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Conheça Miles Cooley, o advogado que já recuperou US$ 30 milhões para Jay Z

Ele ficou conhecido após defender o rapper

por Rebecca Silva em 09/05/2017

Recentemente, o direito ganhou uma nova figura icônica em que as pessoas podem se espelhar e admirar, mesmo que seja fictícia: Annalise Keating. A protagonista da série How To Get Away With Murder é poderosa e persuasiva e consegue ganhar seus casos com maestria.

TUDO QUE SABEMOS SOBRE O NOVO ÁLBUM DE JAY Z

Mas, a vida real dos advogados é muito mais intensa e menos glamurosa do que as reviravoltas escritas por roteiristas hollywoodianos. Mesmo que os casos aconteçam bem ao lado, em Los Angeles, e com famosos.

RANKING: OS DUETOS DE BEYONCÉ E JAY Z

Conversamos com Miles Cooley, advogado especializado em defender estrelas da música e atletas no tribunal, durante uma rápida passagem pelo Brasil. Entre suas façanhas está recuperar 50 gravações roubadas de Jay Z, avaliadas em mais de US$ 30 milhões.

Você já trabalhou com grandes nomes da indústria musical como Rihanna e Jay Z. Qual a parte mais difícil de trabalhar com pessoas famosas?

Amo trabalhar com artistas talentosos e eu realmente não acho que trabalhar com eles é muito mais difícil do que trabalhar para típicos clientes corporativos, exceto que, às vezes, tenho menos acesso a eles devido as suas agendas ocupadas.

Costumamos ver processos contra artistas por causa de plágios e propriedade intelectual. Como é defender um caso sobre algo não tangível, como as ideias e inspirações?

Fundamentalmente, meu trabalho é defender a arte e os artistas e muito da arte ou dos direitos legais relacionados à arte é de alguma forma filosófico. Mas mesmo assim, acredito que a propriedade intelectual pode ser apresentada como bastante palpável – por exemplo, as pessoas entendem intuitivamente que os artistas devem ser os donos das canções que escrevem e se outros usam essas músicas sem permissão, isso é injusto. Veja o caso do Robin Thicke devido a canção "Blurred Lines". Não tenho certeza de que eu pessoalmente concordo com o resultado, mas não houve dúvida de que o júri viu algo palpável para o lado do Marvin Gaye.

Li que você defendeu Rihanna em um caso de vazamento de canos em uma mansão que ela Morava em Beverly Hills. Isso ajuda a te manter com o pé no chão?

Claro que sim. Nada como rastejar em um sótão mofado com uma lanterna à procura de defeitos de construção. Gosto de fazer qualquer coisa que vá contra o estereótipo "advogado de entretenimento num terno bacana". Gosto de sair do escritório e pôr a mão na massa, com certeza.

Você também defendeu Jay Z quando algumas gravações dele foram roubadas por um ex-estagiário da sua gravadora. O que mais preocupa os artistas em casos assim? Qual o procedimento?

Nenhum artista quer que suas gravações originais desapareçam. Portanto, era imperativo que as conseguíssemos de volta. Tudo o que eu posso dizer é que foi preciso alguma iniciativa ao estilo James Bond para localizar os materiais e depois envolvermos a polícia. É do conhecimento público que depois houve uma ação judicial sobre a propriedade das gravações, a qual Jay Z facilmente venceu.

O caso envolvendo OJ Simpson ganhou muita atenção da mídia recentemente por causa da série American Crime Story. Você também trabalhou com atletas. Aceitaria o desafio de defender OJ Simpson ou outro esportista na mesma situação? O que te faz aceitar um caso?

Sou uma daquelas pessoas que acredita no ditado clássico "inocente até que se prove culpado", então sim, eu teria defendido OJ. Esse foi um exemplo de advocacia fantástica, realmente, o que quer que se pense sobre o veredicto real. Eu adoro solucionar problemas para os clientes, contanto que eu possa operar com ética e haja uma grande questão legal para enfrentar, estou dentro.

Como é lidar com a pressão da mídia quando você trabalha em um caso envolvendo uma grande estrela?

Tento ter um bom relacionamento com a imprensa. Se gerenciado de forma inteligente, a imprensa geralmente pode ser uma vantagem em um caso onde um cliente famoso está envolvido. Eu sou amigável com Harvey Levin do TMZ, por exemplo, ele não é uma pessoa difícil de lidar. Mas às vezes, é claro, "nada a declarar" é a melhor resposta.

