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Courtney Love comenta sua estreia na ópera e seus namoros

por em 09/01/2015
Por
Ray Rogers “Estou usando meu pijama porque estou resfriada”, diz Courtney Love, vestindo pijama de seda e moletom em seu quarto, no Gramercy Park Hotel, em Nova York, enquanto dá um gole em um suco verde que seu mais recente colaborador, o escritor de teatro e compositor Todd Almond, trouxe para ela. Os dois estrelam juntos a ópera Kansas City Choir Boy, em que a deusa do rock interpreta uma deusa grega, Atenas, que emerge de uma pequena cidade para encontrar seu destino. Em uma prévia da peça, realizada em dezembro, Michael Stipe, ex-vocalista do R.E.M., parecia bastante emocionado, tendo gritado "caramba!" (na verdade, ele gritou uma palavra menos polida), enquanto limpava uma lágrima. Voltando ao quarto de hotel, onde Courtney e Almond discutem o espetáculo, alguém bate na porta. “Meus injetáveis!”, grita a viúva de Kurt Cobain, explicando que seu médico enviou algumas seringas de vitaminas para ajudar em seu resfriado. “Agora você pode dizer que viu Courtney Love com suas agulhas”, brinca. Courtney, o que mais a atraiu em fazer uma ópera? Courtney Love: Eu estava em turnê pela Austrália e foi algo bem piegas, sensível, com poucas pessoas. É aí que estamos – literalmente, no circuito dos velhinhos. Durante a apresentação de “Doll Parts” [de sua banda Hole], pensei: “nós já acabamos?”. Eu queria fazer algo diferente e isso é ótimo. Eu não escrevi nenhum parte [da ópera] e isso é novo para mim – desapegar. Como você descreveria a química entre você e Todd? Courtney: Nos entendemos física e psiquicamente – nos movemos e nos sentimos como um casal. Conheço poucos homens mais altos ou mais pálidos do que eu. Eu sou a mais branca que é possível ser, mas ele é ainda mais; dá para ver através dele. Chamo ele de translúcido. Outro dia, estava escutando Todd tocar e me lembrei de quando eu namorava Trent Reznor, que é muito talentoso, mas Todd é mais. Trent e eu íamos ao hotel Sunset Marquis [em Hollywood]. Havia um piano que ele tocava enquanto eu cantava. Como é maravilhoso eu ter encontrado alguém melhor que o Trent! Todd Almond: Com Courtney, é como se eu tivesse um imã no interior da minha espinha que eu não sabia que estava ali. Todd, por que Courtney foi uma boa escolha para esse papel? Almond: A personagem tem essa qualidade icônica: abraça seu destino. Há essas duas pessoas que estão profundamente apaixonadas. Enquanto ele pertence à Kansas City, o destino dela é muito mais grandioso. Courtney é todas essas coisas. Courtney: Eu consigo me identificar até certo ponto. Um garoto e uma garota que são os mais descolados da cidade, como em Minneapolis, onde eu tinha um namorado que parecia um quadro de Botticelli. Ele tinha uma banda pequena e o fiz vir para Los Angeles comigo e ele falhou espetacularmente. Ele não conseguiu lidar com isso. É uma lenda local em Minneapolis que separei sua banda – acho que eles chamavam-se The Bastards. Ele era o baterista e eu o levei embora – ele era idiota, mas era lindo. Nós dormimos em sofás em casas diferentes. Eu trabalhava em clube de striptease e colocava comida na mesa. Ele simplesmente não conseguia lidar com o que eu queria. Se eu não tivesse sucesso, me jogaria de um telhado. Sério, eu não tinha um plano B. Então, definitivamente, consigo simpatizar com a ambição dela. Entendo que essa personagem precisa sair de Kansas City, mas ela está apaixonada. Isso é algo real, um amor tipo o meu e de Kurt. Todd escreveu a peça, mas vocês debatiam durante a criação? Courtney: A única contribuição que fiz foi enviar a Todd um vídeo de Lindsey Buckingham e Stevie Nicks [com o Fleetwood Mac] durante a Mirage Tour, em 1982. Eles estão cantando “The Chain”. São a maior banda do mundo, estavam loucos de cocaína e absolutamente se odiavam. Ela estava no ponto alto de sua beleza. Ele também. Ele tem a voz de um garoto de coral, como Todd. Enviei a ele porque é ópera. Isso é opera. Celebrity Skin [do Hole] é uma ópera. Cada um dos discos que lancei, com a exceção de America's Sweetheart, que era uma droga, teve uma situação temática. Então, não sinto que estou fazendo algo que não deveria estar fazendo.
