. Em “L.O.V”, a penúltima do show, houve mais um momento que credencia a banda como, ao mesmo tempo, revivavilista e “pra frentex”. Num longo solo de sax, James King fez citações que foram de “Tico-Tico No Fubá”, verdadeiro patrimônio cultural tupiniquim, a “Talk Dirty”, hit recente de Jason Derulo. O final da performance impecável do músico – já com a banda na mesma toada – foi uma rápida homenagem a “Groove Is In The Heart”, do Deee-Lite. Com seu principal hit, “The Walker”, o Fitz & The Tantrums se despediu de um público que parecia tão satisfeito com o show quanto a banda.     Foto: Divulgação