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Conheça cinco vítimas dos ataques em Paris ligadas à música

por em 19/11/2015
Entre as mortes confirmadas nos ataques terroristas em Paris na última sexta-feira (13/11), 89 aconteceram na casa de shows Le Bataclan, onde o grupo californiano de rock Eagles Of Death Metal se apresentava. Conheça cinco vítimas que faziam parte da indústria da música. Eagles Of Death Metal faz primeiro pronunciamento após ataques em Paris THOMAS AYAD Thomas Ayad não foi chamado para trabalhar no novo álbum do EODT – ele pediu o trabalho e persistiu até seus chefes concordarem. “Thomas queria tanto estar nesse projeto porque eles eram uma de suas bandas favoritas”, diz Andrew Daw, responsável pelo marketing estratégico da UMGI. Gerente de produtos internacional para a Mercury Records na França, Ayad, 32 anos, foi um dos três funcionários da Universal mortos. As outras vítimas foram Manu Perez, 40, gerente de produtos da Polydor France, e Marie Mosse, 24, prestes a começar a trabalhar Mercury Music International. Vários outros funcionários Universal estavam no show e escaparam. "Poderia ter sido qualquer um de nós", observou Daw. Amigos diziam que, se Ayad não tivesse ido trabalhar com o Eagles Of Death Metal, ele teria ido ao show de qualquer maneira. Brandon Flowers: "É muito importante tentar não ter medo" MATHIEU HOCHE

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Depois de ir ao show do Eagles Of Death Metal no Le Bataclan, Mathieu Hoche planejava se encontrar com amigos na Normandia para celebrar o 30º aniversário de seu clube de tênis. Com 37 anos, ele era pai e operador de câmera do France 24, um canal francês de notícias. "Ele era muito engraçado, muito extrovertido e com um coração enorme", diz Antoine Rousseau, seu amigo de infância que buscaria Hoche da estação de trem da Normandia, um dia depois da tragédia. Rousseau e outros amigos lembram que Hoche adorava música. “Ele era um fã de rock, frequentava sempre concertos e eventos musicais. Era um verdadeiro amante da música”, diz o também cameraman Julien Lherbier. Em vez de celebrar os 30 anos do clube de tênis no último fim de semana, os amigos de Hoche acabaram se reunindo para uma passeata de quatro horas pela cidade de Siouville-Hague. Madonna se emociona durante show ao falar de ataques em Paris FABRICE DUBOIS

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Por mais de 12 anos, Dubois trabalhou como como redator sênior da Publicis, uma multinacional francesa de publicidade. “Todo mundo apreciava a sua bondade e seu talento”, disse um colega que pediu seu anonimato. “Ele adorava um monte de coisas: era jogador de tênis, adorava cinema e música e tocava violão”. Esse amor pela música levou ele e um grupo de amigos para o Le Bataclan na última sexta-feira. “Seus gostos musicais eram bem grunge”, conta sua irmã Nathalie ao Paris Match, descrevendo-o como “extremamente gentil e tímido”. Quando os terroristas invadiram a casa de shows, Dubois estava dentro de uma roda de pogo. Com 46 anos, Dubois deixa sua esposa Alexia e seus dois filhos: Iris, de 13 anos, e Hector, 11. Seus colegas de trabalho criaram uma campanha de angariação de fundos on line para a sua família. Baterista do EOFM descreve tiroteio no Le Bataclan NICK ALEXANDER

