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Compositor da trilha de 3% é fã de Breaking Bad e The Office

Pianista André Mehmari responde pela parte musical da primeira série brasileira da Netflix, que estreia nessa sexta-feira

por Marcos Lauro em 25/11/2016

André Mehmari é conhecido como pianista. Mas para a trilha sonora de 3%, primeira série brasileira da Netflix, o compositor teve que mostrar o seu lado multi-instrumentista e, além do piano, encarou rabeca, zabumba, cavaquinho, guitarra e sintetizadores eletrônicos, entre muitos outros sons. A série está disponível na plataforma de streaming a partir dessa sexta-feira (25/11).

Mas nem só de instrumentos foi feito o trabalho de Mehmari. O compositor contou com duas vozes para o projeto: Marcelo Pretto e Mônica Salmaso. “A voz era um pedido inicial da produtora. E eu concordo. A voz marca, é um instrumento, as canções ganham força. Marcelo tem uma voz áspera, quase uma rabeca dentro do  tema nordestino. A Mônica é mais lírica, mais tocante”, explicou Mehmari em conversa com a Billboard Brasil. Marcelo ficou com a voz do tema, inspirado numa canção tradicional do nordeste, e Mônica cantou “O Último Desejo”, de Noel Rosa – numa versão somente voz e piano. “Procurei uma linguagem própria, nós temos que desenvolver a nossa linguagem. Aparecer um Noel Rosa numa série que vai para o streaming é algo muito poderoso”, completou o compositor.

Mehmari iniciou seu trabalho antes mesmo das filmagens. De posse do roteiro, começou a criar a trilha, que foi se desenvolvendo conforme ele tinha acesso às imagens produzidas. “A trilha sempre é submetida à produção. Criei um banco de trilhas, inicialmente, até antes de ver as imagens. E a partir daí fiz trilhas específicas pra algumas cenas. Fomos, então, afinando o repertório sonoro. Por isso usei tantas opções, de sintetizadores a instrumentos brasileiros como a zabumba”, explicou o artista, que teve que embarcar na história. “Li todo o roteiro, vi figurinos, detalhes de cenas, ambientações... A série se passa no futuro, então usei muitos instrumentos étnicos, folclóricos, que sobrevivem ao tempo como uma rocha.”

O compositor se inspirou também na própria Netflix para criar. “Não é só porque estou nessa trilha, mas eu, de fato, vejo muito a programação. Sou apaixonado por natureza e tem muita coisa lá. Também sou fã de Breaking Bad, adoro, assisti numa tacaca só. The Office também. Não consumo TV aberta, só streaming. Em casa, montei um pequeno cineminha e é muito estimulante.”

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André Mehmari é conhecido como pianista. Mas para a trilha sonora de 3%, primeira série brasileira da Netflix, o compositor teve que mostrar o seu lado multi-instrumentista e, além do piano, encarou rabeca, zabumba, cavaquinho, guitarra e sintetizadores eletrônicos, entre muitos outros sons. A série está disponível na plataforma de streaming a partir dessa sexta-feira (25/11).

Mas nem só de instrumentos foi feito o trabalho de Mehmari. O compositor contou com duas vozes para o projeto: Marcelo Pretto e Mônica Salmaso. “A voz era um pedido inicial da produtora. E eu concordo. A voz marca, é um instrumento, as canções ganham força. Marcelo tem uma voz áspera, quase uma rabeca dentro do  tema nordestino. A Mônica é mais lírica, mais tocante”, explicou Mehmari em conversa com a Billboard Brasil. Marcelo ficou com a voz do tema, inspirado numa canção tradicional do nordeste, e Mônica cantou “O Último Desejo”, de Noel Rosa – numa versão somente voz e piano. “Procurei uma linguagem própria, nós temos que desenvolver a nossa linguagem. Aparecer um Noel Rosa numa série que vai para o streaming é algo muito poderoso”, completou o compositor.

Mehmari iniciou seu trabalho antes mesmo das filmagens. De posse do roteiro, começou a criar a trilha, que foi se desenvolvendo conforme ele tinha acesso às imagens produzidas. “A trilha sempre é submetida à produção. Criei um banco de trilhas, inicialmente, até antes de ver as imagens. E a partir daí fiz trilhas específicas pra algumas cenas. Fomos, então, afinando o repertório sonoro. Por isso usei tantas opções, de sintetizadores a instrumentos brasileiros como a zabumba”, explicou o artista, que teve que embarcar na história. “Li todo o roteiro, vi figurinos, detalhes de cenas, ambientações... A série se passa no futuro, então usei muitos instrumentos étnicos, folclóricos, que sobrevivem ao tempo como uma rocha.”

O compositor se inspirou também na própria Netflix para criar. “Não é só porque estou nessa trilha, mas eu, de fato, vejo muito a programação. Sou apaixonado por natureza e tem muita coisa lá. Também sou fã de Breaking Bad, adoro, assisti numa tacaca só. The Office também. Não consumo TV aberta, só streaming. Em casa, montei um pequeno cineminha e é muito estimulante.”