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Como Kesha renasceu das cinzas e está recuperando sua carreira

Apesar da batalha legal com Dr. Luke, a cantora continua se empenhando em retomar a carreira

por Redação em 12/08/2016

A partir do momento em que os artistas da música começaram a assinar contratos com gravadoras, surgiu uma nova categoria de cantores e cantoras: os que protestam publicamente contra injustiças. Mas, desde que Prince escreveu a palavra “escravo” em sua bochecha nos anos 1990, nenhum outro artista recebeu tanta atenção quanto Kesha no episódio do processo contra seu produtor Dr. Luke e a gravadora Sony Music, em 2014, no qual solicitou a quebra de contrato.

A briga não foi financeira, nem ideológica. A medida legal de Kesha foi gerada pela acusação de que Luke havia abusado dela sexualmente e emocionalmente durante uma década de parceria criativa (acusação que Luke nega). Celebridades como Lady Gaga, Adele e a atriz Lena Dunham mostraram apoio à cantora nas redes sociais, enquanto sua base de fãs, conhecidos como Animals, criou petições e fez protestos. A cantora foi impedida de se apresentar com seu catálogo de músicas gravadas enquanto o caso era julgado no tribunal e, por isso, precisou recriar sua identidade musical. Essa nova fase foi marcada por dois episódios: a apresentação de um cover acústico de “It Ain’t Me Babe”, de Bob Dylan, em maio deste ano no Billboard Music Awards, e a salvação da carreira encontrada na música folk e country de Nashville, cidade onde Kesha cresceu e sempre afirmou amar. No fim de julho, a cantora entregou 28 novas faixas para a gravadora, como se reconhecesse, após vitórias de Luke na corte, que provavelmente não ganhará o caso. Sua vontade de trabalhar superou sua sede por justiça e seu sentimento sobre os acontecimentos foi refletido no título da turnê que está fazendo atualmente com a nova banda, The Creepies: F----se o Mundo

As perdas de Kesha na corte claramente pesaram para ela – imagens da cantora chorando dentro do fórum em Nova York, em fevereiro, se tornaram virais na internet –, mas ela provou que seu espírito é mais forte do que seus problemas e isso ecoou em uma era em que, particularmente jovens mulheres, estão se pronunciando mais sobre o feminismo. Suas ações a deixaram mais popular entre pessoas que não eram suas fãs antes da questão legal e a tornaram um tipo de figura mítica. Apesar de supostamente ter sido abusada e diminuída por um produtor mais velho – dinâmica que não é tão incomum na indústria musical ou em qualquer outra profissão – ela foi forte o suficiente para tornar o assunto público e lutar, algo que infelizmente não é tão comum, principalmente com esse grau de transparência. Ao fazer isso, ela se tornou um ícone para uma geração de mulheres que estão mais conscientes sobre a exposição de seus abusadores. 

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A partir do momento em que os artistas da música começaram a assinar contratos com gravadoras, surgiu uma nova categoria de cantores e cantoras: os que protestam publicamente contra injustiças. Mas, desde que Prince escreveu a palavra “escravo” em sua bochecha nos anos 1990, nenhum outro artista recebeu tanta atenção quanto Kesha no episódio do processo contra seu produtor Dr. Luke e a gravadora Sony Music, em 2014, no qual solicitou a quebra de contrato.

A briga não foi financeira, nem ideológica. A medida legal de Kesha foi gerada pela acusação de que Luke havia abusado dela sexualmente e emocionalmente durante uma década de parceria criativa (acusação que Luke nega). Celebridades como Lady Gaga, Adele e a atriz Lena Dunham mostraram apoio à cantora nas redes sociais, enquanto sua base de fãs, conhecidos como Animals, criou petições e fez protestos. A cantora foi impedida de se apresentar com seu catálogo de músicas gravadas enquanto o caso era julgado no tribunal e, por isso, precisou recriar sua identidade musical. Essa nova fase foi marcada por dois episódios: a apresentação de um cover acústico de “It Ain’t Me Babe”, de Bob Dylan, em maio deste ano no Billboard Music Awards, e a salvação da carreira encontrada na música folk e country de Nashville, cidade onde Kesha cresceu e sempre afirmou amar. No fim de julho, a cantora entregou 28 novas faixas para a gravadora, como se reconhecesse, após vitórias de Luke na corte, que provavelmente não ganhará o caso. Sua vontade de trabalhar superou sua sede por justiça e seu sentimento sobre os acontecimentos foi refletido no título da turnê que está fazendo atualmente com a nova banda, The Creepies: F----se o Mundo

As perdas de Kesha na corte claramente pesaram para ela – imagens da cantora chorando dentro do fórum em Nova York, em fevereiro, se tornaram virais na internet –, mas ela provou que seu espírito é mais forte do que seus problemas e isso ecoou em uma era em que, particularmente jovens mulheres, estão se pronunciando mais sobre o feminismo. Suas ações a deixaram mais popular entre pessoas que não eram suas fãs antes da questão legal e a tornaram um tipo de figura mítica. Apesar de supostamente ter sido abusada e diminuída por um produtor mais velho – dinâmica que não é tão incomum na indústria musical ou em qualquer outra profissão – ela foi forte o suficiente para tornar o assunto público e lutar, algo que infelizmente não é tão comum, principalmente com esse grau de transparência. Ao fazer isso, ela se tornou um ícone para uma geração de mulheres que estão mais conscientes sobre a exposição de seus abusadores.