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Como era o mundo quando Renato Russo morreu

Líder da Legião Urbana não conheceu smartphones e não tinha ideia do que eram redes sociais

Há 20 anos, em outubro de 1996, o mundo era muito diferente. Coisas que, hoje, fazem parte do cotidiano ainda não estavam nem perto de serem inventadas. Veja o smartphone, por exemplo. Já imaginou passar um dia sem o seu? Renato Russo viveu assim: o primeiro iPhone só seria lançado pela Apple 11 anos depois de sua morte.

No Brasil de 1996, se você falasse em redes sociais, é bem provável que as pessoas pensassem em compartilhamento de redes de balanço. Algumas poucas mídias retomam aos anos 1990, mas as primeiras grandes, MySpace e Orkut, só surgiram na década seguinte, em 2003 e 2004, respectivamente.

Na próxima terça-feira (11/10), lembramos os 20 anos sem Renato Russo. Veja a seguir como era o mundo quando Renato Russo morreu:

Redes sociais não existiam

Renato Russo não viu nenhum meio de comunicação instantânea ou rede social. Para falar com os amigos, ia a um bar ou café; para saber das últimas notícias, comprava o jornal na banca; entre outras práticas cada vez mais distantes desde o nascimento do Facebook. Nem as mais antigas redes sociais, como Orkut ou MySpace, estavam perto de serem criadas. Até o ICQ, primeiro programa de comunicação realmente popular, só foi criado depois de sua morte: em novembro de 1996.

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Celulares só serviam para fazer ligação

Em 1996, os celulares eram, de fato, telefones móveis. Muito antes da criação do smartphone (Steve Jobs lançou o iPhone só 11 anos depois, em 2007), os aparelhos até o meio dos anos 1990, como o Motorola StarTAC (foto) ou o Nokia 2100, só tinham uma função: ligar. Nada de WhatsApp, Spotify ou SMS que seja. Até famoso Jogo da Cobrinha só seria realidade no ano seguinte, com o Nokia 6110.

Divulgação

As pessoas viam clipes pela TV

Se mal havia internet no Brasil, imagina YouTube. Um dos mais famosos reprodutores de vídeo da atualidade, ultrapassado recentemente pelo Facebook, foi fundado apenas em 2004. Quem queria ver clipes precisava ligar para o Disk MTV, na época de ouro do canal, apresentado por Sabrina Parlatore. O Fantástico, dominical da TV Globo, também servia para o lançamento de clipes de diversos artistas nacionais e internacionais.

Reprodução

“Macarena" reinava no Hot 100

Se você sempre levou aquela música em inglês e espanhol que as pessoas dançam em final de casamento na brincadeira, saiba que, no final de 1996, “Macarena”, da dupla espanhola Los Del Río, foi um verdadeiro fenômeno mundial. A canção passou nada menos do que 60 semanas no Hot 100 entre 1995 e 1997.

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O Rei do Gado era o sucesso da telinha

A Rede Globo passava na época um dos seus maiores sucessos dos anos 1990: O Rei do Gado. De acordo com o Ibope, a história das famílias Mezenga e Berdinazzi, ao ar entre junho de 1996 e fevereiro de 1997, teve uma média de 53 pontos de audiência.

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Enquanto isso, as crianças viam Os Cavaleiros do Zodíaco

Nem A Hora da Aventura nem Peppa Pig, a bola da vez entre as crianças do meio dos anos 1990 era o anime japonês Os Cavaleiros do Zodíaco. O desenho, exibido na extinta TV Manchete entre 1994 e 1997, fez sucesso antes mesmo das chegadas de Pokémon (1997) e Dragon Ball Z (2001).

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Nas telonas, bombava o Independence Day

Antes de tornar-se um clássico da Temperatura Máxima, Independence Day dominou os cinemas de 1996, com arredacação superior a US$ 800 milhões ao redor do mundo. O filme-catátrofe virou também máquina de pinball e se tornou uma febre nos fliperamas.

