NOTÍCIAS

Conheça Malía, a jovem cantora que aposta na versatilidade

Carioca é a mais nova contratada da Universal, mas já fazia sucesso no Instagram

por Rebecca Silva em 19/09/2017

Recém-contratada da gravadora Universal, a cantora e compositora carioca Malía fez barulho na internet com o seu primeiro single, “Escuta”, mas já fazia sucesso no Instagram, onde é vista como It Girl, compartilhando com os quase 30 mil seguidores seu estilo de vida e a forma sustentável com que se veste.

A jovem, de apenas 18 anos, é integrante do coletivo DUTO, baseado em Madureira, bairro da Zona Norte do Rio. A gravadora também lançou os rappers QXÓ e Ramonzin, do mesmo coletivo. Malía é moradora da Cidade de Deus, conhecida mundialmente após o filme de mesmo nome.

A diversidade e ousadia que já eram características de seus looks no Instagram estão agora ganhando espaço em seu trabalho musical. A Billboard Brasil conversou com a cantora sobre os primeiros passos na carreira profissional:

 

Como você começou a sua carreira musical?

Eu estudava em um colégio municipal onde tinha aula de música. Não era nada demais, mas a gente ouvia música, cantava. A professora me ouviu e pediu para todo mundo ficar quieto, para me escutar melhor. Ela me inscreveu no Festival da Canção das Escolas Municipais do Rio de Janeiro (FECEM), mas a música precisava ser autoral. Me forcei a escrever, a começar a me dedicar para a composição. Eu tinha entre 11 e 12 anos, foi a primeira vez que subi no palco. No ano seguinte, participei de novo e ganhei prêmios de Melhor Arranjo e Melhor Interpretação.

E sua história com o coletivo DUTO, como começou?

O DUTO é um projeto que existe, no papel, desde 2009, mas só criou asas mesmo há uns dois anos. Foi quando o Marcello [Dughettu, artista e fundador do coletivo] entrou em contato comigo pelo Instagram. Conversamos, nos conhecemos. Fui lá no começo, quando eram apenas ideias, sonhos. Rolou a proposta. Posso dizer que aprendi muito, que amadureci com o coletivo.

O coletivo fechou parceria com a Universal e entrou para o casting da gravadora. Como está sendo esse momento?

Foi uma consequência, a continuidade do trabalho. Me sinto pronta porque tive base e pessoas que me prepararam para esse momento.

O que podemos esperar depois do primeiro single, “Escuta”? Você está preparando algo em estúdio?

Estou sempre em estúdio, não paro de escrever, buscar referências, estudar. Não posso falar muito no momento, mas estou me preparando porque assim que eu tiver uma data, eu vou saber exatamente o que quero fazer.

E quais são essas referências?

Estou ouvindo muito as drags, Pabllo Vittar e Gloria Groove. Também estou escutando o trabalho do Rico Dalasam. Eles estão muito à frente musicalmente, prestam muita atenção no conteúdo.

Você já se destacava pelo seu estilo. Como foi o processo de autoconhecimento e como você expôs isso nas suas roupas?

Eu não tinha dinheiro, as roupas que eu usava tinham sido das minhas tias. Com uns 13 anos, eu aceitei essa condição, que eu não tinha como comprar minhas próprias roupas e, assim, abri um leque de possibilidades, comecei a misturar. Não tenho vergonha, tenho muita liberdade para usar as peças, ousar. Desse jeito, criei conexões com garotas iguais, na mesma situação. Hoje, ganho muitas roupas e faço questão de usar todas.

Você vem de uma região periférica do Rio e, aos 18 anos, já é vista como exemplo de representatividade para muitas outras meninas. Como é essa responsabilidade para você?

Em 2014, quando recebi o título de It Girl, li uma frase que gostei e me marcou. Falava sobre poder circular pelo asfalto e pela favela. Eu passei três anos da minha vida sendo bolsista em uma escola na Lagoa [bairro da Zona Sul do Rio, abastado] e voltava para casa. As meninas viam que era possível você ir e vir. Mostrava que a gente podia sim transitar pelos espaços e, mais importante, sem se sentir deslocado. Para mim, é natural porque minha mãe me ensinou a ocupar os espaços porque eu posso tanto quanto os outros. As pessoas criam muitas barreiras. E também confundem gostar de muita coisa com indecisão. Minha música é pop, reggae, psicodélica. Mas meu ídolo é Djavan. Ao mesmo tempo, posso ouvir e dançar funk. Temos muitas possibilidades.