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Alexander era gerente mercadológico de shows, mas ele se vestia como uma estrela do rock. Trabalhando longe dos holofotes, a sua morte foi sentida e rendeu homenagens dos grupos Sum 41 e Alice In Chains. “Você não lembra de todos, mas você se lembrava dele”, disse Jim Runge, gerente da turnê do Black Keys. Apelidado de “Incível Nick”, Alexander, 36 anos, usava calças jeans skinny, botas cano alto, jaqueta de couro, não importava a ocasião ou o clima. “Estávamos em um festival bem quente na Inglaterra, quando Nick chegou usando, jeans, notas e um cabelo impecável. Quando meu filho o conheceu, acho que ele era um integrante do Oasis”, lembra Runge. A maior parte de seu tempo, ele passava em ônibus e hotéis. O trabalho era divertido. Quando trabalhava com o Sum 41, a banda chegou em Fargo, em Dacota do Norte, e se deu conta que Alexander não estava lá. “Nós tínhamos saído de Winnipeg, e ele ainda estava em um bar”, lembra o baixista do grupo Cone McCaslin. Em Paris, Alexander foi ao Le Bataclan com Helen Wilson, uma ex-namorada. Como de costume, ele estava trajando calças jeans skinny e sua jaqueta de couto. “Se houvesse qualquer glamour neste trabalho, é porque Nick acrescentava a ele”, conta William DuVall, vocalista do Alice In Chains. GUILLAUME B. DECHERF

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Duas noites depois do show do Eagles Of Death Metal no Le Bataclan, o jornalista de música Guillaume Decherf iria cobrir o show do Motorhead no Le Zenith, em Paris, para a revista Les Inrockuptibles. Decherf tinha um gosto bem vasto, mas o hard rock e o heavy metal dominavam suas preferências. Suas recentes resenhas incluem os shows das bandas AC/DC, Mastodon e a sua banda favorita, Iron Maiden. Aos 43 anos, ele se formou em Jornalismo em Lille no ano de 1999, quando começou sua carreira escrevendo para o jornal Liberation. Posteriormente, ele trabalhou como editor o na revista Hard Rock e escreveu para a edição francesa da Rolling Stone, onde também cobriu cinema, literatura e quadrinhos, antes de ir para a Les Inrockuptibles, em 2008. "Vamos sempre lembrar de Guillaume como um ótimo jornalista e um cara muito bom com todos", diz Alain Gouvrion, editor-chefe da revista Rolling Stone, na França.
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por em 19/11/2015
Entre as mortes confirmadas nos ataques terroristas em Paris na última sexta-feira (13/11), 89 aconteceram na casa de shows Le Bataclan, onde o grupo californiano de rock Eagles Of Death Metal se apresentava. Conheça cinco vítimas que faziam parte da indústria da música. Eagles Of Death Metal faz primeiro pronunciamento após ataques em Paris THOMAS AYAD Thomas Ayad não foi chamado para trabalhar no novo álbum do EODT – ele pediu o trabalho e persistiu até seus chefes concordarem. “Thomas queria tanto estar nesse projeto porque eles eram uma de suas bandas favoritas”, diz Andrew Daw, responsável pelo marketing estratégico da UMGI. Gerente de produtos internacional para a Mercury Records na França, Ayad, 32 anos, foi um dos três funcionários da Universal mortos. As outras vítimas foram Manu Perez, 40, gerente de produtos da Polydor France, e Marie Mosse, 24, prestes a começar a trabalhar Mercury Music International. Vários outros funcionários Universal estavam no show e escaparam. "Poderia ter sido qualquer um de nós", observou Daw. Amigos diziam que, se Ayad não tivesse ido trabalhar com o Eagles Of Death Metal, ele teria ido ao show de qualquer maneira. Brandon Flowers: "É muito importante tentar não ter medo" MATHIEU HOCHE

Mathieu-Hoche-Courtesy-of-Julien-Lherbier-paris-billboard-510

Depois de ir ao show do Eagles Of Death Metal no Le Bataclan, Mathieu Hoche planejava se encontrar com amigos na Normandia para celebrar o 30º aniversário de seu clube de tênis. Com 37 anos, ele era pai e operador de câmera do France 24, um canal francês de notícias. "Ele era muito engraçado, muito extrovertido e com um coração enorme", diz Antoine Rousseau, seu amigo de infância que buscaria Hoche da estação de trem da Normandia, um dia depois da tragédia. Rousseau e outros amigos lembram que Hoche adorava música. “Ele era um fã de rock, frequentava sempre concertos e eventos musicais. Era um verdadeiro amante da música”, diz o também cameraman Julien Lherbier. Em vez de celebrar os 30 anos do clube de tênis no último fim de semana, os amigos de Hoche acabaram se reunindo para uma passeata de quatro horas pela cidade de Siouville-Hague. Madonna se emociona durante show ao falar de ataques em Paris FABRICE DUBOIS

