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Compositor, rapper, produtor... conheça o polivalente Rincon Sapiência

Artista prepara seu primeiro álbum, mas já se destaca com clipes e produção própria

por Marcos Lauro em 13/03/2017

Rincon Sapiência apareceu para o grande público em 2009, com o clipe de “Elegância” na MTV. Gravado em um conjunto habitacional da zona leste de São Paulo, o vídeo já mostrava um artista polivalente e disposto a fazer um rap com mais suingue, menos sisudo.

Oito anos depois, o clipe continua sendo a principal ferramenta de Rincon. “Hoje já tenho mais experiência e rolou uma democratização no acesso a equipamentos. Isso facilita até no processo, dá pra soltar os clipes mais rápido”, afirma o rapper em entrevista para a Billboard Brasil.

Conversamos com Rincon sobre os últimos lançamentos e o primeiro álbum, que chega ainda em 2017:

No Carnaval, você lançou o clipe de “Meu Bloco”. Você curte Carnaval?
Sempre frequentei quadras de escolas de samba, Vai Vai e Nenê da Vila Matilde principalmente, frequento ensaios e tal. E de uns dois anos pra cá rolou esse aumento de blocos de rua em São Paulo, uma diversidade de gêneros que não se via antes, não é só samba e marchinha. E é legítimo ocupar as ruas. E tem fenômenos mais novos como o BaianaSystem... até a música baiana se revigora.

Antes, você lançou “Ponta De Lança”, que alcançou uma repercussão bem grande – o clipe já passa de 3,5 milhões. Qual a história desse som?
Parte do público de rap se renovou, é uma molecada de 18 a 20 anos que gosta de pop e de misturar. Eu já fui hostilizado por misturar rap com funk antes, mas resolvi apostar de novo. Fazer isso não é deixar de combater, só que é mais leve, é diálogo pra atingir o jovem. Se não, eu não gero curiosidade. A combatividade aparece de várias formas.

Você está pra lançar o primeiro disco, Galanga Livre, que é uma produção sua e do William Magalhães [Banda Black Rio]. Como você pensa o seu disco nesses tempos de misturas?
Pois é, hoje está tudo no streaming, tudo misturado. O cara faz uma playlist que tem MC Kevinho, Luan Santana e um rap. Como artista, eu ainda acho que tem que ter um conceito e sei que tem gente que curte. Hoje o consumo do que um artista cria não é só a música, mas a música, comportamento, roupa, o bairro em que ele mora e aparece no clipe etc.

Lá em “Elegância” você está no seu bairro, é um cenário familiar pra quem mora lá ou conhece. É uma forma de representatividade?
Sim. Meu mestre é o Xis, que vem de um bairro próximo e muito parecido. Então, quando eu vi o clipe de “Us Mano E As Mina” eu me identifiquei. Eu já era fã dos Racionais, mas foi o Xis que me impulsionou pra fazer o que faço hoje.

O álbum Galanga Livre sai no final de maio, mas Rincon promete mais um clipe antes do lançamento.

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Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
2
Amor Da Sua Cama
Felipe Araújo
3
Saudade
Eduardo Costa
4
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
5
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
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Compositor, rapper, produtor... conheça o polivalente Rincon Sapiência

Artista prepara seu primeiro álbum, mas já se destaca com clipes e produção própria

por Marcos Lauro em 13/03/2017

Rincon Sapiência apareceu para o grande público em 2009, com o clipe de “Elegância” na MTV. Gravado em um conjunto habitacional da zona leste de São Paulo, o vídeo já mostrava um artista polivalente e disposto a fazer um rap com mais suingue, menos sisudo.

Oito anos depois, o clipe continua sendo a principal ferramenta de Rincon. “Hoje já tenho mais experiência e rolou uma democratização no acesso a equipamentos. Isso facilita até no processo, dá pra soltar os clipes mais rápido”, afirma o rapper em entrevista para a Billboard Brasil.

Conversamos com Rincon sobre os últimos lançamentos e o primeiro álbum, que chega ainda em 2017:

No Carnaval, você lançou o clipe de “Meu Bloco”. Você curte Carnaval?
Sempre frequentei quadras de escolas de samba, Vai Vai e Nenê da Vila Matilde principalmente, frequento ensaios e tal. E de uns dois anos pra cá rolou esse aumento de blocos de rua em São Paulo, uma diversidade de gêneros que não se via antes, não é só samba e marchinha. E é legítimo ocupar as ruas. E tem fenômenos mais novos como o BaianaSystem... até a música baiana se revigora.

Antes, você lançou “Ponta De Lança”, que alcançou uma repercussão bem grande – o clipe já passa de 3,5 milhões. Qual a história desse som?
Parte do público de rap se renovou, é uma molecada de 18 a 20 anos que gosta de pop e de misturar. Eu já fui hostilizado por misturar rap com funk antes, mas resolvi apostar de novo. Fazer isso não é deixar de combater, só que é mais leve, é diálogo pra atingir o jovem. Se não, eu não gero curiosidade. A combatividade aparece de várias formas.

Você está pra lançar o primeiro disco, Galanga Livre, que é uma produção sua e do William Magalhães [Banda Black Rio]. Como você pensa o seu disco nesses tempos de misturas?
Pois é, hoje está tudo no streaming, tudo misturado. O cara faz uma playlist que tem MC Kevinho, Luan Santana e um rap. Como artista, eu ainda acho que tem que ter um conceito e sei que tem gente que curte. Hoje o consumo do que um artista cria não é só a música, mas a música, comportamento, roupa, o bairro em que ele mora e aparece no clipe etc.

Lá em “Elegância” você está no seu bairro, é um cenário familiar pra quem mora lá ou conhece. É uma forma de representatividade?
Sim. Meu mestre é o Xis, que vem de um bairro próximo e muito parecido. Então, quando eu vi o clipe de “Us Mano E As Mina” eu me identifiquei. Eu já era fã dos Racionais, mas foi o Xis que me impulsionou pra fazer o que faço hoje.

O álbum Galanga Livre sai no final de maio, mas Rincon promete mais um clipe antes do lançamento.