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Contagem regressiva para o Grammy: quem merece ganhar Álbum do Ano?

por em 09/12/2014
Os i
ndicados ao Grammy deste ano foram divulgados na última sexta. Beck, Beyoncé, Ed Sheeran, Sam Smith e Pharrell disputam o prêmio de Álbum do Ano, um dos mais importantes de toda a cerimônia. Mais do que nunca, esses cinco artistas estão sob os holofotes da indústria. E não é possível dizer que há um favorito nessa categoria. Os cinco belos discos podiam ganhar. Mas só um vai. Para afinar sua torcida, Billboard Brasil listou as razões pelas quais os álbuns merecem essa consagração. Também apontamos o que pode (ou deveria) pensar negativamente na escolha dos "velhinhos" do Grammy. E você, fica com qual trilha sonora?   Morning Phase, de Beck Por que merece ganhar: o 12º álbum do cantor californiano foi elogiadíssimo pelo crítica. Tem doido até dizendo que Morning Phase é o melhor disco que Beck já gravou. Bastante melancólico, com arranjos complexos e canções letárgicas, que remetem a Pink Floyd, o álbum emocionou especialmente o povo da prestigiosa revista inglesa Mojo. Na lista de melhores de 2014 que acabam de soltar, Beck ficou em primeiro lugar. Por que não merece ganhar:  o criativo artista indie já fez esse disco antes. Morning Phase tem sonoridade muito semelhante a do disco Sea Change, lançado em 2002. Ao escutar os dois, separados por mais de dez anos, não é exagero dizer que são álbuns gêmeos. E Sea Change é melhor, pois tem as arrebatadoras "Lost Cause" e "The Golden Age".   Beyoncé, de Beyoncé  Por que merece ganhar: o disco mais emotivo da carreira solo de Beyoncé foi inovador desde o início. Lançado "de surpresa", o álbum homônimo conseguiu driblar boa parte dos hackers e da pirataria com a iniciativa. Além de ser fortemente inspirado pelo nascimento de Blue Ivy, musicalmente, Beyoncé traz misturas bem executadas de R&B e música eletrônica. O destaque fica para o single “Drunk In Love”, parceria com o maridão Jay Z. Por que não merece ganhar: convenhamos, este não é o melhor disco da carreira de Beyoncé. Não temos hinos pops tão poderosos quanto "Run The World (Girls)" ou "Single Ladies", e um arrasa-quarteirão como "Crazy In Love".  O desempenho dos singles no Hot 100 – o auge foi um 2º lugar com "Drunk In Love" – comprova que este não é um trabalho que será tão lembrado quanto os anteriores da diva.   X, de Ed Sheeran  Por que merece ganhar: o disco, que chegou ao topo do Billboard 200, fez Ed Sheeran finalmente estourar nos Estados Unidos. O breakthrough do britânico possui uma produção refinada, que alia pop chiclete a algo de soul. Com o toque inconfundível de Pharrell e sonoridade que remete a Justin Timberlake , o destaque é a canção "Sing". Na faixa, Sheeran mostra que também tem dotes como rapper e é competente no falsete – sua marca registrada ao longo do disco. Por que não merece ganhar: OK, Ed é um compositor e arranjador talentoso, mas em X não decide qual caminho seguir musicalmente. Há momentos em que o disco carece de identidade. Sem falar na unidade. O soft pop-romântico a la John Mayer se confunde com os versos velozes e ritmos dançantes e, por vezes, dão a impressão de que o ruivo atira para todos os lados.   In The Lonely Hour, de Sam Smith Por que merece ganhar: a estreia de Sam Smith foi corajosa. Além de colocar um pop cheio soul nas prateleiras, o cantor assumiu sua homossexualidade logo que começou a despontar. De acordo com o britânico de apenas 22 anos de idade, In The Lonely Hour é totalmente inspirado em um rapaz que partiu seu coração. Com talento vocal distinto, Smith prova que seu sucesso vai muito além dos bastidores. "Stay With Me" é um dos hits do ano. E emplacar uma música calma, romântica – sem ser piegas – e que conta até com corais é para poucos. O disco também tem outro sucesso: "I'm Not The Only One", que traz uma linha de piano cativante, que logo deve cair nas graças dos beatmakers de rap por aí... Por que não merece ganhar: ainda que seja um belo trabalho, In The Lonely Hour pode não agradar quem vê a palavra soul e já pensa em sair dançando. A faixa de abertura, "Money On My Mind", dá a impressão de que o disco terá momentos mais festivos e dançantes. Não é o que acontece. A sequência é intimista e lenta, o que acaba exigindo muito do ouvinte.   G I R L, de Pharrell Williams Por que merece ganhar: Pharrell é figura conhecida no show biz há quase vinte anos. Mas é possível dizer que G I R L foi sua consagração como artista solo. Além de contar com "Happy", provavelmente o maior hit do ano, o trabalho joga em terreno seguro e explora parceiros de longa data do músico. As ótimas “Brand New”, com Justin Timberlake, e "Gust Of Wind", ao lado do Daft Punk, comprovam que o técnico do The Voice, além de compositor e produtor certeiro, tem os melhores amigos. Com essa turma, o resultado dificilmente ficaria abaixo da média. Por que não merece ganhar: os fãs mais antigos de Pharrell podem ter ficado decepcionados com G I R L. As aventuras do músico ao lado de outros artistas e até em seus dois projetos mais famosos (Neptunes e N.E.R.D.) costumam render produções mais criativas. Em seu segundo registro como solista, Pharrell parece estar com o freio de mão puxado. Sobra alegria, mas falta ousadia.