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O presidente era Fernando Henrique Cardoso

Em 1996, FHC vivia o meio do seu primeiro mandato. Eleito em 1994, o ex-presidente, que havia ajudado a lançar o Plano Real no governo anterior, tinha como desafio contínuo reduzir as altas taxas de inflação, que assolaram o país do final dos anos 1970 ao início dos 1990.

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Não tinha Euro

Se você quisesse fazer um mochilão pela Europa, teria de comprar uma série de moedas. A Itália tinha a lira italiana; a França, o franco; a Alemanha, o marco alemão; e por aí vai. A Zona do Euro, com moeda única, foi criada só em 1999, com a participação de 11 países.

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Tim Maia ainda estava vivo

O mais importante nome da black music e soul nacionais ainda frequentava os palcos. Tudo bem que, em 1996, Tim Maia já estava na sua versão mais reclamona e a voz não passava por seus melhores dias, mas era possível vê-lo ao vivo. O Síndico só viria a falecer em março de 1998, aos 55 anos, em decorrência de um colapso no organismo causado por um infecção generalizada.

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Ninguém sabia quem era Justin Bieber

Muitas pessoas – do mundo da música, inclusive – já declararam que gostariam de viver em um mundo sem Justin Bieber. Pois bem, em 1996 isso era uma realidade. O astro pop, nascido no Canadá em março de 1994, tinha pouco mais de dois anos na época e não era famoso nem em seu bairro.

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Harry who?

Harry Potter, hoje o bruxinho mais famoso da ficção, ainda era um rascunho na escrivaninha de J.K. Rolling. A escritora inglesa levou seis anos para escrever o primeiro romance, Harry Potter e a Pedra Filosofal, publicado em 1997. Hoje, a série de sete livros foi adaptada para o cinema em oito filmes e tornou Rolling uma das mulheres mais ricas do Reino Unido.

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  • HOT 100
    BRASIL
  • BILLBOARD
    200
  • HOT 100
    EUA
1
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
2
Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
3
Saudade
Eduardo Costa
4
Amor Da Sua Cama
Felipe Araújo
5
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
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Como era o mundo quando Renato Russo morreu

Líder da Legião Urbana não conheceu smartphones e não tinha ideia do que eram redes sociais

por Lucas Borges Teixeira em 07/10/2016

Há 20 anos, em outubro de 1996, o mundo era muito diferente. Coisas que, hoje, fazem parte do cotidiano ainda não estavam nem perto de serem inventadas. Veja o smartphone, por exemplo. Já imaginou passar um dia sem o seu? Renato Russo viveu assim: o primeiro iPhone só seria lançado pela Apple 11 anos depois de sua morte.

No Brasil de 1996, se você falasse em redes sociais, é bem provável que as pessoas pensassem em compartilhamento de redes de balanço. Algumas poucas mídias retomam aos anos 1990, mas as primeiras grandes, MySpace e Orkut, só surgiram na década seguinte, em 2003 e 2004, respectivamente.

Na próxima terça-feira (11/10), lembramos os 20 anos sem Renato Russo. Veja a seguir como era o mundo quando Renato Russo morreu:

Redes sociais não existiam

Renato Russo não viu nenhum meio de comunicação instantânea ou rede social. Para falar com os amigos, ia a um bar ou café; para saber das últimas notícias, comprava o jornal na banca; entre outras práticas cada vez mais distantes desde o nascimento do Facebook. Nem as mais antigas redes sociais, como Orkut ou MySpace, estavam perto de serem criadas. Até o ICQ, primeiro programa de comunicação realmente popular, só foi criado depois de sua morte: em novembro de 1996.

iStock

Celulares só serviam para fazer ligação

Em 1996, os celulares eram, de fato, telefones móveis. Muito antes da criação do smartphone (Steve Jobs lançou o iPhone só 11 anos depois, em 2007), os aparelhos até o meio dos anos 1990, como o Motorola StarTAC (foto) ou o Nokia 2100, só tinham uma função: ligar. Nada de WhatsApp, Spotify ou SMS que seja. Até famoso Jogo da Cobrinha só seria realidade no ano seguinte, com o Nokia 6110.

