NOTÍCIAS

Conheça AURORA, a norueguesa que esgotou ingressos no Brasil

Cantora faz parte de um novo núcleo de artistas pop que fogem do convencional e do eixo Estados Unidos-Inglaterra

por Rebecca Silva em 13/10/2017

Vira e mexe cantoras desconhecidas do grande público, mais focado no pop mainstream, marcam shows no Brasil e esgotam ingressos, para a surpresa dos que não acompanham a cena mais alternativa, que foge do eixo Estados Unidos-Inglaterra. AURORA é um desses nomes.

Seus shows no Brasil foram anunciados no início de julho e, em pouquíssimo tempo, uma data extra foi adicionada em São Paulo por causa dos ingressos esgotados. Mas afinal, quem é AURORA e qual o segredo dos países escandinavos para gerar tantas boas artistas pop? Só nos últimos anos, vimos o surgimento de Tove Lo, Zara Larsson, Lykke Li, Mø, Astrid S. A lista é longa.

A jovem norueguesa de voz doce e angelical que canta sobre nossos lados mais obscuros, demonizados, chamou a atenção de Katy Perry e lançou seu primeiro disco, All My Demons Greeting Me As A Friend em 2016, sendo bem recebido pela crítica.

A Billboard Brasil conversou com AURORA por telefone, um pouco antes da vinda dela ao país, para falar sobre a carreira e a expectativa para os shows por aqui:

Você começou na música bem nova, ainda criança. Como era naquela época? O que mudou no seu processo criativo?

Sim, eu tinha seis anos. Era algo que eu fazia na escola, em casa, escrevia sobre tudo. Aos nove anos, comecei a fazer música. Fazia para mim, não achava que era especial. Era algo que me ajudava a lidar com a vida, me fazia muito bem, era uma forma de existir. Eu pensava que todo mundo fazia isso, que era algo normal. Eu crio, tento transferir para as músicas a emoção. Costumava escrever para mim, agora penso em meus fãs, no mundo.

Em suas músicas, você abraça seus momentos mais sombrios e os divide com o mundo. A maioria das pessoas prefere esconder esse lado mais escuro. Esse processo é difícil para você?

Não sou boa falando sobre meus problemas, mas sou boa escrevendo sobre eles. A música pode ser uma boa amiga, ela pode te ajudar a explicar o que você está sentindo. É algo muito importante.

Pesquisando sobre sua carreira, lendo sobre suas influências, acho que podemos dizer que você tem uma alma antiga, velha. Escuta algum artista contemporâneo? O que você tem escutado ultimamente?

Gosto de trilhas sonoras. Acabei de assistir A Chegada, que tem uma trilha muito boa. Amo escutar trilhas porque parece que estou vivendo em um filme. Tudo parece melhor, mais bonito. Me ajuda a ver o mundo de uma forma melhor. Não tenho conta no Spotify ou iTunes. Não tenho um aparelho de rádio. Escuto LPs em uma vitrola. Sou péssima em descobrir músicas novas. Gosto de ver as pessoas ao vivo. Eu gosto quando está silencioso porque tenho muita música na cabeça o tempo todo.

O que sabe sobre música e cultura brasileiras?

Amo ritmos e instrumentos. Eles me fazem sentir viva, me dão vontade de dançar, me mover com meus sentimentos. Conheço o Olodum, do clipe do Michael Jackson. É tão colorido, sou uma grande fã disso. Mas não conheço muito.

Com certeza seus fãs vão te sugerir alguns artistas brasileiros para ouvir antes de chegar aqui.

É uma boa ideia! Como não pensei nisso antes? Vou perguntar nas minhas redes sociais [risos]

Em sua turnê, você vai se apresentar no Nordeste, que costuma ficar de fora de muitas turnês de artistas internacionais no Brasil. O que você espera?

Imagino que o Brasil seja um lugar cheio de vida e energia. E quente! [risos]. Com pessoas calorosas, sem medo de dançar e se divertir. Eu queria me apresentar no maior número de cidades possível. É surpreendente e lindo que as pessoas me conheçam de tão longe.

Sua conta no Instagram é bem caprichada, com foco na estética. Como é a sua relação com o aplicativo e outras redes sociais?

Tenho uma sensação estranha sobre as redes sociais. Prefiro o mundo real. Prefiro viver aqui e agora do que estar online. Acredito que seja uma distração da beleza do mundo de verdade. Mas, também é uma forma de falar com meus fãs todos os dias. Eu não saberia dos meus fãs brasileiros se não fosse pela internet. Gosto do Instagram porque vejo imagens mágicas, posso relembrar memórias. É lindo.

Você já disse outras vezes que se apresentar em um palco é estranho. Já se acostumou?

Ainda é estranho, mas de uma forma diferente. Sinto que pertenço ao palco. Vejo pessoas de verdade e me apresento da melhor forma, com emoção e sentimento. Mas é uma vida estranha, nem acredito que é a minha vida. Meus fãs me permitem ter uma carreira como artista, então tento entregar meu melhor para eles. 

Serviço:

AURORA – Turnê All My Demons

Salvador – Teatro Sesc Casa do Comércio
16/10 – 20h30
Ingressos:
de R$ 130 a R$ 400 no site

Curitiba – Bwayne
18/10 – 20h30
Ingressos: de R$ 160 a R$ 320 no site

São Paulo – Tropical Butantã
20/10 – 20h30
Ingressos esgotados
21/10 – 19h30
Ingressos:
de R$ 130 a R$ 340 no site

Rio de Janeiro – Sacadura 154
22/10 – 20h
Ingressos: de R$ 130 a R$ 160 no site 

  • HOT 100
    BRASIL
  • BILLBOARD
    200
  • HOT 100
    EUA
1
Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
2
Saudade
Eduardo Costa
3
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
4
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
5
Aquela Pessoa
Henrique & Juliano
RANKING COMPLETO
NOTÍCIAS

Conheça AURORA, a norueguesa que esgotou ingressos no Brasil

Cantora faz parte de um novo núcleo de artistas pop que fogem do convencional e do eixo Estados Unidos-Inglaterra

por Rebecca Silva em 13/10/2017

Vira e mexe cantoras desconhecidas do grande público, mais focado no pop mainstream, marcam shows no Brasil e esgotam ingressos, para a surpresa dos que não acompanham a cena mais alternativa, que foge do eixo Estados Unidos-Inglaterra. AURORA é um desses nomes.