  • HOT 100
    BRASIL
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    200
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    EUA
1
Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
2
Amor Da Sua Cama
Felipe Araújo
3
Saudade
Eduardo Costa
4
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
5
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
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Contagem regressiva para o Grammy: quem merece ganhar Álbum do Ano?

por em 09/12/2014
Os i
ndicados ao Grammy deste ano foram divulgados na última sexta. Beck, Beyoncé, Ed Sheeran, Sam Smith e Pharrell disputam o prêmio de Álbum do Ano, um dos mais importantes de toda a cerimônia. Mais do que nunca, esses cinco artistas estão sob os holofotes da indústria. E não é possível dizer que há um favorito nessa categoria. Os cinco belos discos podiam ganhar. Mas só um vai. Para afinar sua torcida, Billboard Brasil listou as razões pelas quais os álbuns merecem essa consagração. Também apontamos o que pode (ou deveria) pensar negativamente na escolha dos "velhinhos" do Grammy. E você, fica com qual trilha sonora?   Morning Phase, de Beck Por que merece ganhar: o 12º álbum do cantor californiano foi elogiadíssimo pelo crítica. Tem doido até dizendo que Morning Phase é o melhor disco que Beck já gravou. Bastante melancólico, com arranjos complexos e canções letárgicas, que remetem a Pink Floyd, o álbum emocionou especialmente o povo da prestigiosa revista inglesa Mojo. Na lista de melhores de 2014 que acabam de soltar, Beck ficou em primeiro lugar. Por que não merece ganhar:  o criativo artista indie já fez esse disco antes. Morning Phase tem sonoridade muito semelhante a do disco Sea Change, lançado em 2002. Ao escutar os dois, separados por mais de dez anos, não é exagero dizer que são álbuns gêmeos. E Sea Change é melhor, pois tem as arrebatadoras "Lost Cause" e "The Golden Age".   Beyoncé, de Beyoncé  Por que merece ganhar: o disco mais emotivo da carreira solo de Beyoncé foi inovador desde o início. Lançado "de surpresa", o álbum homônimo conseguiu driblar boa parte dos hackers e da pirataria com a iniciativa. Além de ser fortemente inspirado pelo nascimento de Blue Ivy, musicalmente, Beyoncé traz misturas bem executadas de R&B e música eletrônica. O destaque fica para o single “Drunk In Love”, parceria com o maridão Jay Z. Por que não merece ganhar: convenhamos, este não é o melhor disco da carreira de Beyoncé. Não temos hinos pops tão poderosos quanto "Run The World (Girls)" ou "Single Ladies", e um arrasa-quarteirão como "Crazy In Love".  O desempenho dos singles no Hot 100 – o auge foi um 2º lugar com "Drunk In Love" – comprova que este não é um trabalho que será tão lembrado quanto os anteriores da diva.   X, de Ed Sheeran  Por que merece ganhar: o disco, que chegou ao topo do Billboard 200, fez Ed Sheeran finalmente estourar nos Estados Unidos. O breakthrough do britânico possui uma produção refinada, que alia pop chiclete a algo de soul. Com o toque inconfundível de Pharrell e sonoridade que remete a Justin Timberlake , o destaque é a canção "Sing". Na faixa, Sheeran mostra que também tem dotes como rapper e é competente no falsete – sua marca registrada ao longo do disco. Por que não merece ganhar: OK, Ed é um compositor e arranjador talentoso, mas em X não decide qual caminho seguir musicalmente. Há momentos em que o disco carece de identidade. Sem falar na unidade. O soft pop-romântico a la John Mayer se confunde com os versos velozes e ritmos dançantes e, por vezes, dão a impressão de que o ruivo atira para todos os lados.   In The Lonely Hour, de Sam Smith Por que merece ganhar: a estreia de Sam Smith foi corajosa. Além de colocar um pop cheio soul nas prateleiras, o cantor assumiu sua homossexualidade logo que começou a despontar. De acordo com o britânico de apenas 22 anos de idade, In The Lonely Hour é totalmente inspirado em um rapaz que partiu seu coração. Com talento vocal distinto, Smith prova que seu sucesso vai muito além dos bastidores. "Stay With Me" é um dos hits do ano. E emplacar uma música calma, romântica – sem ser piegas – e que conta até com corais é para poucos. O disco também tem outro sucesso: "I'm Not The Only One", que traz uma linha de piano cativante, que logo deve cair nas graças dos beatmakers de rap por aí... Por que não merece ganhar: ainda que seja um belo trabalho, In The Lonely Hour pode não agradar quem vê a palavra soul e já pensa em sair dançando. A faixa de abertura, "Money On My Mind", dá a impressão de que o disco terá momentos mais festivos e dançantes. Não é o que acontece. A sequência é intimista e lenta, o que acaba exigindo muito do ouvinte.   G I R L, de Pharrell Williams Por que merece ganhar: Pharrell é figura conhecida no show biz há quase vinte anos. Mas é possível dizer que G I R L foi sua consagração como artista solo. Além de contar com "Happy", provavelmente o maior hit do ano, o trabalho joga em terreno seguro e explora parceiros de longa data do músico. As ótimas “Brand New”, com Justin Timberlake, e "Gust Of Wind", ao lado do Daft Punk, comprovam que o técnico do The Voice, além de compositor e produtor certeiro, tem os melhores amigos. Com essa turma, o resultado dificilmente ficaria abaixo da média. Por que não merece ganhar: os fãs mais antigos de Pharrell podem ter ficado decepcionados com G I R L. As aventuras do músico ao lado de outros artistas e até em seus dois projetos mais famosos (Neptunes e N.E.R.D.) costumam render produções mais criativas. Em seu segundo registro como solista, Pharrell parece estar com o freio de mão puxado. Sobra alegria, mas falta ousadia.