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Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
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Amor Da Sua Cama
Felipe Araújo
3
Saudade
Eduardo Costa
4
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
5
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
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Courtney Love comenta sua estreia na ópera e seus namoros

por em 09/01/2015
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Ray Rogers “Estou usando meu pijama porque estou resfriada”, diz Courtney Love, vestindo pijama de seda e moletom em seu quarto, no Gramercy Park Hotel, em Nova York, enquanto dá um gole em um suco verde que seu mais recente colaborador, o escritor de teatro e compositor Todd Almond, trouxe para ela. Os dois estrelam juntos a ópera Kansas City Choir Boy, em que a deusa do rock interpreta uma deusa grega, Atenas, que emerge de uma pequena cidade para encontrar seu destino. Em uma prévia da peça, realizada em dezembro, Michael Stipe, ex-vocalista do R.E.M., parecia bastante emocionado, tendo gritado "caramba!" (na verdade, ele gritou uma palavra menos polida), enquanto limpava uma lágrima. Voltando ao quarto de hotel, onde Courtney e Almond discutem o espetáculo, alguém bate na porta. “Meus injetáveis!”, grita a viúva de Kurt Cobain, explicando que seu médico enviou algumas seringas de vitaminas para ajudar em seu resfriado. “Agora você pode dizer que viu Courtney Love com suas agulhas”, brinca. Courtney, o que mais a atraiu em fazer uma ópera? Courtney Love: Eu estava em turnê pela Austrália e foi algo bem piegas, sensível, com poucas pessoas. É aí que estamos – literalmente, no circuito dos velhinhos. Durante a apresentação de “Doll Parts” [de sua banda Hole], pensei: “nós já acabamos?”. Eu queria fazer algo diferente e isso é ótimo. Eu não escrevi nenhum parte [da ópera] e isso é novo para mim – desapegar. Como você descreveria a química entre você e Todd? Courtney: Nos entendemos física e psiquicamente – nos movemos e nos sentimos como um casal. Conheço poucos homens mais altos ou mais pálidos do que eu. Eu sou a mais branca que é possível ser, mas ele é ainda mais; dá para ver através dele. Chamo ele de translúcido. Outro dia, estava escutando Todd tocar e me lembrei de quando eu namorava Trent Reznor, que é muito talentoso, mas Todd é mais. Trent e eu íamos ao hotel Sunset Marquis [em Hollywood]. Havia um piano que ele tocava enquanto eu cantava. Como é maravilhoso eu ter encontrado alguém melhor que o Trent! Todd Almond: Com Courtney, é como se eu tivesse um imã no interior da minha espinha que eu não sabia que estava ali. Todd, por que Courtney foi uma boa escolha para esse papel? Almond: A personagem tem essa qualidade icônica: abraça seu destino. Há essas duas pessoas que estão profundamente apaixonadas. Enquanto ele pertence à Kansas City, o destino dela é muito mais grandioso. Courtney é todas essas coisas. Courtney: Eu consigo me identificar até certo ponto. Um garoto e uma garota que são os mais descolados da cidade, como em Minneapolis, onde eu tinha um namorado que parecia um quadro de Botticelli. Ele tinha uma banda pequena e o fiz vir para Los Angeles comigo e ele falhou espetacularmente. Ele não conseguiu lidar com isso. É uma lenda local em Minneapolis que separei sua banda – acho que eles chamavam-se The Bastards. Ele era o baterista e eu o levei embora – ele era idiota, mas era lindo. Nós dormimos em sofás em casas diferentes. Eu trabalhava em clube de striptease e colocava comida na mesa. Ele simplesmente não conseguia lidar com o que eu queria. Se eu não tivesse sucesso, me jogaria de um telhado. Sério, eu não tinha um plano B. Então, definitivamente, consigo simpatizar com a ambição dela. Entendo que essa personagem precisa sair de Kansas City, mas ela está apaixonada. Isso é algo real, um amor tipo o meu e de Kurt. Todd escreveu a peça, mas vocês debatiam durante a criação? Courtney: A única contribuição que fiz foi enviar a Todd um vídeo de Lindsey Buckingham e Stevie Nicks [com o Fleetwood Mac] durante a Mirage Tour, em 1982. Eles estão cantando “The Chain”. São a maior banda do mundo, estavam loucos de cocaína e absolutamente se odiavam. Ela estava no ponto alto de sua beleza. Ele também. Ele tem a voz de um garoto de coral, como Todd. Enviei a ele porque é ópera. Isso é opera. Celebrity Skin [do Hole] é uma ópera. Cada um dos discos que lancei, com a exceção de America's Sweetheart, que era uma droga, teve uma situação temática. Então, não sinto que estou fazendo algo que não deveria estar fazendo.