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Conheça Lexa, do hit “Posso Ser”: a CDF que virou funkeira

por em 09/03/2015

Por Bruna Serur

“Quero mostrar para que vim. Que sou diferente. A Valesca Popozuda não tem nada a ver com a Anitta, mas as pessoas comparam as duas. Admiro o trabalho da Anitta, assim como admiro o da Valesca, o da Lud[milla].” De maneira bastante segura, Lexa defende-se das comparações com Anitta, algo constante na curta trajetória da carioca de 20 anos. Se você ainda não ouviu falar nesse nome, vá se acostumando (a pronúncia correta é “Lecha”, por sinal). “Posso Ser”, seu cartão de visitas, está no Hot 100 Brasil há sete semanas e atualmente ocupa a 26ª posição. Um EP lançado em fevereiro redundou num contrato com a gravadora Som Livre, assinado na semana passada. Seu plano é lançar o primeiro álbum de verdade ainda neste semestre, o que pode ajudar a diminuir às alusões ao trabalho de Anitta.

Extensões no cabelo, maquiagem, unhas grandes e pintadas (uma de cada cor): à primeira vista, Lexa tem todos os atributos de uma funkeira típica. O que foge aos olhos – e aos estereótipos – é que, além de funkeira, Lexa é apaixonada por matemática. Ela trabalhou na área administrativa de uma construtora e passou em dois cursos no vestibular da Federal do Rio: Engenharia Civil e Matemática. Nessa segunda tentativa, despretensiosa, a CDF diz ter ficado no 5º lugar geral. Mesmo assim, e com o incentivo da família, Lexa interrompeu a vida acadêmica para se dedicar à música profissionalmente.

O interesse musical foi detectado quando Léa Araújo – o apelido Lexa foi dado pela mãe ainda na infância –, aos 3 anos, deu seus primeiros trinados em casa. Com a influência e apoio da mãe, que é produtora musical, a menina passou a se dedicar às aulas de canto, piano e violão. Subiu ao palco pela primeira vez aos 16. A música de escolha? “Agora Eu Tô Solteira”, do grupo Gaiola das Popozudas, liderado por aquela que mais tarde viria a ser sua companheira de empresa, Valesca Popozuda (ambas são representadas pela K2L). E, por incrível que pareça, isso não ocorreu na terra do funk. Foi bem longe de casa, em Belém (PA), quando seu padrasto, o cantor Cacau (ex vocalista da banda de pagode Soweto), foi fazer alguns shows na cidade. “Ele pediu uma funkeira. Minha mãe olhou para o lado e falou: ‘É você, funkeira!’ Eu até fui morar no Pará, de tanto show que tinha lá. Continuei estudando, mas falei: ‘É isso’”, narra, sorridente.

https://www.youtube.com/watch?v=JeokrP3DeEg Mesmo com apenas quatro músicas lançadas, o repertório de shows da cantora é bem versátil, indo de Cazuza e Raimundos a Katy Perry, mas suas referências são predominantemente do pop internacional. “O funk está se tornando cada vez mais pop. Sou funkeira, mas sou pop também. Escuto muito Demi Lovato, Beyoncé, Ariana Grande, Katy Perry, Madonna, Alicia Keys, e tenho uma tara pelo Guns N’ Roses”.

Seu primeiro álbum será todo de músicas originais e, em uma delas, Lexa toca o piano, sua segunda paixão. “Primeiro cantar, segundo piano, terceiro compor”, elenca. “A maioria das minhas músicas é escrita pelo DJ Batutinha. Mas escrevi algumas também e duas são do Humberto Tavares”, adianta a cantora.

Sobre o início da fama, Lexa parece encantada. “Tudo é novo, tudo é legal. Se você perde esse entusiasmo, perde essa essência gostosa, não tem mais graça. Sou tiete ‘pra caraca’! Pago um mico ridículo, mas adoro. Por exemplo, a Sandy viu o meu clipe [no Multishow] e eu quase tive um troço. Ela foi a minha maior inspiração musical. É uma das pessoas que eu quero conhecer”, diz, entre sorrisos maiores do que o rosto parece suportar. Além de Sandy, estão na lista de artistas a serem tietados por Lexa: Ivete Sangalo e KLB.