Seus shows no Brasil foram anunciados no início de julho e, em pouquíssimo tempo, uma data extra foi adicionada em São Paulo por causa dos ingressos esgotados. Mas afinal, quem é AURORA e qual o segredo dos países escandinavos para gerar tantas boas artistas pop? Só nos últimos anos, vimos o surgimento de Tove Lo, Zara Larsson, Lykke Li, Mø, Astrid S. A lista é longa.

A jovem norueguesa de voz doce e angelical que canta sobre nossos lados mais obscuros, demonizados, chamou a atenção de Katy Perry e lançou seu primeiro disco, All My Demons Greeting Me As A Friend em 2016, sendo bem recebido pela crítica.

A Billboard Brasil conversou com AURORA por telefone, um pouco antes da vinda dela ao país, para falar sobre a carreira e a expectativa para os shows por aqui:

Você começou na música bem nova, ainda criança. Como era naquela época? O que mudou no seu processo criativo?

Sim, eu tinha seis anos. Era algo que eu fazia na escola, em casa, escrevia sobre tudo. Aos nove anos, comecei a fazer música. Fazia para mim, não achava que era especial. Era algo que me ajudava a lidar com a vida, me fazia muito bem, era uma forma de existir. Eu pensava que todo mundo fazia isso, que era algo normal. Eu crio, tento transferir para as músicas a emoção. Costumava escrever para mim, agora penso em meus fãs, no mundo.

Em suas músicas, você abraça seus momentos mais sombrios e os divide com o mundo. A maioria das pessoas prefere esconder esse lado mais escuro. Esse processo é difícil para você?

Não sou boa falando sobre meus problemas, mas sou boa escrevendo sobre eles. A música pode ser uma boa amiga, ela pode te ajudar a explicar o que você está sentindo. É algo muito importante.

Pesquisando sobre sua carreira, lendo sobre suas influências, acho que podemos dizer que você tem uma alma antiga, velha. Escuta algum artista contemporâneo? O que você tem escutado ultimamente?

Gosto de trilhas sonoras. Acabei de assistir A Chegada, que tem uma trilha muito boa. Amo escutar trilhas porque parece que estou vivendo em um filme. Tudo parece melhor, mais bonito. Me ajuda a ver o mundo de uma forma melhor. Não tenho conta no Spotify ou iTunes. Não tenho um aparelho de rádio. Escuto LPs em uma vitrola. Sou péssima em descobrir músicas novas. Gosto de ver as pessoas ao vivo. Eu gosto quando está silencioso porque tenho muita música na cabeça o tempo todo.

O que sabe sobre música e cultura brasileiras?

Amo ritmos e instrumentos. Eles me fazem sentir viva, me dão vontade de dançar, me mover com meus sentimentos. Conheço o Olodum, do clipe do Michael Jackson. É tão colorido, sou uma grande fã disso. Mas não conheço muito.

Com certeza seus fãs vão te sugerir alguns artistas brasileiros para ouvir antes de chegar aqui.

É uma boa ideia! Como não pensei nisso antes? Vou perguntar nas minhas redes sociais [risos]

Em sua turnê, você vai se apresentar no Nordeste, que costuma ficar de fora de muitas turnês de artistas internacionais no Brasil. O que você espera?

Imagino que o Brasil seja um lugar cheio de vida e energia. E quente! [risos]. Com pessoas calorosas, sem medo de dançar e se divertir. Eu queria me apresentar no maior número de cidades possível. É surpreendente e lindo que as pessoas me conheçam de tão longe.

Sua conta no Instagram é bem caprichada, com foco na estética. Como é a sua relação com o aplicativo e outras redes sociais?

Tenho uma sensação estranha sobre as redes sociais. Prefiro o mundo real. Prefiro viver aqui e agora do que estar online. Acredito que seja uma distração da beleza do mundo de verdade. Mas, também é uma forma de falar com meus fãs todos os dias. Eu não saberia dos meus fãs brasileiros se não fosse pela internet. Gosto do Instagram porque vejo imagens mágicas, posso relembrar memórias. É lindo.

Você já disse outras vezes que se apresentar em um palco é estranho. Já se acostumou?

Ainda é estranho, mas de uma forma diferente. Sinto que pertenço ao palco. Vejo pessoas de verdade e me apresento da melhor forma, com emoção e sentimento. Mas é uma vida estranha, nem acredito que é a minha vida. Meus fãs me permitem ter uma carreira como artista, então tento entregar meu melhor para eles. 

Serviço:

AURORA – Turnê All My Demons

Salvador – Teatro Sesc Casa do Comércio
16/10 – 20h30
Ingressos:
de R$ 130 a R$ 400 no site

Curitiba – Bwayne
18/10 – 20h30
Ingressos: de R$ 160 a R$ 320 no site

São Paulo – Tropical Butantã
20/10 – 20h30
Ingressos esgotados
21/10 – 19h30
Ingressos:
de R$ 130 a R$ 340 no site

Rio de Janeiro – Sacadura 154
22/10 – 20h
Ingressos: de R$ 130 a R$ 160 no site