Divulgação

As pessoas viam clipes pela TV

Se mal havia internet no Brasil, imagina YouTube. Um dos mais famosos reprodutores de vídeo da atualidade, ultrapassado recentemente pelo Facebook, foi fundado apenas em 2004. Quem queria ver clipes precisava ligar para o Disk MTV, na época de ouro do canal, apresentado por Sabrina Parlatore. O Fantástico, dominical da TV Globo, também servia para o lançamento de clipes de diversos artistas nacionais e internacionais.

Reprodução

“Macarena" reinava no Hot 100

Se você sempre levou aquela música em inglês e espanhol que as pessoas dançam em final de casamento na brincadeira, saiba que, no final de 1996, “Macarena”, da dupla espanhola Los Del Río, foi um verdadeiro fenômeno mundial. A canção passou nada menos do que 60 semanas no Hot 100 entre 1995 e 1997.

Reprodução

O Rei do Gado era o sucesso da telinha

A Rede Globo passava na época um dos seus maiores sucessos dos anos 1990: O Rei do Gado. De acordo com o Ibope, a história das famílias Mezenga e Berdinazzi, ao ar entre junho de 1996 e fevereiro de 1997, teve uma média de 53 pontos de audiência.

Reprodução

Enquanto isso, as crianças viam Os Cavaleiros do Zodíaco

Nem A Hora da Aventura nem Peppa Pig, a bola da vez entre as crianças do meio dos anos 1990 era o anime japonês Os Cavaleiros do Zodíaco. O desenho, exibido na extinta TV Manchete entre 1994 e 1997, fez sucesso antes mesmo das chegadas de Pokémon (1997) e Dragon Ball Z (2001).

Reprodução

Nas telonas, bombava o Independence Day

Antes de tornar-se um clássico da Temperatura Máxima, Independence Day dominou os cinemas de 1996, com arredacação superior a US$ 800 milhões ao redor do mundo. O filme-catátrofe virou também máquina de pinball e se tornou uma febre nos fliperamas.

Reprodução

O presidente era Fernando Henrique Cardoso

Em 1996, FHC vivia o meio do seu primeiro mandato. Eleito em 1994, o ex-presidente, que havia ajudado a lançar o Plano Real no governo anterior, tinha como desafio contínuo reduzir as altas taxas de inflação, que assolaram o país do final dos anos 1970 ao início dos 1990.

Reprodução

Não tinha Euro

Se você quisesse fazer um mochilão pela Europa, teria de comprar uma série de moedas. A Itália tinha a lira italiana; a França, o franco; a Alemanha, o marco alemão; e por aí vai. A Zona do Euro, com moeda única, foi criada só em 1999, com a participação de 11 países.

Reprodução

Tim Maia ainda estava vivo

O mais importante nome da black music e soul nacionais ainda frequentava os palcos. Tudo bem que, em 1996, Tim Maia já estava na sua versão mais reclamona e a voz não passava por seus melhores dias, mas era possível vê-lo ao vivo. O Síndico só viria a falecer em março de 1998, aos 55 anos, em decorrência de um colapso no organismo causado por um infecção generalizada.

Reprodução

Ninguém sabia quem era Justin Bieber

Muitas pessoas – do mundo da música, inclusive – já declararam que gostariam de viver em um mundo sem Justin Bieber. Pois bem, em 1996 isso era uma realidade. O astro pop, nascido no Canadá em março de 1994, tinha pouco mais de dois anos na época e não era famoso nem em seu bairro.

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Harry who?

Harry Potter, hoje o bruxinho mais famoso da ficção, ainda era um rascunho na escrivaninha de J.K. Rolling. A escritora inglesa levou seis anos para escrever o primeiro romance, Harry Potter e a Pedra Filosofal, publicado em 1997. Hoje, a série de sete livros foi adaptada para o cinema em oito filmes e tornou Rolling uma das mulheres mais ricas do Reino Unido.

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