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Conheça a trajetória de Common, rapper vencedor do Oscar

por em 28/02/2015
ong>Por Mauricio Amendola Um dos nomes mais comentados do mundo música na última semana foi o de Common. Ao lado de John Legend, o rapper arrebatou o Oscar de Melhor Canção Original com “Glory”, carro-chefe da trilha do filme Selma. Mesmo que não seja um artista muito conhecido no Brasil – o MC de Chicago teve apenas um disco lançado oficialmente por aqui, Finding Forever (2007) –, Common é uma das figuras mais célebres do rap. Seu primeiro EP, Can I Borrow A Dollar?, de1992, já mostrava um rimador que ia na contra mão do gangsta rap que bombava nos Estados Unidos, principalmente com o N.W.A. Letras que falavam de amor e espiritualidade faziam frente à temática sisuda que caracterizava o grupo liderado por Dr. Dre e Ice Cube. Em seu álbum de estreia,Ressurection (1994), iso ficou ainda mais em evidência com o primeiro sucesso: “I Used To Love H.E.R”. Nessa época, ele usava a alcunha Common Sense, abreviada no disco seguinte, por conta de uma ação judicial movida por uma banda de reggae de mesmo nome. common One Day It’ll All Make Sense foi aclamado pela crítica. O trabalho mostrou como o rapper era respeitado por seus pares: colaborações de De La Soul, Erykah Badu e Lauryn Hill – na bela “Retrospect For Life” – se destacam no disco. Na parceria com Mrs. Hill, Common exibe seu talento como letrista e narra as aflições de um rapaz, sem dinheiro, cuja namorada está grávida. retrospect Em 2000, saiu um dos principais discos de sua carreira. Like Water For Chocolate colocou Common de vez na rota dos grandes rappers do mundo. Canções como “The Light” provaram, de uma vez por todas, que há espaço para rimas sobre amor verdadeiro no rap. “Há uma luz que brilha especialmente para eu e você”, diz o refrão da canção. À época, o single do disco chegou à 44ª posição do Hot 100, além de conquistar o 13º lugar no ranking de rap. common the light Após não obter êxito comercial com Electric Circus (2002), no qual se arriscou por outras vertentes musicais, Common firmou uma parceria das mais frutíferas com Kanye West. Be (2005) é, provavelmente, o álbum dele que mais flerta com a soul music. E isso se deve muito a West, que produziu o disco quase inteiro. Com samples de canções de nomes como Marvin Gaye, Sam Cooke e The Temptations, Be chegou ao 2º lugar do Billboard 200. Em “They Say”, Common divide os vocais com Yeezy, além de dar espaço para uma estrela ascendente chamada John Legend, que comanda o refrão. https://www.youtube.com/watch?v=lD4pR4CZjoQ Novamente com a produção de Kanye West, o disco seguinte, Finding Forever (2007), foi o primeiro de Common a chegar ao topo do Billboard 200. O carro-chefe, “Drivin’ Me Wild”, conta com a participação de Lily Allen e, mais uma vez, expõe a veia romântica – mas longe da pieguice – do rapper. Além disso, a produção acertou em cheio com o sample de “Love Has Fallen On Me”, do Rotary Connection. common_dmw1 No ano seguinte, Common abandonou um pouco a parceria com Kanye West e abraçou novos produtores de peso: Pharrell e Chad Hugo, o famoso duo The Neptunes. A dupla produziu sete das dez canções de Universal Mind Control (2008), que chegou ao 12º lugar do Billboard 200 e foi indicado ao Grammy de Melhor Álbum de Rap. Perdeu para Relapse, de Eminem The Dreamer/The Believer (2011), seu nono álbum de estúdio, trouxe duas participações de peso: Nas, em “Ghetto Dreams”, primeiro single do trabalho, e, novamente, John Legend, em “The Believer”. Com opiniões divergentes da crítica, o álbum chegou ao 18º lugar do Billboard 200. Antes de “Glory”, a mais recente empreitada musical de Common foi Nobody’s Smiling, seu décimo disco de estúdio, lançado em julho do ano passado. O trabalho foi inspirado na violência e na criminalidade de Chicago (Chi-city!), sua querida terra natal. Mas, claro, em nenhum momento do disco nos deparamos com algo que se assemelhe ao gangsta rap. Na realidade, esta é a marca registrada de Common e o fator que o consagrou: falar de temas pesados com lirismo e leveza. common kingdom    
  • HOT 100
    BRASIL
  • BILLBOARD
    200
  • HOT 100
    EUA
1
Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
2
Amor Da Sua Cama
Felipe Araújo