  • HOT 100
    BRASIL
  • BILLBOARD
    200
  • HOT 100
    EUA
1
Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
2
Amor Da Sua Cama
Felipe Araújo
3
Saudade
Eduardo Costa
4
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
5
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
RANKING COMPLETO
NOTÍCIAS

Conheça Malía, a jovem cantora que aposta na versatilidade

Carioca é a mais nova contratada da Universal, mas já fazia sucesso no Instagram

por Rebecca Silva em 19/09/2017

Recém-contratada da gravadora Universal, a cantora e compositora carioca Malía fez barulho na internet com o seu primeiro single, “Escuta”, mas já fazia sucesso no Instagram, onde é vista como It Girl, compartilhando com os quase 30 mil seguidores seu estilo de vida e a forma sustentável com que se veste.

A jovem, de apenas 18 anos, é integrante do coletivo DUTO, baseado em Madureira, bairro da Zona Norte do Rio. A gravadora também lançou os rappers QXÓ e Ramonzin, do mesmo coletivo. Malía é moradora da Cidade de Deus, conhecida mundialmente após o filme de mesmo nome.

A diversidade e ousadia que já eram características de seus looks no Instagram estão agora ganhando espaço em seu trabalho musical. A Billboard Brasil conversou com a cantora sobre os primeiros passos na carreira profissional:

 

Como você começou a sua carreira musical?

Eu estudava em um colégio municipal onde tinha aula de música. Não era nada demais, mas a gente ouvia música, cantava. A professora me ouviu e pediu para todo mundo ficar quieto, para me escutar melhor. Ela me inscreveu no Festival da Canção das Escolas Municipais do Rio de Janeiro (FECEM), mas a música precisava ser autoral. Me forcei a escrever, a começar a me dedicar para a composição. Eu tinha entre 11 e 12 anos, foi a primeira vez que subi no palco. No ano seguinte, participei de novo e ganhei prêmios de Melhor Arranjo e Melhor Interpretação.

E sua história com o coletivo DUTO, como começou?

O DUTO é um projeto que existe, no papel, desde 2009, mas só criou asas mesmo há uns dois anos. Foi quando o Marcello [Dughettu, artista e fundador do coletivo] entrou em contato comigo pelo Instagram. Conversamos, nos conhecemos. Fui lá no começo, quando eram apenas ideias, sonhos. Rolou a proposta. Posso dizer que aprendi muito, que amadureci com o coletivo.

O coletivo fechou parceria com a Universal e entrou para o casting da gravadora. Como está sendo esse momento?

Foi uma consequência, a continuidade do trabalho. Me sinto pronta porque tive base e pessoas que me prepararam para esse momento.

O que podemos esperar depois do primeiro single, “Escuta”? Você está preparando algo em estúdio?

Estou sempre em estúdio, não paro de escrever, buscar referências, estudar. Não posso falar muito no momento, mas estou me preparando porque assim que eu tiver uma data, eu vou saber exatamente o que quero fazer.

E quais são essas referências?

Estou ouvindo muito as drags, Pabllo Vittar e Gloria Groove. Também estou escutando o trabalho do Rico Dalasam. Eles estão muito à frente musicalmente, prestam muita atenção no conteúdo.

Você já se destacava pelo seu estilo. Como foi o processo de autoconhecimento e como você expôs isso nas suas roupas?

Eu não tinha dinheiro, as roupas que eu usava tinham sido das minhas tias. Com uns 13 anos, eu aceitei essa condição, que eu não tinha como comprar minhas próprias roupas e, assim, abri um leque de possibilidades, comecei a misturar. Não tenho vergonha, tenho muita liberdade para usar as peças, ousar. Desse jeito, criei conexões com garotas iguais, na mesma situação. Hoje, ganho muitas roupas e faço questão de usar todas.

Você vem de uma região periférica do Rio e, aos 18 anos, já é vista como exemplo de representatividade para muitas outras meninas. Como é essa responsabilidade para você?

Em 2014, quando recebi o título de It Girl, li uma frase que gostei e me marcou. Falava sobre poder circular pelo asfalto e pela favela. Eu passei três anos da minha vida sendo bolsista em uma escola na Lagoa [bairro da Zona Sul do Rio, abastado] e voltava para casa. As meninas viam que era possível você ir e vir. Mostrava que a gente podia sim transitar pelos espaços e, mais importante, sem se sentir deslocado. Para mim, é natural porque minha mãe me ensinou a ocupar os espaços porque eu posso tanto quanto os outros. As pessoas criam muitas barreiras. E também confundem gostar de muita coisa com indecisão. Minha música é pop, reggae, psicodélica. Mas meu ídolo é Djavan. Ao mesmo tempo, posso ouvir e dançar funk. Temos muitas possibilidades.