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Maiara & Maraisa
5
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Marília Mendonça
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Conheça Lexa, do hit “Posso Ser”: a CDF que virou funkeira

por em 09/03/2015

Por Bruna Serur

“Quero mostrar para que vim. Que sou diferente. A Valesca Popozuda não tem nada a ver com a Anitta, mas as pessoas comparam as duas. Admiro o trabalho da Anitta, assim como admiro o da Valesca, o da Lud[milla].” De maneira bastante segura, Lexa defende-se das comparações com Anitta, algo constante na curta trajetória da carioca de 20 anos. Se você ainda não ouviu falar nesse nome, vá se acostumando (a pronúncia correta é “Lecha”, por sinal). “Posso Ser”, seu cartão de visitas, está no Hot 100 Brasil há sete semanas e atualmente ocupa a 26ª posição. Um EP lançado em fevereiro redundou num contrato com a gravadora Som Livre, assinado na semana passada. Seu plano é lançar o primeiro álbum de verdade ainda neste semestre, o que pode ajudar a diminuir às alusões ao trabalho de Anitta.

Extensões no cabelo, maquiagem, unhas grandes e pintadas (uma de cada cor): à primeira vista, Lexa tem todos os atributos de uma funkeira típica. O que foge aos olhos – e aos estereótipos – é que, além de funkeira, Lexa é apaixonada por matemática. Ela trabalhou na área administrativa de uma construtora e passou em dois cursos no vestibular da Federal do Rio: Engenharia Civil e Matemática. Nessa segunda tentativa, despretensiosa, a CDF diz ter ficado no 5º lugar geral. Mesmo assim, e com o incentivo da família, Lexa interrompeu a vida acadêmica para se dedicar à música profissionalmente.

O interesse musical foi detectado quando Léa Araújo – o apelido Lexa foi dado pela mãe ainda na infância –, aos 3 anos, deu seus primeiros trinados em casa. Com a influência e apoio da mãe, que é produtora musical, a menina passou a se dedicar às aulas de canto, piano e violão. Subiu ao palco pela primeira vez aos 16. A música de escolha? “Agora Eu Tô Solteira”, do grupo Gaiola das Popozudas, liderado por aquela que mais tarde viria a ser sua companheira de empresa, Valesca Popozuda (ambas são representadas pela K2L). E, por incrível que pareça, isso não ocorreu na terra do funk. Foi bem longe de casa, em Belém (PA), quando seu padrasto, o cantor Cacau (ex vocalista da banda de pagode Soweto), foi fazer alguns shows na cidade. “Ele pediu uma funkeira. Minha mãe olhou para o lado e falou: ‘É você, funkeira!’ Eu até fui morar no Pará, de tanto show que tinha lá. Continuei estudando, mas falei: ‘É isso’”, narra, sorridente.

https://www.youtube.com/watch?v=JeokrP3DeEg Mesmo com apenas quatro músicas lançadas, o repertório de shows da cantora é bem versátil, indo de Cazuza e Raimundos a Katy Perry, mas suas referências são predominantemente do pop internacional. “O funk está se tornando cada vez mais pop. Sou funkeira, mas sou pop também. Escuto muito Demi Lovato, Beyoncé, Ariana Grande, Katy Perry, Madonna, Alicia Keys, e tenho uma tara pelo Guns N’ Roses”.

Seu primeiro álbum será todo de músicas originais e, em uma delas, Lexa toca o piano, sua segunda paixão. “Primeiro cantar, segundo piano, terceiro compor”, elenca. “A maioria das minhas músicas é escrita pelo DJ Batutinha. Mas escrevi algumas também e duas são do Humberto Tavares”, adianta a cantora.

Sobre o início da fama, Lexa parece encantada. “Tudo é novo, tudo é legal. Se você perde esse entusiasmo, perde essa essência gostosa, não tem mais graça. Sou tiete ‘pra caraca’! Pago um mico ridículo, mas adoro. Por exemplo, a Sandy viu o meu clipe [no Multishow] e eu quase tive um troço. Ela foi a minha maior inspiração musical. É uma das pessoas que eu quero conhecer”, diz, entre sorrisos maiores do que o rosto parece suportar. Além de Sandy, estão na lista de artistas a serem tietados por Lexa: Ivete Sangalo e KLB.