3
Saudade
Eduardo Costa
4
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
5
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
RANKING COMPLETO
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Conheça a trajetória de Common, rapper vencedor do Oscar

por em 28/02/2015
ong>Por Mauricio Amendola Um dos nomes mais comentados do mundo música na última semana foi o de Common. Ao lado de John Legend, o rapper arrebatou o Oscar de Melhor Canção Original com “Glory”, carro-chefe da trilha do filme Selma. Mesmo que não seja um artista muito conhecido no Brasil – o MC de Chicago teve apenas um disco lançado oficialmente por aqui, Finding Forever (2007) –, Common é uma das figuras mais célebres do rap. Seu primeiro EP, Can I Borrow A Dollar?, de1992, já mostrava um rimador que ia na contra mão do gangsta rap que bombava nos Estados Unidos, principalmente com o N.W.A. Letras que falavam de amor e espiritualidade faziam frente à temática sisuda que caracterizava o grupo liderado por Dr. Dre e Ice Cube. Em seu álbum de estreia,Ressurection (1994), iso ficou ainda mais em evidência com o primeiro sucesso: “I Used To Love H.E.R”. Nessa época, ele usava a alcunha Common Sense, abreviada no disco seguinte, por conta de uma ação judicial movida por uma banda de reggae de mesmo nome. common One Day It’ll All Make Sense foi aclamado pela crítica. O trabalho mostrou como o rapper era respeitado por seus pares: colaborações de De La Soul, Erykah Badu e Lauryn Hill – na bela “Retrospect For Life” – se destacam no disco. Na parceria com Mrs. Hill, Common exibe seu talento como letrista e narra as aflições de um rapaz, sem dinheiro, cuja namorada está grávida. retrospect Em 2000, saiu um dos principais discos de sua carreira. Like Water For Chocolate colocou Common de vez na rota dos grandes rappers do mundo. Canções como “The Light” provaram, de uma vez por todas, que há espaço para rimas sobre amor verdadeiro no rap. “Há uma luz que brilha especialmente para eu e você”, diz o refrão da canção. À época, o single do disco chegou à 44ª posição do Hot 100, além de conquistar o 13º lugar no ranking de rap. common the light Após não obter êxito comercial com Electric Circus (2002), no qual se arriscou por outras vertentes musicais, Common firmou uma parceria das mais frutíferas com Kanye West. Be (2005) é, provavelmente, o álbum dele que mais flerta com a soul music. E isso se deve muito a West, que produziu o disco quase inteiro. Com samples de canções de nomes como Marvin Gaye, Sam Cooke e The Temptations, Be chegou ao 2º lugar do Billboard 200. Em “They Say”, Common divide os vocais com Yeezy, além de dar espaço para uma estrela ascendente chamada John Legend, que comanda o refrão. https://www.youtube.com/watch?v=lD4pR4CZjoQ Novamente com a produção de Kanye West, o disco seguinte, Finding Forever (2007), foi o primeiro de Common a chegar ao topo do Billboard 200. O carro-chefe, “Drivin’ Me Wild”, conta com a participação de Lily Allen e, mais uma vez, expõe a veia romântica – mas longe da pieguice – do rapper. Além disso, a produção acertou em cheio com o sample de “Love Has Fallen On Me”, do Rotary Connection. common_dmw1 No ano seguinte, Common abandonou um pouco a parceria com Kanye West e abraçou novos produtores de peso: Pharrell e Chad Hugo, o famoso duo The Neptunes. A dupla produziu sete das dez canções de Universal Mind Control (2008), que chegou ao 12º lugar do Billboard 200 e foi indicado ao Grammy de Melhor Álbum de Rap. Perdeu para Relapse, de Eminem The Dreamer/The Believer (2011), seu nono álbum de estúdio, trouxe duas participações de peso: Nas, em “Ghetto Dreams”, primeiro single do trabalho, e, novamente, John Legend, em “The Believer”. Com opiniões divergentes da crítica, o álbum chegou ao 18º lugar do Billboard 200. Antes de “Glory”, a mais recente empreitada musical de Common foi Nobody’s Smiling, seu décimo disco de estúdio, lançado em julho do ano passado. O trabalho foi inspirado na violência e na criminalidade de Chicago (Chi-city!), sua querida terra natal. Mas, claro, em nenhum momento do disco nos deparamos com algo que se assemelhe ao gangsta rap. Na realidade, esta é a marca registrada de Common e o fator que o consagrou: falar de temas pesados com lirismo e leveza. common kingdom