Fabrice-Dubois-courtesy-of-Publicis-Conseil-paris-billboard-510

Por mais de 12 anos, Dubois trabalhou como como redator sênior da Publicis, uma multinacional francesa de publicidade. “Todo mundo apreciava a sua bondade e seu talento”, disse um colega que pediu seu anonimato. “Ele adorava um monte de coisas: era jogador de tênis, adorava cinema e música e tocava violão”. Esse amor pela música levou ele e um grupo de amigos para o Le Bataclan na última sexta-feira. “Seus gostos musicais eram bem grunge”, conta sua irmã Nathalie ao Paris Match, descrevendo-o como “extremamente gentil e tímido”. Quando os terroristas invadiram a casa de shows, Dubois estava dentro de uma roda de pogo. Com 46 anos, Dubois deixa sua esposa Alexia e seus dois filhos: Iris, de 13 anos, e Hector, 11. Seus colegas de trabalho criaram uma campanha de angariação de fundos on line para a sua família. Baterista do EOFM descreve tiroteio no Le Bataclan NICK ALEXANDER

Nick-Alexander-by-STEPHEN-BUDD-paris-billboard-510

Alexander era gerente mercadológico de shows, mas ele se vestia como uma estrela do rock. Trabalhando longe dos holofotes, a sua morte foi sentida e rendeu homenagens dos grupos Sum 41 e Alice In Chains. “Você não lembra de todos, mas você se lembrava dele”, disse Jim Runge, gerente da turnê do Black Keys. Apelidado de “Incível Nick”, Alexander, 36 anos, usava calças jeans skinny, botas cano alto, jaqueta de couro, não importava a ocasião ou o clima. “Estávamos em um festival bem quente na Inglaterra, quando Nick chegou usando, jeans, notas e um cabelo impecável. Quando meu filho o conheceu, acho que ele era um integrante do Oasis”, lembra Runge. A maior parte de seu tempo, ele passava em ônibus e hotéis. O trabalho era divertido. Quando trabalhava com o Sum 41, a banda chegou em Fargo, em Dacota do Norte, e se deu conta que Alexander não estava lá. “Nós tínhamos saído de Winnipeg, e ele ainda estava em um bar”, lembra o baixista do grupo Cone McCaslin. Em Paris, Alexander foi ao Le Bataclan com Helen Wilson, uma ex-namorada. Como de costume, ele estava trajando calças jeans skinny e sua jaqueta de couto. “Se houvesse qualquer glamour neste trabalho, é porque Nick acrescentava a ele”, conta William DuVall, vocalista do Alice In Chains. GUILLAUME B. DECHERF

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Duas noites depois do show do Eagles Of Death Metal no Le Bataclan, o jornalista de música Guillaume Decherf iria cobrir o show do Motorhead no Le Zenith, em Paris, para a revista Les Inrockuptibles. Decherf tinha um gosto bem vasto, mas o hard rock e o heavy metal dominavam suas preferências. Suas recentes resenhas incluem os shows das bandas AC/DC, Mastodon e a sua banda favorita, Iron Maiden. Aos 43 anos, ele se formou em Jornalismo em Lille no ano de 1999, quando começou sua carreira escrevendo para o jornal Liberation. Posteriormente, ele trabalhou como editor o na revista Hard Rock e escreveu para a edição francesa da Rolling Stone, onde também cobriu cinema, literatura e quadrinhos, antes de ir para a Les Inrockuptibles, em 2008. "Vamos sempre lembrar de Guillaume como um ótimo jornalista e um cara muito bom com todos", diz Alain Gouvrion, editor-chefe da revista Rolling Stone, na França.