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5
De Quem É A Culpa?
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Conheça Miles Cooley, o advogado que já recuperou US$ 30 milhões para Jay Z

Ele ficou conhecido após defender o rapper

por Rebecca Silva em 09/05/2017

Recentemente, o direito ganhou uma nova figura icônica em que as pessoas podem se espelhar e admirar, mesmo que seja fictícia: Annalise Keating. A protagonista da série How To Get Away With Murder é poderosa e persuasiva e consegue ganhar seus casos com maestria.

TUDO QUE SABEMOS SOBRE O NOVO ÁLBUM DE JAY Z

Mas, a vida real dos advogados é muito mais intensa e menos glamurosa do que as reviravoltas escritas por roteiristas hollywoodianos. Mesmo que os casos aconteçam bem ao lado, em Los Angeles, e com famosos.

RANKING: OS DUETOS DE BEYONCÉ E JAY Z

Conversamos com Miles Cooley, advogado especializado em defender estrelas da música e atletas no tribunal, durante uma rápida passagem pelo Brasil. Entre suas façanhas está recuperar 50 gravações roubadas de Jay Z, avaliadas em mais de US$ 30 milhões.

Você já trabalhou com grandes nomes da indústria musical como Rihanna e Jay Z. Qual a parte mais difícil de trabalhar com pessoas famosas?

Amo trabalhar com artistas talentosos e eu realmente não acho que trabalhar com eles é muito mais difícil do que trabalhar para típicos clientes corporativos, exceto que, às vezes, tenho menos acesso a eles devido as suas agendas ocupadas.

Costumamos ver processos contra artistas por causa de plágios e propriedade intelectual. Como é defender um caso sobre algo não tangível, como as ideias e inspirações?

Fundamentalmente, meu trabalho é defender a arte e os artistas e muito da arte ou dos direitos legais relacionados à arte é de alguma forma filosófico. Mas mesmo assim, acredito que a propriedade intelectual pode ser apresentada como bastante palpável – por exemplo, as pessoas entendem intuitivamente que os artistas devem ser os donos das canções que escrevem e se outros usam essas músicas sem permissão, isso é injusto. Veja o caso do Robin Thicke devido a canção "Blurred Lines". Não tenho certeza de que eu pessoalmente concordo com o resultado, mas não houve dúvida de que o júri viu algo palpável para o lado do Marvin Gaye.

Li que você defendeu Rihanna em um caso de vazamento de canos em uma mansão que ela Morava em Beverly Hills. Isso ajuda a te manter com o pé no chão?

Claro que sim. Nada como rastejar em um sótão mofado com uma lanterna à procura de defeitos de construção. Gosto de fazer qualquer coisa que vá contra o estereótipo "advogado de entretenimento num terno bacana". Gosto de sair do escritório e pôr a mão na massa, com certeza.

Você também defendeu Jay Z quando algumas gravações dele foram roubadas por um ex-estagiário da sua gravadora. O que mais preocupa os artistas em casos assim? Qual o procedimento?

Nenhum artista quer que suas gravações originais desapareçam. Portanto, era imperativo que as conseguíssemos de volta. Tudo o que eu posso dizer é que foi preciso alguma iniciativa ao estilo James Bond para localizar os materiais e depois envolvermos a polícia. É do conhecimento público que depois houve uma ação judicial sobre a propriedade das gravações, a qual Jay Z facilmente venceu.

O caso envolvendo OJ Simpson ganhou muita atenção da mídia recentemente por causa da série American Crime Story. Você também trabalhou com atletas. Aceitaria o desafio de defender OJ Simpson ou outro esportista na mesma situação? O que te faz aceitar um caso?

Sou uma daquelas pessoas que acredita no ditado clássico "inocente até que se prove culpado", então sim, eu teria defendido OJ. Esse foi um exemplo de advocacia fantástica, realmente, o que quer que se pense sobre o veredicto real. Eu adoro solucionar problemas para os clientes, contanto que eu possa operar com ética e haja uma grande questão legal para enfrentar, estou dentro.

Como é lidar com a pressão da mídia quando você trabalha em um caso envolvendo uma grande estrela?

Tento ter um bom relacionamento com a imprensa. Se gerenciado de forma inteligente, a imprensa geralmente pode ser uma vantagem em um caso onde um cliente famoso está envolvido. Eu sou amigável com Harvey Levin do TMZ, por exemplo, ele não é uma pessoa difícil de lidar. Mas às vezes, é claro, "nada a declarar" é a melhor resposta.